A Filha da Sabedoria

18 Perco o juízo por completo.


Notas iniciais
ATENCION!

Hey demigods, o capítulo possui saliência! Portanto, se você já é grandinho fique a vontade para ler!!!

Fiquei meio Xuxa.. odeio isso!

Idiota, imbecil, problemática, retardada, ridícula, traidora.

Eu sou todas essas coisas. Beijar o líder do Time Inimigo? Nada legal. Deixa-lo plantado no Coliseu depois de beija-lo? Também não é nada legal. Eu só fiz merdas hoje. Justo no dia que antecede a batalha entre os gregos e romanos, em Charleston.

Isso não é bom. Não é nada bom.

O pior é que todas as pistas indicam que há algo relativo com a Marca de Atena em Charleston. Andei pesquisando o resto do dia. Lendo pergaminhos romanos, livros e tentando esquecer que beijei Júlio César.

Poucas coisas se referem ao artefato roubado. Mas recolhi informações valiosas: os romanos lutaram ao lado dos confederados na Guerra Civil Americana (ta, eu já sabia disso), mas o segredo da Marca arrastou-se até ali. E não se sabe mais de nada.

Deve haver algo la. Uma mapa, uma pista, um pergaminho. Qualquer coisa!

Ainda estou na biblioteca. Quase coberta de papéis. Não há mais nada que me ajude a buscar a Atena Paternos. E, de acordo com outro pergaminho, só duas pessoas na Nova Roma tem a informação que preciso:

Os pretores.

O pior é que eu odeio a Catherine demais para pedir sua ajuda. E depois de hoje nem quero olhar na cara do Júlio. Mas, se quero que a minha vingança e a vingança de Atena seja bem sucedida, devo usar o pretor para isso.

Mesmo que isso me doa.

Saio da biblioteca quando esta de noite. Quero entrar em contato com Thomas ou Gabriel pois preciso do conselho de algum dos dois. Alguém que me aponte uma direção certa.

Vou até o lago e vejo que esta ocupado.

Júlio César — meu fantasma particular — esta ajoelhado na margem do lago. Sussurrando coisas estranhas, como uma prece ou algo do tipo. Viro de costas para sair mas faço barulho ao pisar em folhas secas.

- Alexia?

Me viro.

- Oi, Júlio.

A cara dele esta acabada. Como de alguém que tem insônia ou que não dorme faz uma semana. Usa a mesma roupa de hoje de manhã, como eu. Ele não responde o meu "oi" de imediato. Só fica me encarando, confuso.

- Não quer dormir? — ele finalmente pergunta.

- Não. E você?

- Também não.

Mudo o peso de um pé para o outro. Sem graça.

Ficamos mais uma hora encarando o outro até eu me recostar numa arvore, sentada. Não queria mais uma sobrecarga de olhares sem jeito e desejos impossíveis. Isso porque eu quero beija-lo mais que tudo e não posso. Não posso querer isso.

Ele se aproxima e senta do meu lado. Não peço que se afaste, pois não quero isso. Então resolvo quebrar o silêncio e arranjar alguma informação útil.

- Você gosta da guerra?

- Contra os gregos, quer dizer? — ele faz uma pausa — não. Não gosto.

- Nem eu. Eu queria... eu gostaria de acabar com ela.

Ele fica em silêncio.

- Eu estive pesquisando e...

- Alexia, eu amo você.

Pisco os dois olhos. Parece que alguém acabou de me dar um tiro, ou coisa assim. Amor não era uma coisa nos meus planos. Júlio César dizer que me ama certamente não está nos meus planos. Mas de repente eu esqueci como se fala. Fico apenas ali, fitando-o incrédula.

Ele enrubesce.

- Júlio... — eu queria que a palavra tivesse saído censuradora e alerta, mas não! Seu nome saiu de minha boca como um sussurro. Não pude evitar, assim como não posso agora. Júlio César põe a mão em meu pescoço e me beija. Um beijo ardente que queimava como choques elétricos pelo meu corpo.

Eu devo parar. Isso não é nada profissional. Estou aqui representando os gregos como uma líder, uma espiã. Relacionar-me com o líder romano faz com que eu seja uma traidora de ambos os lados. O que minha mãe vai pensar?

Mas parece que estou domada. Maldita seja Afrodite e sua droga de magia do amor, pois agora não consigo parar de beijá-lo! Nem quando suas mãos começam a explorar meu corpo de forma nada decente. Não... porque seus toques eram bons. Queimavam como fios elétricos mas não havia sensação melhor.

Ele me deitou na grama áspera. Seus beijos não cessavam. Ás vezes variavam entre meu pescoço e minha boca. Agarro seus cabelos como se estivesse à deriva e me sinto embriagada. Sua mão passeia por baixo de minha blusa e nada mais existia.

- Alexia... — ele sussurra no meu ouvido.

A sensação é tão boa que a frase a seguir escapa de meus lábios como oxigênio:

- Eu te amo.

Ele sorri.

- Eu também.

Ele beija meu pescoço diversas vezes, fazendo-me sorrir da mesma forma brilhante.

- Não podemos ficar aqui — eu murmuro, mas a verdade é que eu não queria sair.

- Vamos para a principia — ele diz.

Estou completamente louca, mas então lembrei que a possibilidade de eu morrer amanhã — ou em Roma — é de 90%. Se vou morrer, acho que não é pecado se eu aproveitar pelo menos um momento feliz!

Como resposta eu exibo um sorriso.

- Sua irmã não vai estar lá? — pergunto enquanto caminhávamos silenciosamente até a principia.

- Ela dorme na tenda dela. Aquela ali.

Ele apontou para uma barraca branca perto do Fórum. Era grande e tinha alguma imagem em vermelho e deduzi que era uma lança e uma tocha, cruzadas. O símbolo de Belona, a mãe de Catherine e Júlio.

Quando entramos na principia, os cães montavam guarda. Eles não me fitaram em um momento sequer, o que me aliviou! Aqueles cachorros dão mais medo que qualquer outra coisa de ouro e prata que você vê por aí.

Entro na principia e me viro para encarar Júlio. Ele para um momento, perto da porta, e me fita. Seus olhares eram famintos e encaravam cada parte do meu corpo. Reviro os olhos e decido parar com aquilo, tirando minha blusa fora.

Ele sorri.

Júlio caminha até mim e me empurra contra a parede, olhando-me nos olhos. Se tivesse feito isso dois dias atrás eu o mataria... Engraçado como as coisas são não é?!

Ele beija meu pescoço faminto. Seus beijos caminhando da minha orelha até minha boca. Ele tira finalmente tira a camisa e joga num canto perto da minha. E, entre beijos e toques, as peças de nossas roupas foram sendo jogadas no chão. A ardência do calor de nossos corpos queimava.

Era quase de manhã quando chegamos ao clímax.

Notas finais
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