Notas iniciais
Oi gente ^^ Eu sei, eu sei, to atrasada né! Y.Y Perdão gente. Eu iria postar ontem a noite só que não consegui terminar a tempo porque meus pais me pediram para acompanhá-los em uma confraternização empresarial que todos os anos participamos. Eles me disseram que voltaríamos cedo, só que na festa anunciaram que iriam transmitir a luta do Lyoto (do UFC combate) aí já viu né, o cedo virou 3h da manhã. Eu fiquei com muita raiva, fiquei até 3h esperando para assistir a primeira luta de UFC da minha vida e a luta não dura nem 30 segundos, NEM 30 SEGUNDOS CARA! Enfim, fui dormir 4h e acordei 14h assustada porque eu não sou de acordar tarde. Depois de comer me arrumar e tudo vim terminar o capítulo de ontem que ficou enorme. Foi pedido pelos comentários que eu postasse capítulo extenso e como eu sou serva de vocês aqui está! kkkk eu levo mais tempo escrevendo é claro, mas é também para compensar meu atraso esse capítulo! Sobre a fic... Queria agradecer aos lindos comentários que a fic recebeu capítulo passado que foram vários ^^ Favoritações e agradecer especialmente a recomendação que a fic recebeu! Sim, sim, sim, gente a fic recebeu uma recomendação linda da Wrull-chan (Wrull)! WRULLLLLL-CHAAANNNNNN! Obrigada sua linda! A recomendação é fofa demais e você sabe recomendar sim! E resumiu bem nossos sentimentos perante o Sasuke: "A narração da fic sendo feita pelo Sasuke faz com que nós, caros leitores, vejamos o quanto ele é bom em mentir para si mesmo dizendo não ligar para nada nem ninguém. lol" Amei esse trecho kkkk A Wrull-chan é uma pessoa maravilhosa que chegou recentemente nos comentários de uma one-shot minha, mas já chegou com tudo e sempre é atenciosa comigo comentando e agora me acompanhando nessa fic ^^ Obrigada Wrull-chan pela recomendação novamente e esse capítulo é dedicado a você! Divirtam-se com Espinhos e Pétalas...

– Teme, eu sei que toda sexta-feira à noite nós saímos juntos, só que a Hinata me pediu para não sair hoje. Ela disse que Bolt reclamou que eu estava muito ausente – comentou Naruto baixando o olhar – preciso passar mais tempo com os meus filhos – suspirou.

– Hn.

– Hn? É só isso que você tem para me dizer? – recomeçou exaltando-se no tom da voz – Eu agradeceria se você usasse expressões com significados.

– Baka.

– Eu desisto de te entender.

– O que você quer que eu diga? – falei olhando para frente. Caminhávamos pelas ruas comerciais de Konoha. As ruas estavam cheias, mas ainda era possível caminhar por elas tranquilamente – Você sabe a minha opinião sobre tal fato.

– Olha Sasuke. Só porque você não gosta da ideia de ter responsabilidades como pai de família, não quer dizer que eu também não tenha que gostar, muito pelo contrário, eu amo a minha família, minha mulher e meus filhos, nunca me arrependi da decisão de constituí-la. No dia que você constituir a sua, você irá entender.

– Então eu nunca entenderei.

– Baka.

Rir de canto. Aquele loiro sempre se irritava com a minha indiferença com o assunto.

– Você pode ir também – comunicou-me.

Virei meu rosto para ele e suspendi uma sobrancelha em um claro recado do tipo “Está de brincadeira comigo, não é?”. Ele só poderia estar louco, ele sabia muito bem que eu não tenho paciência para aturar momentos familiares clichês. Eu não trocaria minha noite de sexta em algum bordel de Konoha para aturar a família dele. Por mais que eu não goste do fato dele ter ido por aquele caminho, eu “respeitava” as decisões dele, mas por favor não tente me arrastar junto para o buraco que você mesmo cavou.

O loiro bufou da minha expressão. Erámos amigos a muito tempo. Apenas com um olhar entendíamos o que o outro estava pensando no momento.

– Esquece – murmurou.

– Ainda bem que você sabe – falei sarcástico – Afinal, para onde você está me arrastando mesmo?

– Vamos buscar o Bolt na Academia e...

– Como é que é? – parei de andar e encarei o loiro com um olhar assassino.

– Deixa eu terminar de falar primeiro? – bufei e ele continuou – Eu pensei que como eu não poderia sair com você mais tarde, nós poderíamos pelo menos comer no Ichiraku Ramen, já que ainda é muito cedo para você ir para algum bar e eu ir para casa.

– Pensei que a Hinata estava organizando um jantar – voltei a caminhar ao lado dele.

– E é.

– E você vai comer antes de ir para o jantar que a sua mulher está fazendo.

– Mais ou menos isso, – falou envergonhado – mas também é uma oportunidade de sair com o Bolt.

– Isso não me agrada muito.

– Ele é o seu afilhado, Teme.

– Nem me lembre disso.

Naruto bufou e paramos de andar. Havíamos chegado a Academia, muitos pais de alunos estavam saindo com seus filhos menores, outros já crescidos iam embora sozinho. O filho de Naruto era do primeiro ano da Academia, fazia poucos meses que haviam iniciado as aulas dele. Hinata sempre ia busca-lo, as vezes Naruto, não só por ele ser muito novo, mas para prevenir que ele não provocasse nenhuma travessura no meio do caminho para casa.

O monstrinho loiro. Opa. Quer dizer, o pequeno loiro veio caminhando na nossa direção com suas tradicionais roupas pretas, mas ele ainda não nos tinha visto. Ele estava entretido em uma conversa com uma menininha de cabelos rosas.

Pera lá, rosas?

Aquela era a filha da Sakura?

– O que a Mina está fazendo aqui, Naruto?

Ele estava com um sorriso idiota enorme admirando a cena e não prestou atenção ao que eu havia dito. Dei um soco no ombro esquerdo dele.

– Ai, Teme. Essa doeu.

– Responde.

– A filha da Sakura já estar com idade para estudar, não achas?

– Não sabia que ela estava estudando aqui – voltei meu olhar para as crianças, que agora nos encaravam surpresas.

– Papai – gritou o loiro escandaloso se jogando nos braços de Naruto que retribuía o abraço.

Revirei os olhos para a cena e vi Mina se aproximar mais contida da gente com um pequeno sorriso nos lábios. Ela usava um vestido de alça rosa claro com uma jaqueta vermelha por cima, sandálias pretas, uma boina colegial vermelha na cabeça e carregava uma mochila preta nas costas.

– Oi tio Naruto, tio Sasuke – nos cumprimentou.

Ela ia mesmo continuar me chamando de tio?

– Oi Mina – respondeu Naruto afagando o topo da cabeça da menina enquanto segurava Bolt no colo com seu braço direito.

– Hn. – respondi e ela me encarou confusa.

– Não se preocupe – comentou rindo o loiro pai – é a forma dele de dizer oi.

– Tudo bem, então – murmurou sorrindo.

– Porque vocês estão aqui? – perguntou Bolt descendo do colo do pai parando ao lado de Mina.

– Viemos buscar você para irmos comer no Ichiraku Ramen.

– ICHIRAKU RAMEN!!!! – gritou o garoto escandaloso. Revirei os olhos. Realmente ele era filho de Naruto, se não fosse pelos olhos azuis mais claros que o de Naruto, contribuição genética de Hinata, eu diria que o Bolt herdou o X e o Y do Naruto.

– Isso aí – concordou rindo o pai.

– Bom, então acho melhor eu ir indo – comentou a menina se afastando discretamente.

– Cadê a sua mãe? – perguntou o Naruto procurando pela Sakura – Ela não vem te buscar?

– Não. Ela está trabalhando.

– Então porque você não vem com a gente? Ai depois nós te deixamos em casa.

Levantei uma sobrancelha para o Naruto. “Viramos uma creche agora?”. Ele bufou me ignorando.

– É Mina-chan. Vem com a gente. Vai ser legal – estimulou Bolt.

– Eu não sei se a minha mãe vai gostar que eu saia sem ela saber.

– Relaxa. Ela não vai brigar, não. Você vai estar com a gente e digo mais, Sakura-chan sempre ia comer com a gente no Ichiraku Ramen quando erámos mais novos – comentou Naruto.

– Sério? – perguntou interessada.

– Sim.

– Então acho que tudo bem eu ir – sorriu largamente.

Os loiros sorriram e eu apenas revirei os olhos. “Sério mesmo que eu teria que aturar duas crianças em plena sexta-feira que era o dia que eu relaxava a noite?”. Minha noite teria que valer muito a pena depois daquilo. Pediria pelo menos duas garotas de programa no bordel para poder relaxar depois daquela tortura.

Caminhávamos silenciosamente pelas ruas de Konoha rumo ao Ichiraku com as crianças alguns poucos passos a nossa frente, até que Mina perguntou nos olhando por cima do ombro:

– O que é um Ichiraku Ramen, tio Naruto?

– É o melhor restaurante de ramen que existe no mundo, Mina-chan – respondeu o menino antes que o pai respondesse.

– E... – começou incerta, pude vê-la corar um pouco antes de continuar o que queria dizer – o que é ramen?

– O QUÊ??? – gritaram pai e filho ao mesmo tempo parando de caminhar.

– Falei alguma coisa errada, tio Sasuke? – me olhou preocupada corando ainda mais pela reação dos dois loiros que a olhavam como se ela não fosse daquele mundo. Ri de canto antes de responder:

– Não ligue para esses dois – abanei com a mão em indiferença – são dois idiotas.

– TEMEEEE – esbravejou Naruto levantando o punho em desafio.

– Não disse? – ironizei com as mãos para cima em indiferença olhando para Mina.

– Vocês são engraçados – comentou a menina tentando conter um riso.

Naruto sorriu e coçou a cabeça com a sua mão enfaixada. Eu apenas dei de ombros.

– Aliás, ramen é uma sopa – falei por fim.

– O QUE VOCÊ DISSE TEME? – perguntou com raiva Naruto apontando um dedo acusador para mim, Bolt estava quase chorando como se o que eu tinha acabado de dizer fosse uma ofensa para ele.

– Estou errado? – voltei a caminhar e Mina continuou andando ao meu lado, logo atrás de nós dois, os outros nos seguiram.

– Não fale mentiras para essa criança, Sasuke.

– Que mentira eu disse?

– Nunca diga que ramen é uma sopa. Não a rebaixe a uma mera sopa. Ela é muito mais do que isso. Ela é perfeita, deveria ser considerada uma das sete maravilhas do mundo ninja e... – Naruto continuou o seu monólogo de devoção ao ramen e eu ignorei o que ele dizia balançando minha mão no ar com indiferença, enquanto que Bolt balançava concordando com a cabeça com tudo o que seu pai idiota dizia.

– Blá blá blá – murmurei pensando que ninguém me ouvia, mas uma risada infantil contida do meu lado esquerdo me disse que eu havia sido escutado. Olhei para Mina com a testa franzida. Percebendo que eu a olhava, ela me encarou de volta e sorriu abertamente para mim – qual o problema?

– Você é engraçado, tio Sasuke – falou rapidamente antes de voltar sua atenção para o caminho a nossa frente – onde é esse tal de Ichiraku Ramen, tio Sasuke?

Continuei encarando surpreso pelo que ela havia dito antes para mim. Percebendo que eu não tinha a respondido, ela me encarou e eu desviei o olhar dizendo indiferente com os braços cruzados:

– É bem ali – apontei, estávamos bem próximos.

Ela assentiu e entramos na barraca. Sentei no banco da esquerda, Mina a minha direita, Bolt ao seu lado e por último Naruto ao lado do filho.

– Tio Teuchi, Ayame – cumprimentou sorridente o Naruto, o qual foi recebido com calorosos sorrisos dos dois.

Não demorou muito para a atenção de Teuchi e Ayame recaírem sobre Mina. Eles arregalaram os olhos ao verem os cabelos rosas da menina.

– Co-como? – gaguejava Ayame.

– Ah! Essa é a filha da Sakura-chan – explicou sorridente o loiro pai.

– SAKURA!? – os dois gritaram surpresos.

– Sim, ela mesma.

– Mas, o que ela está fazendo aqui? Sakura está passando férias em Konoha?

– Eu e minha mãe estamos morando aqui agora – respondeu Mina que parecia um pouco desconfortável com os olhares que seu cabelo rosa recebia descaradamente.

– Mas ela não tinha se casado com um shinobi de outra vila? – perguntou Ayame.

– Meu pai morreu – murmurou Mina.

Os dois se calaram e a olharam com pena.

– Eu sinto muito – Teuchi afagou o topo da cabeça da menina.

– Tudo bem – disse sem graça.

– Você me lembra muito a sua mãe – disse o senhor.

– Todo mundo fala isso – comentou corando.

– Ah! Vendo vocês aí, é tão nostálgico. Isso me lembra da época que aqueles três genins com o seu sensei sempre vinham comer depois de uma missão em meu humilde estabelecimento – gargalhou com a lembrança e mãos na cintura.

– Que genins? Que sensei? – perguntou confusa.

– Quem mais? Naruto, Sakura, Sasuke e Kakashi, é claro. Sua mãe nunca contou que ela vivia vindo aqui?

– Ela nunca foi de falar muito do passado dela comigo – comentou tímida.

Todos, até mesmo eu, viramos em direção da menina e a encaramos em silêncio até o Naruto interromper gritando:

– Não seja por isso eu conto!

Fizemos os nossos pedidos e enquanto esperávamos, Naruto contava todas as nossas histórias, nossos feitos, principalmente as partes que envolviam a Sakura.

Fiquei observando a menina. Ela não desgrudava os seus olhos sérios do loiro, escutava tudo atentamente. Era como se tentasse entender cada detalhe, absorver cada situação.

Ela realmente não sabia nada daquilo, não sabia nada sobre nós ou sobre o passado de sua mãe.

Quem ela pensava que era a mãe dela afinal?

Era estranho pensar naquilo, mas era a verdade. Enquanto eu conhecia a Sakura do passado, Mina conhecia a do presente. Não tínhamos conhecimentos do outro tempo que não participamos, mas estávamos dispostos a descobrir.

Bem vinda ao meu mundo, Mina, pensei com um sorriso de canto no rosto.

O momento “Contos do Passado por Uzumaki Naruto” terminou assim que nossos pedidos chegaram. Naruto e seu filho comiam com voracidade, como se aquela fosse a última refeição da vida deles. Mina pelo contrário apenas encarava o seu ramen sem nenhuma reação.

– Não vai comer? – perguntei pegando meus hashis.

– A-ah! Sim, eu vou sim – disse rapidamente despertando-se de seu torpor momentâneo.

Ela pegou os hashis e com eles pegou um pouco de macarrão rumo a sua boca.

– Pare! – disse impedindo a passagem de seu hashis com os meus. Ela me olhou sem entender. Bufei – Está quente, não percebeu? – ela olhou para o macarrão fumegante suspenso e corou – A única coisa que vai consegui com o seu ato é se queimar.

– Desculpa – murmurou envergonhada por não perceber que o ramen estava quente – é que esses dois – apontou para os loiros que devoravam seus ramen sem pudores – estão comendo tão rápidos que nem parece estar quente.

Suspirei.

– Ignore o Naruto e o Bolt – comentei virando-me para o meu ramen – Naruto passou a vida inteira comendo ramen, seu organismo deve ter uma tolerância a esse prato que ele repassou de maneira genética pro clone dele mirim – entortei o nariz e Mina riu – ou ele só é um baka que não percebe a temperatura das coisas – dei de ombros colocando um pouco de macarrão na boca. Mina começou a rir mais alto, mas tentava se conter colocando as mãos na boca.

Engoli a comida que estava na boca e a encarei, Naruto também notou a risada e me encarou sorrindo e ergueu o dedo em sinal positivo para a minha atitude. Franzi o cenho para atitude dele.

Ele estava achando que eu estava tentando ser sociável com a menina? Eu só disse a verdade, que ele era um baka.

Ele nem deve ter escutado essa parte se não estaria tentando me bater com os hashis. Não demorou muito para ele retornar sua atenção para o ramen.

– Você não vai comer não? – perguntei indiferente para a garota – Se não comer vai esfriar. Ramen não se come frio.

Ela assentiu e começou a comer de forma direita. Comemos em silêncio os nossos ramen, só ouvíamos Naruto e Bolt pedindo mais ramen.

Assim que nós dois terminamos e esperávamos os dois loiros terminarem seu terceiro prato, percebi que Mina olhava para um canto fora da barraca entre nós dois com um olhar perdido em pensamentos.

Olhei para onde ela olhava e vi um pai com um menino no colo fazendo brincadeiras com a criança de aparentes três anos.

Entendi na hora o que ela estava pensando. Estava pensando em seu pai morto. Eu sabia o que era aquilo, já havia passado por aquilo.

Logo depois que eu perdi meus pais sempre olhava as outras crianças com os seus pais e me perguntava porque aquilo havia acontecido comigo, porque logo comigo.

Mas Mina não era igual a mim, diferente de mim ela não havia perdido tudo, ela ainda tinha a sua mãe, eu não tinha ninguém.

– Eu quero mais um, tio Teuchi – gritou Bolt tirando-nos de nossos pensamentos.

– Nem pensar Bolt – falou Naruto.

– Mas eu ainda estou com fome, papai.

– Sua mãe está preparando o jantar em casa, nem deveríamos estar aqui.

– Mas a minha fome é de ramen – choramingou.

– Outro dia a gente volta – prometeu afagando os cabelos do menino.

– Juntos? – perguntou esperançoso.

– Juntos. – concluiu Naruto fazendo o garoto ficar sorridente e esquecer de sua birra.

Pelo visto Naruto teria que abdicar de mais uma sexta comigo para ficar com o filho. Suspirei.

Pagamos a nossa comida e nos dirigimos para a casa da rosada filha. Ela estava preocupada porque já estava anoitecendo e sua mãe deveria está chegando em casa, enquanto que ela ainda não tinha chegado e já deveria ter.

Mas assim que chegamos na casa dela, Sakura de maneira estranha ainda não tinha chegado. Concluímos que ela deveria ainda estar no hospital.

Nos despedimos indo cada um para o seu lado. Mina entrou no apartamento, Naruto e Bolt foram para sua casa, sendo que esse último caminhava alegre contado sobre o seu dia e eu caminhei sozinho com as mãos nos bolsos em direção a um bordel.

***

Estava sentado em uma das cadeiras encostadas no balcão do bar do bordel. Uma prostituta de cabelos castanhos estava sentada sobre as minhas pernas com seu braço esquerdo sobre meus ombros, outra, essa morena, sentava-se no banco do meu lado esquerdo. Ambas com roupas curtas e justas que exibiam seus corpos cheios de curvas.

Quanto tempo eu estava ali?

Não sei. Isso não me importa, só sabia que já estava no meu quarto drink, mas ainda não sentia o efeito agradável em meu organismo. Anos bebendo daquele líquido maldito fez com o que meu corpo aderisse resistência, forçando-me a ter que ingerir altas doses para que fizesse efeito. O efeito do esquecimento. Esquecimento dos problemas. Esquecimento da minha maldita vida sem significado.

Quem sabe se ainda tivesse como objetivo de vida ser um vingador, minha vida seria mais interessante.

Droga, não deveria ter matado Itachi tão cedo!

Quem sabe com ele ainda vivo o que eu estaria fazendo.

Virava sem pudores mais um drink durante esse pensamento, enquanto que as mulheres acariciavam meus braços e costa, ao mesmo tempo que beijavam meu pescoço. Logo aquelas carícias se tornariam mais intensas quando subíssemos para um dos quartos no andar superior.

– Mais um – pedi ao barman.

Ele virava a garrafa de sakê sobre o meu copo, quando um burburinho se iniciou no local. Aquele era o melhor bordel nas periferias de Konoha, muitos dos meus subordinados da ANBU frequentavam aquele local.

Alguns assovios encheram o local. Ignorei aquilo. Alguma prostituta deveria estar tirando a roupa no palco e aqueles homens estariam curtindo o show.

Não ligo para isso. Se eu quisesse, teria um strip this particular, como já havia tido. Nada que o dinheiro não possa pagar e isso não me faltava.

O burburinho aumentou e eu só virei para ver o que era quando a morena perguntou:

– Quem é ela?

Assim que olhei, não acreditei no que via.

– Sakura? – murmurei.

Sim, era Sakura na porta do estabelecimento conversando com a dona, a Senhora Tsuchi.

A mais velha apontou na minha direção e meus olhos se encontraram com as da rosada muito mal humorados.

Sem dizer mais nada ela caminhou na minha direção sem desviar o olhar.

– Princesa, me dar uma chance e eu te levo pro céu – dizia um bêbado.

– Que coisa mais linda – disse outro.

– Oh lá em casa – dizia o terceiro.

Outras cantadas surgiram, mas ela ignorava. Sabia como aquilo ia terminar, me levantei rapidamente não me importando de derrubar a prostituta que antes estava no meu colo. Ela resmungou algo assim que caiu no chão mas eu não liguei, minha atenção estava no que estava prestes a acontecer.

– Larga ela – vociferei alto assim que um subordinado bêbado pertencente a ANBU agarrou o pulso esquerdo desnudo de Sakura, entre as folhas que ela segurava na mão e o jaleco pendurado no mesmo braço.

Todos do estabelecimento se calaram e se voltaram para a cena.

Sakura franziu o cenho para mim.

– Calma aí chefe, eu só quero me divertir com essa princesa linda aqui. Ou você vai querer revogar a melhor prostituta da noite para você? – perguntou completamente bêbado enrolando a fala, direcionando sorriso e olhares maliciosos para a Sakura.

Eu peguei a alça da minha katana pronto para desembainhar, mas Sakura foi mais rápida. Com o punho direito coberto de chakra, ela deferiu um golpe tão forte na bochecha esquerda do cara que fez com o bêbado caísse desacordado com um dente voando pelo estabelecimento.

– O próximo engraçadinho que sequer tentar tocar em mim, vai perder bem mais que um dente – gritou completamente com raiva para todo o estabelecimento ouvir ameaçando a todos com o seu punho exalando chakra.

Os homens e as prostitutas apenas concordavam com a cabeça em completo silêncio.

– O que você está fazendo aqui? Ficou louca? – perguntei sussurrando.

– Vim falar com você. Preciso que você assine um documento para mim.

– É tão urgente assim?

Ela não respondeu e eu suspirei com aquilo. Se não fosse tão urgente assim ela não teria se colocado naquele lugar, não é? Era visível pelo seu olhar que ela não queria está ali e não estava gostando nada do que via.

– Vamos sair daqui – falei me direcionando para a saída do estabelecimento com ela logo atrás de mim.

Enquanto passávamos pela dona do estabelecimento percebi que ela sorria de canto para Sakura. Pelo que eu conhecia daquela senhora, aquele raro sorriso de se ver era porque ela gostou do que viu, melhor dizendo, gostou da atitude de Sakura.

– Onde nós podemos conversar? – perguntou ela assim que estávamos na frente do borde iluminado por letreiros de neon.

Aquela região era cheia de bordéis e bares decrépitos. Ruas e becos mal iluminados de chão batido eram cheias do pior gênero de pessoas. Bandidos, traficantes de pergaminhos proibidos, prostitutas, bêbados e mercadores ilegais preenchiam aquelas vielas.

– Apenas me siga e fique próxima a mim – resmunguei entrando em um beco ao lado do bordel com Sakura ao meu lado – fico até impressionado de você ter chegado ilesa até aqui.

Ela bufou.

– Se você soubesse com quantos bêbados e bares lotados eu tive que lidar antes daquele último lá, aí sim você ficaria surpreso – comentou de mal humor e eu apenas levantei uma sobrancelha encarando ela, mas ela não me retribuiu o olhar, continuava a olhar para o beco escuro que caminhávamos. A iluminação precária não deixava que enxergássemos mais que três metros a nossa frente, mas o barulho de gemidos e corpos se chocando nos informavam que não estávamos sozinhos naquele local.

Logo o casal entrou no nosso campo de visão encostados na parede a nossa direita. A mulher, ou melhor dizendo, prostituta, estava com as penas cruzadas em torno da cintura do homem, claramente bêbado, sem camisa que chupava com voracidade o pescoço da mulher enquanto percorria com as mãos sem pudores o corpo da mesma, principalmente na região dos seios, arrancando altos grunhidos e pedidos de mais forte da mulher que arranhava as costas do homem com suas enormes unhas. Eu sabia que logo aqueles dois estariam transando naquele beco, aquela cena era bem comum naquele lugar.

Sakura entortou o nariz para a cena e virou o rosto para o lado oposto assim que passamos ao lado dos dois que não nos notaram.

Eu sorri de canto com a atitude dela, até parece que ela nunca havia feito aquilo na vida. Quem não se lembra do dia do aniversário dela de 18 anos quando nos saboreamos no beco ao lado da casa dos pais dela!? Quem sabe onde teríamos terminado se eu não tivesse parado.

– Bem vinda ao submundo dos prazeres mundanos – provoquei sussurrando em seu ouvido. Ela apenas me fuzilou com o olhar e desviou sua atenção de mim.

Dobrei para a direita e paramos em um beco sem saída, somente iluminado pela luz da lua. Era isolado e estávamos sozinhos, ninguém nos interferiria ali ou nos escutaria.

– Como me encontrou?

– Naruto. Ele me disse onde você estava e quis me trazer, só que eu disse que viria sozinha.

Assenti.

– Sobre o que é o documento? – encostei na parede da esquerda com as mãos no bolso com ela na minha frente próxima a outra parede.

– Sobre o seu filho – respondeu prontamente.

– Como? – perguntei levantando uma sobrancelha.

– Sei muito bem que você entendeu perfeitamente o que eu disse Sasuke – falou ácida após bufar – é sobre o tratamento dele. Preciso que você assine – me estendeu os papeis que ignorei ficando estático em minha posição fuzilando a Sakura com o meu olhar.

– Resolva isso com a Karin, eu não tenho nada a ver com essa criança, não ligo para ela – seu olhar ficou duro e ela apertou com força o documento – perdeu seu tempo vindo aqui – me desencostei da parede pronto para ir embora – e só está atrapalhando o meu.

– Ah claro! Estou estragando sua maravilhosa noite de sexo selvagem com aquelas duas prostitutas – ironizou ácida entredentes – se esse é o problema relaxe. Elas só estão fazendo aquilo por dinheiro mesmo, não ligam se você faz uma pausa ou não para discutir sobre o seu filho. Pagando um bom dinheiro e elas vão passar a noite inteira chupando o seu membro sem nem se importar com quem você ou o que faz da vida. – gritou – Então para de ser o egoísta maldito que gasta o dinheiro dos seus pais por um segundo para assinar essa porcaria de documento, aí eu vou embora e você volta para aquele bordel de quinta.

– Já disse! Resolva isso com a...

– Ela já assinou – disse apontando para a assinatura de Karin no documento – eu fui buscar a assinatura na casa dela e ela assinou – ergui as sobrancelhas para aquela informação. Karin odeia a Sakura, não assinaria nem a receberia em casa tão facilmente – o problema que os dois tem a guarda da criança. Está na lei. Agora eu preciso da assinatura dos dois para poder fazer o tratamento dele.

– Desde quando se importa com ele?

– Sasuke, você deveria saber muito bem que eu sempre ajudei os outros. Nunca liguei para quem quer que fosse a pessoa, mesmo que os pais da criança não sejam do meu agrado. Ele precisa e só eu posso ajudá-lo. Você me conhece...

– Não! Eu não te conheço! – gritei – Eu não conheço você, não conheço essa Sakura, não conheço essa pessoa que está na minha frente. – empurrei ela contra a parede, espalmei minhas mãos ao lado de seu rosto e a encarei nos olhos, tão próximo que nossas respirações quentes se misturavam. Continuei em um sussurro – Você não é a Sakura que eu conheço. – ela permaneceu calada me fuzilando com ódio – A Sakura que eu conheço – iniciei aproximando minha boca de seu ouvido direito – me chamava de Sasuke-kun – beijei levemente a sua orelha – se arrepiava toda vez quando eu encostava nela – mordi o lobo inferior de sua orelha – e faria qualquer coisa por mim, até mesmo cuidar de um filho meu com outra mulher. É por isso que você está fazendo isso, Sakura? Por mim? – beijei rindo seu pescoço – Responda – exigir.

– Por quem mais seria? – respondeu melosa passando a mão direita pela minha costa fazendo-me rir de satisfação – Se eu nem sabia da existência daquela criança até você me contar ontem sobre ela.

– Sabia. Mas você não precisava se dar todo esse trabalho. Se você me queria era só me dizer – rir pelo nariz uma última vez antes de chupar o pescoço desnudo dela.

Segurei a cabeça dela com a minha mão direita e com a esquerda deslizei sobre o seu corpo até parar em seu quadril pressionando-a na parede de cimento irregular.

– Sasuke – ela gemeu dando mais espaço para saborear seu pescoço cheiroso e alvo.

Rir pelo nariz mordendo sensualmente a orelha dela pronto para avançar para a sua boca, mas...

– Aaaiiiii... – gritei caindo de joelhos no chão cobrindo a minha virilha. Sakura havia me acertado com o joelho naquela região.

– Baka – disse enquanto pegava com sua mão livre o meu pescoço e com força me pressionava sobre a parede atrás de mim, com tanta força que me sufocava e abria fissuras na parede – achou mesmo que eu estava dando mole para você. Só um baka mesmo para acreditar nessa ilusão. Realmente Sasuke, você não me conhece e nunca me conheceu de verdade. Para você eu era só aquela garota idiota que era afim de você, mas eu te digo uma coisa, eu sou bem mais do que isso e aquela parte que você conhecia morreu a tempos – comentou ácida entredentes – e nunca que ela se apaixonaria pelo perdedor que você se tornou. Olhe só para você, Sasuke. Devido ao álcool no seu organismo você está mais lento que nem conseguiu se defender do meu ataque.

– Porque você me golpeou? – falei com raiva assim que tirei sua mão do meu pescoço com um golpe rápido, aguentando a dor na minha virilha.

– Eu avisei que o próximo que tocasse em mim iria perder bem mais que um dente.

– Agora mesmo que eu não assino a porcaria do documento – apertei o seu punho – afinal eu não sirvo para ser pai, não é mesmo Sakura?

Ela me olhou confusa por um tempo só que depois compreendeu o que eu dizia.

– Não acredito que você está de birra pelo que eu disse para você ontem – não respondi, apenas a encarei. Ela riu histericamente antes de encostar sua boca de minha orelha direita e sussurrar sensualmente – assina o documento aí eu repenso nas minhas palavras. Prove para mim que você é homem de verdade e quem sabe mude minha visão sobre você como pai de família. Sua atual reação só me prova o contrário.

– Como se eu me importasse com o que você pensa de mim! – bufei e ela suspirou – Me der alguma coisa em troca, aí sim eu assino o documento – provoquei.

– O que você quer?

Envolvi sua cintura com o meu braço direito aproximando nossos corpos em um golpe rápido e sussurrei:

– Você sabe o que eu quero.

Ah, caro leitor! Eu deveria estar completamente bêbado, o álcool deveria está fazendo seu efeito, pois só isso justificaria minha ação de agarrá-la e provoca-la depois de receber um golpe baixo de Sakura.

Ela suspirou e empurrou meus ombros afastando-nos alguns passos. Eu rir e ela apenas me fuzilou com o olhar.

– Pois vai ficar querendo – disse virando-se de costas caminhando em direção à saída do beco.

– Desistiu da assinatura?

– Você vai assinar? – falou virando-se para mim.

– Vou ganhar alguma coisa em troca?

– Não.

Suspirei fechando os olhos.

– Então me diga porque você está fazendo isso?

– Eu já disse.

– Você mal o conhece.

– Tenho certeza que o conheço bem mais do que você. Se o conhecesse de verdade veria o filho maravilhoso que tem e não seria esse sacana que é com ele.

– Como o conheceu?

– No hospital, ele quebrou o braço na Academia enquanto brincava com Mina e Bolt escondido dos professores – arregalei um pouco os olhos. Mina era amiga de Nisuke? – é, aqueles três são amigos – falou como se compreendesse meus pensamentos.

Cruzei os braços e suspirei antes de dizer:

– Me dar logo o papel e a caneta.

Surpresa ela me deu, enquanto assinava indaguei:

– Posso fazer mais uma pergunta?

– Como se eu dissesse não te impediria de perguntar – bufou.

Rir de canto.

– Como conseguiu a assinatura da Karin? – perguntei apontando para a assinatura dela depois que assinei o documento.

– Ameacei. Disse que ela assinaria o documento nem que fosse com o próprio sangue.

Gargalhei pensando na cena.

– Quer saber como eu consegui a sua? – falou melosa provocando.

– Do que você está falando? – perguntei confuso.

– Você não gosta de terminar uma conversa sendo contrariado. A última decisão tem que ser a sua – comentou rindo pegando o documento e virando-se de costas, apenas a encarei incrédulo.

Aquilo tudo foi armado? Ela sabia que se eu fosse contrariado eu iria ceder no final?

– Relaxe Sasuke – falou enquanto caminhava sem me olhar – se depender de mim a gente nem precisa se ver mais, já pode voltar para o bordel. Aquelas duas devem estar te esperando – ela me olhou por cima do ombro com um sorriso irônico antes de virar a esquina.

– Engano seu Sakura – sussurrei sorrindo de canto com os braços cruzados apoiando-me na parede olhando o caminho que ela havia passado – nós ainda nos veremos muitas vezes.

Segui depois de um tempo para a saída do beco com as mãos no bolso. O casal não estava mais lá, talvez tenham tido consciência e tenham ido para algum local entre quatro paredes.

Assim que cheguei na rua do bordel consegui avistar a silhueta de Sakura a distância do lado esquerdo, alguns homens a olhavam com olhares pecaminosos, mas logo desviavam os olhares. Tinham medo dela, medo este que se retratava nos bares e mesas destruídos com a marca de sua super força. Apenas sorrir de canto para a cena.

– Então essa é a famosa Haruno Sakura? – perguntou uma voz de mulher idosa. Virei meu olhar para a direita e a Senhora Tsuchi se encontrava encostada na parede ao meu lado com um copo de sakê na mão direita e um cigarro acesso na esquerda, suas roupas curtas e justas mostravam seu corpo cuidado apesar de desgastado pelo tempo – Gostei dela. São poucas mulheres com personalidade existentes hoje em dia que impõem sua voz até mesmo em um bordel cheio de bêbados – comentou sorrindo olhando a garota se distanciando, depois voltou seu olhar para mim e sorriu mais abertamente antes de continuar – muito menos que tiram um sorriso de canto de um Uchiha.

– Hn. – falei fechando a cara.

– Mas sabe, Sasuke – tomou um gole de sakê antes de continuar falando ignorando meu mal humor – Até o espinho mais afiado e perigoso esconde a pétala mais delicada.

– O que você quer dizer com isso?

– Você me entendeu.

Sim, eu havia entendido. Ela queria dizer que até as pessoas que se escondiam atrás de seus “escudos” mostrando frieza com os outros tinham corações, eram bons por dentro.

– Você está dizendo que Sakura não é o que parece?

– Não só ela, mas você também.

Rir sem humor.

– Minha pétala deve ter murchado a anos então. – comentei irônico – Ora, Senhora Tsuchi, você me conhece, sabe que eu não tenho mais jeito, que eu sou assim.

– Quem sabe a sua pétala não seja como a fênix que ressurge das cinzas – comentou desencostando-se da parede – só precisa de um estímulo – andou até a porta do estabelecimento mas parou antes de entrar olhando para mim – é para manter o programa com as duas garotas e o quarto reservado?

Suspirei. Não estava com cabeça para aquilo. Olhei para onde Sakura estava a alguns momentos atrás, mas não a avistei.

– Cancele – sussurrei sem olhá-la. Sem me despedi tracei o mesmo caminho que Sakura, só que em direção a minha casa.

Continua...

Notas finais
Agora vocês entenderam o nome estranho do capítulo né! heheheh kkkkkkkk A Sakura foi bater em um bordel atrás do Sasuke para pegar a assinatura. Quem aí pensou nisso hein? Espero que vocês tenham gostado do capítulo gente! Quero saber a opinião de vocês hein! ai ai ai kkkkk Bjokas gente. Tenham uma ótima noite de domingo e até o próximo capítulo ou até os comentários heheheh