Notas iniciais
Oi gente, to atrasada mas não é tanto dessa vez heheh To morrendo de sono e cansaço, tive que passar o dia com a minha irmã me arrastando pelo shopping --' mas eu não iria conseguir dormir sem terminar e publicar esse capítulo! Obrigada pelos novos e antigos acompanhamentos (estamos chegando a 150 *-*), pelas favoritações e aos inúmeros reviews que a fic recebe *---* vocês são lindos e eu amo muito! Aliás sobre reviews tenho uma informação importante nas notas finais! É isso gente! Divirtam-se...

Informações importantes nas notas finais sobre reviews e próximo capítulo! É bom todo mundo ler

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– O QUÊ? – perguntei incrédulo – Porque o Tsuchikage iria querer te matar Sakura?

– Sasuke, há tantas coisas que se passam atrás das cortinas da política. – comentou com o olhar baixo, mas voltou-o para mim.

– O que você fez para o Tsuchikage querer a sua morte?

– Eu fui embora de Iwagakure no Sato.

– O quê? – perguntei incrédulo.

– Quando uma vila tem um pilar forte, ela não aceita perder ele tão facilmente – falou sentando-se na cama – no momento que eu partir de Iwagakure no Sato para voltar a Konohagakure no Sato, ele perdeu o seu precioso pilar.

– Mas você também foi embora de Konoha quando tinha 19 anos e nem por isso mandaram te matar.

– Mas Konoha tinha a Tsunade-sama como Hokage. Um pilar forte na área da saúde e admistração.

– Você quer me dizer que o Tsuchikage quer te matar só porque você voltou para Konoha?

– Não só por isso, mas também porque eu levei Mina comigo.

– Não compreendo.

– Quando eu me casei, eu escolhi não mudar meu nome, por isso ainda me chamo Haruno Sakura e não Yoshito Sakura como deveria. Mantive meu nome para manter minha ligação com Konoha, para me manter uma kunoichi de Konoha, mas Mina é fruto de um shinobi de Iwagakure e uma Kunoichi de Konohagakure, logo ela tem bi nacionalidade. Com isso ela pode estudar e trabalhar na vila que ela quiser. Mas...

– Mas... – estimulei.

– Quando ela nasceu, Iwagakure viu nela a Tsunade que eles não tinham. Konoha sempre foi superior e à frente no quesito ninjas médicos. Uma criança nascida de mim foi a esperança de no futuro eles terem uma Kunoichi com um grande controle de chakra herdado de mim e que ficasse à frente do Corpo Médico deles.

– Eles querem te matar e ficar com a Mina? Isso não faz sentido Sakura...

– Faz – falou com o olhar baixo apertando seu robe – Mina está em Konoha porque está sob a minha custódia, mas se eu morrer ela será mandada de volta à Iwagakure e criada como uma shinobi de lá.

– Se você morresse não seria o mais lógico Mina ficar com os seus pais.

– Não, porque ela não é uma Haruno e sim uma Yoshito. Se eu morrer, ela ficará sob custódia da família do meu ex-marido, mais precisamente do Tsuchikage.

– O Tsuchikage é parente do seu marido? – perguntei me sentando na cama à sua frente. A cada nova informação eu ficava mais surpreso.

– Sim – admitiu – O atual Tsuchikage é primo do meu marido, criado como irmão dele de tão próximos que eram.

– Essa missão foi uma armadilha para te atrair – gritei – e você sabia disso desde o começo e resolveu continuar porquê?

– A irmã dele realmente é adoentada e sou a responsável pela saúde dela. Nunca deixaria Horen pagar o preço pelas atitudes de seu irmão.

– Sakura – tentei começar mais calmo – na hora que pormos os pés na mansão do Tsuchikage eles vão te eliminar. Precisamos abandonar a missão e voltar para Konoha.

– Não, eles não vão. Como eu disse antes Sasuke, muita coisa acontece por trás das cortinas da política. Eles não tentarão me matar enquanto eu estiver em Iwagakure, me matar na casa deles seria o mesmo que iniciar uma guerra com Konoha. É por isso que eles contratam ninjas que não pertencem a nenhuma vila para fazerem o trabalho sujo deles, para que assim fique subentendido que eu morri por causa de uma fatalidade em uma missão.

– Sakura, eu não concordo com as suas escolhas. Sair nessa missão sabendo que isso aconteceria foi muita imprudência.

– Sasuke – ela se aproximou de mim e segurou os meus braços – eu não sabia que o Kakashi-sensei me colocaria em uma missão tão cedo...

– E ele não colocaria – concordei – só colocou porque... – abrir minha boca incrédulo com o pensamento.

– Porque foi um pedido do próprio Tsuchikage – completou séria.

– Desgraçado – levantei-me com raiva – ele jogou a isca e Konoha caiu – gritei.

– Não é culpa de Konoha, mas sim minha. Eles estão atrás de mim e não de Konoha.

Passei minhas mãos sobre o meu rosto tentando absorver as informações.

– Se você sabia disso então porque não contou ao Kakashi. Ele daria um jeito.

– Não tenho provas. Não posso acusar ninguém sem provas e se negasse a missão, seria Konoha que ficaria mal falada.

– Que Konoha ficasse mal falada – gritei – mas que você não se jogasse em uma missão suicida dessas!

Ela ficou calada me olhando.

– Eu estou procurando meios de mudar minha filha de Yoshito para Haruno e para isso eu preciso me infiltrar dentro da vila para saber os meios legais para isso. Eu tenho um contato interno, eu preciso informá-lo que quero informações.

– Isso não muda o fato deles...

– Dele – corrigiu-me – o problema é só o Tsuchikage.

– Isso não muda o fato dele querer a sua cabeça.

– Sasuke – ela focou os olhos em mim – eu sei que é arriscado, mas eu não me importo. A única coisa que eu quero é proteger a minha filha, garantir o seu futuro. E se isso significa que toda vez que eu pôr os pés fora de Konoha eu vou ser vítima de atentado até eu conseguir esses documentos, então tudo bem eu vou me arriscar, quantas vezes for preciso. A única coisa que eu te peço é que não conte isso a ninguém.

– Você sabe que eu não concordo – admiti.

– Não preciso que concorde apenas que mantenha segredo, se alguém souber disso, meus planos irão por água abaixo.

– Tudo bem – suspirei – É melhor nos apressarmos para ir à Iwagakure.

– Você não precisa ir. Fique aqui e me espere. Não quero que se arrisque ainda mais nisso – falou séria.

– Sakura, por mais que eu não goste da ideia, isso não muda o fato da minha missão ser te levar de volta a Konoha viva. Então, por mais que você não queira e diga que eles não vão fazer nada contra você, eu vou junto para garantir.

Disse virando as costas indo para o banheiro.

– Sasuke, me desculpa por ter te metido nessa história.

Eu nada disse. Apenas entrei no banheiro precisando de um bom banho de água gelada para esfriar a cabeça.

***

Caminhávamos lado a lado entre os enormes rochedos no caminho que nos levava à entrada de Iwagakure.

Eu estava em alerta total, aquele lugar era propício para um ataque aéreo ou terrestre. Os shinobis de Iwagakure eram conhecidos pelo seu excelente uso de técnicas estilo Doton e onde estávamos, um jutsu desse estilo seria perfeito para nos encurralar.

– Toma – Sakura estendeu-me um cantil. Ergui uma sobrancelha – é um chá que eu fiz com as ervas medicinais antes de sairmos do hotel. Esse chá vai eliminar qualquer vestígio de veneno que esteja persistindo em seus órgãos, além de fortalece-lo.

Assenti e bebi o chá.

– Então, ainda estamos longe? – perguntei guardando o cantil na minha bolsa.

Eu não andava muito pelo País da Terra, havia tido poucas missões para lá e Iwagakure no Sato passava bem longe de todas elas. O pouco que eu conhecia era devido aos meus anos de andança pelos esconderijos de Orochimaru, mas não tinha tempo para apreciar o local.

– Na verdade acabamos de chegar e temos um guia à altura – resmungou baixo.

Olhei para frente e vi um homem de aproximadamente à nossa idade, talvez um ou dois anos mais velho. Suas vestes ninjas vermelhas típicas dos shinobis da pedra, não me diziam nada, mas ao ver o chapéu marrom com um kanji significando terra, meu sangue subiu à cabeça e minha vontade era estrangulá-lo naquele local isolado que estávamos.

– Está de brincadeira que vamos ser escoltados pelo Tsuchikage!? – resmunguei baixo só para a Sakura ouvir.

– Acredite se quiser, mas aquele é o Tsuchikage – murmurou de mal humor.

– SAKURA! – recebeu-nos com os braços abertos. Seu largo sorriso formava covinhas em suas bochechas, os olhos castanhos escuros combinavam com seus cabelos bagunçados de mesma tonalidade. Sua pele branca porém bronzeada lhe dava o ar mais viril, mas o que mais me chamou a atenção era que seus olhos não desgrudavam de Sakura. Ele não sabia, mas eu estava segurando a alça da minha katana por debaixo da capa pronto para enfiá-la na garganta de um certo kage – E você, – voltou o olhar para mim – presumo que seja Uchiha Sasuke. O Hokage me avisou que você viria também.

– Hn. – resmunguei e olhei para Sakura que encarava o Tsuchikage de volta.

– Não se preocupe com os modos dele – falou doce. Levantei uma sobrancelha para ela. Sério Sakura? O cara quer te matar e você ainda é gentil com ele? – Sasuke é assim mesmo. Um homem de poucas palavras – me olhou pelo canto e eu sorrir de canto voltando ao Tsuchikage que nos encarava.

– Ah, sim, sou mais chegado a atitudes do que palavras, não é Sakura?

– Hn. É – falou um pouco incerta me fuzilando discretamente com o olhar e eu dei de ombros.

– Tudo bem. Não tem problemas, Sah – encarei incrédulo o Tsuchikage. Sah? Mas que droga de apelido era esse? Quando queremos matar uma pessoa damos um apelido carinhoso a ela? Senti uma leve cotovelada de Sakura para que eu parasse de olhá-lo de maneira assassina.

– E quanto à sua irmã, Tsuchikage-sama? Ela está bem?

– Tsuchikage-sama? Sah, desde quando voltamos à informalidade? Pelo que eu me lembre ainda somos da mesma família. Esqueça informalidades! – Ah que ótimo! Um parente tentando matar outro parente. Tenho muita experiência nesse ramo, pensei irônico – Quanto a minha irmã, – recomeçou com um semblante um pouco mais triste – ela estava bem até alguns dias atrás, mas depois que você foi embora ela piorou bastante. Está acamada e sempre me pergunta sobre você e Mina – sorriu ao dizer o nome da menina.

Senti Sakura ficar tensa ao meu lado ao escutar o nome da filha.

– Tudo bem então, – forçou um tom de voz controlado – é melhor irmos vê-la logo, Hiroto – falou baixo a última palavra como se fosse uma sentença difícil de se dizer, mas que fez o homem a nossa frente sorrir e os olhos brilharem.

– Ah, claro. Horen nos aguarda – se posicionou ao lado esquerdo de Sakura, enquanto eu fiquei no direito e voltávamos a caminhar.

Passamos por imensos portões de pedras e adentramos na cidade rodeada de rochedos formada por pequenos prédios cinzentos cilíndricos com o topo em forma de cone. As pessoas paravam seus afazeres para nos observar e acenar felizes para o Tsuchikage e até para Sakura, o primeiro retribuía com acenos calorosos, enquanto que Sakura apenas assentia levemente.

– Olha! A Senhora Yoshito voltou – ouvi uma mulher dizer à outra.

– Senhora Yoshito? – perguntei baixo ao pé do ouvido de Sakura o que não foi muito bem visto tal proximidade pelas outras pessoas.

– É como eles me chamavam aqui por pertencer à Família Yoshito. Mesmo eu sendo Haruno, para eles eu era e sou Yoshito – sussurrou de volta ignorando os olhares reprovadores em cima da gente.

Assenti e segui o caminho olhando para frente, em direção ao grande prédio central. Assim que entramos notei a grande quantidade de guardas circulando pelo local que ao passarem por mim me olhavam torto. Estava muito tentado a enfiar um chidori na cara de todos aqueles mal encarados, mas se alguém iria começar a briga, esse alguém não seria eu.

A residência do Tsuchikage era grandiosa e espaçosa com uma escada que circundava as paredes circulares.

– Sah, você sabe onde são os aposentos de Horen. Você quer que eu a acompanhe? – ofereceu-se sorridente.

– Não precisa Hiroto. Sei que você tem muitas responsabilidades como Kage para cumprir. Não perca seu tempo comigo – falou com um sorriso forçado no rosto.

– Nunca é perda de tempo está ao seu lado, mas se é assim – pegou a mão direita de Sakura e curvou-se com um cavalheiro para beijar a mão de sua dama. Assim que endireitou-se sorriu abertamente olhando Sakura com os olhos brilhando próximo a ela – nos vemos no jantar – sorriu mais uma vez e me olhou pelo canto antes de sair da sala nos deixando sozinhos.

Fiquei encarando Sakura paralisada olhando discretamente para a região de sua mão que o Tsuchikage havia depositado o beijo.

– Qual é a punição por matar um kage mesmo? – perguntei tentando esconder minha raiva com ironia, uma grande falha da minha parte.

– Você que é o Capitão da ANBU para saber esse tipo de informação, não eu – retrucou de mal humor – Vamos, quero me livrar o mais rápido possível dessa missão.

Subimos as escadas, percorremos diversos corredores até adentrar em um aposento grandioso. As paredes eram brancas com diversas janelas com visão para a vila e para os rochedos com cascatas de água caindo delas, os móveis eram alvos e bem polidos, com uma cama de casal com dossel no meio. Tudo mostrava poder e beleza com um toque de delicadeza.

– Senhora Yoshito! – exclamaram as duas empregadas com uniforme ao nos verem entrar. Sakura apenas assentiu para elas.

– Sah? – perguntou uma voz feminina fraca.

– Sou eu, Horen – falou docemente Sakura aproximando-se da cama onde estava uma bela jovem loira com olhos castanhos (semelhantes ao do irmão) de aparentes 25 anos – eu estou aqui e vai ficar tudo bem. – falou pegando as mãos da jovem que sorria docemente para Sakura – Vocês, – referiu-se as empregadas – por favor nos deixem sozinhas.

– Sim, Senhora Yoshito – falaram simultaneamente e saíram do quarto.

– Estava com tantas saudades de você – falou fracamente a loira.

– Não se esforce muito falando Horen – comunicou Sakura já com a sua mão rodeada de chakra avaliando-a.

A loira apenas assentiu e olhou para o teto, mas logo o seu olhar divagou e parou em mim que estava encostado ao lado da porta observando-as. Seu cenho franziu, ela ainda não havia me visto e não me conhecia. Dei-lhe um pequeno sorriso de canto que a fez corar levemente.

Inocente, pensei sorrindo um pouco mais fazendo-a corar mais.

– Hã – começou incerta a loira direcionando-se à Sakura – quem é ele?

– Hn, quem? – perguntou a rosada distraída, mas ao ver o rosto corado de sua paciente percebeu o que se passava e me olhou com cara de poucos amigos – Esse é um shinobi da folha, está me acompanhando na missão. O nome dele é Uchiha Sasuke.

Fechei a cara ao ouvir o comentário de Sakura. Sério, fui rebaixado a acompanhante de missão? Só isso, Sakura?

– Uchiha Sasuke – repetiu me encarando corada a loira – sei que já ouvi esse nome em algum lugar.

– Acredite sou bem conhecido – comentei e ela virou uma pimenta ao escutar a minha voz. Reação bem comum das mulheres ao escutarem minha voz grossa pela primeira vez – de várias maneiras diferentes – falei pausadamente piscando um olho provocando. Fazia muito tempo que eu não via uma mulher daquela idade sendo "inocente", era engraçado as reações dela o que me fazia ter mais vontade de provocar.

Sakura apenas me encarou de joelhos ao lado da cama com uma sobrancelha arqueada para a minha atitude, enquanto sua paciente estava assustada e vermelha com a minha atitude.

Aposto que ela ficou toda molhada, pensei rindo internamente.

– Ótimo, acabou a brincadeira. – falou Sakura se levantando, pegando o meu braço e me levando para o corredor – Você ficou louco ou o quê?

– Você não precisa ficar com ciúmes, Sah – falei com ironia a última palavra pegando seu queixo com dois dedos.

– Tsc. Ver se te enxerga. É claro que eu não estou com ciúmes de você – falou dura tirando minha mão com um tapa de seu rosto.

– Então acho que não tem problemas me divertir um pouco com a irmã do Tsuchikage – dei de ombros.

– Sasuke, você pode se divertir com a mulher que você bem entender. Acredite, eu não ligo. Mas eu não deixarei que você use e magoe a Horen. Ela pode ser irmã de quem é, mas, mesmo assim, eu tenho muito apreço por ela – respondeu fria apontando um dedo em forma de ameaça para mim.

– Tudo bem, tudo bem – levantei as mãos para o alto em forma de defesa – eu não vou fazer nada. Ela não faz meu estilo mesmo.

– Estilo? – perguntou confusa com as mãos na cintura e uma sobrancelha arqueada.

– Sim. Prefiro mãos profissionais. Menininhas dão muito trabalho no dia seguinte – respondi com cara de desgosto com o pensamento.

Sakura riu, mas pôs a mão sobre a boca para abafar o riso.

– Ok, ok – falou com dificuldade para conter o riso – cada um tem o seu gosto – comentou abrindo novamente a porta do quarto.

– Ei, o que você está fazendo? – perguntei ao perceber que ela fechava a porta na minha cara.

– Você não vai ficar aqui, quero que minha paciente se concentre no procedimento – comentou baixo só com a cabeça fora da porta – Porque você não aproveita – começou com um sorriso provocador no rosto – e procura mãos profissionais – piscou um olho rindo.

– Eu não vou te deixar sozinha – falei impedindo que ela fechasse a porta.

– Eu já disse, vou ficar bem.

Pensei no assunto e cheguei à conclusão de que eu poderia aproveitar a oportunidade para sondar o Tsuchikage.

– Tudo bem então – concordei – mas vou deixar um falcão para me avisar caso algo aconteça – invoquei um animal pequeno com os olhos vermelhos do sharingan sem o consentimento dela.

Acariciei o bico dele e dei a ela que pegou o animal acariciando-o contrariada.

– Pense pelo lado positivo, não é uma cobra – falei rindo me virando de costas, mas pude ver pelo canto do olho a cara de desgosto que ela fazia enquanto fechava a porta.

Ativei meu sharingan tentando analisar o local. Parecia deserto, vez ou outra eu via um chakra atrás das paredes de alguns empregados. Desci as escadas e localizei o chakra do Tsuchikage no jardim da mansão.

– Iwagakure não tem o clima quente de Konoha, mas espero que esteja se acostumando com o clima frio que faz entre esses rochedos, Sasuke – comentou o Tsuchikage ainda de costas observando uma rosa vermelha entre os dedos. Ele estava com o seu chapéu pendurado nas costas.

– Para falar a verdade prefiro esse clima do que o atual calor veraneio que está fazendo em Konoha – comentei desativando o sharingan.

Ele virou-se para mim e deu um pequeno sorriso antes de continuar a falar:

– Que bom. Sah estranhou o clima logo quando chegou em Iwagakure quando tinha 19 anos – comentou olhando para um ponto qualquer do jardim pensativo – mas com o tempo acabou se acostumando – terminou sorrindo.

– Você parece ter um apreço grande por ela – comentei sorrindo falsamente jogando verde.

– Eu seria tolo se não tivesse, Sasuke. – comentou cravando o olhar no meu – Sah é uma mulher única de várias maneiras – sorriu de canto, mas ainda assim amistoso – Mas eu não preciso dizer isso, sei que você sabe muito bem do que eu estou falando. Teve um convívio longo com ela, conhece muito bem a mulher incrível que ela é – falou rindo coçando a cabeça.

– Você tem razão. Eu e Sakura temos uma história longa juntos – comentei com a voz controlada.

O olhar do Tsuchikage escureceu um pouco ao escutar minha última frase.

– Creio que sim – murmurou.

– É bom tê-la de volta – os olhos castanhos ficaram ainda mais obscuros me observando – É bom tê-la de volta em casa – provoquei.

– Uma pena que isso signifique que ela fique longe de mim – comentou olhando para a rosa do seu lado – por mais que acredite que os anos em Iwagakure fizeram essa vila ser a casa de Sakura – sorriu minimamente – e de Mina também. Ambas são minha família, assim como Horen – suspirou acariciando a rosa – A alegria de um homem é ter sua família por perto; não alegro-me com o afastamento delas logo após perder o meu primo – pausou a fala antes de continuar – Estou errado Sasuke? Um homem se alegra ao perder a sua família? – perguntou-me com uma leve indireta me olhando nos olhos.

– Não, não está – admiti a contragosto e ele assentiu – Perder a família não é uma coisa para se felicitar. Mas as vezes a distância é inevitável.

– Se essa distância significa a felicidade das pessoas que amo, então aceitaria ela – falou com um olhar triste e falsamente inocente.

Cínico!, gritei em pensamento.

– Mesmo achando que a felicidade de Mina e Sakura está aqui. Ao lado de sua verdadeira família – comentou – não acha, Sasuke?

– Não é o que aparenta Mina quando rir com os vários amigos que fez em Konoha e que ela não larga – falei sem pensar com um sorriso de canto, querendo ver o Tsuchikage sendo contrariado.

O olhar dele ficou frio e falou com uma voz baixa tentando esconder a sua frustração com a informação que acabara de receber:

– Se é assim, fico feliz por ela.

– Tsuchikage-sama – interrompeu-nos uma empregada fazendo uma pequena reverência.

– Sim – respondeu o kage.

– O jantar está servido.

– Estamos indo. Pode se retirar – falou doce e a mulher se retirou após fazer uma reverência – Vamos jantar Sasuke?

Apenas assenti. Ele retirou duas rosas vermelhas da roseira com uma kunai e caminhou para dentro do recinto comigo em seu encalço.

Encontramos Sakura enquanto descia os degraus ajudando Horen. O Tsuchikage apressou-se para ajudá-la, guiando sua irmã para a grande sala de jantar.

Assim que entramos, ele ajudou Horen a se sentar à sua direita, indicou o lugar ao seu lado com um sorriso para Sakura que apenas assentiu sentando-se. Posicionei-me ao seu lado.

– Aliás, o que é isso? – perguntou o kage sentado na ponta da mesa olhando para o meu falcão que seguia a Sakura.

– A-a... – começou Sakura incerta.

– Uma forma de ficar de olho nela – admiti sem cerimônias interrompendo-a. Sakura me fuzilou com o olhar e eu retribui dando de ombros. O kage apenas nos observava pensativo colocando as rosas ao seu lado sobre a mesa.

– Um homem atencioso para com sua dama, que cavalheiro – comentou a loira sorrindo amistosamente – não achas, irmão?

– Claro – sorriu de volta, mas eu percebia pelo o olhar que ele me direcionava algumas vezes que não estava gostando nada daquilo – ele seria louco se não fosse um cavalheiro com uma dama como a Sah, irmã!

Eu tive uma vontade imensa de rir do cinismo do kage, mas me aguentei ao receber o olhar cúmplice de Sakura.

– Que lindas essas rosas, irmão – falou encantada a loira.

– Essa é para você, irmã – comentou sorrindo entregando uma rosa para sua irmã que sorriu encantada com o irmão – uma dama como você merece uma rosa à altura. Apenas cuidado com os espinhos.

Olhei para Sakura como se dissesse "Posso vomitar agora?". Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto entendendo o meu recado. Sorriso esse que não passou despercebido pelo kage.

Após isso o jantar transcorreu tranquilamente, apenas poucas conversas paralelas sobre a vila ocorreram entre os três que me acompanhavam. A grande mesa estava repleta de vários pratos típicos de aparência convidativa que existiam naquela vila, mas pouco comi, a presença daquele kage me intrigava.

Assim que terminamos de comer, retiramo-nos em direção a escadaria com o Kage de braço dado com a irmã à nossa frente. Percebi Sakura um pouco abatida passando as mãos no rosto algumas vezes.

– Você está bem? – sussurrei contornando-a na cintura com o meu braço direito assim que eu percebi que ela ia cair.

– É só uma tontura. Logo passa – falou baixo para só eu ouvir – é resultado de eu ter usado muito chakra curando a Horen e pela longa caminhada a pé – comentou tentando se justificar para me acalmar.

– É melhor você ir se deitar logo – comentei ainda abraçado a ela ajudando-a a subir as escadas. Ela assentiu.

– Algum problema? – perguntou o Tsuchikage nos observando do topo da escada com um rosto sério e braços cruzados no peito.

Instantaneamente eu e Sakura desviamos nossos olhares que estavam de encontro com o outro para olhar o Tsuchikage.

– Só estou cansada – falou Sakura soltando-se discretamente de mim – quero dormir.

– Os quartos de vocês estão prontos – ele anunciou voltando a andar pelo corredor depois que todos já estávamos no topo da escada.

Caminhamos em silêncio até chegar a uma grande porta.

– Aqui é o seu quarto, Sah – comentou o homem sorrindo levemente para a rosada.

– Pensei que ficaria no quarto de sempre – comentou ela.

– Achamos que você ficaria melhor acomodada em um quarto que não lhe trouxesse tantas lembranças – falou triste a loira referindo-se possivelmente ao quarto que ela ficava com o marido morto.

– Tudo bem – acalmou-a Sakura – assim é melhor.

Os dois anfitriões assentiram.

– Esse é o seu Sasuke – apontou ele para uma porta um pouco distante do nosso lado esquerdo. Eu assenti.

– Achamos que por estarem juntos em missão talvez quisessem ficar próximos. Assim é mais fácil de se comunicar – comentou Horen.

– Assim está bom. Se fosse apenas um quarto já estaríamos satisfeitos – falei sem pensar. Só após receber os olhares dos outros notei o meu erro. Sakura me olhava enfurecida de maneira repreendedora, Horen me olhava confusa e corada, já Hiroto me olhava com ódio.

Droga, eles tão achando que estamos juntos.

Se bem que... Gostei de enfurecer o kage. Ele que pense a porcaria que quiser!

– Hn. O que o Sasuke quer dizer é que estamos muito agradecidos pela recepção e tudo que estão nos oferecendo – apressou-se Sakura – não é em toda missão que temos tantas cortesias, não é Sasuke?

– Hn.

Os dois assentiram. A loira passou de vermelha para levemente corada, enquanto que o kage amenizou sua expressão, mas manteve o olhar avaliador em mim.

– Acho que isso é um Boa Noite – comentou a loira – Boa Noite Sah – falou abraçando Sakura.

– Boa Noite Horen – correspondeu.

– Bo-Boa Noite Sasuke-san – falou sem graça me olhando.

– Boa Noite – falei sorrindo de canto fazendo-a corar.

– Boa Noite Sasuke – falou sem humor o kage e eu apenas assenti – E... – começou virando-se para Sakura trocando o olhar frio por um caloroso estendendo a rosa que sobrara na sua mão – Boa Noite Sah.

– Hn. Boa Noite – falou contrariada pegando a rosa das mãos do kage. Ele apenas sorriu e guiou sua irmã pelos corredores, nos deixando a sós.

Boa Noite Sah – resmunguei imitando a voz do kage encostando meu corpo de lado na parede ao meu lado – que piada – falei com desgosto e Sakura revirou os olhos.

– Boa Noite Sasuke – falou sem humor abrindo a porta do quarto.

– Vem cá – estendi meu braço direito para que o falcão que nos seguia subisse nele – fica de vigia. Segue ela – falei para ele acariciando o bico e ele assentiu.

– Deixa ele dormir Sasuke – falou bufando a rosada.

– Escolhe, ou você dorme com ele – iniciei sério mas logo mudei o tom da voz para um rouco baixo aproximando nossos rostos para continuar a fala – ou dorme comigo.

Ela me encarou indiferente, antes de pegar o falcão e entrar com ele fechando a porta na minha cara.

– Obrigado pelo fora – resmunguei baixo.

– Boa Noite para você também – ouvi ela dizer rindo do outro lado.

Sem esperar mais nada entrei no meu quarto e me impressionei com o tamanho dele, mas estava cansado para prestar atenção nos detalhes, então apenas tirei minhas roupas ficando só de box depois de fazer minha higiene pessoal e me enfiar debaixo dos lençóis da cama de casal pensando em como era estranho o fato de um Tsuchikage querer a morte de Sakura ao mesmo tempo que aparentava ter ciúmes da rosada.

Bufei com a suposição de ciúmes. Isso era impossível, já que ela era esposa do homem que era como um irmão para ele e que havia morrido a pouco mais de uma semana.

Talvez, aquilo fosse apenas um teatro, pensei enquanto perdia a consciência.

Continua...

Notas finais
Antes de tudo: !INFORMAÇÃO IMPORTANTE! Gente eu queria informar sobre os reviews, algumas pessoas me acompanham a algum tempo e sabem que eu tenho o costume de respondê-los com imenso prazer! Adoro fazer isso de todo o meu coração! Só que ultimamente eu tenho me atrasado a responder e algumas pessoas estão se sentindo órfãs de mim... Oh Mô Deus! Calma gente, eu não abandonei vocês e nunca deixaria de responder. É só um probleminha que eu estou passando esses dias, na verdade esse problema vem desde o Natal que eu fiquei uns dias mal conseguindo entrar o que acumulou comentários, mas eu estou respondendo aos poucos, para vocês terem uma ideia, estou com 30 comentários para responder atualmente, não só nessa fic, mas em outras também hehehe. Mas não se preocupem, irei respondê-los com toda atenção e carinho de sempre. Só peço a compreensão para caso eu demore um pouco para respondê-lo, já que como eu tento dar toda a atenção possível eu acabo demorando muito para responder cada um, para vocês terem uma ideia eu levo em torno de 20 minutos em cada review, dependendo do tamanho eu demoro mais, já cheguei a demorar 1 hora só em um O.o adorei escrever aquele kkkk adoro comentários extensos. Então não se intimidem em comentar aqui em baixo, mais cedo ou mais tarde você estará vendo minha linda carinha (Inner: Só que não, né Gaby!kkkk) na sua lista de atualizações com a minha resposta e não se assustem com o tamanho. Sou tagarela e acabo falando coisas além da fic kkkkkkk Pessoas que me conhecem concordam kkkkkk Esse fato nos leva ao próximo capítulo! Como eu quero me dedicar a respondê-los de forma direita!!! O PRÓXIMO CAPÍTULO DEVERÁ SAIR NA QUINTA (talvez a noite não sei, depende do tamanho dele) justamente porque eu preciso de tempo para me dedicar respondendo-os e para fazer um capítulo digno kkkk É isso gente: capítulo na quinta e responderei aos comentários (não parem de comentar, leio todos eles logo que recebo e me estimulo a escrever mais. Serei sincera, lagrimo, riu, gargalho, sorriu, falo sozinha, concordo, etc, tudo com os comentários). Amo eles de paixão! Obrigado a todos que já comentaram nessa fic, nem que fosse só uma vezinha! Sobre o capítulo: E aí o que vocês acharam do Tsuchikage? O cara é suspeito, né? Mas é tão estranho, porque ao mesmo tempo que parece analisador e friu, ele parece gentil e atencioso com a Sakura, mesmo ele querendo matá-la! Ihhh aí tem coisa! Beijokas gente! São 3h30 da manhã, boa noite e até a próxima... Ah! Ia me esquecendo... MEREÇO REVIEWS???