A Filha de Máscara da Morte
12 Este é o Lugar
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
E cá estamos, mais um cap!
Talvez eu esteja apressando um pouco, é a ligeira impressão que tenho
Milo - Ai ai...
Mas espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Albafica - Outros dois recadinhos nas notas, relaxem, não é nada aterrorizante :3
Se remexeu um pouco, sentia um incômodo nas costas, abriu os olhos e piscou algumas vezes. Não sabia quantas horas tinha dormido, se sentou sentindo as costas estralarem.– Ai... — resmungou. Ao olhar para frente se lembrou onde estava.Esticou a mão devagar e segurou fios azulados nos dedos, tão macios... o olhou preocupada, adoecera de repente.– Tadinho. — suspirou e levantou com todo cuidado do mundo e pegou o pano da testa do mais velho e o molhou novamente. — Não acorde, não acorde... — sussurrou nervosa e colocou com cuidado em sua testa.Pela primeira vez parou para analisá-lo, tão bonito... se lembrava bem das brincadeiras que fazia com ele desde pequena, várias delas.– Boas memórias... — sorriu levemente. Lembrou do acontecimento de antes e corou. - "O que foi aquilo..."Tentava entender, foi altamente estranho, mas ao mesmo tempo... agradável, confortante, que era isso? Tão inocente... tão pura... esse sentimento não adquiria nome em sua cabeça.Afrodite mexeu um pouco para o lado, estremeceu dos pés a cabeça com medo de que ele acordasse, para sua alegria, não fez.– Que susto! — exclamou baixinho e suspirou. O olhou mais uma vez. — "Que raiva que me dava..."Pensava as vezes quando seu pai lhe contara que o irritavam e debochavam de sua aparência, quando criança o pisciano ficava realmente afetado, após isso simplesmente deu as costas aos outros, acolheu sua beleza e se tornando o narcisista que muitos conheciam.Mas ele não era assim. Pensou ela, não parecia ser. Era um amorzinho de pessoa, vez o outra claro que se vangloriava demais, fazer o que.– Isso não devia ter acontecido... — tocou a bochecha preocupada. Seria terrível, não queria que ele se envolvesse em problemas.Se Máscara descobrisse... não sabia nem um pingo o que ele podia fazer, se só a insinuação da visita de Mei o descontrolou, se soubesse que o melhor amigo...– Me desculpe Dih... desculpe... — inclinou a cabeça para o lado tristinha, repetiu o gesto dele fazendo um leve carinho em sua bochecha.Se levantou sem dizer nada, a lembrança anterior vinha em mente e corou novamente. Se virou e saiu da casa de peixes logo descendo para câncer.– Você sumiu o dia todo, está tudo bem? — Máscara se aproximou e a abraçou, ela retribuiu.– Uhun, só dei umas andas e uns pequenos treinos, não vi o tempo passar. — sorriu, continuava fofa mesmo depois de crescida, uma aura de criança ainda estava ali.– Certo... não suma tanto. — sorriu. — e tome, esqueceu isso aqui. — entregou o pingente de câncer a ela.– Obrigada papai. — sorriu. — Não vi que o tinha esquecido.– Por nada pirralinha. — sorriu e bagunçou seus cabelos. — Viu Afrodite? A carpa sumiu de vista.Sentiu o coração falhar por um segundo. O medo lhe invadiu, ODIAVA mentir ainda mais para o pai, mas era preciso, infelizmente.– Não. — mentiu e balançou a cabeça. — Achei estranho, não o vi também.– Estranho... — arqueou a sobrancelha. — geralmente ele sempre gostou de se exibir...Algumas semanas haviam passado. Para os outros, uma semana comum, mas não para duas certas pessoinhas.Depois do ocorrido em peixes, ambos pareciam concordar silenciosamente que um afastamento era melhor, quase não se falavam. Tal coisa deixava os outros dourado curiosos, sabiam que Afrodite era grudado na "sobrinha" e vice-versa.Alguns dos mais "informados" achavam isso estranho, ao invés de se aproximarem, estavam se afastando. Mas preferiram deixar quieto, quando fosse a hora eles se arrumariam... e isso se resolveria.– Oras oras... a amazona que não usa cosmo... — se virou lentamente. Não estava com um bom humor. — Vic to rie.– São vocês... — olhou para cada um deles, estavam em quatro. Que porcaria de coincidência. — O que você quer... Yohana?– Nada, pelo menos nada que seja da sua conta, sua estranha! — estreitou os olhos. — Não se lembra dos seus amigos? — fingiu chateação. — Kyle, Erik e Kanna?Olhou para cada um. Erik tinha sempre uma feição fechada, sem qualquer traço de emoção, cabelos curtos castanhos, olhos de mesma cor, a roupa de treino estava um pouco rasgada. Kanna tinha uma feição neutra, um nada, tinha cabelos lisos e prateados, mesmo sob a máscara sentia que seus olhos também eram um simples, nada. Kyle seria o mais irritante, nunca tirava o sorriso sarcástico do rosto, tinha cabelos espetados e na altura dos ombros em tom azulado, os olhos eram escarlates, seria bonito, se não tivesse um ar cruel.– Amigos? — revirou os olhos. Nunca estava séria, mas para eles? Ah, eles podiam ter o luxo se conhecer um lado oculto seu. — Não passam de baderneiros, e meu uso de cosmo ou não, não importa. — apertou os punhos.Por algum motivo, seu cosmo nunca despertava propriamente, apenas uma onda passageira aqui ou ali, treinou especificamente artes marciais com o pai e habilidades com o arco e flecha com Aiolos.
– Ah... isso pode estar sim, está para que possam ver o quão fraca você é. Patética! — Yohana debochou. Trincou os dentes.Por entranho que pareça, seu cosmo não despertou propriamente dito, apenas uma onda aqui ou ali.O que havia treinado eram artes marciais com seu e habilidades com o arco e flecha junto com Aiolos, uma coisinha ou outra aprendia com os demais.– Não tem mais o que fazer além de me importunar? — tentou manter o tom firme na voz, mas não deu lá muito certo. Abaixou levemente a cabeça, aquilo a angustiava.Yohana seria o típico... oferecida. Usava o maiô de treino típico das amazonas, as ombreiras, cotoveleiras e joelheiras, a proteção que usava para os seios formava um grande decote, o salto das amazonas, um par de meias vermelho sangue, além da máscara com detalhes em vermelho. Tinha cabelos longos cacheados e vermelhos.– Antes fosse, mas agora tenho mais um motivo. — disse em tom sério. Se aproximou e a forçou levantar a cabeça pelo queixo. — Me escute bem... não vou deixar que meu Afrodite se meta com uma estranha.Pela primeira vez, sentiu uma ira absurda lhe invadir e queimar-lhe a alma. Suas unhas ameaçavam rasgar a carne de suas mão de tanto que apertava os punhos.Quem era ela para dizer algo? Quem era essa.... vadia para ousar se referir a ele assim?! Ele era seu! SEU! Sua mente pareceu decidir se aliar ao coração, ele era seu!– "Onde aquela doida se meteu..."– Máscara olhou para os lados a procurando. Ouviu vozes e parou de andar. — Quem...Se esgueirou silenciosamente como um felino e se arranjou em um lugar escondido por entre as árvores e ficou a fitar a cena se desenrolar.– Cale a boca... — disse a mais nova baixinho.– Como é? Pare de resmungar, estranha! — ela bufou. Victorie trincava os dentes de ira. Começou a sentir raiva também, ninguém chamaria SUA filha de estranha.Quando ia avançar, sentiu ser puxado para trás. Segurou um xingamento e se virou para ver quem era. Shura aproximou o indicador dos lábios pedindo silêncio. Obedeceu contra-gosto.– Eu mandei... você calar a boca... — disse mais alto, seu tom de voz começando a ficar ameaçador. Sentia uma onda passar por seu corpo, sentia queimar.– Quem é você para dizer algo? Não se meta no meu caminho! — a segurou pelos ombros apertando com força. Sentia algo queimar dentro de si.– Cale a boca... cale a boca... CALE A BOCA!! — urrou de ódio e ciúme. Um brilho alaranjado e meio dourado se fez presente. A outra foi lança para trás atingindo Kyle e caíram no chão. — MANDEI. VOCÊ. CALAR. A. BOCA!! — o cosmo despertara.O canceriano fitava em silêncio e surpreso. Nunca imaginou que sua filha pudesse ter tanta ira na vida, e que isso despertaria seu cosmo finalmente.Victorie apertou os punhos e avançou contra ela, os outros não se meteram, apavorados. Seu ciúme gerara um ódio profundo, nunca o perderia para ela.– SAIA DE PERTO DE MIM! — Yohana berrou começando a temer. A canceriana ignorou e sentou sobre ela com força começando a desferir diversos socos. — ME AJUDEM! SOCORRO!Nenhum deles se metia. A mais nova estava descontrolada. Isso doeu no fundo de seu coração, aquilo não era sua menininha... correu antes que ela usasse mais um socoe segurou seu punho.– Que?!– Está tudo bem... acabou... não precisa continuar... — disse no tom mais calmo que pôde. Ela respirava ofegante, a amazona embaixo de si tinha uma expressão de pavor. Shura enxotou os outros que correram apressados.Passado o dia, ficou mais calma, nenhum deles ousou mais se aproximar, quase houve um problema, seguido de um sermão de Shion. Para os dourados, pouco importava aqueles quatro, ficaram alegres e vibraram com a porradaria.O por do Sol se mostrava, lendo e belo. O som da corda esticando era música para seus ouvidos, segurou com firmeza e respirou fundo. Logo o vento foi cortado pela flecha e o alvo, atingido bem no centro.– Está indo muito bem. — Aiolos sorriu. Retribuiu alegremente. Amava as aulas com o sagitariano.– Brigadinha Olos! Mas ainda não sou tão boa quanto você. — fez bico emburrada.– Vai melhorar. — bagunçou seus cabelos e pegou três flechas, as posicionou juntas no quarto. — Eu prometo. — atirou todas de vez, não acertaram o centro juntas por pouco.Assentiu. Depois de despertar o cosmo, o sagitariano achou uma boa passar a ensiná-la a atirar flechas junto com o cosmo.– Incrível... — assobiou. Ele riu.– Você pode fazer melhor, ou tão bom quanto, só é necessário o treino. — disse calmamente. — Vamos dar uma pausa, você está se acostumando ao cosmo ainda. Victorie não questionou. Estava mesmo cansada, se sentaram no chão encostados às pilastras e colocaram os arcos de lado.– Posso te perguntar uma coisa? — Aiolos a olhou, parecia temeroso de tal pergunta.– Claro, o que foi? — olhou para ele.– Você e Afrodite... não estão juntos, ou estão? — inclinou a cabeça para o lado. Ela corou.– N-NÃO! Claro que não! — retrucou nervosa! Mais uma vez esse assunto chegava a ela.– Calma! Calma, calminha... — brincou enquanto fazia carinho nos cabelos roxos, como se faz numa criança ou um cãozinho.– Orras — cruzou os braços e inflou as bochechas. — Não me trate como um cãozinho!– Desculpe. — riu. — Mas só perguntei, não tem nada mesmo?– CLARO QUE NÃO! Não temos nada! — exclamou. — Ele é... meu tio. — resmungou. Ele soltou um breve sorriso.– Não de sangue, sendo assim não tem nada demais, e parece que ele gostar bastante de você, todos os sentidos. — sorriu. Ela ficou em silêncio.Poucos minutos depois voltaram a treinar. Seus pensamentos não desviavam daquilo. "Ele parece gostar bastante de você..." será qur uma chance poderia... não... era errado. Mas talvez não, lembrou do ocorrido em peixes e deixou um sorriso escapar por seus lábios.Deu um jeito de escapar do treino mais cedo, arrumaria essa situação de qualquer maneira, a pequena guerra santa que se instalava dentro de si havia passado, seu coração ganhara e agora tinha do seu lado, a razão. Iria lutar por aquilo.Passou em câncer, cumprimentou o pai e Mei que estava beliscando alguma comida. No quarto vestiu um vestido laranja, um dos mais bonitos que tinha, prendeu o cabelo com uma fita preta e subiu.– Dih? — se aproximou tranquilamente, estava segura e irradiando alegria. — Está aqui?– Vic? — ele se encontrava no jardim. Arregalou os olhos ao ouvir sua voz, não a via direito a semanas. — Pode entrar.Se virou para vê-la e quase perdeu o fôlego ao vê-la tão bonita, e tão calminha. Um anjinho. Ela se aproximou dele saltitando, a saia esvoaçante balançava.– O que houve pequena? — sorriu. Nunca conseguiria ser desagradável com ela, nem se quisesse.– Vim te ver. — o abraçou, ele meio hesitante retribuiu, mas logo sorriu. — Estava com saudades...– Digo o mesmo, venha, não esqueci que elas não te machucam. — estendeu a mão a ela que a segurou. A guiou até o meio das rosas e se sentaram. — Desculpe ter me afastado. — riu sem graça.– Está tudo bem, você teve motivos, o mesmo pra mim, mas não queria ter feito isso... — resmungou em tom melancólico. Ele ousou novamente. Fez carinho em seu cabelo, apreciou o carinho.– Sei... desculpinhas. — riu, ela sorriu docemente.Se aproximou mais dele enquanto mexia nas rosas, as belas rosas que ele sempre cuidava, e as flores que tanto amava, assim como ele!– Se eu fizer uma coisinha, você vai brigar? — perguntou com voz de criança, fez bico e inclinou a cabeça para o lado. Ele riu.– Claro que não! Nunca brigo com você, isso é função do Máscara se fizer alguma travessura. — riu divertido. Ela bufou, mas logo sorriu.Se aproximou mais dele e segurou seu rosto com ambas as mãos. O pisciano não ousou se mexer, se arrepiou com o toque. Ela riu levemente e encostou seus lábios aos dele, um beijo puro e suave.Não podia se sentir melhor, sentia o coração explodir de alegria. A abraçou e antes que se separassem, a beijou novamente, com mais urgência, se fosse preciso amá-la em segredo, amaria.– Eu disse que não brigaria. — disse baixinho ao se soltarem e riu, ela fez o mesmo.– Eu sei, mas não custa nada perguntar. — encostou sua testa na dele. Os olhos chocolates brilhavam de alegria.O tempo parecia parar, o Sol nunca se pôs, as estrelas nunca vieram, era como parecia estar naquele momento, e na visão de ambos, podia continuar assim.
Victorie havia soltado os cabelos e a brisa os fazia voar. Estava mais feliz que em qualquer momento da vida. O pisciano estava deitado ao seu lado, a cabeça repousando em sua coxa, acariciava os perfeitos fios azuis.– Vai sempre ficar do meu lado, não vai? — a canceriana inclinou a cabeça para o lado.– Sempre. — sorriu. Ela retribuiu e olhou para o céu colorido, um lado da imensidão do céu se mostrava alaranjada, o Som se despedia, a outra começava a ficar azulada, a Lua vinha tomar seu lugar.Victorie respirou fundo, o pisciano a olhou, procurando entender o que iria fazer. Ela entreabriu os lábios e começou a cantar, a voz límpida e bela, o som lhe lembrava uma criança, no fim, parece sua alma resolveu permanecer intacta.Deep in the garden, under the pillarsA bed of roses, a soft green pillowLay down your head, and close your eyedAnd when they open, the sun will rise.A observou cantar, o som parecia acalentar sua alma, a abraçando, não havia mais nada em seus pensamentos, só ela, sua voz e ele. Tocou o pingente em seu pescoço e o girou nos dedos.Here it's safe, here it's warmHere the daisie guard you from every harmHere your dreams are sweet and tomorrow brings them true...Victorie não parou de cantar a cantiga e o olhou. Viu que ele sorria, repetia alguns versoa vez ou outra. Afrodite se sentou de frente para ela e a abraçou carinhosamente.Here is the place... where I love you?Repousou sua cabeça em seu ombro e sussurrou o último verso. Retribuiu o abraço com todas as forças e ficaram em silêncio.– Sim... aqui é o lugar... em que eu te amo. — respondeu. Ela riu levemente notando que ele analisara cada verso.Não se soltaram por nada, apenas quando ouviram Shion chamar a todos pelo cosmo, mais visitas aguardavam a todos na 13° casa. Acabaram combinando que manteriam tudo em segredo.
Notas finais
Então...
Decidi passar a postar por volta desse horário da noite, de umas 18h até umas 21h, no máximo máximo mesmo, assim dará tempo de vocês comentarem, favoritarem etc ^^
E segundo, quem sabe qual é essa cantiga que nossa Vic cantou? Quero ver kkk só fiz PEQUENAS MUDANÇAS na letra na intenção de passar a ideia que ela se referia ao jardim propriamente dito, mas foram apenas 3 palavras :3
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