Notas iniciais
Oi gente ^^ voltei hehehehe Eu deveria como eu havia dito no capítulo anterior, ter postado no sábado, só que acabei viajando no carnaval para a praia sem internet e sem notbook Y.Y foi horrível e divertido ao mesmo tempo, porque ficar sem Nyah é péssimo, mas meu carnaval foi até legal, esse ano me fantasiei de Mario Bros (como na minha nova imagem do perfil) muita gente pediu para tirar foto comigo e com as minhas irmãs vestidas de Luigi e Wario na festa fantasia que fomos hehehe tive os meus 15 minutos de fama kkkkkk E vocês? Tiveram um bom carnaval? Espero que sim! Se fantasiaram? Se sim, qual foi a sua fantasia? To curiosa para saber hein! Sobre o capítulo de hoje: hehehehe... Muita gente já estava arrancando os cabelos em curiosidade para saber quem é o pai e saberemos nesse capítulo! Fiquei muito feliz em receber muitos comentários no último capítulo e ainda mais por ver todo mundo fazendo as suas apostas e até colocando justificativa 'O' Sério! Vocês são demais, até me deixaram em dúvida na própria escolha de pai que eu tinha feito, mas eu não mudei, disse que já tinha escolhido e não mudei! TEVE GENTE QUE ACERTOU A APOSTA! Gente hoje é um dia especial! A fic está fazendo 3 meses de idade - Ownnn... - e estamos no capítulo 20! Atualmente estamos com 293 comentários, 183 acompanhamentos, 43 favoritaram e temos 4 recomendações *-* Uau! Admito que não esperava tanto no dia que postei o primeiro capítulo, mas é uma honra ter o acompanhamento e o carinho de vocês comigo. Obrigada! Sobre a fic... tenho o prazer de dizer que recebemos uma recomendação linda da Jana Ranjana ♥.♥ Obrigada querida! Admito que infelizmente eu não a conheço pelos comentários, mas mesmo assim fico feliz em saber por meio de sua recomendação seu entusiasmo e ansiedade pela fic ^^ e mais ainda de saber que você leu todos os capítulos anteriores de uma só vez durante um ou dois dias *o* fiquei chocada kkkkk Fico muito feliz por poder escrever o seu novo bebê e ter seu acompanhamento ^^ Obrigada pelo elogio e seja muito bem vinda A Filha da Minha Melhor Amiga! Hoje o capítulo será dedicado a você Jana Ranjana! Divirtam-se...

Explicação sobre o capítulo nas Notas Finais!

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Encarei o corredor pálido do hospital. O cheiro de etanol e éter invadiam minhas narinas, fazendo com que eu tivesse certeza que aquilo não era ilusão, mas a realidade.

Eu não deveria estar ali, jogado, sentado, encostado na porta dupla que levava ao centro cirúrgico. Não era permitido a permanência naquela área, mas ninguém tinha coragem de me encarar e me enfrentar para tirar-me dali a horas.

Horas sentado. Horas pensando. Horas encarando minha perna direita inclinada, enquanto a esquerda estava esticada. Horas na mesma posição esperando que um maldito médico aparecesse e me dissesse alguma coisa, qualquer coisa...

– Teme, eu não aguento mais ficar aqui – disse desolado Naruto encostado sentado no chão na parede a minha direita. Ele também havia invadido a área restrita comigo – Eu preciso me acalmar, preciso de um chá. Isso! Eu vou pegar um chá no refeitório. Você vai querer? – perguntou, mas eu nada respondi, apenas continuei encarando as minhas pernas. Eu sabia que aquilo era só uma desculpa para tentar se distraí e sair daquele lugar por um tempo. Tentar esquecer por um segundo que Sakura não estava em uma sala cirúrgica com vários médicos ao redor tentando impedir o aborto espontâneo causado pelos ataques que recebera dos nukenins e pelo esforço em batalha nas últimas semanas.

Naruto saiu em silêncio, me deixando sozinho. Eu não falava nada desde que chegara no hospital correndo com a Sakura nos braços que chorava de dor e desespero.

O hospital estava um caos pela chegada de Mina e Nisuke machucados e presença de vários shinobis de alto escalão tentando entender como Konoha havia sido infiltrada por nukenins tão facilmente.

Isso era um problema meu, que eu deveria resolver, já que era a minha responsabilidade a segurança local. Mas naquele momento eu não conseguia pensar em nada, só na mulher nos meus braços que estava perdendo o filho.

Logo na recepção dei de cara com Naruto, Hinata, Kakashi, Hanare e Ino.

– Teme! – exclamou aliviado Naruto assim que nos viu. Não dei atenção, apenas coloquei a Sakura deitada na primeira maca que eu vi e gritei para as enfermeiras cuidarem dela.

Corri até Ino, a segurei com força pelos braços que assustada tentou se soltar, mas eu impedi. Antes que outros tentassem se meter perguntei desesperado:

– Qual é o melhor médico que vocês têm aqui no hospital, além da Sakura?

– Hum, o Capitão do Corpo Médico? – falou incerta assustada.

– Cuidem da Sakura, eu já volto – gritei para eles saindo correndo pelos corredores do hospital procurando a sala do Capitão. Derrubei várias pessoas enquanto corria, não me importei de pedir desculpas, aliás não tinha tempo. Cada segundo que demorasse, seria um segundo a menos de vida do filho que ela esperava. Assim que entrei na sala do Capitão, vi um homem com seus quase cinquenta anos tirando o jaleco, pronto para ir embora.

– Olha só, Sasuke-sama! Que honra vê-lo por aqui hoje.

– Você precisa salvá-la! – gritei alterado empurrando o senhor contra a parede.

– O quê? Do que você está falando Sasuke? Meu horário de expediente já acabou, tem vários outros médicos ótimos prontos para atendê-lo com o que o senhor precisar.

– Você vai salvar a Sakura agora, se não... – falei baixo ameaçador – eu não respondo pelos meus atos.

– Sakura-sama está ferida? – perguntou preocupado.

– Está perdendo o filho.

– Filho? Ela está grávida? – perguntou descrente.

– Isso importa agora? – gritei – Salva ela!

Depois daquilo eu só me lembro do senhor sair assustado atrás de Sakura levando-a para o centro cirúrgico. Convenceram-me de não entrar no centro, mas não me convenceram de sair da área restrita.

– Sasuke-sama? – me chamou o senhor olhando-me de cima preocupado. Levantei-me rapidamente ignorando as câimbras.

– Como ela está? – perguntei. Minha voz saiu um pouco mais rouca que o normal, pelas horas sem uso.

– Sasuke-sama, precisamos conversar...

A última vez que um médico me disse essas palavras, eu tinha oito anos e foi para anunciar que o meu clã havia sido dizimado. Um nó surgiu na minha garganta.

– Como ela está? – repeti a pergunta ameaçadoramente.

– Bem – ele respondeu e eu suspirei aliviado.

– E a criança? – perguntei incerto.

– Também está – murmurou inquieto. Relaxei os ombros – mas precisamos ter uma conversa sobre isso Sasuke-sama.

– Qual o problema? – perguntei preocupado.

– Antes de tudo. Você é o pai da criança? – perguntou com suspeita.

O encarei estático. Eu ainda não havia pensado naquilo. O filho era meu?, pensei. Possível, mas eu ainda não tinha certeza, haviam mais duas possibilidades de pai além de mim. O ex-marido dela e, infelizmente, o Tsuchikage.

– Não – menti em um sussurro.

– Tem certeza? – perguntou incerto, mas ao ver meu olhar ele desistiu de insistir naquela pergunta – Eu só perguntei isso porque... bem, – olhou para os lados antes de me encarar novamente – o senhor parecia bem desesperado ao chegar no hospital e me abordar.

– O filho não é meu. Deve ser do ex-marido de Sakura que já está morto – falei tentando convencê-lo.

– Uma lástima, ainda mais nas atuais circunstâncias...

– Que circunstâncias? – aprecei-me a perguntar.

– É um assunto delicado, creio que devo falar com a família dela antes – disse tentando passar por mim fugindo do assunto. O empurrei contra a parede para que ele não fugisse.

– Fala! – ordenei – Sakura só tem a filha como família. Os pais dela não falam com ela desde que ela deixou Konoha.

– Sakura está correndo risco de vida – respondeu apressado com medo do meu ataque de fúria repentino. Meus braços caíram ao meu lado e o encarei incrédulo.

– Mas você disse que ela estava bem – sussurrei.

– Sim e ela está, mas a situação de saúde é grave. Devido ao esforço e espancamento que deferiram nela, a gravidez quase foi interrompida. Um aborto desse porte é grave para uma mulher, ainda mais se tratando da Dra. Haruno.

– Porque é pior nela?

– Ela tem um controle de chakra perfeito, durante anos o seu corpo foi treinado para curar e para ser curado. Só que ao ficar grávida, o seu chakra fica instável e ele interpreta a criança como um invasor que deve ser eliminado. O corpo dela tenta provocar aborto sozinho.

– Mas ela tem Mina. Já esteve grávida – tentei convencê-lo e me convencer de que estava tudo bem.

– Sim, eu sei. O corpo dela tenta, mas não consegue porque só quando em grande estresse ele consegue. Possivelmente, enquanto esteve grávida de Mina ela esteve sob cuidados fazendo com que tivesse uma gravidez normal. Mas durante essa, Sakura esteve sob muito estresse e esforço físico resultando na "deterioração" do corpo dela. Ou seja, ela está em uma gravidez de alto risco.

– Vocês não podem curá-la ou fazer alguma coisa?

– Aborto seria a solução – murmurou.

– Ela não vai aceitar – murmurei me lembrando do desespero dela em salvar o filho – se ela não abortar o que vai acontecer?

– Ela ficará acamada e dependente de alguém para cuidá-la durante a gravidez, mas isso não é 100% de garantia que ela conseguirá passar por ela. Já que, levando em conta, a situação atual dela, acho bem improvável que ela suporte nove meses nesse estado.

– Ela vai morrer se não aceitar abortar? – perguntei descrente me sentindo um pouco tonto.

– Provavelmente – eu não consegui dizer nada, só ficava o olhando sem acreditar no que ouvia – existe outra coisa que eu preciso dizer Sasuke-sama – engoli em seco assentindo que ele continuasse – ela não poderá mais engravidar depois dessa criança.

– O QUÊ? – exclamei incrédulo.

– Ela levou muitos golpes no seu baixo ventre fazendo com que ela não ficasse infértil, mas, de acordo com os pré-exames, ela ficasse incapacitada de suportar uma gravidez nos primeiros dias após o ato sexual que são os dias mais instáveis. Ou seja, todas as outras gravidezes que ela possa vir a ter ela não será capaz de levar adiante, abortará no início, estágio que essa já passou.

Caí de joelhos no chão sem acreditar em tudo o que eu ouvia. Não, aquilo não poderia ser verdade! Só podia ser efeito do álcool. Eu não podia e nem queria acreditar que a Sakura estava grávida, correndo risco de vida e ainda por cima sem a possibilidade de engravidar novamente.

Ela não aceitaria o aborto e muito menos depois que soubesse de sua infertilidade, o que resultava na morte dela.

– Eu sinto muito, Sasuke-sama – disse o senhor saindo do local me deixando sozinho.

Sentei-me no chão, escondendo o meu rosto entre os meus braços apoiados nos joelhos pensando em tudo aquilo por um longo tempo sozinho naquele corredor.

– Sasuke! – exclamou Naruto ao me encontrar segurando um copo de chá e com Kakashi logo atrás de si – O que aconteceu? – perguntou preocupado caindo de joelhos do meu lado direito.

Apertei mais os meus joelhos contra o meu peito antes de sussurrar:

– Ela vai morrer, Naruto. A Sakura vai morrer – exteriorizei o que tanto preenchia os meus pensamentos.

– O-o quê? – perguntou incrédulo Naruto ao mesmo tempo que o Hokage nos olhava assustado de cima.

Contei a eles tudo o que o médico havia me dito. Até Kakashi caiu sentado no chão conosco perguntando:

– Mas porque atacaram a Sakura? Porque estavam atrás de Mina e Nisuke?

Não tinha como guardar segredo. Eu ainda não tinha contado ao Kakashi o que eu havia descoberto em Iwagakure, pois queria ir mais afundo naquela história cheia de furos e segredos antes de contar-lhe. Mas ali, naquele chão frio do hospital em uma área restrita, eu não tinha para onde fugir. Acabei contado tudo, sobre o pedido de casamento, tentativas de assassinatos, ideia de colocar Mina como pilar, tudo, inclusive que o Tsuchikage achava que eu estava tendo um caso com a Sakura e por isso a possível tentativa de retaliação usando Nisuke para me atingir. Só não contei que Sakura havia tido um caso com o kage quando era casada e muito menos que eu havia dormido com ela.

Os dois me olharam incrédulos depois que terminei a história. Naruto foi o primeiro a quebrar o silêncio gritando:

– Mais que kage mais filho da puta!

– Eu vou matar ele – murmurei me levantando direcionando um olhar assassino para quem se metesse na minha frente.

– Eu vou contigo Teme – concordou Naruto de prontidão – nunca pensei que diria isso, mas pela Sakura-chan, eu seguro o canalha enquanto você arranca a cabeça dele!

Assenti trocando um olhar cúmplice com Naruto, mas quando começamos a andar com a ideia fixa de ir até Iwagakure e matar o Tsuchikage, Kakashi se meteu na nossa frente.

– Nem pensem em fazer isso vocês dois.

– Kakashi, eu tenho consideração por você, mas se tentar me impedir terei que ser julgado pela morte de dois kages – ameacei.

– Sasuke tente se controlar, olhe pelo lado da razão.

– RAZÃO? QUE RAZÃO KAKASHI? – esbravejei – O cara invadi Konoha, tenta sequestrar Mina e Nisuke, depois quase mata a Sakura e agora ela está correndo risco de vida e você espera mesmo que eu vou ficar aqui de braços cruzados deixando esse canalha fazer o que bem entende? – gritei.

– Não foi ele que invadiu Konoha, foram nukenins... – falou tentando manter a calma.

– Contratados por ele! – gritamos eu e Naruto ao mesmo tempo.

– Vocês têm provas? – perguntou-nos cruzando os braços. Nos calamos – Olhem a volta de vocês. Vocês não entendem o que Hiroto está tentando fazer? – ele não esperou a resposta, continuou com o seu sermão – Eu acredito no que você me contou Sasuke e acredito que seja ele por trás de tudo, mas contratar nukenins para fazer o trabalho sujo de um kage é a forma perfeita de não manchar a sua imagem e provocar o inimigo. Se vocês forem para Iwagakure e matarem Hiroto, a única coisa que vão ganhar em troca é guerra, guerra contra Iwagakure e guerra contra todas as outras vilas que apoiarão Iwagakure no Sato por acreditar que o ato de vocês não tinham fundamentos. Konoha pode ser a vila mais poderosa, mas não venceria contra quatro ao mesmo tempo.

Eu me calei pensando melhor no que ele havia me dito, sabia que ele tinha razão, mas mesmo assim a raiva e vontade de matar o Tsuchikage não cessava, na verdade só aumentava quando eu pensava no indivíduo.

– O que você espera então que eu faça Kakashi? – indaguei – Fique sentado esperando que ele deslize em suas tramoias?

– Vamos buscar as provas, assim que a tivermos eu irei intimar o Tsuchikage. Tudo o que eu não quero é uma guerra e sei que o Hiroto tem um cuidado extremo com a sua vila, não se arriscaria em uma guerra contra Konoha, ainda mais que teríamos provas e teríamos o apoio das outras Vilas.

– Como conseguiremos provas Kakashi-sensei? – perguntou o Naruto.

– Vamos começar interrogando o único sobrevivente do bando de nukenins, que coincidentemente foi o que o Naruto atacou – Kakashi me fuzilou com o olhar – parece que o Naruto era o único consciente, já que você Sasuke e a Sakura estavam bem assassinos.

Dei de ombros indiferente à colocação dele.

– Isso significa que eu devo ir interrogá-lo no centro da ANBU – resmunguei.

– Não, não quero que você saia do hospital Sasuke – ergui uma sobrancelha para Kakashi sem entender – temos assuntos mais importantes para decidir agora e isso se resume no futuro de Sakura e consequentemente o de Mina. Precisamos decidir quem vai cuidar da Sakura, já que ela precisará de cuidados durante a gestação.

– Eu cuidaria da Sakura-chan, mas a Hinata está grávida e logo estará nos últimos meses de gravidez, não poderei cuidar de duas grávidas ao mesmo tempo – comentou triste o loiro.

– Nós entendemos Naruto. – suspirou o kage desolado – Eu poderia cuidar de Sakura, mas devido ao meu trabalho fico mais tempo fora de casa do que em casa e Hanare terá que viajar para fazer os preparativos do Baile dos Kages que infelizmente não podemos cancelar se não levantaria suspeitas que há algo de errado com Konoha e por hora não seria saudável o Hiroto saber da situação de Sakura – assentimos concordando com a linha de pensamento do nosso antigo sensei.

– Ela não pode ficar na casa dos pais porque eles não se falam e atualmente nem estão em Konoha e também não pode ficar em nenhuma outra casa dos nossos amigos ou por falta de espaço ou por trabalharem fora durante o dia – deduziu Naruto.

– Quem ficar com ela tem que morar numa casa grande e poder trabalhar a maior parte do tempo em casa – resumi nosso problema. Não tínhamos nenhuma pessoa que se encaixaria nos requisitos.

Por um instante os olhos de Naruto se iluminaram, pelo que eu o conhecia, sabia que ele havia tido uma solução, mas o brilho de seu olhar sumiu assim que focou o olhar em mim. Balançou a cabeça em negação e se manteve calado.

– Precisamos pensar nisso, mas está ficando tarde e o horário de visita está terminando – suspirou desolado – eu irei cuidar do nosso prisioneiro e de seu interrogatório. Naruto, Sasuke, preciso que vocês tomem conta de Sakura e Mina essa noite. Até amanhã! – o grisalho desapareceu em uma nuvem de fumaça sem deixar que argumentássemos, ou melhor dizendo, que eu argumentasse, mas eu entendia o porquê de não querer que eu interrogasse o inquilino, talvez temesse que eu levasse o interrogatório para o lado pessoal e acabasse matando ele.

– Hanare passará a noite acompanhando Nisuke que terá que ficar em observação e Hinata estar acompanhando Mina que será logo liberada do hospital. – comentou o loiro com a voz baixa me despertando dos meus devaneios – Acho melhor eu levar Mina para minha casa essa noite e explicar a situação para ela com calma. Teme, você pode passar a noite com a Sakura?

Assenti concordando. Naruto era melhor em relacionamentos com crianças do que eu, então aceitei sua ideia.

Não demorou muito para que nos separássemos. Naruto foi para casa com Hinata e Mina, enquanto eu me direcionei para o quarto onde me informaram que Sakura estaria.

Assim que entrei no pequeno quarto escuro apenas com uma cama, um criado mudo e uma poltrona encostados na parede a minha direita e um pequeno sofá na parede do meu lado esquerdo, meu olhar se repousou sobre a mulher que dormia sobre a cama. Haviam lavado e trocado suas roupas de festa por roupas hospitalares. O lençol cobria-lhe até o busto.

Suspirando fechei a porta e me direcionei até a cama. Sentei na borda esquerda da cama e peguei a mão dela envolvendo com a minha direita apoiada nas minhas pernas, ela estava fria, parecia que previa a morte.

Um nó se formou na minha garganta ao observar os olhos contornados com o resto de rímel borrado e os lábios antes carmim, agora cianóticos¹.

A aparência tão pálida e fria. A aparência de uma morta.

Balancei a cabeça tentando afastar esses pensamentos e pus a observar o seu fluxo de chakra com o meu sharingan ativado. Era tão estranho ver o fluxo de Sakura desregulado como se estivesse em um genjutsu...

Quem dera se ela estivesse em um genjutsu!

Pelo menos assim, Sakura, usando sua habilidade contra genjutsu, se libertaria desse inferno.

Inconscientemente meu olhar se direcionou ao seu baixo ventre onde eu pude ver um outro fluxo de chakra sendo formado, a prova incontestável que ela estava grávida, ao redor desse pequeno fluxo, o chakra de Sakura formava uma espécie de anel protetor. Ao mesmo tempo que o corpo de Sakura tenta ataca-lo, Sakura tenta protegê-lo...

O filho é meu?, perguntei-me ao mesmo tempo que apertei mais a mão de Sakura com a minha.

Não tinha como não imaginar uma criança nascida de mim e da Sakura, coisa essa que eu negaria nunca haver possibilidade de acontecer se me perguntassem quando eu ainda tinha a idade da Academia.

Um filho Uchiha com a irritante? Impossível!, diria com veemência.

Um pequeno sorriso de canto sem humor surgiu em minha face ao ter esse pensamento.

Quem sabe pudesse ser um menino com cabelos negros e olhos verdes. Olhos claros e puros bem diferentes dos negros amargos que tingem a face de um típico Uchiha. Olhos claros que esconderiam a maldição Uchiha tingida de carmim.

Ou poderia ser uma menina de cabelos inocentes rosados com olhos negros sem brilho, quem sabe a convivência com Sakura não traria brilho ao negro tipicamente opaco e sem vida.

Ou um menino de cabelos rosados e olhos negros..., pensei na ideia só que contorci meu rosto em desgosto para a visão e ri levemente pensando: "Um Uchiha não seria levado tão sério se tivesse cabelo rosa".

– O que te faz rir? – perguntou fracamente Sakura puxando sua mão de mim com medo da nossa proximidade.

Foquei meu olhar na mulher e fechei a cara me repreendendo dos pensamentos idiotas de como seriam nossos filhos.

Tsc, Sasuke! Você nem sabe se o filho é seu e já está pensando em bobagens!

– Hn. – ignorei a pergunta olhando para a janela de onde entrava uma leve brisa que balançava as cortinas curtas e alvas como se buscasse as respostas para as minhas perguntas lá. Ainda sentindo o olhar esmeraldino de Sakura me fitando em silêncio, eu perguntei em um sussurro encarando a lua no céu límpido pós-tempestade – O filho é do Hiroto?

– Não – ela respondeu. Um peso parecia ter saído das minhas costas com aquela informação. Suspirei fechando os olhos, tendo um ínfimo vislumbre da felicidade. Pelo menos não era filho daquele infeliz – O meu filho está bem? – perguntou com a voz trêmula.

– O filho é meu? – perguntei firme focando meu olhar negro no esverdeado surpreso dela. Eu precisava saber, aquela dúvida já estava me levando a loucura. Vi uma solitária lágrima rolar pela sua bochecha direita enquanto ela me respondia com a voz embargada em um sussurro sôfrego:

– Não.

Desviei meu olhar do dela e foquei novamente na janela sentindo um bolo se formar na minha garganta.

O filho não é meu. O filho não é meu. O filho não é meu.

Aquela frase retumbava nos meus pensamentos enquanto trincava os dentes. Eu deveria estar feliz afinal eu não tinha responsabilidade nenhuma com aquele ser ou com os problemas que sua família vivia, então porque eu não me sentia assim?...

O filho não é meu.

E não existiria Uchiha de cabelos rosados ou olhos verdes tingindo de cor o negro amargo que marcava o clã amaldiçoado pelo ódio, ou poderia dizer, pelo amor?

– Não há ninguém além de mim que desejaria mais que o filho fosse seu Sasuke – murmurou a rosada enxugando a lágrima. Olhei-a com o cenho franzido – pelo menos não teria problemas com o pai ou com a família do pai querendo a criança – riu sem humor encarando um ponto qualquer do quarto longe do meu olhar.

– Você não tem como saber se eu ia querer ou não essa criança... – sussurrei.

– Na verdade tenho – focou o olhar triste em mim – não é exatamente o que você faz com o Nisuke?

– Tsc – desviei o meu olhar do dela.

– Porque seria diferente comigo que nunca signifiquei nada para você? Nada além do que uma irritante apaixonada? – perguntou com a voz embargada – Um filho meu não significaria nada para você, assim como o de Karin não significou.

Isso não é verdade!, queria gritar, queria contrariá-la, mas as palavras não saiam, tudo o que eu consegui dizer foi:

– Isso não importa mais. O filho não é meu. É do seu ex-marido. Seu filho está bem, só que você não está. Você precisa ficar em repouso pelo resto da gestação e ser cuidada por alguém – disse tudo de uma vez tentando mudar de assunto.

– Mas eu não tenho ninguém – murmurou. Olhei-a pelo canto do olho cruzando o nosso olhar antes de desviar novamente.

– Eu, Naruto e Kakashi decidimos que seria melhor você ficar morando na casa de um amigo durante esse tempo – falei me levantando da cama – É melhor você descansar agora Sakura – não conseguia ficar mais ali, então tentei fugir pela porta, mas assim que abri a porta de correr, ela perguntou ignorando o último comentário:

– E vocês decidiram para onde eu vou?

Encarei o vai-e-vem dos enfermeiros e médicos entrando em alguns quartos para cuidar dos pacientes. Tudo parecia tão normal por fora. Parecia que eu e Sakura estávamos isolados do mundo, presos nos nossos próprios problemas, presos no nosso mundo particular.

Naquele momento só existia eu e ela, mas como eu diria a ela que não tínhamos achado a solução dos seus problemas. Como eu diria que ela estava sozinha.

Lembrei-me da feição de Naruto com os olhos brilhantes tendo uma ideia, eu sabia o que ele havia pensado, só que como ele, eu tinha achado uma péssima ideia, mas naquele momento, naquele quarto de hospital, aquela era a minha única resposta para a sua resposta.

Tomando coragem, mas sem encará-la, eu tomei uma decisão e proferi ela em uma sentença:

– Sim. Você vai para a minha casa – disse firme antes de fechar a porta do quarto separando-me dela por uma parede. Eu não tinha coragem de encarar a sua reação naquele momento.

Deslizei minha costa pela porta até me sentar no chão esperando ouvir um grito, uma maldição, qualquer coisa vinda de Sakura do outro lado da porta, mas a única coisa que eu recebi foi o silêncio...

Continua...

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Cianóticos¹: refere-se à cianose, aparência de quando os lábios ou extremidades ficam arroxeados.

OBS: Teve um problema de edição e as Notas Finais vieram para cá!

Explicação do capítulo: Sei que vocês estão querendo arrancar a minha cabeça pelo filho não ser do Sasuke e por ela não poder ter mais filho, consequentemente não poder ter filhos do Sasuke, mas se acalmem vou explicar o porque e tirar algumas dúvidas que ficaram no ar!
1-Sério gente, assim como vocês eu queria muito que fosse do Sasuke o filho e sofri muito escrevendo a cena que ela dizia que não era dele, ainda mais tendo que retratar o que ele sentia >.
2-Eu queria sair do clichê, sair da mesmice da Sakura engravidando do Sasuke e eles se acertando por causa do filho.
3-Alguém aí já imaginou o Sasuke tendo que cuidar da Sakura grávida de outro homem??? Loucura né! Acho que ninguém aí, mas é isso que eu pensei e vou retratar!
4- Seria capaz de Sasuke aceitar a Sakura mesmo grávida de outro, já tendo uma filha que também não é sua? Seria ele capaz de amar essas duas crianças como se fossem suas? Seria ele capaz de parar de ser o FDM que ele é com o Nisuke e aprender a ser pai?
Pois é né gente! Aí chegamos no ponto chave da fic! Chegamos na segunda fase da fic onde começa a remissão dos pecados de Sasuke! Onde ele irá aprender a ser uma pessoa melhor e redescobrirá o que é ter uma família novamente e que família não é só laços de sangue, mas sim laços de coração!
5-"Mas Gaby a Sakura não tinha sintomas de gravidez antes de dormir com o Sasuke!?" E eu vos respondo, tinha sim! Eu coloquei pequenos detalhes como aumento dos volumes de Sakura, os seios parecendo um pouco mais apertados e para o sutiã que parecia pequeno para eles, tonturas como no caso da escadaria da mansão do Tsuchikage e cansaço em várias cenas durante a fic. Pequenos detalhes, quase imperceptíveis detalhes sendo colocados desde o início da fic dizendo que ela estava grávida, mas só agora puxando os detalhes que eu acho que a maioria percebeu que existiam!
6-Relaxem gente, vai dar tudo certo no final, já sei até como essa fic vai terminar *o*

Notas finais
Então gente o que acharam do capítulo??? hein, hein, hein? Quero saber a opinião de vocês? MEREÇO REVIEWS? OBS: Dificilmente esse sábado terá capítulo, talvez só no próximo! >.< E vai ter uma conversa entre o Nisuke e o Sasuke no próximo *---* Beijokas! Boa Noite e até a próxima o/ INFORMAÇÃO IMPORTANTE! Gente estou postando uma nova fic que se chama Quebra de Contrato, ela é SasuSaku e vai ser uma long fic! Tive o prazer de encontrar algumas leitoras daqui lá :D Para quem se interessar esse é o link: http://fanfiction.com.br/historia/595469/Quebra_de_Contrato/