A Flor Misteriosa
8 Safira Wood
Notas iniciais
Bom, ontem eu descobri que o Harris vê fantasmas. Talvez ele possa tentar falar com minha mãe, seria bem interessante conhecê-la. Talvez um pouco apavorante, pois, ora bolas, ela é um FANTASMA.
Não consigo parar de pensar em como deve ser ver fantasmas, conhecer gente morta. Conhecer pessoas de outras épocas e talvez até ajudá-las.
Lembro-me que na minha visão, o fantasma com quem Harris estava conversando, tira uma safira da gaveta, depois dele perguntar qual o nome de sua filha. Então resolvi perguntar a minha mãe adotiva qual é o nome da minha verdadeira mãe. Ela me olhou um pouco preocupada, mas disse:
- Rose Black. Esse era o nome dela
E eu fiquei pensando será que Harris conheceu minha mãe? Preciso falar com ele AGORA.
Hoje de manhã fui falar com Daniel.
- Harris!
- Oi, estou bem, obrigado por perguntar... O que você quer?
- Nada só quero conversar com você – me fiz de inocente, é claro.
- Sim, vem com essa, eu finjo que acredito – ele respondeu, irritado.
- Tudo bem – disse bufando — Você conhece Rose Black?
- Por que você quer saber? — ele fechou o armário e saiu andando pelo corredor. Fui atrás dele dizendo:
- Por... Por nada...
- Então não vou falar nada! — ele estava mesmo irritado, mas isso me convenceu a falar toda a verdade.
- Ela é minha mãe, tá bem? — eu disse.
- Mas sua mãe é a Sra. Wood – disse Harris confuso.
- Bom, Harris eu sou adotada.
- Mas Rose Black esta morta
- Eu sei, porque você acha que eu sou adotada? Além do mais, eu vi...
- Como assim você viu? — ele parou no corredor. Estava ficando mais confuso.
- Harris – eu respirei fundo – Eu vejo o futuro
Por um segundo, ele ficou confuso. Depois, supreso. Então, começou a compreender.
- Ah! Por isso você sabe os dons/maldições de todo mundo...
- Você pode me levar ate aquela velha casa? — eu perguntei.
- Como você sabe da casa? — ele perguntou em resposta.
- Eu vejo o futuro, Harris – eu abaixei a voz enquanto duas garotinhas passavam por nós.
- Claro! — foi impressão minha ou ele estava realmente feliz em ir a uma casa velha e escura comigo? – Amanhã te levo lá.
- Amanhã? Porque não hoje?
- Prometi que ia jantar com meus pais hoje, desculpe – ele deu de ombros – E, não me leve a mal, eles nunca costumam ficar em casa tempo o suficiente para jantar.
- Tudo bem... — confesso que me senti um pouquinho mal por ele – Amanhã então.
E me despedi com um beijo na bochecha (não sei se foi por pena ou por outra coisa, mas confesso que queria ter dado esse beijo há um tempinho)
Bom, acho que realmente gosto do Harris, se não como você explicaria:
- OS BEIJOS NA BOCHECHA
- OS DESENHOS QUE EU FAÇO DELE (não tinha contado isso antes)
- E OS ESTRANHOS SONHOS DE EU E ELE JUNTOS
É isso eu gosto do Harris.
Mas, caramba, eu não quero gostar do Harris. Ele é chato, irritante e é provável que esteja tramando um plano malvado com o Hitler ou outro cara mal morto.
Além do mais, será que ele gosta de mim? Acho que ele esta gostando da idiota da Polly! Às vezes vejo ele olhando enquanto ela passa rebolando. E às vezes ela sorri e lança aquele olhar de garota-rica-e-bonita pra ele e o maldito Harris fica todo metido! Tinha que ser... a garota bonitinha sempre leva a melhor.
Bom, Polly se você estiver lendo isso quero que saiba: se não se afastar do Daniel eu vou arrancar seus lindos cabelos entendeu?
(A não ser que ele peguem fogo enquanto eu os esteja puxando. Isso não seria muito legal)
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