A Filha das Trevas
3 De asas a liberdade
Notas iniciais
2: De asas a liberdade
Assim que o professor nos dispensou da ultima aula meu coração parou, se pudesse velo agora juraria que ele estava congelado. Respirei fundo e me levantei, andei rapidamente para a sala comunal e em seguida para o meu quarto onde coloquei uma roupa qualquer, e desci para me encontrar com Alvo.
Assim que sai da escola avistei Alvo sentado na grama olhando a bela paisagem que Hogwarts nos dará, suspirei nervosa e fui ao seu encontro, quando me aproximei ele se levantou por educação, mas permaneceu em pé sem nem dar idéia que se sentaria
– Que bom que veio – ele disse para mim com um belo sorriso no rosto – sinceramente achei que se esconderia no seu quarto e amanhã me daria alguma desculpa qualquer
– Acredite eu pensei em fazer isso – eu disse olhando para a paisagem enquanto ele me encarava
– Você sabe que não vai se livrar de mim tão fácil néh? – ele disse me fazendo olhar para ele
– Será que você não pode entender que não podemos ser amigos? – voltei a olhar para a paisagem
– Para de dizer isso – ele passou os dedos pelos meus cabelos, me fazendo corar e fechar os olhos de leve, quando ele tirou a mão eu olhei de canto para ele vendo um sorriso de canto, então me concentrei na paisagem a minha frente, estranhei o silencio de Alvo e quando olhei para ele tive que abaixar os olhos, ele havia se sentado na grama e olhava para mim com um sorriso, ele esticou a mão para mim e assim que os dedos dele envolveram nos meus ele me puxou me fazendo ficar sentada e depois deitada ao lado dele
– Então – ele disse voltando a olhar para o céu – por que você não se comunica com ninguém?
– Por que eu não me dou bem com as pessoas – eu disse também olhando para o céu
– Isso é errado, essa coisa de não se dar bem com pessoas é uma coisa psicológica, ou você tem um motivo certo ou tem motivo – ele disse
– Eu não tenho motivo, só não sei como me socializar
– A minha tia não falava muito com as pessoas no primeiro ano dela em Hogwarts por que ela queria se focar nos estudos, mas mesmo assim ela teve amigo agora você vive sozinha! Seria bom que você deixasse as pessoas se aproximarem de você – ele disse calmamente
– Para que eu me arrependa depois, acho melhor não – olhei de canto para ele e ele revirou os olhos, ele voltou a olhar para as estrelas só que dessa fez sorrindo
– Eu gosto de me deitar aqui fechar meus olhos e imaginar o céu que vejo do meu quarto, com as estrelas e constelações... e ver um mundo onde as pessoas se dão ao luxo de notar a beleza do céu! – olhei para ele e nossos olhos se cruzaram – tente é legal – me virei e olhei para o céu, fechei meus olhos e imaginei um céu lindo, estrelados e com constelações, sorri com as imagens que vieram em minha mente
– É bom te ver sorrindo! – ele disse senti ele se aproximando e então quando abri olhos me deparei com seu rosto perto de mim
Me assustei mas não me movi, fiquei parada e quanto mais ele se aproximava mais meu sorriso diminuía, então por fim roçou os lábios nos meus, eu tinha que empurra-ló gritar com ele e dizer o quanto aquilo estava errado mas não consegui fazer o que minha cabeça mandava então me entreguei ao beijo o puxando para mim, foi um beijo intenso, mas apaixonante, delicado e irresistível, mas então nossos lábios se separaram de leve e minha cabeça tomou conta da situação me afastei dele e me levantei correndo em direção a escola ignorando Alvo que me chamava com aflição, assim que cheguei em meu quarto desabei em lagrimas
∞
Neville entrou na sala de aula sorridente como sempre, foi até sua mesa e nos observou por um instante e começou
– O natal já está ai em, animados? – ele perguntou e todos os alunos concordaram – mas como vocês sabem eu sempre peço a vocês um pequeno resumo do que vocês aprenderam até aqui, então hoje vou dar inicio há esse trabalho nessa aula, vou levar vocês na biblioteca para olharem os livros e tudo mais, mas na próxima aula teremos aula normal, mas nem por isso quero que vocês façam correndo só quero que adiantem um pouco o trabalho, alguma duvida? – um aluno da Soncerina levantou a mão e Neville assentiu para que ele falasse
– Você vai escolher os grupos? – o aluno do qual o nome não me lembro perguntou a Neville
– Vai ser em dupla e só escolherei 5 duplas o resto podem escolher sozinhos, só vou tomar essa medida para que certas pessoas não acabem sozinhos – ele olhou de relance para mim me fazendo sorrir envergonhada então começou a ditar as duplas sem muita surpresa, no geral ele escolheu pessoas que já estão acostumadas a ficar juntos e na hora de dizer a 5°dupla ele somente piorou minha situação – Katherine Campbell e Rose Weasley – Rose me olhou e sorriu, logo que terminamos de nos arrumar ele nos guiou até a biblioteca, Rose se aproximou de mim e andamos lado a lado,mas assim que chegamos na biblioteca ela andou na minha frente me levando até um fileira de livros e parando lá
– Acho que não fomos apresentadas direito – ela parou em frente a fileira de livros e pegou alguns os colocando em cima da mesa – Rose Weasley mas me chame apenas de Ro se preferir
– Katherine Campbell, mas pode me chamar de Kath! – ela olhou para mim e sorriu
– Olha basicamente gente pode ler os livros hoje ou apenas lembrar das aulas e consultar os livros acho que fica mais fácil apenas consultar, por que alem da gente fazer o trabalho ainda vemos nosso conhecimento – concordei com ela, ela se sentou e eu me sentei ao lado dela – você é bem fechada néh?
– É a minha maneira de não ser notada – eu respondi dando de ombros
– Bem eu não conseguiria fazer isso, afinal sou a filha de Rony e Hermione Weasley – rimos – mas eu gosto de ter amigos, quer dizer os verdadeiros, como o Al, Teddy... mas eu só vi você conversando com o Al uma ou duas vezes, acho que com quem mais você falou foi com o Scorpius – meu peito gelou
– Você me viu falando com Scorpius? – perguntei aflita
– Sim, as vezes eu gosto de chegar adiantada nas aulas, sabe, para estudar um pouco mais, e algumas vezes eu vi você falando com ele mas ai sempre que os alunos começavam a chegar ele saia de perto de você – ela disse – Qual a relação entre você e o Scorpius? Desculpa perguntar minha mãe diz que sou um pouco bisbilhoteira e meu pai fala que sou a cara da minha mãe
– Não tem portância – eu disse dando de ombros – eu conheci Scorpius antes do chapéu seletor me colocar na Grifinória
– Ah, eu sei como é – ela murmurou e sorriu fraco- mas isso não é motivo de não ter amigos – ela mudou de assunto – e que tal a gente aproveitar o trabalho para tentarmos ser mais amigas – eu sorri em concordância
– Eu adoraria ser sua amiga ruiva – ela sorriu
O resto da aula ficamos fazendo o que ela sugeriu e tentando nos conhecer melhor, e mesmo com o final da aula ainda ficamos juntas já que tínhamos aula novamente juntas e assim que as aulas terminaram fomos para a sala comunal estudar mais um pouco, mas assim que Alvo apareceu, cerca de 20 minutos do fim das aulas, eu sai de lá deixando Ro e Alvo para trás, sai escondida da escola e desci o campo até a pequena cabana, bicuço, assim que me viu chegou perto de mim para que eu o fizesse carinho e assim eu fiz, depois fui até a porta e bati duas vezes até que Hagrid abriu a porta, eu abracei seu corpo alto e ele respondeu o abraço como sempre
– Achei que tinha esquecido de mim – ele disse sorrindo
– Como eu esqueceria meu melhor amigo? – ele riu e me deu espaço para entrar, ele preparou um chá e nós sentamos para toma-lo – então Kath alguma boa nova? – ele perguntou
– Nenhuma que vale a pena seu tempo – eu disse cabisbaixa
– Acredite em mim Kath, se algo não quer te deixar em paz me fale que eu tento te ajudar – eu sorri para ele e vi nele um pai em Hogwarts e eu sei que posso confiar nele
– Hagrid se eu te contar uma coisa promete que não vai mudar o que pensas de mim? – eu disse nervosa
– Nada vai mudar o que eu penso de você – ele respondeu
– Eu não sou mestiça, sou sangue puro – ele me olhou surpreso – e meu pai se denominava Lorde Das Trevas – Hagrid ficou paralisado por alguns segundos
– Me explique Katherine – então eu o contei tudo o que aconteceu em minha vida e sobre Alvo e Rose, ele ouviu tudo em silencio e quando terminei esperei que ele disse-se algo – Kath, você não tem culpa de ser filha de quem é, eu nunca mudaria o que penso de você por isso, e sobre contar a verdade a Harry e sua família, eu acho uma boa idéia, eles devem saber – eu sorri em concordância – quando você vai falar com eles? – perguntou Hagrid
– No natal, quando eu for para casa – Hagrid assentiu – mas eu tenho certo medo de que isso não seja uma boa idéia, não pelo que eles possam fazer comigo, mas o que Alvo e Rose vão achar disso, eu não quero magoá-los
–E não vai – Hagrid disse risonho – eles gostam de você pelo que é e não por quem é, lembre-se você é da Grifinória, você é corajosa e leal
– As vezes eu acho que o chapéu seletor me colocou na casa errada – Hagrid me olhou incrédulo
– Lembra quando o Bicuço machucou a pata, ele não queria que eu ficasse perto dele, mas você fez de tudo e mais um pouco para cuidar dele, mesmo que em um deslize seu ele pudesse te machucar, sempre quando me prometes algo cumpre, não importa o quanto idiota seja, até Bicuço que é um bicho desconfiado confia em você com a vida dele, faça o seguinte, se livre dessa culpa pelo que Você-sabe-quem fez e viva sua vida livre sem culpa sem se esconder – eu sorri para Hagrid e me levantei e o abracei
– Já te disse o quanto gosto do seu abraço meu grandão – Senti Hagrid sorrir e quando me afastei em seus olhos tinham lagrimas – Rubeus Hagrid você não está chorando por culpa do meu abraço está? – coloquei a mão na cintura e o olhei como uma mãe brigando com o filho, ele riu e limpou as lagrimas com um lenço
– Você vai voltar para o natal? – ele perguntou
– Só depois do natal, mas prometo que quando for para casa passo no beco diagonal e compro um presente para você – Hagrid sorriu e se levantou, me acompanhando até a porta e depois insistiu em me levar até a porta da escola e mesmo eu não querendo atrapalhar deixei que ele me acompanhasse, naquela noite não chorei, e nem tive pesadelos, apenas sonhei comigo andando com Bicuço livremente, não importa se é Bicuço ou Asafugaz o importante é que ele me fez sentir algo que nem se quer pensei em sentir. Liberdade. Pena que ainda tudo não passe de um sonho bom
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