A Filha de Máscara da Morte
5 Uma fuga, um abraço
A manhã chegou clara e límpida, uma brisa fresca passava por entre as janelas das casas refrescando tanto as mesmas quanto seus donos, o Sol morno aquecia o lado de fora. A maioria já acordava e começava suas funções, menos um deles, e isso estava incomodando um certo pisciano.– Aquela criatura... não é possível que resolva ficar dormindo até uma hora da tarde! Victorie vai precisar daquele imprestável. — Afrodite bufou. Decidiu que iria em câncer depois de acabar sua tarefa principal.Pegou o regador e se pôs a regar as rosas do jardim, tão belas quanto o dono, pensava o pisciano. Em meio ao trabalho notou um pontinho diferente, uma cor que não era vermelha. Se aproximou e se aconchegou fitando a estranha rosa.– É azul... — disse baixinho. A rosa era linda, tão linda quanto as outras, linda e exótica. — Bem... acho que ela vai gostar. — sorriu e foi até uma pequena cabana e pegou uma tesoura de jardim. Se aproximou novamente e a cortou com cuidado. — Prontinho.Sorriu satisfeito e rumou para dentro de casa com a rosa. Se trocou e se perfumou com a mesma vaidade de sempre. Se era para acordar o canceriano, acordaria com estilo.– Máscara? — chamou uma vez, sem resposta. — Ô Máscara! — a segunda vez, sem sucesso também. — MÁSCARA! — berrou, acabou se irritando ao não receber resposta nenhuma. — Aquela lagosta...Entrou bruscamente em câncer procurando o canceriano ou pelo menos a filha do mesmo, ela precisaria de cuidados.– Vic? Vic, cadê você? — falava baixinho enquanto revirava os cômodos e não a viu em seu berço. — Ah não...Só restou um lugar onde ela poderia estar. Andou com cuidado até o quarto do canceriano e abriu a porta devagar. Arregalou os olhos.O canceriano estava deitado de barriga para cima, travesseiros macios estavam em suas costas e dormia pesadamente, enroscada em seus braços estava Victorie, se aconchegou no canceriano e segurava as roupas do mais velho enquanto dormia, respiravam serenamente.– Eu PRECISO tirar foto! — andou cauteloso para trás, saiu do quarto e revirou a casa até achar uma câmera. — Aleluia! — voltou ao quarto e tirou foto da cena. — Guardar isso aqui com a minha vida! — sacudiu a foto alegre e foi para a sala.Observou a casa toda organizada, os móveis mais "perigosos" estavam afastados ou colocado em lugares altos, o amigo podia falar o que quisesse, para o pisciano estava claro que ele se preocupava.– Siri... agora não tem como mentir pra mim. — sorriu divertido e se largou no sofá para esperar a dupla acordar.Em média meia hora já havia se passado, espreguiçou sendo seguido de um bocejo, sentiu algo se remexendo em seu peito e coçou os olhos logo direcionando o olhar para a coisinha.– Como você veio pra cá...? — bocejou. A bebê espreguiçou abrindo e fechando as mãozinhas, abriu a boca em um bocejo do tamanho do mundo. — Ein? Destruindo o berço é que não foi.– Pa! — sorriu ela. Se esticou engatinhando alguns passos e abraçou o mais velho. — Papa.– É, sou eu sim. — respondeu se espreguiçando novamente e se sentou. Ela riu ao escorregar e sair rolando caindo na cama. — Mini siri... — balançou a cabeça e a pegou no colo. — Ainda descubro como veio parar aqui.Saiu do quarto ainda sonolento e entrou na sala. A colocou no tapete e foi direto para o cozinha sem dizer sequer um “oi” ao amigo, indignando o pisciano que fitava seus passos.– OW IDIOTA! TÁ ME IGNORANDO?! — berrou indignado, o canceriano voltou alguns passos e o olhou. — Responde palerma! — exigiu irritado.– ... Talvez, Dite. — sorriu divertido o provocando e voltou para a cozinha deixando o outro espumando de raiva.– Ora seu...– ... Dih? — o pisciano parou de fuzilar a porta e se virou para a pequena. — Dih? — inclinou a cabeça para um lado e depois o outro. — Dih! — bateu palminhas.– Ai que bonitinha! — os olhos do pisciano brilharam. Se sentou no tapete com as pernas cruzadas e a olhou. — Vem aqui vem. — sorriu. Ela engatinhou até ele curiosa e o mesmo a colocou no espaço vazio entre as pernas. — Daqui você não sai mais. — riu.Victorie o olhou e piscou algumas vezes e agarrou algumas mechas do cabelo dele que estavam ao seu alcance começando a embolá-las nos dedos, logo a atenção se voltou para a rosa nas mãos do mais velho.– Achei que gostaria. — sorriu e entregou a rosa azul a ele que logo a colocou no rostinho.– AFRODITE, PARA DE TENTAR FAZER ELA TER ALERGIA! — ouviu Máscara berrar da cozinha.– Não seja chato. — revirou os olhos. O canceriano veio para a sala minutos depois a mamadeira em mãos. — Já tá se dando bem nisso ein? — riu.– Não tenho escolha mesmo. — deu de ombros e entregou a ela que soltou a flor logo segurando a mamadeira com ajuda do pisciano e começou a tomar.– Você você... — balançou a cabeça.Já era de tarde. Shura, que chegou pouco depois, e Afrodite continuaram em câncer brincando com a pequena canceriana, causando um não admitido ciúme por parte do canceriano que observava de longe.
Em determinado momento os três a deixaram brincando alegremente com as pelúcias que alguns dos dourados deram a ela, variadas, uma de tigre, outra de leão, como a dos gêmeos, um carneiro e assim por diante.Victorie olhou de repente para o hall da casa de câncer. Uma pequena bola brilhante flutuava ali na frente, parecia triste e ia de um lado para o outro. Engatinhou para o hall mesmo com o vestidinho azul, e tentou alcançá-la.A pobre alma, aterrorizada com o toque da pequena e a semelhança da mesma com o dono da casa, responsável por sua prisão naquele “inferno”, flutuou por toda a casa até sumir na saída que dava para a descida de câncer.Victorie riu e bateu palminhas e começou a engatinhar naquela direção e descer as escadas acreditando com todas as forças que a alma ainda estaria flutuando a sua frente.– Ei Vic, quer brincar de bon... AAAAAAAAAAAAAAAAH! — Afrodite deixou o copo de vidro cair e se espatifar no chão.– O QUE HOUVE?! — Shura correu até ele.– Vic... VICTORIE SUMIU!– É O QUE?! — Máscara se atirou no pisciano o segurando pelo colarinho. — SE ALGUMA COISA MACHUCAR ELA, SHION TERÁ QUE ARRUMAR OUTRO CAVALEIRO DE PEIXES! — ameaçou e o soltou correndo para revirar toda a casa.– Você... viu o que eu acho que viu? — Shura olhou para o pisciano que ainda estava atônito. — Ei, Afrodite?– Eu tô bem, eu acho. — suspirou. — Se eu vi ele desesperado pelo sumiço dela e querendo me matar? Sim eu vi, quase senti na verdade... — estremeceu, ambos se juntaram ao canceriano na procura..Voltando a pequena filha do canceriano, Victorie passou por gêmeos e touro tranquilamente enquanto seus donos se ocupavam com alguma coisa.Chegando em aries sentou no chão olhando envolta a procura do "seu amigo flutuante", voltou a engatinhar indo para a saída imaginando que era por ali quando Mu pisou no hall.– Victorie? Como veio parar aqui? — arqueou a "sobrancelha". A pequena se sentou novamente e o olhou. — Não devia se afastar. — ela começou a falar na incompreensível língua dos bebês, só restou para si, ler os pensamentos delas. — Descer é muito perigoso pra você pequena.Victorie tentou contestar e até fugir, mas não teve sucesso, ele era mais rápido, o ariano a pegou no colo e a aconchegou. A pequena ameaçou chorar devido a vontade de continuar seu agradável passeio.– Não chore, uma hora ou outra tente se comunicar com seu pai e ele te leva para passear por aí. — sorriu serenamente e subiu para câncer, ela apenas inclinou a cabeça para o lado.– EU VOU TE MATAR VOCÊS! — Máscara sacudiu ambos quando sentiu o cosmo do ariano em sua casa. — Só me falta essa! — revirou os olhos e foi até o hall, o que deseja M...– Só fazer uma pequena entrega de uma certa "fugitiva" — o ariano riu e entregou a pequena ao outro que a olhou repreensivo. — Até Máscara. — acenou e sumiu bem diante de seus olhos.Victorie estremeceu levemente, se pudesse falar poderia muito bem dizer que tinha receio do castigo que o pai lhe daria. Entraram em câncer e ele a colocou no sofá.– Eu vou é vazar daqui... deixar a conversa pai e filha rolar... — Shura empurrou o pisciano para fora. — Sugiro que faça o mesmo.– Já estou indo carniça! — resmungou e correram para fora câncer deixando os dois a sós.Máscara da Morte se abaixou sentando sobre os joelhos e ficou encarando a mais nova que abaixou a cabeça com um biquinho choroso, temendo o que estava por vir.– Por que fugiu daqui? — perguntou sério, mesmo que ela não soubesse falar. — É perigoso lá fora, sabe que não pode sair sem companhia!– Pa... — disse baixinho, os olhinhos chocolates marejaram, se sentiu meio mal, não gostava de vê-la chorando.– Podia ter se machucado, sido morta, ou sabe-se lá mais o que! — exclamou já deixando a mostra sua preocupação amostra. — Não faça mais isso!– Hum... — resmungou se remexendo no sofá apertando algumas almofadas. Algumas poucas lágrimas escorreram de seus olhinhos castanhos rolando pelo rostinho alvo e pingando no pano.Máscara suspirou pesadamente. Se levantou um pouco e passou os braços pelo corpo da pequena a abraçando, sentou no chão e faz carinho nas costas da bebê.– Pa... b-bavo...? — tentou falar, mas obviamente não saiu como esperava, mas ele pareceu entender de qualquer maneira. Algumas poucas lágrimas ainda rolavam por seu rosto.Se perguntava desde quando agia com essa doçura com alguém, dias e dias revirando nos lençóis e nenhuma resposta chegava. A resposta talvez estivesse na sua frente, mas não conseguia ver, tinha que admitir que a pequena criança fez grandes mudanças em si. Olhou para os lados para comprovar que não havia mais ninguém ali.– Não, não estou bravo, só fiquei preocupado. — respondeu, ela o olhou. — É sério, não estou. — acabou sorrindo. Ela soltou gostosas risadas e se livrou dos braços do pai e engatinhou pelo tapete. — PSIU EI! Onde pensa que vai? — ela se virou para ele e sentou no chão. — A senhorita vai direto pro quarto! Mas antes quero um abraço direito, está achando que sou o que? Mendigo? — a fuzilou.– Papa! — bateu palminhas e engatinhou até ele alegremente e abraçou sua mão carinhosamente.– Agora sim! Pirralha mão de vaca, quer mimo, mas não agradece. — sorriu com uma pitada de divertimento e a pegou no colo levando em direção ao quarto.
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