Notas iniciais
Oi gente linda do meu coração *---* Voltei rapidinho dessa vez, não foi? Pois é gente, estou adiantando o capítulo da semana porque eu não se vou consegui publicar algo durante a semana. Essas próximas semanas serão de provas na facul e eu preciso me dedicar a elas, mas eu não deixaria vocês de mãos abanando não é!? Então aqui está mais um capítulo de A Filha da Minha Melhor Amiga saindo quentinho do forno! Aliás muito obrigada pelos comentários (adorei todos que eu recebi e também por ver que a cada capítulo postado novas pessoas estão comentando, to adorando saber a opinião de vocês e expectativas), novos acompanhamentos (só no intervalo do último capítulo para cá, ou seja menos de 24 horas, a fic recebeu 7 novos acompanhamentos) e favoritação! Era isso pessoal! O capítulo está grande mais tem algumas coisinhas do passado de Sakura! hehehe o que será hein?

Eu estava na mansão do Hokage. Havia chegado meia hora antes do horário marcado, pois queria tirar algumas dúvidas que rondaram meus pensamentos logo após eu sair do escritório de Kakashi.

Hanare, a mulher de Kakashi.

Sim, caro leitor. Kakashi é casado. E sim, com Hanare, aquela prisionera ninja que conhecemos quando erámos crianças e que supomos que Kakashi gostava dela, mas ele havia dito que ela tinha se jogado do precipício. Mas ele havia mentido. MENTIDO! Para os seus pupilos. Inacreditável a cara de pau dele! Logo após o fim da Quarta Grande Guerra Ninja, ele nos disse a verdade e eles firmaram compromisso. Tsc, mais um idiota no time dos casados!

Bom, como eu estava dizendo anteriormente. Hanare estava ajeitando os últimos preparativos para o jantar na sala de jantar enquanto estávamos no escritório.

Tsc, porque as pessoas perdiam seu tempo com uma idiotice dessas apenas por mera conveniência ou por uma boa impressão para quem você quisesse esbanjar sua falsa felicidade de casamento feliz?

Revirei os olhos com esse pensamento.

– No que você estava pensando para fazê-lo revirar os olhos? – perguntou Kakashi encarando alguns papeis em sua mão.

– Apenas refletindo sobre a idiotice das pessoas.

Ele levantou o olhar e me encarou. Eu estava de pé e ele sentado em sua cadeira.

– Porque não se senta? Podemos refletir juntos – indagou com uma sobrancelha arqueada.

– Você não gostará de saber meus pensamentos sobre as trivialidades humanas – disse sentando-me a sua frente – isso inclui você e sua mulher.

Kakashi suspirou cansado. Suas olheiras escuras e fundas denunciavam que os anos como hokage o envelheceram mais do que os vários anos como Jonnin Sensei.

– Sasuke...

– Não começaremos com esse assunto Kakashi. Já basta o Naruto me importunando e criticando minha maneira de viver. Não estou afim de ouvir sermões. Aliás, acho que já sou adulto a muito tempo e não tenho que dar satisfação a ninguém.

– Só estamos preocupados com você Sasuke. Não queremos dá sermões. Você tem 27 anos, já é um homem feito. Mas isso não faz com que não nos preocupemos com a sua felicidade...

– Eu sou feliz com a minha vida.

– Ah, claro Sasuke! Encher a cara com litros de Sakê, esbanjar a sua fortuna e se deitar com todas as mulheres que tem vontade traz muita felicidade à um homem.

– Para mim traz – dei de ombros.

– Você quebra as três proibições ninjas de uma só vez Sasuke. Você não era assim...

– Mas agora eu sou assim, aceite – esbravejei cheio daquela conversa. Sabia aonde aquela conversa iria dar e não queria tê-la novamente.

“Você não era assim quando o time 7 estava unido”, “Você não era assim antes de tudo acontecer”, “Você mudou Sasuke, dos últimos anos para cá”.

Tsc, bando de idiotas que se importam com a vida alheia. Cuidem das suas vidas inúteis e me deixem em paz!

– Tudo bem Sasuke, não iremos mais falar sobre isso ok? – supirou o hokage, eu assenti – Então sobre o que você queria falar comigo?

– Estava pensando sobre a missão e eu tenho algumas dúvidas – falei mais controlado.

– Agora está interessado na missão Sasuke? – provocou.

– Tsc, se você quer a minha ajuda vai ter que responder a minha pergunta – ameacei.

– Tudo bem, pergunte.

– Eu notei que você é padrinho da filha da Sakura – ele assentiu – isso quer dizer que você frequentava a casa dela. Então porque você quer que eu a vigie, já que você a conhece mais do que eu?

– Você tem razão, eu frequentava, mas... Ela está diferente. Durante as poucas vezes que eu a visitei percebi que quanto mais o tempo passava, mais ela se tornava fria. Pensei que quando ela voltasse para Konoha ela voltaria a ser a antiga Sakura, mas...

– Mas?

– Mas ela só piorou, parece até estar mais fria do que antes. Parece preocupada com algo. E é isso que eu quero descobrir, o porquê.

Fiquei calado olhando fixamente o homem de cabelos grisalhos até que Hanare nos chamou para nos juntarmos a Naruto e Sakura que haviam chegado para o jantar.

Caminhamos silenciosamente para a sala de jantar com uma grande mesa retangular ao estilo japonês. Naruto e Sakura estavam em pé nos esperando.

Naruto usava sua tradicional camisa laranja com riscos pretos nas mangas, calça e botas pretas. Sakura por outro lado usava uma blusa muito parecida com que Tsunade usava, porém sua blusa era vermelha com um obi simples cinza escuro, usava também uma saia justa até o meio da coxa e um sapato de salto baixo preto.

Desviei o olhar de suas pernas assim que Sakura me lançou um olhar frio.

– Oi Naruto, Sakura. Sejam bem vindos ao meu humilde lar – cumprimentou Kakashi sorrindo e eu revirei os olhos.

– Oi – disseram em uníssono. Naruto sorridente e Sakura sem humor.

– Vamos jantar? – disse animada Hanare tentando apaziguar o clima estranho que havia entre nós.

– Claro – disse sorridente Kakashi para a esposa – Sakura, sente do meu lado direito, Naruto ao lado de Sakura e Sasuke ao lado de Hanare.

Concordamos e nos sentamos.

Depois de algum momento de silêncio apenas saboreando os talentos culinários de Hanare, essa se pronunciou, iniciando uma conversa com Sakura:

– Sinto muito.

Nós todos levantamos nossos olhares para a bela morena de olhos lacrimosos. Olhei para Sakura, mas ela encarava fixamente Hanare sem um pingo de sentimento em seu olhar esmeraldino.

– Não sinta – disse com uma voz baixa e controlada.

– Eu deveria ter ido te ajudar logo quando a notícia chegou em Konoha, só que eu estava fora e quando eu voltei o Kakashi disse que você já estava vindo para cá.

– Hanare-san, está tudo bem não precisamos falar sobre isso – comentou franzindo o cenho.

Naruto estava confuso, Kakashi estava estático, Hanare estava quase chorando e Sakura estava fria.

Aquela cena estava me chamando a atenção. Logo percebi que falavam sobre a morte do marido de Sakura.

– Mina deve ter ficado arrasada.

– Ela é uma criança especial. Entende que a vida de um ninja tem riscos. Ela está superando.

Riscos, pensei. Então ele morreu em missão.

– Estou com saudades de Mina – disse sorrindo se lembrando da garotinha.

– Ela também. Ela irá gostar de uma visita sua Hanare-san – comentou Sakura com um olhar baixo mexendo em sua comida com os seus hashis.

– Eu irei sim, mas Sakura, – começou Hanare pegando as mãos de Sakura com as suas e olhando nos olhos da mais nova – você sabe que sempre pode contar comigo, não é?

Sakura a olhou confusa pela atitude da mais velha, mas logo seu olhar voltou a ficar sem emoção e ela apenas assentiu.

Naruto sorriu para mim. Eu sabia que ele achava que aquilo era um progresso para a volta da antiga Sakura, mas eu sabia que aquilo não significava isso. Na verdade, as atitudes de Sakura diziam que havia muito mais história por trás de sua vida fora dos limites de Konoha. Era por isso que Kakashi havia me escolhido, eu via o que as pessoas não viam.

O silêncio imperou sobre nós cinco. Mas Kakashi percebendo que eu estava atento a tudo, reiniciou o diálogo.

– Sakura – a garota levantou o olhar para seu antigo sensei – você começará suas atividades para com a vila amanhã.

– Que atividades?

– Amanhã você começará a trabalhar no hospital de Konoha. Mas em breve você começará a sair em missões – congelei. Será que Kakashi diria que nós iriamos realizar juntos as missões? Mas ele não prosseguiu, talvez não fosse a hora certa para detalhes como esse.

– Hai.

– Mas Sakura... – recomeçou Kakashi pálido hesitando – uma coisa está me perturbando.

– O que? – perguntou observando atenta com o canto do olho Kakashi.

– Quando eu assumi o posto de Hokage a cinco anos atrás, eu recebi uma cláusula que eu não poderia inferir, esse termo foi determinado diretamente por Tsunade-sama e pelo Capitão do Corpo Médico de Konoha.

Sakura ficou imóvel. Seus músculos ficaram tensos. Ela sabia sobre o que ele falava e isso a incomodava.

– Que cláusula, Kakashi-sensei? – perguntou o loiro se metendo em um assunto que não deveria.

– A Godaime Hokage me fez prometer de forma jurídica que apenas Sakura poderia assumir o posto de Capitã do Corpo Médico de Konoha após o atual.

– Impossível – balbuciei encarando com os olhos arregalados o hokage.

– Não, não é Sasuke.

– Mas porque eles colocariam essa cláusula sabendo que Sakura estava casada, em outra vila e que nunca mais iria voltar? – indaguei levantando levemente a minha voz – Isso não faz sentido Kakashi.

– Isso eu também quero saber – continuou virando-se para a rosada – Você poderia nos explicar Sakura.

Enfim a garota saiu do transe e endireitou-se no assento, mantendo uma pose ereta e um olhar firme antes de dizer laconicamente:

– Porque eu fui escolhida para isso.

– O que você quer dizer com isso?

– Kakashi – reiniciou com um olhar frio para o mais velho – quando eu tinha 12 anos de idade e o time 7 se desfez, eu comecei a ser treinada pela Hokage, o que eu não sabia era que naquela época Tsunade-sama tinha um propósito para mim. Ela queria me tornar uma arma para Konoha, ela sabia que só eu poderia ocupar o lugar que quando ela era mais nova não assumiu. O comando do Corpo Médico, um dos três pilares de uma vila...

– Três pilares de uma vila? – perguntou o loiro.

– Sim, Naruto, os três pilares de comando, o admistrativo representado pelo Kage, o da segurança representado pelo Capitão da ANBU e o da saúde representado pelo Capitão do Corpo Médico. Assim como o Sandaime Hokage queria que seus pupilos assumissem esses postos, a Godaime queria que nós os assumíssemos. E pelo visto já estão conseguindo – comentou a última frase olhando para mim. Ela tinha razão, eles estavam conseguindo, eu havia me tornado capitão da ANBU, Naruto logo seria Hokage e agora Sakura se tornaria a capitã do Corpo Médico.

– Mas uma coisa não se enquadra nesse plano – comentou Kakashi – o fato de você ter ido embora de Konoha.

– Kakashi, – ela começou desviando os olhos dos meus e focando no anfitrião – você sabe o que Tsunade-sama me disse depois da cerimônia do meu casamento? – sem receber uma resposta ela continuou completamente ácida – “Você voltará para Konoha em menos de um ano viúva. Eu espero Sakura, sinceramente, que você não volte com uma criança nos seus braços” – um sorriso de canto sombrio apareceu em seu rosto. Ninguém se pronunciou, todos estávamos estáticos em nossos lugares ouvindo aquilo – E você sabe o que eu respondi Kakashi? Eu disse: “Eu sei”.

– O quê? – perguntou incrédulo o loiro com os olhos arregalados – Se você sabia então porque você se casou?

– Porque eu não me casaria? Para evitar sofrimento antecipado? Não vale a pena fugir da felicidade para evitar o sofrimento que vem acompanhando a ela. Vale a pena fugir dela Sasuke? – perguntou me fuzilando com os olhos.

– O que você quer dizer com isso?

– Preciso ser mais direta? – provocou-me com uma sobrancelha arqueada e um sorriso debochado.

Ela estava me desafiando? Ela sabia do meu estilo de vida e queria me dar sermões? E como que ela sabia se eu comecei a entrar no submundo dos prazeres mundanos só depois que ela foi embora de Konoha?

Fuzilei ela com o olhar. A tensão estava clara entre nós e todos perceberam. Eu não gostava que pessoas me desafiassem ou debochassem de mim, todos sabiam. Em geral pessoas que quebravam essas regras não permaneciam muito tempo vivas. Ela estava afim de morrer, só pode.

Se estávamos assim na presença de outros, não daria certo o nosso convívio quando ficássemos a sós. Quando isso ocorresse com toda certeza terminaríamos tentando matar um ao outro.

Até que pensando por esse lado seria bem divertido. Tirar aquele sorriso debochado daquele rosto a força seria muito divertido. Eu poderia colocar a culpa em um inimigo que nos atacou por o acaso em uma missão. A culpa seria dela por ser uma pessoa tão fraca.

– Vale. Vale muito a pena – respondi entrando no seu jogo com um sorriso cínico no rosto. Se ela queria jogar, então vamos jogar – você quer que eu te apresente a essa nova vida? Ela é bem divertida – arqueei uma sobrancelha – só não sei se vai ter alguma alma caridosa que vai te querer – comentei olhando descaradamente para o seu corpo.

Naruto parou de respirar olhando para mim alarmado, não acreditando no que eu havia dito, eu sabia o que ele estava pensando: “Teme, seu baka. O que pensa que está fazendo? Quer morrer?”

Hanare ficou estática ao meu lado e Kakashi suspirou cansado.

Incrivelmente Sakura permaneceu inalterada. Seu sorriso debochado permanecia intacto, mas eu podia ver em seu olhar um brilho de raiva. Eu havia despertado o pior lado de Sakura, uma que me mataria sem dó.

– Sabe Sasuke, um dia eu te mato – comentou calmamente ainda mantendo o sorriso estampado antes de se virar para o Kakashi – onde estávamos?

– Você disse que sabia que ficaria viúva...

– Ah! É verdade – comentou como se nada tivesse acontecido antes. O que mais me deixou surpreso, é que nunca Sakura tinha me desafiado, jurado a minha morte e depois ignorado minha total existência. A antiga Sakura era uma idiota irritante, mas essa! Ah, essa caro leitor, estava mais para uma víbora irritante que eu ia fazer aprender a me respeitar direitinho. Ah, caro leitor! Vou fazer Sakura rastejar nos meus pés pedindo perdão, assim como eu fazia com todas as mulheres, a trataria como um lixo descartável! – com três meses de casada ele voltou com os ossos do lado direito do corpo totalmente quebrados. Ele iria morrer e eu ficaria viúva, mas eu não deixei que isso acontecesse, passei três dias diretos usando meu chakra para salvá-lo e eu consegui – riu sem humor – mas, o problema veio logo em seguida. Quanto mais o tempo passava, mais as missões de Iwagakure no Sato ficavam mais perigosa porque eles tinham a alusão que eu sempre poderia curá-los. – Foi aí que eu notei. Eu não sabia até ela dizer. Ela morava em Iwagakure. Tsc, eu nem sei onde ela morava, imagine descobrir seu passado? Ah, Kakashi, acho que você não escolheu bem seu aliado ao me escolher. Mas eu continuaria com a missão porque eu estava afim de me vingar da garota – Os meses viraram anos, mas eu sabia que o que Tsunade-sama havia me dito se tornaria verdade. Então oito anos depois de me casar, eles chegaram com o corpo inerte dele me pedindo para ressuscitá-lo – ela riu de canto e olhou para o prato antes de continuar – eles diziam que eu podia ressuscitá-lo. E de fato eu poderia, mas eu disse não – arqueei as sobrancelhas com aquela nova informação – eu disse que não daria minha vida em troca da de alguém que a desperdiçasse logo na próxima missão. – todos permanecemos calados e ela prosseguiu – Depois disso eu voltei para Konoha sabendo que teria que assumir o Corpo Médico, porque é isso que os shinobis fazem Kakashi-sensei. Eles seguem ordens e eu estou seguindo as minhas. Então fique tranquilo sensei, eu cumprirei com a cláusula.

O silêncio permaneceu pesado sobre todos até que o relógio tocou anunciando às 23 horas.

– Eu preciso ir – disse Sakura se levantando.

– Já? – perguntou Hanare.

– Minha filha está sozinha em casa – justificou-se.

– Apareça mais vezes – disse sorrindo.

– Tudo bem, trarei Mina da próxima vez.

Hanare abraçou Sakura em um movimento rápido que nem a rosada esperava pelo contato. Contrariada Sakura correspondeu o abraço. Depois disso se despediu de todos e se retirou.

Kakashi me encarava. Entendi o recado. Eu devia ir atrás dela e cumprir minha missão.

– Eu também já vou, tenho coisas a fazer amanhã cedo.

– Tudo bem Teme, eu vou também... – começou Naruto se levantando.

– Não, Naruto – pronunciou-se o hokage – preciso falar com você.

Ele me jogou um olhar rápido e sabia que aquela era minha deixa e ele estava ganhando tempo para mim. Despedi-me rapidamente e sai da mansão às pressas podendo avistar a rosada caminhando longe pelas ruas escuras e desertas de Konoha.

– Sakura – gritei chamando-a enquanto corria na sua direção. Ela surpresa virou na minha direção com os braços cruzados sobre o peito.

– O que você quer? – perguntou ácida assim que me aproximei.

– Eu te levo em casa.

– Hein?

– Tsc, Sakura. Minha casa é na mesma direção que a sua – Não, não era! – eu te deixo na sua e vou para a minha.

– Vá por outro caminho, porque você não vai junto comigo – disse virando-se de costas.

Droga, essa era minha chance de consegui algumas respostas e não podia perder a oportunidade. Mas o que eu faria afinal?

Ignorei a fala dela e continuei andando ao lado dela.

– O que você está fazendo? – disse parando me encarando.

– Vou te acompanhar até a sua casa, queira você ou não.

– Sem rodeios Sasuke. Porque você está fazendo isso? Você nunca faz nada sem um motivo. O que você quer?

Aproximei-me dela e peguei seu queixo com o meu indicador e polegar direito e levantei na minha direção. Nossos rostos estavam bem próximos, tão próximos que sentíamos a respiração calma do outro em nossa pele. Ela franziu o cenho, mas meu toque não abalou sua estrutura firme.

– Deixe-me acompanha-la e você descobrirá por si só o que eu quero – sussurrei com a voz rouca que as mulheres intitulavam de sexy e se entregavam a mim sem precisar de mais nada. Sakura porém...

– Tsc, mas que cantada barata de mal gosto eu hein – ela disse tirando com um tapa minha mão de seu queixo e caminhou novamente me deixando para trás.

Ela me dispensou? A Sakura me dispensou? A Haruno Sakura me dispensou?

Ok, agora era pessoal!

– A noite é perigosa para uma mulher indefesa – disse seguindo-a.

– Número um, eu sei me defender Sasuke e dois – disse parando de frente para mim, tão rápido que quase não deu tempo de parar antes que nos esbarrássemos – pensei que nenhuma alma caridosa iria me querer Sasuke – disse com uma voz sexy e um sorriso debochado.

Era a minha vez de ignorá-la. Passei direto não dando bola para a tentativa de provocação dela. Parei alguns passos mais a frente e perguntei por cima do ombro:

– Você não vem? Estar ficando tarde não acha? Sua filha vai ficar preocupada.

– Você não vai desisti mesmo, não é? – comentou aproximando-se de mim.

– Não, eu não vou.

Ela bufou e continuou caminhando calada ao meu lado.

Seguimos assim, em direção a casa da Haruno.

Essa era a minha chance de descobrir mais sobre ela, mas mal sabia como aquele mero ato de deixa-la em casa, me traria tantas lembranças do passado de volta a minha mente.

Continua...

Notas finais
Mereço reviews? Opa! Sasuke metido a galanteador barato e Sakura o dispensando legal. Só acho que esses dois juntos vai ser uma confusão oh! O que será que Sasuke se lembrará no próximo capítulo? Sim, sim, teremos um flash back no próximo e esse será o primeiro de vários durante a fic! :D Boa noite pessoal e quero reviews hein! bjokas adoro vocês!