Notas iniciais
Oi gente ^^ Tudo bem com vocês? Ainda não consegui responder a todo mundo nos comentários, para falar a verdade está faltando eu responder a exatos 42 comentários (nesse exato momento) prometo que irei respondê-los! Já li todos, mas para mim isso não basta! Eu preciso respondê-los kkkkk Vou fazer isso relaxem! Muito obrigada aos comentários, favoritações e novos acompanhamentos ^^ Hoje é o último dia das minhas férias e eu queria fechar ela postando mais um capítulo ^^ Depois daquele final tenso do capítulo passado *o* chegamos finalmente ao sequestro! Divirtam-se com direito à Mina, Nisuke, Sakura e Sasuke ^^

Informações importantes nas Notas Finais!

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O som do trovão retumbou pela Vila anunciando a tempestade torrencial que começava a cair.

Sakura, no entanto, não se importava com as gotas que acertavam sua pele com força enquanto ela corria pelas ruas da Vila só pensando em uma pessoa. Mina.

O que ela sentia?

Medo, angustia, desespero...

Seu pior pesadelo se fazia presente e ela não sabia o que fazer.

Hiroto. Nunca ela amaldiçoou tanto o nome de alguém como agora. Como ela desejava arrancar a cabeça dele com suas próprias mãos!? Só Kami sabia!

Por mais que seu lado materno retumbasse em emoções, o seu lado ninja falava mais alto. Com uma análise rápida ela percebeu que os sequestradores e sua filha deveriam estar próximos à Konoha, já que as marcas de batalha em seu apartamento eram recentes.

Não demorou muito para ela encontrar dois ninjas suspeitos em um beco.

– O chefe informou que as vítimas já foram pegas. Devemos voltar para o ponto de encontro – comentou um e o outro assentiu concordando.

Antes que os dois fugissem, Sakura os atacou. Desprevenidos ela golpeou um facilmente que caiu inerte no chão, enquanto o outro ela prendeu contra a parede segurando o pescoço do homem, com tanta força que abria fissuras nela.

– Cadê a minha filha? – vociferou completamente alterada. O ódio assassino estampava-se nos orbes verdes, fazendo o homem sem ar começar a entrar em pânico – CADÊ? – gritou batendo com força a cabeça dele contra a parede. Sangue começava a manchar a pequena mão alva dela, sangue este que saia do pescoço perfurado do homem.

– Na... flo-floresta – disse com dificuldade começando a perder consciência – vão fugir pela a floresta em frente aos portões.

Sakura não precisava escutar mais nada. Jogou sem piedade o homem que se engasgava com o próprio sangue em um ponto qualquer naquele beco. Sabia que ele logo estaria morto como o seu companheiro jogado aos pés dela, mas ela simplesmente não se importava.

Pela sua filha, Sakura era capaz de virar uma pessoa completamente diferente, sem dó, nem piedade. Cada um deles iriam pagar por terem tirado a sua filha de si e iriam pagar com a vida. Era isso que ela pensava enquanto corria em direção aos portões de Konoha debaixo da chuva.

***

Nisuke colocou no berço o seu irmão mais novo depois de depositar um beijo na testa dele. As pessoas poderiam dizer que ele era muito novo para ter a responsabilidade de cuidar de seus quatro irmãos mais novos enquanto seu padrasto e sua mãe iam à inauguração do Novo Ichiraku Ramen, mas ele não se importava, na verdade já estava acostumado a cuidar deles quando seus responsáveis não estavam.

Estranho. Era assim que ele se sentia no meio daquela família. Um completo estranho.

Seus irmãos não se pareciam nada com ele, nem na aparência, muito menos na personalidade. Enquanto ele era moreno, eles eram ruivos ou tinham cabelos brancos azulados, enquanto ele era calado e inteligente, eles eram atentados e avessos à educação, enquanto ele tinha 7 anos, o mais velho tinha 5 e o mais novo ainda nem tinha completado um ano.

Era como se ele não se encaixasse naquela família, como se eles não pudessem entende-lo. Afinal, ele poderia chamá-los de família? Já que nem o mesmo sobrenome compartilhavam!

Uchiha.

Um sobrenome. Era uma das poucas coisas que compartilhava com o pai, a única coisa que os unia tirando a pensão que ele tinha que pagar todos os meses à sua mãe para sustenta-lo. Mas era só isso que ele queria do pai? Um acordo judicial? Um sobrenome?

O pequeno menino suspirou pensando no assunto enquanto encarava, sentado em sua cama, suas pernas balançarem no ar sem poderem tocar no chão do quarto pequeno só seu.

– Quantas vezes a gente já se viu? – murmurou pensando no pai. Poucas vezes, respondeu em pensamento. Tão poucas que dava para contar as vezes nos dedos de sua pequena mão – Quantas vezes a gente já conversou? – Nunca! A resposta foi clara em seus pensamentos fazendo com que seu coração se apertasse sob o peito infantil.

Ele pensava naquilo todas as noites antes de dormir. Pensava no porque daquilo acontecer justamente com ele. O que ele tinha feito de errado para merecer aquilo? Nascer, a resposta vinha rápido à sua mente.

Há anos suas noites e dias eram amargos com aqueles pensamentos, mas nas últimas semanas eles se tornaram agridoces, pois receberam um toque doce neles.

Existia uma coisa que o fazia querer sorrir mesmo nos piores de seus dias. Uma coisa que fazia com que seus dias preto e branco aderissem um tom colorido. Uma coisa exatamente cor-de-rosa...

E ela estava estampada bem ali na sua frente. Emoldurada por um porta-retratos simples preto. Uma foto que o fazia corar e um sorriso de canto envergonhado surgir em seu rosto toda vez que a olhava. Uma foto que ele e Mina haviam tirado juntos fazia um pouco mais de uma semana.

Nela Mina usava um vestido rosa, uma jaqueta e uma boina vermelha, enquanto ele trajava uma blusa negra e um short cinza. Os grandes óculos pareciam desproporcionais ao rosto pequeno e infantil dele, mas isso não o incomodava, isso não o fazia corar mais do que o fato de Mina está beijando sua bochecha direita.

Um beijo e um abraço surpreso na hora da foto em uma máquina de tirar fotos qualquer em Konoha. Um beijo que tirou-lhe um grande sorriso feliz e corado do garotinho que a olhou de canto com os olhos brilhando durante o flash, durante o ínfimo momento de contato inocente e infantil entre os dois. Momento esse que resultou em muitas piadinhas de Bolt logo depois, mas que ele não se importou, pois ainda sentia o formigamento doce em sua bochecha enquanto encarava a menina se afastar correndo em direção a sua casa, deixando-o mais ansioso para acordar cedo todas as manhãs, dando-o um motivo para querer viver, motivo esse que se resumia em receber todas as manhãs um grande sorriso e um "Bom dia Nisuke-kun!" de sua colega de sala da cadeira ao lado da sua.

Primeiro amor?

Quem sabe, ele não sabia dizer. Só o tempo diria o que ele sentia por ela, mas uma coisa ele tinha certeza...

Ela era a sua salvação!

Ela era o seu ponto doce no meio do amargo. Seu colorido em meio a sua vida monocromática. Sua luz no meio da escuridão.

O som de um trovão tirou-lhe de seus pensamentos, acordando-o para a realidade.

– Vai chover – murmurou olhando para a tempestade que começara a cair.

Ele encarou o vidro ser açoitado pelas gotas da chuva por um tempo até ele sentir dois chakras incomuns se aproximando da casa. Um dom que ele havia herdado de sua mãe.

Por mais que ele não conhecesse o padrão de chakra de todos os moradores de Konoha, ele poderia dizer que eles não pertenciam à Vila.

Eles se aproximavam e ele sabia que seus irmãos estavam correndo perigo. Em um ato impensado ele correu para os fundos da casa, calçou suas sandálias e subiu na árvore de seu quintal sem se importar de estar se ensopando com a chuva.

Do alto ele viu os homens encararem a residência.

Ninjas rastreadores, pensou compreendendo o padrão de chakra deles.

Usando uma técnica que Mina havia lhe ensinado, Nisuke escondeu seu chakra até ficar invisível. Quando ela lhe ensinou, ele achou estranho o fato de uma criança de 7 anos aprender justamente essa técnica, mas agora ele agradecia por ela ter-lhe ensinado.

O menino subiu na casa ao lado e caminhou pelo telhado até pular em um beco. Sorrateiramente ele se aproximou da rua onde os dois shinobis permaneciam.

– Tem certeza que essa é a casa? – perguntou um deles e o garotinho pôde escutar mesmo com o som alto da chuva e dos trovões.

– Sim. Uchiha Nisuke mora nessa casa. – um nó se formou na garganta dele. Esses caras estão atrás de mim?, pensou assustado e por um segundo seu chakra vibrou anunciando a sua presença – Espere! Tem mais alguém aqui! – o homem olhou ao redor até parar seus olhos sobre a entrada do beco – Tem alguém ali no beco!

Assim que ouviu o som das passadas pesadas em sua direção. Nisuke com o coração disparado pôs-se a correr beco a dentro.

– Ali, é aquele menino que temos que pegar – gritou um atrás de si.

O que os homens não esperavam é que a criança fosse esperta e conhecesse bem o local.

Assim que chegou em uma grade que provavelmente encurralá-lo-ia, o menino passou por um pequeno buraco na grade deixando de presente uma tarja explosiva para os shinobis que foram bombardeados pela explosão quando pisaram nela.

Nisuke riu satisfeito consigo mesmo quando chegou em outra avenida principal. Seu coração estava acelerado, seus pulmões começavam a pedir ar, sua visão tinha pontos negros.

Agora não, agora não!, pedia a Kami enquanto corria desesperado.

– Esperto, mas não tanto – falou um dos shinobis que o haviam perseguido aparecendo na sua frente com as vestimentas chamuscadas.

Um dos dois homens o pegou e jogou-o sobre o ombro enquanto o arrastavam pela vila. O menino tentava se soltar dando socos, mas a falta de ar já lhe atingia o deixando tonto e sem forças, nem mesmo para gritar.

Sem cuidado o homem o jogou com força no chão terroso em meio a risadas de vários homens.

– NISUKE-KUN! – gritou desesperada Mina ao ver o moreno jogado no chão em meio a roda de seus sequestradores – Larga ele, é a mim que eles querem! – pediu entre soluços.

Ela tentou se soltar dos braços que a seguravam por trás para se aproximar dele, mas foi inútil.

– Mina? – murmurou incerto o menino ao ouvir a voz da rosada ao seu lado. Com esforço ele pode ver ela a alguns metros de si com um vestido longo branco de dormir, descalça com os braços presos para trás. Seus olhos castanhos dourados sempre brilhantes derramavam agora grossas lágrimas enquanto o encarava com pânico – SOLTA ELA! – vociferou levantando-se em um impulso mais foi golpeado no peito com um chute forte e covarde fazendo-o cair no chão arfando pesadamente pela falta de ar.

– Calma aí Romeu – zombou o que havia lhe chutado em meio a risadas dos homens.

– Esse é o filho do poderoso Uchiha Sasuke? – indagou um homem mais alto e mais forte que os demais se aproximando do menino – Que decepção! Esperava mais de um homem que se faz tão viril levando a mulher que quer para a cama – comentou dando um chute no estomago do garoto fazendo-o cuspi sangue – Pelo visto ele não dar conta do recado na hora H! – falou tirando gargalhadas dos outros.

– Lava a tua boca antes de falar do meu pai, seu desgraçado! – gritou Nisuke a última palavra olhando com ódio o homem que o encarava incrédulo. Os risos pararam e todos o encararam.

– Ni-Nisuke-kun... – murmurou a rosada encarando-o com uma mistura de preocupação e medo – Os seus olhos... Eles estão vermelhos.

– Pelo visto ele não é tão inútil assim – observou o homem com um sorriso cruel – Quando chegar a hora terei o prazer de arrancar esse sharingan dos teus olhos, pirralho. Nito, Kaioto – chamou o homem que deveria ser o líder – deem uma lição nesse pirralho para que aprenda a ter mais respeito, mas não o matem. Não podemos machucar a garota, mas não falaram nada desse Pequeno Uchiha.

Entre risadas mal intencionadas, Nito e Kaioto se aproximaram do menino enquanto os outros adentravam a floresta arrastando a rosada que chamava por ele aos gritos se debatendo nos braços de um dos homens.

Pontos negros apareciam em sua visão ao mesmo tempo que chutes eram deferidos contra ele jogado no chão, indefeso. Lágrimas rolavam por baixo dos óculos, a dor era insuportável, mas ele fazia questão de não dar o gostinho de seus gemidos a eles.

Começando a perder parcialmente a sua consciência, ele viu seu ponto cor-de-rosa se afastar. Apenas uma palavra preenchia seus pensamentos...

Mina.

***

– SHANNAROO! – gritou Sakura deferindo um forte soco fazendo um shinobi voar longe desacordado.

Se antes ela estava com raiva, agora ao ver aqueles dois chutarem covardemente Nisuke, ela estava com ódio e nojo deles.

O outro shinobi aproximou-se com mais cautela dela, pronto para atacar, mas os reflexos de Sakura eram muito melhores do que os dele. Com um golpe certeiro empunhando uma kunai que pegou do chão, ela perfurou a jugular dele, fazendo o homem cair morto no chão.

– Nisuke – chamou desesperada ajoelhando-se ao lado do menino.

– Mina? – murmurou atordoado abrindo os olhos lentamente, mas ele não conseguia identificar quem era, só conseguia identificar uma cabeleira rosa.

Sakura assustou-se ao ver o sharingan se desativando nos olhos do moreno voltando as tradicionais cores de ônix. Não tardou em aninhá-lo em seus braços enquanto o curava. O corpo dele estava trêmulo e machucado, tudo o que ela queria era protegê-lo.

– Não, é a tia Sakura, querido – afagou os cabelos rebeldes tentando confortá-lo. Ela sentia o seu chakra percorrer pelos órgãos machucados o curando antes que a hemorragia interna se alastrasse para um caso mais grave.

– Tia Sakura... – iniciou o menino agarrando-se a roupa da rosada, afundando o seu rosto no peito dela, mas as palavras não saíram, apenas os soluços dolorosos e as lágrimas amargas.

– Shhh... Eu estou aqui Nisuke, vai ficar tudo bem – disse com a voz embargada tentando segurar as lágrimas que saiam sem permissão enquanto pensava em Nisuke machucado e Mina sequestrada e tudo por culpa dela. Ela não queria que ele a visse chorar, por isso agradeceu a Kami por está chovendo e isso disfarçar seu choro silencioso.

– Tia Sakura, a Mina... – começou a dizer quando o garotinho já conseguia se mover e a cura dos machucados mais graves tinha sido feita, ficando apenas alguns hematomas roxos e arranhões superficiais – eles pegaram ela. Precisamos busca-la.

Sakura assentiu.

– Para onde eles foram? – perguntou firme.

– Para lá – apontou para a floresta adentro. Assim que Sakura fez menção de se levantar, ele a agarrou – Não, não vai. Eles são trinta, são nukenins de alto nível do estilo terra. Sei disso porque identifiquei os seus chakras quando estavam aqui. É perigoso ir sozinho.

– Nisuke – falou carinhosamente pegando o rostinho infantil entre as suas mãos – eu vou ficar bem, mas eu preciso que você corra. Corra o mais rápido possível daqui. Volte para Konoha e vá para um lugar seguro.

A contra gosto o menino assentiu vendo ela desaparecer entre as árvores, murmurando para si mesmo:

– Eu preciso pedir ajuda. Preciso avisar o Tio Naruto – falou voltando para Konoha.

Não demorou muito para Sakura encontrar os sequestradores e sua filha.

– Larga ela! – vociferou fazendo com que todos os homens virassem em sua direção.

– Mamãe! – exclamou Mina ao mesmo tempo feliz e preocupada.

– Ora, ora. Vejamos o que temos aqui, uma bela mulher – falou o chefe do bando que encarava com um olhar malicioso Sakura ainda vestida com roupa de festa. Todos os demais caíram no riso, olhando da mesma forma para ela.

– Tira o olho da minha mãe! – falou Mina aproveitando o momento de distração dos homens para pisar com força o pé do homem que a segurava tirando-lhe um alto gemido dele que a soltou.

– Mina corre! – gritou Sakura. Mina obedeceu sua mãe saindo correndo para a floresta em direção à Konoha.

– Vocês dois, vão! – gritou o chefe para dois nukenins que saíram correndo atrás da criança. Antes que Sakura pudesse alcançar o dois, ela foi cercada – Você não – disse perigosamente abrindo o zíper da calça – vou adorar me divertir com você.

Os outros riram e Sakura entortou o nariz em desgosto para a atitude do homem.

Só não te chamo de Porco, porque seria uma ofensa à Ino ser comparada a você, pensou.

– É o que vamos ver – murmurou preparando o punho para o combate.

Assim que eles avançaram sobre ela. Sakura liberou seu poder máximo contra o chão.

A floresta se transformou em uma imensa clareira a seu aberto com o chão totalmente destruído, os homens caídos estavam atordoados pelo ataque repentino, poucos ficaram totalmente desacordados, a maioria começou a se erguer do chão.

O Byakugou no In de Sakura estava ativado e nunca na vida ela teve olhos tão perigosos como agora.

Um a um ela foi matando e golpeando cada um deles, sempre acertando a kunai em locais vitais, desde veias principais até órgãos internos. Alguns utilizavam estilo terra, mas sua super força quebrava cada barreira que eles formavam.

Com as roupas molhadas, sapatos cobertos de lama e o sangue de seu inimigo tingindo suas mãos, Sakura encarou sua última vítima. O líder.

– Desgraçada. Vou fazer você pagar pela vida dos meus companheiros com a sua própria vida – vociferou ele.

Sakura deu um sorriso debochado e cruel para o homem pronto para ataca-lo, pronto para torturá-lo até que ele clamasse pela morte, mas quando deu o primeiro passo pontos negros passearam pela sua visão e um mal estar repentino tomou-lhe o corpo que ficou mole com o Byakugou se desativando.

Não, agora não! Agora não!, pedia em pensamentos.

Só foi o tempo dela sentir um forte soco acertá-la no abdome, fazendo-a curvar e cuspi sangue. Uma cotovelada em sua nuca a derrubou no chão.

Trêmula, ela sentia o corpo ser acertado com fortes chutes do homem descontrolado de raiva, que tentava vingar a morte de seus companheiros.

Quando os chutes cessaram, erguendo lentamente o olhar, ela pode ver a lâmina que ele empunhava pronto para golpeá-la através do raio que cortou a noite.

Se revemos a nossa vida antes de morrer, então essa era a hora para reviver a sua, pois a lâmina rompia o ar em direção ao seu coração.

***

– Para onde nós vamos? – perguntou a loira de olhos azuis animada sobre o meu braço esquerdo.

– Para a sua casa nos divertir – comentei sedutor tirando risinhos de ambas.

– Então vamos logo. Quero me divertir muito essa noite – disse a morena de olhos castanhos sobre o meu braço direito mordendo meu maxilar enquanto alisava meu peitoral por cima da camisa.

Estávamos na frente do Ichiraku Ramen. Vi pelo canto do olho Hinata bufar e movimentar a cabeça em negação para a minha atitude enquanto esperava o marido, Kakashi e Hanare saírem.

Ignorei a atitude dela e me voltei para ambas:

– Vamos – chamei puxando-as quando os outros chegaram.

– Sim! Vamos! – disseram juntas batendo palminhas enquanto caminhávamos pela rua escura à esquerda do Ichiraku sob os telhados dos centros comerciais.

– Tio Naruto! – ouvi uma voz infantil gritar arfando, aproximando-se da minha costa.

– Nisuke? – perguntou Naruto. Um nó se formou na minha garganta ao perceber que era o meu filho que estava a poucos metros de mim. Ignorei o fato e continuei a andar me afastando puxando as mulheres que olhavam curiosas por cima do meu ombro. Em nenhum momento olhei para trás. Ouvi alguma coisa cair no chão e Naruto exclamar desesperado – Por Kami, Nisuke! Você está bem? O que aconteceu? Porque você está todo machucado, coberto de sangue e lama?

– Quem é ele? – perguntou sussurrando a loira para a morena enquanto andávamos.

– Ninguém importante – resmunguei puxando-as com mais força e rapidez no meu andar até que...

– O que Nisuke? Não entendi o que você disse? O que aconteceu com a Sakura-chan? – perguntou o loiro fazendo-me parar.

Soltei-me das duas sob protesto de ambas e me virei para a cena pela primeira vez desde que Nisuke tinha chegado.

Arregalei os olhos ao ver como o menino estava machucado de joelhos arfando nos braços de Naruto que estava em choque também abaixado.

Aproximei-me chamando atenção de todos, principalmente do menino que me encarava surpreso.

– O que aconteceu? – perguntei frio focando o meu olhar nele. Vi ele engolindo em seco – Tsc, responda logo. O que aconteceu?

– Nukenins de estilo terra invadiram Konoha e sequestraram eu e Mina – murmurou assustado. As roupas estavam ensopadas e sujas, ele tremia de medo e frio.

– Estilo terra? – perguntei tendo uma ideia terrível formando na minha mente.

– Sim. Eu vi e senti o chakra deles, tenho certeza que eram do estilo terra. Eles nos levaram para a floresta fora dos portões. – abaixou o olhar antes de continuar – Eles estavam me espancando quando...

– Eles te espancaram? – vociferou com raiva Naruto. O menino com aparente falta de ar pela corrida e esforço físico só assentiu.

– Quando... – estimulei.

– Quando a tia Sakura me encontrou. Ela me curou, mas resolveu ir sozinha atrás de Mina. Mas, mas, mas...

– Fala – ordenei agachado segurando os braços da criança que começava a chorar pensando na ideia que não conseguira terminar de proferir.

– Eles vão matá-la se a pegarem. São trinta contra um! E o chakra dela estava instável – aquilo bastou para me levantar e caminhar na direção oposta à que eu seguia anteriormente ativando meu sharingan e rinnegan. As mulheres protestaram dizendo alguma coisa para mim, mas eu não liguei, comecei a correr sob a chuva que me ensopava.

– Vamos Naruto! – vociferei sem olhar para trás.

– Hinata, Hanare, Kakashi-sensei, levem o Nisuke para o hospital – ouvi ele dizer começando a correr atrás de mim.

– Trinta contra um. Sakura derruba com um soco todo mundo – falou o loiro me alcançando tentando soar otimista.

– Não – murmurei me lembrando como ela se cansava rápido em batalha e do Nisuke dizer que o chakra dela estava instável. O desespero começava a me invadir com as cenas de Sakura lutando sozinha contra trinta nukenins – estamos com sérios problemas Naruto – falei aumentando a velocidade.

Em poucos instantes estávamos envolvidos pela floresta. Vi três pontos de chakra se aproximarem em nossa direção antes de escutar um grito feminino infantil.

– Mina! – exclamei reconhecendo a voz.

– Volta aqui menininha – disse um deles assim que segurou um braço dela com força, ao mesmo tempo que pulei de um galho perfurando o peito do nukenin com um chidori, matando-o. Naruto acertou o outro com um rasengan desacordando-o.

– Você está bem? – perguntei olhando a menina com roupas molhadas e sujas. Seus longos cabelos estavam bagunçados e grudados na face vermelha e chorosa que encarava em choque o sangue que respingou em sua roupa e face – Ei – chamei me aproximando, mas antes que eu percebesse, Mina se jogou nos meus braços chorando e soluçando com medo.

– Tio Sasuke – soluçou segurando com força a minha camisa branca, agora molhada e transparente. Olhei para Naruto sem saber o que fazer – a minha mãe...

– Cadê a Sakura, Mina? – perguntei colocando o rosto pequeno entre as minhas mãos para que ela me encarasse.

– Lá – apontou um ponto distante na floresta. Quando fiz menção de me levantar ela segurou com mais força a minha camisa me olhando nos olhos – Salva a minha mãe, tio Sasuke. Por favor!

– Eu vou – disse antes de me levantar e entregar a menina nos braços de Naruto – Tire ela daqui, leve-a para o hospital. Eu vou atrás da Sakura – avisei enquanto saia correndo pedindo a Kami que eu não estivesse atrasado.

Entrei na clareira a tempo de ver Sakura caída no chão e um nukenin abaixando uma espada em direção ao coração da rosada.

Em um ato de reflexo, conjurei um chidori e prolonguei além da minha mão acertando o coração do homem enquanto eu corria. Fazendo-o parar centímetros antes de acertá-la.

Caí sentado pegando o corpo trêmulo da rosada nos meus braços a abraçando. Ela tremia enquanto lágrimas rolavam silenciosamente de encontro a minha blusa.

– Sasuke...

– Shh... Não se esforce. Está tudo bem agora – sussurrei afagando os cabelos dela enquanto via a destruição ao redor.

– Sasuke, por favor, você tem que me ajudar – pediu me encarando em pânico.

– Sakura, você está bem... – tentei convence-la, mas...

– Não, não está nada bem – disse entre soluços balançando a cabeça em negação desesperada – você precisa salvá-lo, Sasuke. Eu não posso perdê-lo.

– Salvar quem Sak...? – não consegui terminar a minha fala porque eu entendi sobre o que ela falava assim que olhei para as pernas dela e sua mão posicionada sobre seu ventre.

Sob a chuva torrencial de um campo de batalha, um raio cortou o céu noturno e clareou a perna alva, onde um filete de sangue escorria.

Sakura estava grávida e perdendo a criança bem na minha frente...

Continua...

Notas finais
Nisuke e Mina estão salvos! UHUUL! *-* E tudo graças ao nosso príncipe encantado Nisuke, porque se não fosse ele correr desesperado (mesmo sem ajuda de seus pulmões e corpo dolorido, vamos destacar isso) ele não teria conseguido avisar o Sasuke e Mina teria sido pega, ao mesmo tempo que Sakura seria morta! *o* Eu avisei que ele teria importância no transcorrer desse capítulo! Mas agora vamos destacar outro evento: A SAKURA TÁ GRÁVIDA!!! *o* E se alguém ainda está em dúvidas se é só uma suposição de Sasuke, eu vos digo, ELA ESTÁ GRÁVIDA SIM! Agora a pergunta que vos faço: QUEM É O PAI??? Três possibilidades: a- Ex-marido (no capítulo anterior vimos que ele queria um filho) b- Tsuchigake/Hiroto (infelizmente o indivíduo dormiu com ela) c- Sasuke (sim, o lindo, gostoso, todo tesão Uchiha também está na lista dos possíveis pais) Façam suas apostas! Quem para vocês é o pai da criança? Já está decidido quem é! A resposta vai está no capítulo que vem! Sakura é tão diva que ela não tem só uma possibilidade de pai, mas três! kkkk !!!INFORMAÇÃO IMPORTANTE!!! Gente! Hoje reinicia minhas aulas na faculdade, ou seja, vou ter que deixar a postagem semanal Y.Y as postagens vão ser feitas no período do sábado a noite até o domingo a noite! Espero que vocês entendam o porque de ficar mais lento a postagem! Só terei tempo de escrever o capítulo novo nos finais de semana, já que meu curso é integral! O capítulo 20 está escrito só a metade! Final de semana que vem publicarei com certeza! ^^ Beijos. Tenham uma ótima semana! Até a próxima! Aliás... MEREÇO REVIEWS?