Notas iniciais
Oi oi mes anges! Desculpinhas por postar um pouco tarde, saí de casa e não tive muito tempo de escrever u.u Milo - MAS A GENTE VOLTA EHE! Claro ^^ e aqui está mais um cap Espero que gostem, Boa leitura =^.^=

– CUIDADO AÍ AIOLIA! — berrou uma voz feminina. O leonino a olhou por uns segundos e logo bateu em retirada, a flecha cravou na pilastra, por poucos centímetros não teria sido sua cabeça.

– SUA DOIDA! MIRA DIREITO! — berrou frustado. Ela riu. — AIOLOS NÃO TE ENSINA DIREITO NÃ... — foi interrompido devido a um tapa bem dado na cabeça. — AIÊ!

– Me respeite, seu idiota! — rosnou o sagitariano que se aproximou deles. — Até parece que eu não a treinaria bem!

A garota riu. Sentou na pilastra observando os dois irmãos discutirem, o arco pousado ao seu lado.

– Apreciando a treta? — a voz do canceriano ecoou em seus ouvidos e se virou. — Ein?

– Claro, treta é a melhor coisa, pai. — sorriu enquanto desfazia o rabo de cavalo deixando os cabelos longos se espalharem. — Ainda mais quando se trata DESSES dois. — riu.

Victorie encarou Aiolia e Aiolos que pareciam estar prestes a voar um no outro. A garota apenas observava sorrindo.

Os anos passaram como um piscar de olhos, estava com seus 18 para 19 anos. Os cabelos antes longos, agora estavam ainda maiores, assim como Kalika, a quem gostava de recorrer em assuntos "especiais", recusou a máscara, seus olhos castanhos eram bem visíveis a todos. Havia se tornado muito bonita, em todos os sentidos. Mas o que nunca se esvaia era seu ar de criança travessa e adorável.

– Estava mirando de propósito, não é? — Máscara estreitou os olhos. Ela sorriu inocente ao inclinar a cabeça para o lado. — Esse. sorriso. não. cola!

– Ain, que ruindade! — fez bico e se levantou. — Eu não queria machucar tio Aio. — sorriu amavelmente para ele.

– Sei...

– Claro... mais tarde temos treino mocinha! Não ouse faltar! — Máscara impôs autoritário.

– Vai me prender no quarto é? — riu, mas logo parou ao ver o sorriso sonhador do canceriano. — AH NÃO!

– Calma, estou brincando! — sorriu e bagunçou seus cabelos.

Os dois cancerianos se viraram para assistir os irmãos, soltaram um "awwn" melancólico quando viram que eles tinham parado de brigar.

– Pelo amor de deus! Cuidado com esse arco! — Aiolos a sacudiu. Parecia que ele tinha uma mania por isso.

– Tô cuidando mestre 2, tô cuidando! — se afastou fingindo pavor, os olhos arregalados. O canceriano gargalhava.

Sentou na escadaria de câncer, logo após o almoço, tinha o arco que ganhou de presente de Aiolos nos braços, passava os dedos por ele se perdendo em lembranças.

A brisa fresca era agradável, via seus cabelos compridos dançarem com o vento e baterem em seu rosto, mas não fez questão de tirá-los. Fez um pequeno som para se distrair, um assobio de quatro notas.

– Por que gostam tanto de ficar comigo? — perguntou docemente às almas que se aproximavam dela e a rodeavam. — Não se cansam disso? — passou a mão por uma delas como se fizesse carinho.

– Falando sozinha? — ouviu uma voz grave atrás de si, conhecia bem, conhecia bem a voz de cada dono das 12 casas.

– Saga. — sorriu levemente e deu tapinhas no vazio ao seu lado onde ele logo se sentou. — O que está fazendo tão longe de seu "covil"? — inclinou a cabeça para o lado.

– Me distraindo, e as vezes tentando pensar... em algo que não seja... você sabe. — deu de ombros. Ela sabia do que ele falava, o geminiano mais novo lhe contara quando pequena. — As vezes as memórias voltam.

– Saga, você NÃO vai fazer mais nada ok? Ares não vai mais tomar conta de você. — sorriu. — Sempre quis um irmão gêmeo. — disse de repente e fez bico.

– Por que?

– Eu sempre quis um beliche! — cruzou os braços emburrada. Ele gargalhou com gosto. — QUIÉ?!

– Só você mesmo. — disse ainda rindo. — Nem nisso eu tive sorte com Kanon. — o geminiano fez bico da mesma forma.

– PELO MENOS EU NÃO CAÍA DA CAMA A CADA 10 MINUTOS! — viram Kanon na saída de gêmeos, fuzilando os dois.

– A CULPA É SUA POR SER GORDO! — retrucou o geminiano mais novo. Victorie deitou no chão de pedra rindo enquanto os gêmos ficavam no bate boca.

Se agarrou a uma pilastra antes que saísse rolando pelo chão. Ah não! Sua beleza não seria estragada por um... chão.

– Afrodite Afrodite... deixe de narcisismo. — Dohko riu e o esperou se recuperar.

– Não enche! — bufou e avançou no libriano lançando algumas rosas.

– Pisciano chato... — disse em tom como se não quisesse nada. O outro estreitou os olhos. — E não é?

Desviou de algumas rosas, outras não houve como fugir, ganhou pequenos arranhados e agarrou outras com as mãos.

Pausaram o treino. Na arena apenas havia ele, Dohko, Camus e Mu. Se juntaram na arquibancada, no canto, onde teriam paz.

– Então... vai abrir o jogo? — Camus se virou imediatamente para o pisciano.

– A que se refere? — arqueou a sobrancelha.

– Ora... para nós está muito claro que você está... mudado. — Mu disse com a intenção de disfarçar a verdadeira intenção.

– E dai? — arqueou a sobrancelha.

– Ah parem de tentar esconder! — Dohko exclamou impaciente e olhou para o pisciano. — Você não pode esconder, está caidinho por ela.

– DOHKO! — berrou Mu. Claro que queria saber da "fofoca" mas deixar tão explícito assim...

– Quié? É a verdade. — deu de ombros.

– De quem vocês estão falando? — Afrodite começava a se irritar.

– Dite Dite... você não é lerdo assim pra fofoca! Além de que está tão na cara... você está sendo tão transparente quanto Milo foi. — Camus sorriu divertido. Aquilo se mostrou um entretenimento maravilhoso para o aquariano.

– Não sei do que vocês... ESTÃO MALUCOS?! É CLARO QUE NÃO! N Ã O! ISSO NUNCA! — berrou histérico assustando os outros. Aquilo era um ultraje! Se levantou e marchou para fora da arena furioso.

Os demais observavam, sabiam que era mentira. Claro que era mentira! Todos sabiam muito bem, e shippavam os dois, estava na cara que ficariam juntos, talvez desde muito tempo, mesmo que antes eles sequer conhecessem o significado de tal sentimento. E é claro... tudo isso acontecia pelas costas do canceriano.

– Tá tudo bem? Parece irritado. — disse Victorie ao olhar Afrodite subir as escadarias com a cara emburrada.

– Estou, só os outros falando bobagens! — respondeu tentando se manter o mais "normal" possível. Ele fitou Saga do lado da canceriana. — Saga por aqui?

– Apenas me distraindo por aí, e aproveitei para fazer companhia a ela. — bagunçou os cabelos da canceriana que bufou tentando arrumá-los. — Siri irritada.

– Talvez, seu palerma! — resmungou e deu um tapa na cabeça do mais velho.

– Mereço mesmo... — riu enquanto massageava o lugar que ela bateu. — "Cê" bate forte ein?

Afrodite ficou os olhando em silêncio por um tempo, sem que o notassem. Em determinado momento Victorie se sentou meio de lado, encostou no braço do geminiano e começou a mexer na corda do arco.

Para si, mesmo que nunca admitisse na vida, fora demais. Deu meia volta e subiu para peixes, sem saber que o canceriano o seguia com o olhar desconfiado e vezes ou outra, olhava para a filha conversando com o geminiano. Com ele e os outros, sabia muito bem que não passava de sentimento fraterno.

– Melhor eu treinar... antes que eu tenha que fugir pela janela... de novo. — suspirou. O geminiano sorriu orgulhoso.

– BOA MENINA! É assim que se faz! — deu tapinhas em seu ombro e se levantou indo para gêmeos.

– Ai ai... — balançou a cabeça e entrou em casa. O pai já a esperava nos fundos, sem dizer um pio sobre a cena que viu.