Notas iniciais
Como essas ideias surgem? Eu não sei X3
Mas surgem kk
E essa, surgiu enquanto eu simplesmente estava olhando para o teto
Ironias da vida
Veremos no que dá hihihihi...
Boa leitura =^.^=

Não podia estar se sentindo melhor. Depois de uma longa missão estressante podia finalmente se largar em casa pelo resto dos dias e arrancar a cabeça do primeiro intruso que atrapalhar sua paz.

Não se lembrava muito do que havia ido fazer nessa missão, mas não estava nem aí, na realidade sempre estava nem aí para tudo, agora não seria diferente.

Entrou na casa de câncer quase que se arrastando. Não deu atenção a poeira da casa, poderia muito bem dar conta disso depois. Se jogou na cama exausto e adormeceu quase que instantaneamente.

- Que amigo bom, volta lá dos cafundós dos infernos e não fala com a gente. — um rapaz de madeixas azul-piscina cruzou os braços. Tinha uma feição emburrada.

- É né... o siri é assim, será que tá vivo naquela joça que chama de casa? — o outro de cabelos esverdeados o fitou. Deram de ombros.

- Aí nesse caso Shura, a gente vai lá encher o saco dele. — respondeu. Desceram as escadas de virgem.

- Sim, já se passaram o que? Umas... quatro horas? Deve ser. — disse o capricorniano. — Vê se não voa nele e o sacode com gritinhos histéricos, Afrodite. — riu divertido. O outro fechou a cara.

- Ora seu... cabrito falante. — bufou irritado e saiu na frente. — Não precisa ter inveja da minha beleza e tentar me por pra baixo. — jogou os cabelos azulados para trás.

- Eu mereço. — revirou os olhos.

Entraram em câncer sentindo o típico cosmo sombrio. Olharam em volta, nada de cabeças, por enquanto. Entraram na casa do canceriano sem se importar.

- Não disse? Quem sabe morreu. — Shura disse em tom sonhador.

- Depois a gente fala que ele é um péssimo amigo. — balançou a cabeça e se prostrou ao lado do cavaleiro adormecido. — Ei, ei, ei, ei...

Máscara resmungou algumas vezes apenas e se virou para o outro lado ainda dormindo levando junto o travesseiro e a coberta e não se moveu mais. Afrodite estreitou os olhos azuis-piscina para ele.

- Pelo menos tá vivo. — o capricorniano deu de ombros. — Deixa ele aí, logo acorda e... — parou de falar ao ver o amigo correr para a cozinha. — Onde você...

Esperou uns minutos para ver o que o pisciano tinha em mente. Logo ele voltou um balde cheio d'água nos braços. Arregalou levemente os olhos. Máscara continuava dormindo tranquilamente.

- Eu não faço serviço pela metade meu bem! — sorriu maligno e se aproximou. — Até que ele não tem tanta cara de psicopata enquanto dorme. — inclinou a cabeça para o lado. — Enfim, isso não vem ao caso agora.

- Ele vai ficar furioso... — Shura o observou uns minutos e foi até a sala.

- Problema dele. — segurou o balde da melhor forma possível. — Ok.... BOM DIA SIRI DO DIA! — jogou a água toda sobre o canceriano que pulou da cama aos berros.

- QUAL É O SEU PROBLEMA?! — berrou para ele e logo olhou para si própria. — Vou pegar uma pneumonia!

- Deixe de frescura! — riu.

- Máscara voltou então? Pensei que acabaria ficando por lá. — uma jovem de longos cabelos cor de pêssego disse aparentemente feliz. Vestia o vestido branco das servas.

- Voltou, mas não saiu de casa até agora. Aquela criatura irresponsável. — o grande mestre bufou.

- Não seja tão exigente Shion, ele voltou de uma missão cansativa de quase um ano, deve ter adormecido. — outra jovem, com cabelos lilases sorriu a ele.

- Angel, Atena... pegam muito leves com eles. — o ariano balançou a cabeça.

- Não temos porque ser ditadoras militares aqui. — Angel sorriu docemente. — Deseja alguma coisa Atena? — olhou para a deusa.

- Saori por favor, e não, muito obrigada minha amiga. — sorriu. A mesma assentiu e se retirou indo para a casa de gêmeos.

- Depois obrigo aquela peste a vir aqui fazer o relatório. — o ariano disse e olhou para a mais nova. — Deseja mais alguma coisa minha deusa?

- Não Shion, fique a vontade, irei para meus aposentos. — sorriu e se dirigiu aos mesmos. O ariano foi para seu escritório.

Depois de um bom banho quente, mas ainda com uma cara emburrada, sentou-se a mesa apoiando o cotovelo a mesa e a cabeça no ombro.

- Satisfeito, sardinha? — Máscara o fuzilou. O pisciano tinha um sorriso radiante no rosto.

- Bastante obrigado. — sorriu divertido. — Aproveite que estou sendo humilde, quer comer algo?

- Humilde? Afrodite, vamos ser sinceros, você não é humilde nunca. — Shura riu. Sentou na cadeira da frente. O outro deu língua. — Que maduro...

- Ah cale a boca! — bufou e abriu a geladeira. — Só por isso vou dar pão puro pra vocês!

- Menos Afrodite, a casa ainda é minha. — estreitou os olhos. O pisciano ignorou e pegou uma jarra de suco. — Serve, não estou com fome... — espreguiçou.

Afrodite não questionou, supostamente ele deveria ter fome depois de sabe-se lá quantas horas ficou sem comer. Serviu o suco para os três e tomaram calmamente.

- Máscara da morte de câncer? — ouviram a voz do mensageiro.

- Eu mesmo. — o canceriano respondeu e foi até a entrada. O mensageiro já havia sumido. — Que bizarro...

- Er... Máscara... — Shura o seguiu e apontou para uma pequena cesta a porta da casa.

- O que? Pera... — olhou para o capricorniano e depois a cesta e se aproximou logo arregalando os olhos.

A cesta era simples, de palha, mas bem resistente, dentro da mesma as cobertas brancas aninhavam um bebê de aparentemente um ano. Os poucos cabelos eram roxo-azulado, a pele branquinha como neve parecia queimar ao simples Sol da manhã, os olhinhos castanhos chocolate brilhavam para o canceriano, os lábios pequenos e as bochechas "fofas" davam a graça que todo bebê possui, uma carta estava bem presa a suas mãozinhas.

- Que bagunça é essa aí? — Afrodite saiu da cozinha e foi até eles, olhou para a pequena criaturinha. — AI QUE COISINHA MAIS FOFINHA MINHA ATENA! — berrou histérico, os dois saltaram de susto, a criança arregalou os olhinhos apertando o envelope contra si.

- Fecha o bico Afrodite! Vai assustar a coitada da criança! — Shura ralhou com ele que não deu atenção. Rodearam a criança que olhava de um para o outro. — Pela roupinha rosa, é uma garotinha.

O canceriano nada disse, apenas fitava a criança incrédulo e sem saber o que falar naquela situação. Ela parecia consigo, mas não podia, não mesmo, era IMPOSSÍVEL que fosse...

- Tem uma cartinha com ela, que bonitinha! — os olhos do pisciano brilharam. — Dane-se você, quero apertar. — riu e se abaixou, a pequena estendeu as mãozinhas para ele que as segurou e fingiu morder.

- Uma carta? — o capricorniano olhou para o canceriano. — Pegue, lerdeza um inferno!

- Ah cale a boca! — revirou os olhos e tomou a carta da criança com certa violência. Afrodite o repreendeu com o olhar.

Abriu o envelope rezando a todos os deuses que não fosse isso, não tinha como ser, não se envolveu com ninguém... pelo menos até onde lembrava. Retirou a carta do mesmo e deixou que o envelope caísse no chão. O papel tinha pequenas gotas de sangue em alguns cantos, encobrindo algumas letras, a caligrafia era delicada, mas aparentava ter sido escrita às pressas.

"Sei que não lembrará de mim, é óbvio que isso aconteceria, mas eu nunca iria esquecer.

Lembro quando me falou sobre Atena e seus cavaleiros, era difícil de acreditar, mas agora levarei fé.

Meu tempo está acabando, não posso deixá-la para trás. É a única coisa que manteve a sanidade nesse tempo de guerra.

Tudo que peço é que cuide de sua filha pois sei que se esse papel chegar às suas mãos, é muito tarde para mim.

Peço nada mais que isso

H."

Leu em voz baixa, apenas para si, não conseguia acreditar, não podia ser real. Nunca se envolveu com ninguém, como aquela... aberração, como o canceriano pensava, podia estar ali bem a sua frente, sorrindo como um anjo enquanto estava entretida com as brincadeiras que o capricorniano e o pisciano faziam.

- E então, o que é isso aí? — Shura o olhou, a mão direita sendo abraçada pela pequena menina. O canceriano o encarou.

- Me recuso, vejam por vocês mesmos. — jogou a carta para o pisciano que a pegou e leu.

Máscara voltou a olhar para a menina, ela devia lhe ser familiar, certo? Se fosse parecida com a mãe poderia lembrar de algum caso, mas nada surgia em mente, absolutamente nada.

Afrodite chamou Shura que soltou a pequena e se juntou a leitura. Cada linha que liam seus olhos se arregalavam cada vez mais. No fim a carta escorregou das mãos do pisciano que estava tendo um tique nervoso no olho, se virou para Shura com a boca entreaberta.

- Como... como... COMO ASSIM MÁSCARA DA MORTE DE CÂNCER É PAPAI?!

Notas finais
Se puderem comentem por favor :3