A Filha de Máscara da Morte
2 A beira de um Colapso
Notas iniciais
Olá de novo meus queridos ♥
Aqui está mais um cap fresquinho ehe
Esse siri... tsk tsk
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Talvez o som histérico do berro do pisciano tivesse soado por todas doze casas, talvez não, mas não importava, pois sua mente continuava embaçada demais para dar atenção aos berros do amigo, que não eram tão incomuns assim.– E então Máscara, vai ficar com ela? — Shura perguntou finalmente depois de um longo período de silêncio sendo cortado apenas pelas risadas da pequena quando Afrodite fazia caretas para ela.– Por que deveria? Não tenho a obrigação! — respondeu frio e cruzou os braços.Afrodite virou a cabeça em sua direção. Os olhos azuis estreitados faiscavam e mostravam total repreensão por sua atitude, ele acabou por tirar a bebê da cesta e aninhá-la ao peito, a mesma agarrou alguns fios azuis junto com a blusa de treino e os fitava distraída.O canceriano não via por que, podia ser sua filha, mas não tinha a obrigação. Não pediu por aquilo, se a mãe acabou morrendo, que a levasse junto, daria menos trabalho.Fitava a menina no colo do pisciano totalmente entretida com os pios azulados enquanto a cabeça repousava em seu peito. Parecia um anjinho, é só aparência, logo mostraria ao mundo a aberraçãozinha travessa que era, pensava assim o canceriano.– Máscara... tá bem que você não é fã de crianças, mas ela é sua filha! Seja lá quem foi a mãe, confiou em você para cuidar dela. O que é surpreendente, sendo quem você é. — Shura o fitou sério.– E daí? O problema é dela. — estreitou os olhos.– Deixe de ser egoísta, nenhuma mulher faz uma criança sozinha. Seja humano o suficiente para cumprir o último pedido da mãe e aceitar proteger essa criança inocente. — Afrodite se aproximou dele, arrumou a criança no colo, a mesma se virou para o canceriano e seus olhinhos brilharam.– Você sabe que não tem o direito de falar nada, não é, carpa narcisista? — o fuzilou, o pisciano retribuiu o olhar. Pegou a menina no colo que de imediato o abraçou. — Saco, tá bem, vou ficar com ela.– Certo... e o nome? A carta não dizia nada sobre isso, talvez ela não tivesse um. — Shura sorriu levemente e rodearam a menor novamente.– Nome... — começou a pensar. — Victorie. — disse baixinho, foi o primeiro que veio em mente, não gostava muito de lembrar da pessoa que tinha esse nome, mas essa criança não era ela. Não mesmo.– Como é? Fala pra fora lagosta! — Afrodite bufou e cruzou os braços.– Victorie. — falou mais alto, os amigos sorriram levemente para a pequena que soltava risinhos atoa. — Quero saber como vou cuidar dessa pirralha. — bufou.– Pergunte a Milo ou a Kali, eles entendem disso. — deu de ombros.O canceriano pareceu ficar indeciso uns segundos, que escolha tinha? Tentar cuidar da criança sozinho podia não dar nenhum pouco certo, primeiro porque teria que buscar paciência e segundo, não tinha prática nenhuma. Assentiu e rumaram para aries.– Ouviu um berro? — Angel voltara da casa de gêmeos, acompanhou a deusa até seus aposentos .– Não sei ao certo, talvez tenha sido só impressão. — Saori sorriu levemente e deu de ombros.– Talvez, né? — sorriu. Se dirigiram às poltronas no aposento da deusa e ficaram a olhar as doze casas. — Depois que senhor Zeus permitiu que voltassem está bem mais... alegre.– Sim. — riu. — Eles próprios estão se dando muito bem. Enfim... poderia me trazer um chá por favor Angel? — pediu gentilmente. A serva assentiu e saiu, minutos depois estava de volta e depositou a bandeja a sua frente. — Obrigada. — colocou um pouco de açúcar em ambas as xícaras. Pegou uma delas e assoprou logo levando aos lábios.– Por nada minha deusa. — sorriu e se sentou a sua frente logo pegando a xícara. — Ainda acho que ouvi um berro...– Pensando bem... acho que ouvi algo sim, parecia histérico. — Saori confessou. — Acha que pode ser uma emergência? — deram de ombros e começaram a conversar banalidades, mas ainda curiosas sobre o possível grito.– Kalika?! Milo?! — Afrodite entrou em aries os chamando.– Não berre seu idiota! — Máscara disse entredentes. Não tinha a menor vontade de ser visto naquela situação.Iam começar a discutir quando viram duas crianças entrarem no hall. Vestiam pijamas simples e fresquinhos brancos, estavam descalços, ambos com olhos azuis celestes, a garotinha loira se encostava no gêmeo de cabelos roxos de tanto sono e bocejavam a cada 5 minutos, pelúcias de leão arrastavam no chão por onde andavam.– Shoran? Lyra? Dormiram até agora? — Shura riu. Os pequenos sorriram tímidos e assentiram. — Cadê os pais de vocês? Queríamos falar com eles. — se aproximou.– M-mama e p-papa saíram, disselam que iriam em R-odóio. — Shoran disse em meio a bocejos e coçou os olhinhos.– E vocês estão aqui sozinhos? — Afrodite se abaixou e bagunçou o cabelos dos leoninos que tentavam arrumá-los de volta. Riu e se levantou.– Sim, a gente tava dumindo, vocês nos acodalam agora. — Lyra se espreguiçou se soltando do irmão. — Tio Mu também saiu.– Desculpem pirralhos. — o canceriano riu divertido. — Tem alguma ideia de quando voltam? — precisava arrumar alguma ajuda logo, não poderia tentar se virar sozinho, vai saber se acabaria fazendo alguma tolice.
– Nau. — responderam em uníssono.– "Me. fudi."– o canceriano suspirou e subiu as escadarias para câncer. Victorie se aninhou a ele já adormecida. — Ótimo, me poupa trabalho. — disse baixinho, os outros voltaram para suas casas.Andava de um lado para o outro quase que desesperado e a ponto de arrancar os cabelos. Em média três horas haviam se passado, falara com Shion e quando voltou, a pequena estavam abrindo o berreiro a plenos pulmões.– Meus do céu, SE AQUIETE! — fuzilou a criança chorando na cama enrolada nos lençóis, havia tentado fazer uma cama provisória para ela enquanto não arrumava um berço.Sabia que era inútil, ela não lhe entenderia, mas também não sabia como agir, seria fome? Cólica? Carência? Simplesmente não sabia o que era e isso o estava enlouquecendo, isso somado ao choro da pequena.– Estou ferrado, se acontecer algo a você Afrodite arranca minha cabeça e pendura na minha própria casa. — bufou e a pegou no colo pela milionésima vez naquela tarde.O rostinho alvo estava manchado de lágrimas que insistiam em cair dos olhos chocolates, Victorie agarrava as roupas do canceriano com suas mãozinhas com toda força que possuía. Só então ele percebeu um pequeno pingente entre suas vestes, um pingente de câncer, depois pensaria nisso e olharia direito, se ela não se acalmasse não teria como fazer nada.Já estava a beira de um colapso, sem saber como acalmá-la quando ouviu sua porta ser aberta. Suspirou aliviado por dentro, uma moça entrou e logo a tomou de seus braços e a aconchegou e começou a niná-la para tentar amenizar o choro.– Kalika! Onde infernos você tinha ido? — perguntou exaltado. Ainda nervoso pelo choro interrupto da pequena que apenas se agarrava a sua roupa, mais lágrimas escorriam dos olhinhos castanhos.A amazona tinha longos cabelos loiros escuros, similares ao tom do mel, uma franja lateral que quase cobria o olho direito, a mesma não fazia questão da máscara e não a usava, tinha olhos cor de rosa. O olhou curiosa.– Os rumores eram verdadeiros então? Lyra e Shoran não pararam de falar que você tinha um bebê agora. — revirou os olhos em meio ao riso.– É é, agora me ajude! Não sei que raios ela quer! — pediu quase implorando a ela. A amazona apenas riu levemente e olhou envolta.– Bem... como você não tem nada que sirva para cuidar dela ainda, o jeito é emprestar algumas mamadeiras e coisas assim que pertenceram aos gêmeos. — deu de ombros e se dirigiu a saída. — É melhor que compre depois, eu não sou tão caridosa. — o fuzilou e desceu as escadas para aries.– Claro claro, eu sei, agora só me ajude por favor. — não sabia de onde tinha surgido a educação naquele momento, mas era melhor isso que a irritar e ela não ajudá-lo mais e se descabelar e se virar sozinho.
Notas finais
Desculpe por qualquer erro
Caso puderem,
comentem :3
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