A Filha de Máscara da Morte
8 Ajudando o Senhor Shion
Notas iniciais
Oi oi mes anges!
Mais um cap fresquinho para vocês ^^
Espero que gostem
Boa leitura =^.^=
Albafica (vulgo diretor do estúdio) - P.S - Aviso nas notas finais ^^
– Pai, tem como... você me treinar? — olhou para o mais velho esperançosa. Estava sentada no balcão da cozinha observando o mais velho sentado a mesa.– Por que está querendo treinar? — perguntou enquanto tomava mais um gole da caneca. — É perigoso.– É é, eu sei, mas... queria fazer aquelas coisas que vocês fazem, é legal! — riu levemente, os olhinhos castanhos brilharam.– Nem sempre é tão legal assim, só está conhecendo as coisas por fora. É bem mais perigoso do que legal. — o canceriano balançou a cabeça para seu desagrado.– Mas... mas... EU QUERO, não quero viver sob a proteção 24h por dia não! — fez bico e cruzou os braços o fuzilando.– Não está se referindo a nós como se fôssemos corujas, está? — arqueou a sobrancelha. Ela soltou um sorrisinho. — Pirralha... — a fuzilou. Ela deu língua. — Atrevida.– Por que será, PAI?! — o provocou. Ele apenas estreitou os olhos.Victorie observava seus passos abraçada a seu querido siri de pelúcia. O canceriano levou a xícara até a pia calmamente, sumindo da vista dela, os olhos castanhos se estreitaram enquanto o esperava... voltar com uma faca na mão e uma máscara de hóquei? Talvez.– Er... papai? — perguntou temerosa. Não houve resposta. — Papaaai?A cena pareceu se passar rápido demais, uma hora olhou para frente e do nada se sentiu ser jogada para o alto, berrou de susto em meio aos risos.Máscara a jogou para o ar repetidas vezes e a pegava no colo, risadas ecoavam pela casa. Nunca havia se sentido tão bem, até que não era ruim ter uma companhia como ela, uma criancinha elétrica e animada.– O que você tinha dito mesmo? — a colocou no chão. Ela estava com os cabelos bagunçados e continuava rindo. — Fale alguma coisa pirralha, preciso de ensinar o alfabeto de novo?– Tô com labi... labirintr... pera...– Labirintite pirralha, labirintite. — balançou a cabeça. Ela riu. — Vai ficar aqui ou me trocar pela sardinha de novo?– Que coisa! Só passei a tarde com Dih! — fez bico. — Er... vou passear por aí. — bateu palminhas.– Certo... vê se não se perde... ou some de novo, e a propósito... o que aconteceu naquele dia? — se abaixou ficando a sua altura.– Nada. — virou a cara desviando do assunto. Ele puxou seu rosto pelo queixo a fazendo olhar para si. — Não foi nada!– Me conta. — disse em tom autoritário.– E-eu saí naquela hora de perto de v-vocês e fui brincar. Uns aspirantes vieram f-falar comigo e me chamaram para brincar... — os olhos marejaram. O canceriano começava a sentir a raiva subir. — Eles... eles... zoaram comigo por causa do siri... aí eu fugi pra lá... — algumas lágrimas caíram, as secou com delicadeza e se levantou. — pai?Máscara não respondeu. Apenas estralou as mãos e se dirigiu a saída. Victorie correu e o puxou pela mão novamente em protesto, detestava brigas, ainda mais quando já havia passado, não tinha porque ir atrás deles, mas como sempre, os pensamentos do canceriano não coincidiam com os seus.– Me solte, vão pagar! — rosnou furioso tentando se soltar dela.– NÃO! Deixa pra lá! Eu não ligo pra eles! Deixe eles... — disse baixinho, não queria envolver o pai em brigas desnecessárias.– Sinceramente, por que deveria? Desacataram quem não deviam nem nos sonhos. Cabeças de pirralhos vão ser adições interessantes a casa... — sorriu sonhador.– NÃO! Esquece! Por favor... — praticamente implorou. O mais velho a olhou. A troca de olhares durou um bom tempo. Suspirou. — Saco! Tá bem, eles vão continuar com a cabeça. — respondeu mal humorado e rumou para dentro de casa. — Por enquanto. — disse baixinho para si mesmo.Victorie suspirou. Não gostava muito do humor do pai as vezes, tinha certas coisa nas quais ele não era NADA calmo. Decidiu zanzar por aí.– Caminhando sozinha Vic? É meio perigoso, não? — perguntou Shaka quando ela passou por sua casa.– É... — corou de leve enquanto brincava com os dedos. — Mas não vou sair daqui das doze. Só vou ir subindo mesmo e passeando mesmo. — sorriu.– Pretende vir hoje? Ontem sumiu na casa de Afrodite e antes de ontem sumiu a tarde inteira sabe-se lá onde. — fingiu chateação. Ela deu uma risadinha e correu até ele e o abraçou. — Ow ow ow, que intimidade toda é essa? — arqueou a sobrancelha.– Eu vou vir ficar com você sim! Só com uma condição. — se balançou para frente e para trás.– Ah meu Buda... o que foi? -– Mostre seus olhos pra mim quando eu voltar. — sorriu animada e correu escadarias acima deixando o virginiano surpreso para trás. Nunca um pedido desse foi feito, e muito achou que encararia isso tão bem. Cada vez mais via as mudanças que aquela criança trouxe.Passou por todas as casas aproveitando para ficar um pouquinho com cada um, ganhando um abraço aqui ou um cabelo bagunçado ali.
Não tinha a menor ideia do por que da vontade de ir até a 13° casa, mas foi. Entrou silenciosamente, já lhe contaram que com o mestre, todo respeito é bom, ainda mais quando não se sabia quando o ariano estava de mal humor.– Senhor Shion? — olhou para os lados o procurando. Não havia ninguém. — Shioon? — andou pelo hall vendo o trono vazio. — Af!– Me chamando? — Shion apareceu a poucos metros de si. Ainda achava esse teletransporte o máximo, se o pai a deixasse aprender...– Uhun! — se aproximou dele saltitando. — Está fazendo alguma coisa?– Na realidade sim, muitas, melhor voltar para casa. — deu um leve sorriso e voltou ao seu escritório.– ESPERE! — correu atrás dele e entrou no escritório. — Uau... — assobiou.Estava uma completa bagunça, papéis de vários tipos espalhados pelos móveis, chão e no sofá ao canto, livros desorganizados, algumas outras coisa fora de lugar, daria um trabalhão para arrumar tudo. Observou o ariano se deslocar de um canto para o outro.– Agora entendi... — sussurrou e sentou no sofá o olhando. — É muita coisa!– Eu sei, por isso não posso dar atenção a ninguém. — a olhou brevemente e voltou a recolher os papéis. — Aqui não terá nada para se distrair pequena.– Nota-se. — riu e se levantou. — Deixa eu ajudar?– Como? — a olhou e arqueou a "sobrancelha". A ideia não lhe era tão agradável, ela era bem elétrica, além de que... que criança se divertiria fazendo isso? Ah claro, esqueceu um importante detalhe, Victorie é Victorie.– Posso te ajudar, só me diz o que fazer, não faço nada pesado. — fez bico ao juntar as mão. Ele suspirou derrotado. — Eu posso né? Posso posso?! — deu pulinhos animada.– Tá bem, tá bem! Pode. — balançou a cabeça. Ela bateu palminhas alegre e começou a rodar o lugar. A puxou fracamente pelo cabelo. — Se acalme criança!– Desculpa! — deu um risinho.Shion revirou os olhos, mas estava feliz de ter ao menos uma ajuda. Mostrou a ela os papéis que tratavam do mesmo assunto ou que tinham mesma aparência, ela assentiu e se pôs a cantar uma canção qualquer enquanto recolhia os papéis de todos os cantos possíveis.– Embaixo... do SOFÁ senhor Shion? — balançou a cabeça em repreensão. — Que coisa feia! — juntou todos numa pequena pilha e pôs na mesinha.– Orras... quer assumir o cargo de Grande Mestre por mim senhorita organizada? — a fuzilou. Ela apenas riu, acabou rindo também.– Não obrigada, preguiça! — espreguiçou, bocejou e coçou os olhinhos. Era uma coisinha fofa de se ver. — Mas posso te ajudar mais quando crescer, não posso? — os olhos castanhos brilharam.– Se insiste, está bem. Mas não ache que vou pegar leve com você nesses dias. — sorriu, ela retribuiu e continuou a arrumar as coisas mais simples.No meio da tarde conseguiram terminar tudo. O escritório estava organizado e impecável, infinitamente melhor. Victorie se deitou do sofá exausta, estava sozinha no cômodo, pelo menos até a porta ser aberta.– Um refresco, criança? — perguntou Shion ao entrar no escritório com uma pequena bandeja.– SIM! PRECISA NEM PERGUNTAR! — sorriu de orelha a orelha ao se sentar. — Me dá! — fez bico.– Calma, canceriana elétrica! — sorriu e entregou o copo de limonada a ela. — Fez um belo trabalho, seu pai deveria ficar orgulhoso. — colocou a bandeja na mesinha. Ela sorriu agradecida.Ficaram em silêncio por um tempo. Victorie se aproximou da janela ainda com o copo em mãos e sentou no peitoril ficando a observar o Sol se por. Shion a observava de longe enquanto dava os toques finais na arrumação do escritório.– Pretende ser amazona quando crescer? — perguntou finalmente. — Sabe que já poderia estar treinando a essa idade, não é? — a fitou, ela fez o mesmo.– Uhun, mas nunca me perguntaram se eu queria ou se devia, e papai é meio chatinho pra isso. — deu de ombros. — Mentira, ele é chato sempre, mas acho que vou querer ser sim! — bateu palminhas com a ideia. Seria uma amazona que daria orgulho ao pai.– Será uma amazona de câncer excelente. — sorriu levemente. Ela olhou para a janela com "cara de paisagem" enquanto se perdia em pensamentos.Já de noite, procurou a menor pela casa, não a achou no quarto brincando, ou na sala, estranhou o fato e andou até o hall olhando para as escadas.Ouvir uma canção,É melhor do que chorarReceba o meu calorE nem pense em se entregar.Ouviu a vozinha infantil soar pelo hall. Olhou envolta e arqueou a sobrancelha ao ver as cabeças da casa ficarem a vista, seus fantasmas voavam em círculos e iam até a escada de descida.Não vou esperarQue o mundo irá mudarTão depressa assim, olhos dominarE as trevas acabar.A viu sentada na escada, já de pijama, a pelúcia de caranguejo segura em seus bracinhos. A voz doce e com o toque infantil era muito bonito e parecia envolvê-lo, apenas com umas desafinadas aqui ou ali, nada que o menor dos treinos não resolvesse. Como uma criança de sete anos que nunca treinou tinha uma voz daquela? A mãe, dizia sua consciência, talvez fosse mesmo isso, um dom vindo da mãe, se ao menos ele lembrasse...– Eu vou lutar, acreditar, até o fi... — parou de cantar ao sentir uma presença atrás de si, foi interrompida de qualquer maneira.– Onde aprendeu a cantar? — se sentou ao seu lado, as almas deram no pé no mesmo minuto, apavoradas com a presença do canceriano.– Sei não. — deu de ombros. — Só sei que sei, e pronto. — riu levemente balançando as pernas. — Céu bonito. — olhou para cima. — As estrelas são o que?– Bolas de fogo coisinha, enormes bolas de fogo a bilhões de quilômetros daqui. — resumiu.– AF! Preguiça de tentar voar até uma. — fez bico e inflou as bochechas. Não sabia o quanto estava fofa. Alcançar as estrelas, para ela deveria ser bem interessante, mesmo que fosse impossível.– Preguiçosa. — riu. — Onde andou todo esse tempo?– Tava ajudando o senhor Shion, e depois fui brincar com tio Shaka. — sorriu. — Ele tem olhos bonitos... — viu os olhos da mais nova brilharem, ela estava distraída.– Ele... te mostrou os olhos dele? — arregalou levemente os olhos em surpresa. - "Desde quando Shaka atenderia um pedido desses?"– Er... chantageei ele. — riu sem graça e brincou com os dedos. — Disse que faria companhia a ele hoje se ele me mostrasse. — sorriu. -– Já está chantageando as pessoas? — a puxou para o colo e bagunçou seus cabelos, antes cuidadosamente penteados. — Que coisa feia!– AI AI SOLTA! TAVA TODO ARRUMADINHO! — reclamou tentando se soltar do pai, mas mesmo assim aquele carinho era ótimo. Esperava que continuasse assim por vários anos.
Notas finais
Então...
Já a veremos crescida no próximo cap, as (maravilhosas, divas e.. sorry, me empolguei) tretas vão ocorrer por essa época... aguardem AHAHAHA!
Alba - Onde eu fui arrumar emprego mds? U.U
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