A Filha das Trevas
4 A nova amizade confronta as antigas
Notas iniciais
3: A nova amizade confronta as antigas
Okay eu sei, se eu não posso ser amiga do Alvo por que eu seria da Rose? A questão é que quando você vive uma vida solitária e encontra alguém que te faz bem só pelo fato de estar perto é incrível e não pode ser jogado fora, foi necessário apenas mais um dia para que eu e Rose terminássemos o trabalho, e mesmo eu não tendo mais desculpa para me afastar uma força me dizia para continuar com ela, continuar a ser amiga dela, e que mal faria eu ficar mais dois dias próximo dela? Eu iria contar a verdade logo então ela seria obrigada pelos próprios pais a ficarem longe de mim e eu é claro respeitaria, então não vi nada de mais curtir a companhia por enquanto, tínhamos um tempo livre entre uma aula á outra então fomos até o pátio onde nos sentamos em baixo de uma arvore, ficamos ali conversando sobre assuntos avulsos até um grupo da Sonserina aparecer. No meio do grupo, Scorpius nos olhava de canto
– Ele é gatinho neh? – Rose perguntou quando notou que eu o encarava
– É.. ele lembra o pai quando adolescente – eu disse me lembrando das fotos que vi de Draco adolescente
– Minha mãe sempre me disse que Draco era aceitavelmente bonito, mas incrivelmente mal criado – Rose disse e eu ri de leve
–Scorpius é incrivelmente bonito e aceitavelmente bem criado – Rose riu e depois passou a encara-ló
– Fico imaginando quem é ele por trás da Sonserina, ele não me parece ser uma má pessoa – Rose disse tristonha
– E ele não é, o Scorpius que eu conheci era engraçado, divertido e nem um pouco sonserino, ele só age assim com leve superioridade por que ele não tem escolha ele é da Sonserina e as pessoas lá são assim – Rose concordou com a cabeça, logo o grupo da Sonserina saiu de lá deixando o pátio quase vazio mas Scorpius ficou, ele esperou que eles saíssem e foi em nossa direção
– Olá meninas – ele disse sorrindo
– Oi – eu disse revirando os olhos
– Oi Scorpius – Rose disse envergonhada
– Interresante não sabia que vocês eram amigas
– É uma coisa nova — eu disse dando de ombros
– Fico feliz, Kath è quieta demais — ele disse sorrindo para mim, revirei os olhos e olhei para a grama
– Sabe isso è estranho — Rose começou fitando Scorpius com os olhos — um Sonserino falando com uma mestiça e a filha de um sangue ruim isso para mim è novo
– Não pense que todos os Sonserinos são iguais — ele disse sorrindo de canto — não tenho preconceito, longe disso, acho incrível as diferenças de sangue — o pior è que era verdade, Scorpius sempre achou magnífico essas diferenças e como elas não mudavam em nada o poder, sorri para ele e olhei para Rose, ela não pareceu aceitar muito bem
– Okay, vou fingir que acredito — Rose respondeu duramente e Scorpius sorriu
– Rose, minha querida Rose não se lembra daquele ditado trouxa? Não julgue o livro pela capa, julgar não è uma coisa que alguém da Grifinoria faria — Scorpius sorriu vencido e se retirou deixando-nos duas sozinhas
– Ele è incrivelmente irritante — Rose disse revirando os olhos, eu ri
– E você adora isso nele — continuei rindo e Rose me deu um tapa de leve no ombro, eu parei de rir e fiquei seria a encarando por um tempo e então começamos a rir juntas sem motivo aparente, rimos ate a barriga doer, quando paramos tirei do meu bolso dois chocolates entreguei um a ela e fiquei com o outro
– Você vai em Hogsmeade amanhã? — Rose perguntou e mordeu o chocolate que havia aberto
– Sim — terminei de abrir o meu e o mordi — preciso urgentemente reforçar meu estoque de doces na dedodemel, e necessito de uma cerveja amanteigada — Rose concordou com a cabeça
– Também preciso, eu tenho o mesmo amor por doces que meu pai — sorri e mordi novamente o chocolate
– Minha mãe sabe fazer vários doces então eu e Scor... — Me cortei no meio da frase — eu e Scorpeeta — inventei um nome qualquer e confesso o nome foi bizarro, Rose riu com o nome
– Scorpeeta? Isso è um nome? — Rose ria
– Pais criativos — Rose riu mais ainda — enfim, eu e ela pegávamos escondidos doces do pote antes que minha mãe visse e comiamos um monte antes do jantar e ela ficava com muita raiva, ela me chamava de formiginha
– Sua mãe parece ser legal — Rose parou de rir mais ainda sorria — vou adorar conhece — lá
– Oi? Como assim conhece — lá? — perguntei
– Se você vai ser minha amiga eu tenho que ao menos conhecer sua mãe certo? Assim que tiver oportunidade eu vou conhece — lá — sorriu fraco, isso seria pessoal demais
– Rose... — comecei desanimada — eu estou fazendo algo muito errado, me aproximar de você e ser sua amiga nunca vai dar certo, a verdade è que nossa amizade è meio que impossível
– A não venha com essa de não podemos ser amigos, você já jogou essa no Al, mas eu não vou aceitar isso, não importa para mim o seu por que, eu gosto de ti Kath e não vou parar de ser sua amiga por que você tem algum motivo que eu não sei, eu quero ser sua amiga de verdade e queira você ou não eu vou estar sempre perto de você — limpei uma lagrima solitária e abracei Rose
– Okay ruiva, não vou fugir da tua amizade — Rose me apertou mais ainda e depois nos afastamos — você vai passar o natal a onde? — perguntei a ela limpando meus olhos
– Na casa do meu tio Harry — ela respondeu — e você?
– Não sei ainda, ou na casa do meu padrinho ou na casa da minha mãe, mas só vou saber quando estiver lá — Rose concordou com a cabeça
–Minha família sempre se reúne no natal, é meio que uma tradição, sempre ou na minha casa ou na casa do tio Harry, ou também na casa dos meus avós, é legal ver a família reunida
Minha família sempre se baseou em minha mãe, meus padrinhos, Scorpius e eu, já a de Rose eram no mínimo 15 pessoas, o pensamento me fez eu me sentir deprimida mas uma idéia dez eu esquecer esse pensamento
– Ei a gente ainda tem um tempo livre que tal irmos ver uma amiga minha? – Rose me olhou desconfiada
– Não sabia que você tinha outros amigos aqui em Hogwarts – eu a lancei um olhar fingindo de magoada e ela riu
– Enfim, vamos – ela concordou com a cabeça e nos levantamos fui a guiando e de vez ou outra ela me olhava de canto tentando entender para onde eu estava levando ela
– Quem é exatamente essa amiga sua? – Perguntou Rose quando estávamos no meio do caminho
– Sabe eu nunca me dei muito bem com pessoas “normais”, então basicamente, para ser meu amigo ou você tem que gastar muita saliva para me convencer, ou ser como eu, diferente, no meu primeiro ano eu era um tumulo e não tinha amigos, então eu ficava andando pela escola inteira, foi assim que eu conheci Hagrid, na verdade eu conheci Asafugaz, primeiro, eu sempre achei lindo os hipogrifos e ai eu resolvi me aproximar dele, ainda bem que ele gostou de mim de prima por que se não... – estralei os olhos com a imagem que veio a minha mente – mas enfim, em uma das andanças pelo segundo andar eu ouvi alguns gemidos vindos do banheiro feminino, tipo, eu já tinha ouvido histórias sobre ela mas nunca tinha tido algum por que de ir lá, e daquela vez eu quis ir e fui.
– Você ta me levando para ver a Murta Que Geme? – Rose perguntou meio incrédula
– Ela é uma das únicas pessoas do mundo que me fazem rir sem motivo algum – eu disse dando de ombros – acho que eu só fui ver ela três vezes esse ano, andei meio sem tempo por culpa das aulas, depois que seu tio Harry saiu de Hogwarts ela não recebeu mais visitas, então quando me viu pela primeira vez ela simplesmente amo me conhecer, naquele ano eu fui ver ela no mínimo umas 20 vezes, sempre foi muito divertido – Continuamos a andar e logo estávamos no banheiro, assim que entramos e nos apoiamos na pia eu ouvi o risinho da Murta e sorri
– Olha quem os ventos bons trouxeram – ela disse aparecendo flutuando perto de nos duas – minha querida Katherine e a ruiva filha da cara de gato – não consegui não rir do jeito com que a Murta falou
– Cara de gato? – Rose disse indignada
– Pelas barbas de Merlin, não é por que sua família inteira participa que você não tem que ler O Menino Que Sobreviveu, a autora conseguiu convencer sua mãe a deixa – lá contar esse fato, eu ri muito com isso, mas voltando... Oi Murta desculpe a demora a voltar, as aulas estavam meio puxadas, então você já conhece a Rose Weasley? – perguntei a Murta que fez uma careta e se aproximou de Rose passando os dedos fantasmagóricos por seus cabelos ruivos, Rose até tentou se controlar e não rir, mas ela não agüentou e riu baixinho, ficamos ali por mais um tempo batendo alguns papos com a Murta, com o tempo Rose se abriu mais com a Murta e até riu sem tentar se segurar, logo já era a hora de voltar as aulas
O resto das aulas passaram tão rápidas que eu quase não senti, Rose me acompanhou até a sala comunal quando a nossa ultima aula acabou e ficamos conversando ali por um tempo, e por mais que a chegada de Alvo tenha me feito corar e tentar fugir eu permaneci forte e ao lado de Rose que ao notar minha tensão logo tratou de me acalmar
– Sapos de chocolate,tabletes de nugá, Feijãozinhos de Todos os Sabores, cerveja amanteigada... Se você fugir eu faço de tudo para achar um jeito de você ficar sem isso amanhã – eu ri, tirando a atenção para Alvo e me fixando nela
Ficamos mais um tempo lá até que resolvi subir, me despedi de Rose e fui ao meu dormitório, troquei de roupa e me deitei na cama. Como grande raridade consegui dormir sem dificuldade aquela noite, as vezes eu só precisava sorrir um pouco para os pensamentos sumirem e os pesadelos te deixarem em paz
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