A Filha de Máscara da Morte
9 O tempo passa...
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
Desculpinhas por postar um pouco tarde, saí de casa e não tive muito tempo de escrever u.u
Milo - MAS A GENTE VOLTA EHE!
Claro ^^ e aqui está mais um cap
Espero que gostem, Boa leitura =^.^=
– CUIDADO AÍ AIOLIA! — berrou uma voz feminina. O leonino a olhou por uns segundos e logo bateu em retirada, a flecha cravou na pilastra, por poucos centímetros não teria sido sua cabeça.– SUA DOIDA! MIRA DIREITO! — berrou frustado. Ela riu. — AIOLOS NÃO TE ENSINA DIREITO NÃ... — foi interrompido devido a um tapa bem dado na cabeça. — AIÊ!– Me respeite, seu idiota! — rosnou o sagitariano que se aproximou deles. — Até parece que eu não a treinaria bem!A garota riu. Sentou na pilastra observando os dois irmãos discutirem, o arco pousado ao seu lado.– Apreciando a treta? — a voz do canceriano ecoou em seus ouvidos e se virou. — Ein?– Claro, treta é a melhor coisa, pai. — sorriu enquanto desfazia o rabo de cavalo deixando os cabelos longos se espalharem. — Ainda mais quando se trata DESSES dois. — riu.Victorie encarou Aiolia e Aiolos que pareciam estar prestes a voar um no outro. A garota apenas observava sorrindo.Os anos passaram como um piscar de olhos, estava com seus 18 para 19 anos. Os cabelos antes longos, agora estavam ainda maiores, assim como Kalika, a quem gostava de recorrer em assuntos "especiais", recusou a máscara, seus olhos castanhos eram bem visíveis a todos. Havia se tornado muito bonita, em todos os sentidos. Mas o que nunca se esvaia era seu ar de criança travessa e adorável.– Estava mirando de propósito, não é? — Máscara estreitou os olhos. Ela sorriu inocente ao inclinar a cabeça para o lado. — Esse. sorriso. não. cola!– Ain, que ruindade! — fez bico e se levantou. — Eu não queria machucar tio Aio. — sorriu amavelmente para ele.– Sei...– Claro... mais tarde temos treino mocinha! Não ouse faltar! — Máscara impôs autoritário.– Vai me prender no quarto é? — riu, mas logo parou ao ver o sorriso sonhador do canceriano. — AH NÃO!– Calma, estou brincando! — sorriu e bagunçou seus cabelos.Os dois cancerianos se viraram para assistir os irmãos, soltaram um "awwn" melancólico quando viram que eles tinham parado de brigar.– Pelo amor de deus! Cuidado com esse arco! — Aiolos a sacudiu. Parecia que ele tinha uma mania por isso.– Tô cuidando mestre 2, tô cuidando! — se afastou fingindo pavor, os olhos arregalados. O canceriano gargalhava.Sentou na escadaria de câncer, logo após o almoço, tinha o arco que ganhou de presente de Aiolos nos braços, passava os dedos por ele se perdendo em lembranças.A brisa fresca era agradável, via seus cabelos compridos dançarem com o vento e baterem em seu rosto, mas não fez questão de tirá-los. Fez um pequeno som para se distrair, um assobio de quatro notas.– Por que gostam tanto de ficar comigo? — perguntou docemente às almas que se aproximavam dela e a rodeavam. — Não se cansam disso? — passou a mão por uma delas como se fizesse carinho.– Falando sozinha? — ouviu uma voz grave atrás de si, conhecia bem, conhecia bem a voz de cada dono das 12 casas.– Saga. — sorriu levemente e deu tapinhas no vazio ao seu lado onde ele logo se sentou. — O que está fazendo tão longe de seu "covil"? — inclinou a cabeça para o lado.– Me distraindo, e as vezes tentando pensar... em algo que não seja... você sabe. — deu de ombros. Ela sabia do que ele falava, o geminiano mais novo lhe contara quando pequena. — As vezes as memórias voltam.– Saga, você NÃO vai fazer mais nada ok? Ares não vai mais tomar conta de você. — sorriu. — Sempre quis um irmão gêmeo. — disse de repente e fez bico.– Por que?– Eu sempre quis um beliche! — cruzou os braços emburrada. Ele gargalhou com gosto. — QUIÉ?!– Só você mesmo. — disse ainda rindo. — Nem nisso eu tive sorte com Kanon. — o geminiano fez bico da mesma forma.– PELO MENOS EU NÃO CAÍA DA CAMA A CADA 10 MINUTOS! — viram Kanon na saída de gêmeos, fuzilando os dois.– A CULPA É SUA POR SER GORDO! — retrucou o geminiano mais novo. Victorie deitou no chão de pedra rindo enquanto os gêmos ficavam no bate boca.Se agarrou a uma pilastra antes que saísse rolando pelo chão. Ah não! Sua beleza não seria estragada por um... chão.– Afrodite Afrodite... deixe de narcisismo. — Dohko riu e o esperou se recuperar.– Não enche! — bufou e avançou no libriano lançando algumas rosas.– Pisciano chato... — disse em tom como se não quisesse nada. O outro estreitou os olhos. — E não é?Desviou de algumas rosas, outras não houve como fugir, ganhou pequenos arranhados e agarrou outras com as mãos.Pausaram o treino. Na arena apenas havia ele, Dohko, Camus e Mu. Se juntaram na arquibancada, no canto, onde teriam paz.– Então... vai abrir o jogo? — Camus se virou imediatamente para o pisciano.– A que se refere? — arqueou a sobrancelha.– Ora... para nós está muito claro que você está... mudado. — Mu disse com a intenção de disfarçar a verdadeira intenção.
– E dai? — arqueou a sobrancelha.– Ah parem de tentar esconder! — Dohko exclamou impaciente e olhou para o pisciano. — Você não pode esconder, está caidinho por ela.– DOHKO! — berrou Mu. Claro que queria saber da "fofoca" mas deixar tão explícito assim...– Quié? É a verdade. — deu de ombros.– De quem vocês estão falando? — Afrodite começava a se irritar.– Dite Dite... você não é lerdo assim pra fofoca! Além de que está tão na cara... você está sendo tão transparente quanto Milo foi. — Camus sorriu divertido. Aquilo se mostrou um entretenimento maravilhoso para o aquariano.– Não sei do que vocês... ESTÃO MALUCOS?! É CLARO QUE NÃO! N Ã O! ISSO NUNCA! — berrou histérico assustando os outros. Aquilo era um ultraje! Se levantou e marchou para fora da arena furioso.Os demais observavam, sabiam que era mentira. Claro que era mentira! Todos sabiam muito bem, e shippavam os dois, estava na cara que ficariam juntos, talvez desde muito tempo, mesmo que antes eles sequer conhecessem o significado de tal sentimento. E é claro... tudo isso acontecia pelas costas do canceriano.– Tá tudo bem? Parece irritado. — disse Victorie ao olhar Afrodite subir as escadarias com a cara emburrada.– Estou, só os outros falando bobagens! — respondeu tentando se manter o mais "normal" possível. Ele fitou Saga do lado da canceriana. — Saga por aqui?– Apenas me distraindo por aí, e aproveitei para fazer companhia a ela. — bagunçou os cabelos da canceriana que bufou tentando arrumá-los. — Siri irritada.– Talvez, seu palerma! — resmungou e deu um tapa na cabeça do mais velho.– Mereço mesmo... — riu enquanto massageava o lugar que ela bateu. — "Cê" bate forte ein?Afrodite ficou os olhando em silêncio por um tempo, sem que o notassem. Em determinado momento Victorie se sentou meio de lado, encostou no braço do geminiano e começou a mexer na corda do arco.Para si, mesmo que nunca admitisse na vida, fora demais. Deu meia volta e subiu para peixes, sem saber que o canceriano o seguia com o olhar desconfiado e vezes ou outra, olhava para a filha conversando com o geminiano. Com ele e os outros, sabia muito bem que não passava de sentimento fraterno.– Melhor eu treinar... antes que eu tenha que fugir pela janela... de novo. — suspirou. O geminiano sorriu orgulhoso.– BOA MENINA! É assim que se faz! — deu tapinhas em seu ombro e se levantou indo para gêmeos.– Ai ai... — balançou a cabeça e entrou em casa. O pai já a esperava nos fundos, sem dizer um pio sobre a cena que viu.
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