A Filha das Trevas
5 O cavalheiro loiro vem trazer a luz, mas a escuridão vence a batalha
Notas iniciais
4: O cavalheiro loiro vem trazer a luz, mas a escuridão vence a batalha
Andei até o refeitório o mais devagar possível, mas é claro que um dia eu teria que chegar lá, assim que entrei no salão em me sentei ao lado de Rose ela me lançou um olhar de como tivesse suspeitando de algo
– Você ainda não comeu? – ela perguntou
– Não – fingi um bocejo e olhei para a mesa, como sempre farta pensando no que comer – sem querer acordei atrasada – ou melhor querendo eu acordei atrasada
– Então coma rápido por que eu já terminei, vou terminar de arrumar as coisas e vou para o ponto de encontro te vejo lá – Rose se levantou e andou em direção a porta e desapareceu entre ela, suspirei aliviada e olhei para a mesa farta, de tanta comida presente ali até embrulhou meu estomago, desde que essa semana começara e meio nervosismo ficara a flor da pele, comer era meio que um sacrifício, olhei para a mesa onde continha frutas e peguei uma maça verde, a comi com tranqüilidade e lentidão, quando eu começara aqui eu tinha no mínimo 10 minutos sossegada e apenas em falar com Rose e pensar o que comer esses 10 minutos se passaram por completo, então depois de longos 5 minutos de total enrola são terminei meia maça, Neville que havia acabado de terminar iria passar direito por mim mas assim que me viu praticamente “lambendo” a maça de tanta enrola são ele parou e me olhou tentando entender meu ato
– Você não vai Katherine? – ele perguntou a mim que apenas dei de ombros
– Não, não quero ir – um lampejo passou pela minha cabeça me lembrando de um detalhe – Professor será que seria muito incomodo se caso algum aluno perguntar por mim, ou deter vocês de irem sem mim, será que pode dizer que eu já estou a caminho? Não quero ir mas se eu dizer aos meus amigos eles vão querer ficar e não quero acabar com o passeio deles
– Há, claro que falo – ele disse sorrindo como sempre, se despediu e continuou seu trajeto, novamente suspirei aliviada e enrolei mais 10 minutos na mesa antes de me levantar e andar pelo corredor silencioso e meio vazio, parei em uma das janelas do castelo e vi que eles já tinham ido, suspirei aliviada e andei sem rumo para o castelo, de repente me vi cantarolando o hino de Hogwarts sem motivo algum.
– "Hogwarts, Hogwarts, Hoggy Warty Hogwarts,/Teach us something please,/Whether we be old and bald, Or young with scabby knees,/Our heads could do with filling,/with some interesting stuff,/For now they're bare and full of air,/Dead flies and bits of fluff,/So teach us things worth knowing,/Bring back what we've forgotten…”
– Just do your best,/we'll do the rest,/And learn until our brains all rot." — me assustei com a voz e olhei para frente me deparando com Scorpius que sorria para mim – havia me esquecido de como você canta bem
– O que você está fazendo aqui? – perguntei desorientada
– Assim que o Neville deu aquela desculpa esparapada para a Rose eu tive a certeza que você que tinha pedido para ele dizer aquilo para que ela não insistisse para você ir – ele disse dando de ombros – e também eu sempre quis aproveitar Hogwarts com você – eu o encarei encredulo por um tempo e depois coloquei os pensamentos no lugar e sorri
– Okay, vou adorar ficar aqui com você – eu disse indo na direção dele e passando a mão nas costas dele o abraçando ele se assustou com o gesto mas sorriu e começamos a andar pelo corredor sem rumo – o que vamos fazer? – perguntei
– Que tal eu te consolar e comermos chocolate na grama ou também poderíamos visitar a murta ou o Hagrid ou melhor poderíamos ficar estudando na biblioteca – eu o olhei incrédula
– Scorpius Hyperion Malfoy você anda me seguindo? – perguntei meio chocada
– Não apenas te observo demais – ele disse dando de ombros, eu parei e me afastei dele e olhei para o nada estressada, cruzei minhas mão em forma de birra e Scorpius riu – vai fazer birra só por isso? – ele perguntou mas eu ignorei – já sei onde vou te levar, você vai amar – fiquei tentada a olhar para ele e perguntar onde ele pretendia me levar mas eu ainda estava de birra então continuei a ignora-ló — Okay vai ter que ser do modo difícil – olhei para ele que sorria de modo malicioso, eu conhecia aquele sorriso e antes que eu pudesse correr dali Scorpius veio em minha direção e me pegou no colo me jogando nas costas dele, me debati um pouco mas logo parei, não iria adiantar nada mesmo – viu quem mandou ser birrenta
– Scorpius me coloca no chão – eu disse tentando esconder a raiva
– Não – ele disse e começou a andar nem prestei atenção para onde ele estava me levando apenas bufei com raiva e inalei seu cheiro maravilhoso
– Onde você está me levando? – me assuste ao notar que a gente ainda andava depois de alguns minutos – Não sabia que você era tão forte assim – comentei
– Será que é eu que sou forte ou você que pesa como uma pena? – revirei os olhos – enquanto eu te procurava pelo castelo fiquei pensando, onde a Katherine nunca foi? Foi difícil pensar nisso mas enfim ao voltar no passado me lembrei de um lugar – ele me puxou me descendo mas antes que eu pudesse notar onde eu estava ele tampou meus olhos e me virou – acho que você vai gostar daqui
Quando ele retirou as mão eu me fiquei surpresa com o local, realmente eu nunca tinha vindo aqui e nem tinha querido vir aqui, em detalhes verdes e dourado a sala era aconchegante e elegante, digna da Sonserina, dois sofás em tons verdes ficavam no meio de frente com a chaminé bem decorada, já coma alguns enfeites natalinos, em um dos cantos uma prateleira de livros decorava o local dando um ar de superioridade londrino, sorri com a visão
– Seja bem vinda a sala comunal da Sonserina – Scorpius disse sorrindo
– É lindo – eu disse ainda encarando a sala, então minha cabeça voltou a terra – mas se a Minerva nos encontrar aqui ou algum aluno nos dedar eu vou entrar em uma encrenca das boas – Scorpius riu
– Para uma leoa você é muito medrosa Katherine
Mostrei a língua para ele e andei por ali observando cada detalhe, Scorpius andou em direção de um dos sofás e se sentou apoiando as costas no braço do mesmo e colocando uma perna em cima do veludo verde e mantendo a outra no chão, ele jogou os braços por cima dos braços e deixou a cabeça cair para trás sorri e me sentei apoiando as costas no peito de Scorpius, ele se assustou com minha ação mas logo me abraçou depositando suas mãos na minha barriga
– Fico imaginando como seria minha vida se eu tivesse vindo para cá – eu disse olhando para o teto
– Você seria bem recebida e feliz, até mais que na Grifinória e você sabe disso, aqui você seria aceita
– Não seria não, para eles eu ainda sou uma mestiça que foi criada como uma trouxa não a herdeira do Lorde das Trevas
– Se eles imprecassem com você eles teriam que se ver comigo – Scorpius disse cheio de ego
– Concordo com você, eu seria feliz aqui, poderia ser quem eu realmente sou – eu disse tristonha
– Como assim? – Scorpius perguntou me puxando mais para ele
– Como você disse, eu não pareço uma leoa, eu não sou leal e muito menos corajosa, se eu fosse da Sonserina eu poderia assumir minha realidade, meu sangue Sonserino e nem tentar ser uma leoa, seria apenas eu mesma, não teria me aproximado de Rose e de Alvo
– Nunca mais diga isso okay? – Scorpius disse me puxando ainda mais perto de mim de forma protetora – o chapéu te colocou na Grifinória por que você é da Grifinória, você se da bem lá, você fica ai se auto-protegendo se tudo o que pode acontecer e por isso você não age como a menina forte e corajosa que você realmente é – Scorpius depositou um beijo no topo da minha cabeça me fazendo sorrir, olhei para a prateleira de livros rapidamente dando para ler um titulo e olhei para a chaminé mas voltei a olhar para á prateleira para ter certeza que eu tinha lido certo, me soltei de Scorpius e olhei fui para lá tirar aquilo a limpo
– São títulos trouxas? – perguntei a Scorpius que riu
– Sim, depois da Segunda Guerra Bruxa a Sonserina quis meio que acabar com o preconceito com trouxas e ai colocou vários livros trouxas nessa prateleira e deixaram ai para serem lidos, só que é claro que quase ninguém lê – Scorpius deu de ombros e eu sorri para o livro, escolhi um e voltei a me sentar com ele
– Poemas de Robert Frost – li o titulo do livro e entreguei a Scorpius – lê um para mim
– Claro – ele concordou pegando o livro da minha mão e o folheando até que parou em uma folha e então começou a ler
“Fogo & Gelo
Alguns dizem que o mundo acabará em fogo,
Outros dizem em gelo,
Pelo que provei do desejo fico com quem prefere o fogo,
Mas,se tivesse de perecer duas vezes,acho que conheço o bastante do ódio para saber que a ruina pelo gelo também seria ótima & BASTARIA .”
E com a voz rouca e envolvente de Scorpius acabei pegando no sono
∞
– Katherine – Scorpius me acordou me cutucando de leve na costela – Por mais que eu poderia ficar aqui para todo o sempre, acho que devemos almoçar certo? – me espreguicei e suspirei, então parei e coloquei a cabeça no lugar
– Almoçar? Quanto tempo eu dormi? – perguntei me sentando e olhando para ele assustada
– Amanhã inteira – olhei para ele incrédula e ele riu – e se agente não sair daqui agora eu acho que vamos perder o almoço
– Alguém nos viu aqui? – perguntei colocando a mão na cabeça
– Só dois alunos do primeiro ano, mas como eles morrem de medo de mim então fique sossegada, mas então dorminhoca, vamos? – assenti com a cabeça e me levantei arrumando minha roupa, então saímos da sala comunal e fomos em direção ao refeitório, antes de entráramos eu parei, só que Scorpius parou também – você não vai entrar?
– Vai você primeiro – eu disse mostrando a entrada
– Não, eu vou entrar com você e me sentar ao seu lado – senti minhas bochechas corarem apenas de imaginar a cena
– Não o salão deve estar cheio e todos vão nos encarar com aquela cara de “como a garota esquisita está com o gato do Scorpius?” – eu respondi fazendo ele rir
– Gato? – corei novamente e ele gargalhou – esquece, mas você vai entrar comigo sim e se caso você se recusar em entrar comigo eu juro que te levo carregada
– Scor... por favor vai... – eu disse me aproximando e coçando atrás da orelha dele fazendo uma voz rouca – eu juro solenemente que vou me sentar ao seu lado
– Claro – sorri – que não – bufei de raiva e revirei os olhos – agora vamos, e sem enrola são, suspirei e andei lado a lado dele até a porta do refeitório, o local já estava em clima natalino e como a maioria dos alunos não estava eles juntaram as mesas fazendo apenas uma enorme e farta mesa, assim que entramos alguns olhos vieram ate nos e depois voltaram a comida mas assim que paravam de olhar rasocinavam o que seus olhos tinham acabado de ver e voltavam a encarar e ainda cutucavam os amigos do lado para que olhassem também, Scorpius me guiava já pelo meio do salão e todos os olhos estavam em mim, então ele se sentou com varias pessoas da Sonserina me deixando afrita e pensando duas vezes antes de sentar – ei Kath somos cobras mas nosso veneno não é fatal
– Fale por você mesmo Scorpius – uma menina da Sonserina disse me fazendo sorrir, tomei confiança e me sentei ao lado de Scorpius
– Viu aqui não é tão ruim assim – Scorpius disse sorrindo de canto então apontou para o meu lado, virei a cabeça e dei de cara com uma ruiva pequena e linda, assim que olhei para ela um sorriso lindo e com uma covinha apareceram
– Oi – eu disse encantada com a beleza da menina
– Você deve ser Katherine Elisabeth Campbell, certo? – assenti com a cabeça
– E você deve ser Lilian Luna Potter? – ela sorriu ainda mais – mas se mal pergunto, eu te conhecer é uma coisa normal, mas como você me conhece?
– Desde que vocês se conheceram Alvo só falou de você, “Você já viu os olhos da Katherine?” – ela começou a fazer uma voz cômica ao falar as frases que Alvo pronunciou – “Ela é tão inteligente!”... Olha você parece ser legal mas meu irmão fala muito de você – corei mas tentei esconder sorrindo
– Você não quis ir em Hogsmeade? – perguntei
– Não deu, tive alta da enfermaria no meio da manhã – ela disse levantando o braço enfaixado – minha mãe diz que o que tenho de fofa tenho de arteira – eu ri e ela usou a mão livre para voltar a comer, olhei para o outro lado e notei que Scorpius já estava quase terminando o almoço, coloquei um pouco de comida no meu prato e comi uma colherada mastigando demoradamente, quando Scorpius finalmente termina seu prato eu engulo a comida bem mastigada e nos dois nos levantamos e saímos do refeitório
– Onde vamos agora? – perguntei Scorpius
– O que acha de irmos ver os hipogrifos ?
– Uma ótima idéia – saímos de Hogwarts e descemos a colina indo em direção ao local onde ficavam os hipogrifos, é obvio que não deveríamos ir ali, mas é claro que Scorpius iria fazer questão de quebrar alguma regra, ao chegarmos lá sorri ao ver que Bicuço também estava lá – Bic... – parei no meio da frase lembrando que Scorpius não sabia o verdadeiro nome dele – Asafugaz – aproximei dele mantendo contato visual e assim que ele assentiu me aproximei dele fazendo carinho em baixo do seu pescoço, olhei para Scorpius que sorriu e olhou para um hipogrifo e começou a se aproximar – Scorpius, levando em consideração o passado do seu pai com hipogrifos eu diria que é melhor você não fazer isso – Scrpius revirou os olhos
– Não sou meu pai — então Scorpius voltou a olhar para o hipogrifo mantendo contato visual, então o bicho fez uma reverencia, Scorpius sorriu e se aproximou do bicho fazendo um pouco de carinho antes de subir em suas costas, subi em bicuço e assim que dei sinal ele levantou voou assim como o de Scorpius, eu me senti livre com bicuço naquele momento, me lembrei do sonho que tive com ele, mas ainda tinha uma diferença, no sonho eu tinha liberdade completa e aqui na realidade, eu só tinha a liberdade do voou. Voamos praticamente a tarde toda e quando finalmente voltamos no chão, nos surpreendemos com Hagrid que alimentava os animais, déssemos dos hipogrifos e fomos falar com ele
– Achei que você iria para Hogsmeade Katherine – Hagrid disse sorrindo
– Não queria me aproximar mais de Rose, ainda mais com o natal tão perto – respondi a ele que acenou com a cabeça
– Quando for falar, tente não magoá-los, eles são boas pessoas – Hagrid olhou para mim e sorriu
– Pera ai, ele sabe? – Scorpius perguntou a mim mostrando Hagrid
– Sim – respondi e Scorpius pareceu pensar
– Katherine, eu adoraria ficar aqui conversando com você mas os alunos vão chegar daqui a pouco – me lembrei desse detalhe e me despedi de Bicuço e Hagrid rapidamente, Scorpius e eu corremos até a escola e assim que chegamos lá paramos em uma encruzilhada, de um lado ele seguiria para a sala comunal da Sonserina, do outro eu iria para a sala comunal da Grifinória
– Foi ótimo passar esse dia contigo – eu disse para Scorpius que sorriu, abracei ele e segui meu caminho
Assim que cheguei a sala, fui para o meu quarto e voltei de lá com um livro me sentei no sofá e fiquei lendo, quando ouvi as primeiras vozes mostrando que os alunos tinham chegado, me enfiei no sofá e tampei a cara, algumas pessoas passaram por mim, mas assim que senti alguém pisando duro perto de mim e parando em minha frente eu fiquei com um leve temor, abaixei de leve o livro vendo Rose com, se possível, os cabelos mais vermelhos que o normal, batendo o pé freneticamente com os braços cruzados, tomei coragem e me levantei pronta para subir para o meu dormitório caso alguma coisa acontecesse, senti uma zonzura ao levantar, mas tentei ignora — lá
– Posso saber por que você não foi para Hogsmeade? – Rose perguntou irritada
– Desculpa, eu só não senti vontade de ir – senti novamente a zonzura
– Rose – a voz de Alvo fez meu coração gelar e a zonzura aumentar – não pegue duro com ela, ela só não sentiu vontade de ir
– Eu não pegaria se ela tivesse me avisado, não mandado o Neville mentir para nos – ela disse raivosa
– Rose minha querida Rose – James começou – você não ta vendo que está deixando a menina mais pálida do que já é – Rose não tinha notado isso, como eu não tinha notado que James e Alvo estavam bem atrás de Rose, Alvo ficou ao lado de Rose ficando mais perto de mim
– Kath você está bem – Alvo perguntou se aproximando de mim e colocando a mão na minhas costas, meu nariz pode sentir o cheiro bom e delicioso dele
– To, eu to bem, só um pouco zonza – uma zonzura mais forte me fez segurar em Alvo que se assustou, então quando me equilibrei de novo apenas vi tudo ficar preto e Alvo me pegando no colo antes que desmaiasse.
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