A Filha de Máscara da Morte
10 Meu nome
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
Cá estamos com mais um cap ehe :3
Milo - Eeee com algumas vis...
NO SPOILER MILO! Orras, se eu sei segurar, vc sabe tbm U.U
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Se virou para trás mais uma vez, elas não cansavam? Que insistência! Mas ao mesmo tempo não se importava, nunca estaria sozinha, o que era algo maravilhoso, "conhecia' cada uma das almas da casa de câncer, seus antigos nomes, como morreram, por que morreram, dentre outras pequenas questões.– Por que elas fazem isso? — perguntou finalmente. Via que ele bufava frequentemente ao olhar pra trás.– Te seguem? Fazem isso porque você é diferente de mim, você é boa, e traz conforto pra elas. — explicou como se fosse algo normal, mas para si não era.Pensar que era o consolo daquelas almas, um porto seguro, a fez se sentir bem, podia ajudá-las, tentar levar paz para a eternidade sofrida que essas almas possuem. Sorriu, o mais velho a olhou de canto e soltou um breve sorriso.Os dois cancerianos decidiram sair de noite para se distrair. Juntaram algumas poucas comidas na cesta e saíram.– Acho que aqui está bom. — Victorie sorriu, o mais velho concordou.Arrumaram o local, colocaram a pequena toalha no chão e se arranjaram nela. Trouxeram queijos, frutas, alguns doces (quase que um vício da mais nova) e sucos, vestiam roupas simples e despojadas, estariam no meio das árvores e plantas de qualquer maneira.Comeram com calma. Vez ou outra fazendo uma brincadeira. As almas que tentavam se aproximar da canceriana logo fugiam de pavor do canceriano.– Tadinhas! Elas não estão fazendo nada demais! — fez bico. E era verdade, queria saber por que o que ele tinha contra elas.– Você não consegue ouvir porque elas gostam de você, basta olharem pra mim e começam a agonizar e berrar. Irritante! — bufou. Ela riu. — Rindo do que?– Da ironia, já que... tecnicamente elas gritam porque VOCÊ matou. — deu um fraco peteleco em sua testa. Ele estreitou os olhos.Comeram calmamente, vez ou outra Mascara esquivava de uma uva que voava em sua direção com a simples desculpa "almas não podem segurar comida, eu faço isso por elas, só dessa vez".Apesar de tudo gostava da companhia da mais nova. Depois de um tempo guardaram tudo e encostaram na árvore olhando o céu.– É surpreendente...– O que? — o olhou.– O quanto você é diferente dela. Da outra Victorie que eu conheci... — disse. A simples frase atraiu toda a atenção da menor que balançou a cabeça pedindo que continuasse. — Da minha mãe...– Sua mãe? Nunca achei que... er...– Eu tinha mãe? Ou que pelo menos conheci ela? — riu. Ela assentiu tímida. — Sim, eu a conheci, mas preferia não ter não ter conhecido.– Mas... por que?! — não entendia. Por que ele preferia isso? Ela sequer teve uma mãe, ele teve, por que esquecer?– Parece que o destino me escolheu para ser um dos elegidos para sofrer na infância. — riu irônico e cruzou os braços. — Ela me odiava, não sei quando que começou, mas houve ocasiões em que tentou... me afogar numa banheira enquanto ela me ajudava. – O QUE?! — exclamou e o fitou, completamente descrente. Como podia ter havido uma mãe dessas? Agora podia entender, por que ele era assim.– Exato, isso dentre outras coisas, não me lembro direito o que aconteceu com ela, mas quando cheguei aqui, já estava endurecido, e então conheci Afrodite. — exclamou. Achou engraçado a cara incrédula dela com relação a sua mãe, encarava aquilo com total naturalidade.– Entendi... eu sinto muito, não sabia... — disse em tom choroso, tamanho sofrimento lhe magoava. Ele a abraçou e fez um leve carinho em seu cabelo.– Não tem problema, você não sabia. — sorriu levemente. — Ela me chamava... Mephisto.– Mephisto... e... espere... você acabou de dizer... — arregalou os olhos castanhos e o fitou.– Meu nome? Sim, eu disse, e estou contando com você para que não espalhe. — bagunçou seus cabelos e sorriu. — Ok?– Ok. — sorriu extremamente feliz. Seu pai lhe confiou o maior segredo que ninguém mais soube, o guardaria com a vida. Quando começou a ficar muito tarde, juntaram as coisas e comeram o restante da comida. Como sempre, uma alma ou outra os seguiam e faziam companhia. a ela, ao canceriano? Preferiam berrar e agonizar mesmo. Subiram para câncer de bom humor e logo caindo em suas camas e sendo levados por Hypnos ao mundo dos sonhos.Aproveitou a manhã calma para subir até a 13° casa, disse quando pequena que ajudaria o mestre uma vez ou outra, obviamente iria cumprir sua promessa. Vestiu um simples vestido rosa bebê e uma sandália grega.– Senhor Shion? — andou brevemente pelo hall. Não se assustou quando ele surgiu perto de si, se acostumou ao teletransporte dos lemurianos.– Aqui, chamou? — a olhou e logo rumou para o escritório.– Uhun, quero te ajudar, se tiver onde ajudar. — riu levemente e o seguiu indo até o escritório.– Não desistiu disso mesmo. — balançou a cabeça e retirou o elmo. Não precisava dele quando estava só com ela.
– Nunca! Eu prometi, não prometi? — sorriu alegremente e se dirigiu a mesa do ariano logo pegando os livros desarrumados.Olhou as várias capas de todos os livros que tinha em mãos, alguns pareciam extremamente interessantes. Guardou conforme a ordem, tamanho, cor das capas, títulos e temas que apresentavam. Usou um espanador que estava ao canto para tirar a poeira.Lembrou brevemente de algo, não deveria lembrar, certo? Bem, era o que sua cabeça lhe dizia. Passou os dedos na capa e logo afastou a mão. Afastou a mão do livro do signo de peixes.– Está tudo bem? — Shion a olhou e arqueou a sobrancelha. Pelo jeitoestava parada ali a um tempinho.– S-sim senhor Shion, estou muito bem. — sorriu docemente e se aproximou da mesa arrumando a xícara vazia na bandeja.– Certeza? Ficou vidrada por um tempo. — a olhou desconfiado. Não queria utilizar a telepatia com ela, isso nem pensar.– Estou bem sim, só voei um pouquinho. — sorriu. O ariano inclinou a cabeça para o lado, mas nada disse. — Acho que não tem mais nada que eu possa ajudar.– Boa parte já está organizada, obrigado Vic. — sorriu levemente, ela retribuiu. — Pretende ir aonde?– Não sei... onde o vento me levar. — sorriu. — desde que seja dentro do santuário. — riram e ela saiu da 13° aproveitando e passando por peixes, o pisciano não recusou a visita. o Mesmo ainda tinha as insinuações dos outros bem gravadas em sua cabeça. Que situação torturante.De tarde decidiu caminhar pela arena, obviamente, desviando de todos os aspirante e outros cavaleiros, odiava a forma como a olhavam, além das péssimas lembranças a respeitos deles.– VICTORIE?! — se virou para a voz que a chamava, revelando ser Lyra.– O que aconteceu Lyra? Fugindo do seu irmão? — riu. A leonina bufou.A amiga mostrou ter um belo talento para ser amazona, estava bem perto de conseguir a armadura de leão, só faltava um pouco. Muitos chamavam os gêmeos sob tutela de Aiolia de prodígios.– Não, aquele palerma está muito bem. — balançou a mão não dando atenção ao problema. — Quero mesmo é lhe apresentar alguém. — sorriu.Victorie arqueou a sobrancelha, desconfiada. Tudo bem que era sozinha, mas estava muito bem assim. Primeiro, estava muito bem do jeito que estava e segundo, se fosse algum garoto, possivelmente ele perderia a cabeça de qualquer forma.– Não me encare assim! Venha! — sorriu e a puxou pela mão.– Olhe lá o que você vai fazer... — advertiu.– Está tudo bem, não estou empurrando ninguém para cima de você, eu garanto. — riu levemente.Se afastaram do santuário indo até a praia, andaram pela água conversando banalidades, a água fria dava uma sensação maravilhosa.– Quem é...– Aquele é o cidadão que quero que conheça. — Lyra apontou para uma figura ao longe, ele pareceu tê-la visto e veio correndo.Se virou para a mesma direção, logo a pessoa estava na frente delas.Era um rapaz, aparentemente de sua idade ou um ou dois anos mais velho, tinha cabelos prateados e longos, olhos cinzas, uma pele clara levemente bronzeada, vestia as roupas de treino do santuário, uma caixa de pandora em suas costas que logo foi colocada no chão.Não o encarou com bons olhos a princípio, não confiava em estranhos, deveria confiar? Bem, em sua visão não, foi ensinada a não confiar.– Este é Mei, filho legítimo de Mitsumasa Kido, que é também pai de outros cavaleiros de bronze. — ela sorriu. — Mei — ele a fitou. — está é Victorie, deve ter ouvido falar dela.– Ah se ouvi, fiquei meio chocado quando soube, mas nada demais. — sua voz era doce e tranquila. Olhou para a canceriana. — Muito prazer.– Prazer. — respondeu tímida, comunicação ainda era um problema.– Bem... acho que você pode me conhecer melhor, como o aprendiz de Máscara da Morte. — sorriu amigavelmente. A mais nova arregalou os olhos e o fitou.– V-você é...– Aham. — riu levemente. — Deve estar surpresa. Ele só ia me ajudar em treinos etc quando viajava as vezes.– Bem, vocês devem ter muita coisa para conversarem. — Lyra sorriu. Parecia estar achando graça da situação. — Podia levar ele em câncer, Máscara não o vê a séculos, au revoir! — jogou os cabelos loiros para trás e voltou para o santuário.Victorie começou a andar, Mei em seu encalço, falavam pouco, trocando informações vez ou outra. O que acabara de ouvir ainda soando por seus ouvidos, seu pai teve um aprendiz... interessante. Pensou ela.Rumaram para câncer para fazer as devidas apresentações e jantarem, imaginava como seria a reação do pai quando ver seu antigo aprendiz ali novamente. Ela mesma estava curiosa sobre essa história, sentia que podia confiar nele.
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