Notas iniciais
HO HO HO! Eu não sou Papai Noel mas trouxe presente para vocês ^^ (Nossa! Que fail essa minha frase kkkkk) Feliz Natal gente, aqui está o capítulo de hoje ^^ Quero agradecer a todos os comentários recebidos e sejam bem vindos os novos acompanhamentos ^^ estamos atualmente em mais de 100 acompanhamentos :D Arigato! Divirtam-se...

– DEIXA EU IR, KAKASHI-SENSEI – gritou choramingando Naruto enquanto agarrava-se nas pernas de Kakashi como uma criança birrenta.

Bufei e revirei os olhos com aquela cena.

Estávamos nos portões de saída de Konoha. O sol ainda não havia raiado.

O que estávamos fazendo ali?

Ah caro leitor! Estávamos esperando Sakura para sairmos em nossa primeira missão, apenas eu e ela, somente nós e mais ninguém!

Sorrir de canto pensando em como aquilo terminaria depois daqueles dias que passaríamos fora de Konoha. Com certeza algum de nós dois voltaria com alguns ossos quebrados ou hematomas ou até em forma de cadáver.

Depois que Naruto descobriu sobre a missão veio correndo e compareceu no horário marcado pronto para sair em missão, mas Kakashi não quis permitir porque ele interferiria na minha análise de Sakura, ainda mais para onde estávamos indo...

Iwagakure no Sato.

A vila onde Sakura morava com o seu falecido marido.

Como chegamos a esse ponto?

Ah, caro leitor, para que entendas, temos que retornar um dia antes de nossa atual saída.

– Está atrasada – indaguei assim que avistei ela se aproximando da porta da sala do hokage trajada para o trabalho. Eu estava encostado no parapeito da janela de frente para a sala de Kakashi com as mãos no bolso.

Ela me fuzilou com o olhar antes de proferir:

– Não vim falar com você. Vim porque Kakashi-sensei me chamou – continuou caminhando em direção a porta.

– Correção, ele nos chamou.

Ela congelou com a mão na maçaneta e devagar se virou na minha direção. Analisou-me de cima abaixo procurando algum sinal de brincadeira pelo que eu havia acabado de dizer, mas não encontrou nada.

– Não vai abrir a porta? – perguntei inclinando minha cabeça para o lado direito erguendo uma sobrancelha.

Ela não se moveu, continuou me encarando impassível.

Desencostei-me do parapeito com um sorriso de canto sem tirar as mãos dos bolsos e caminhei em sua direção, parando apenas próxima a ela. Ficamos nos encarando por um tempo enquanto retirava lentamente minha mão direita do bolso, envolvendo com ela a sua esquerda que segurava a maçaneta forçando-a a abrir a porta.

– Damas primeiro – sussurrei fazendo sinal para que ela passasse.

Sakura bufou e revirou os olhos antes de empurrar a porta e entrar na sala do hokage que estava sentado em sua mesa com os cotovelos apoiados na mesa e o queixo em suas mãos unidas.

– Pensei que vocês nunca iriam entrar – comentou sorrindo.

Sakura revirou os olhos para o comentário irônico cruzando os braços assim que parou de andar e eu me posicionei a sua esquerda com as mãos no bolso sorrindo de canto.

– Vamos ao que interessa Kakashi-sensei – iniciou ela – porque você me chamou aqui?

– Nos chamou aqui – corrigi murmurando.

Ela bufou e balançou sua mão esquerda no ar em indiferença ao que eu tinha dito. Kakashi apenas riu da situação antes de começar:

– Tenho uma missão para você, Sakura.

Nós dois arregalamos os nossos olhos para a informação.

– Pensei que só sairia em missão daqui a algum tempo – comentou surpresa exteriorizando o que eu estava pensando, afinal Sakura deveria sair em missão depois que eu a treinasse, eu não sabia que nível ela estava, não sabia se ela poderia entrar em um combate, ela nem sabia que eu tinha que treiná-la. Kakashi ficou louco de jogá-la em uma missão? – eu cheguei quarta passada. Hoje ainda é segunda, não é cedo para eu sair em missão?

Assenti concordando com o que ela dizia.

– Só você pode realizar essa missão – comentou pegando um pedaço de papel – recebi essa carta hoje cedo. Veio direto de Iwagakure no Sato – Sakura arregalou os olhos ao ouvir essa informação – diretamente do Tsuchikage – a rosada empalideceu. Fiquei curioso por saber o porquê da reação dela com aquela informação. Aí tinha história e eu ia descobrir por bem ou por mal.

– E o que a carta diz? – perguntou em um sussurro.

– Ele diz que sua irmã mais nova piorou de estado de saúde esses últimos dias e necessita de sua presença. Você pode me explicar essa história Sakura?

Percebi ela suspirando aliviada antes de responder:

– A irmã mais nova do Tsuchikage tem uma doença rara desde a nascença, o que a impede de fazer atividades pesadas, em geral ela fica em sua casa. Enquanto morava em Iwagakure fiquei responsável pelo tratamento dela e ela tem mostrado melhoras, só que eu tive que vim embora para Konoha, mas deixei profissionais sob minhas ordens para tratá-la com o tratamento que eu aplicava. Parece que isso não adiantou muito. Talvez seja só uma complicação que precisa ser estabilizada.

Kakashi assentiu.

– Entendo. Bom era isso que eu tinha para lhe informar. Você sairá amanhã cedo rumo a Iwagakure no Sato, a viagem deve durar cerca de dois dias para chegar lá, já que não há nenhuma complicação aparente, porém eu tomei a iniciativa de enviar um shinobi para acompanhá-la só para prevenir.

– Hn. E quem seria esse shinobi, sensei? – perguntou receosa me olhando de canto preocupada.

– Sasuke, é claro. Por qual outro motivo chamaria vocês dois juntos aqui?

Ela me olhou, voltou a olhar para o Kakashi, abriu a boca, mas logo a fechou. Desistiu de protestar da decisão, seria inútil contrariar a decisão de um kage. Eu apenas sorrir da situação.

– Tudo bem – resmungou – mas alguma coisa?

– Não, era só isso que eu tinha para informá-la.

– Então eu vou indo. Tenho que voltar para o hospital.

– Tudo bem, pode se retirar.

Ela fez uma referência rápida e quando estava se virando para a porta, sussurrei de forma que só ela ouviria:

– Até amanhã Sakura – provoquei.

Ela bufou e se retirou da sala.

– Eu também vou indo, tenho alguns documentos para analisar na ANBU.

– Sasuke, você sabe o quanto essa missão é importante para conseguir informações sobre a Sakura, não sabe? – assenti concordando – Espero que não a estrague. – ergui uma sobrancelha – Não se faça de desentendido – bufou – vocês estarão sozinhos por vários dias, espero que nada demais aconteça.

– Você está preocupado se eu e a Sakura vamos acabar em um quarto de motel? – perguntei incrédulo, ele não respondeu – Kakashi, você me conhece. Sabe que eu não me envolvo com ninguém durante missões.

– Eu sei Sasuke. Só estou te dando um aviso.

Bufei.

– Não precisa se preocupar. É mais fácil a gente acabar tentando se matar do que terminarmos em uma cama.

– Eu também supus essa possibilidade, – suspirou – mas você sabe que sua missão é protegê-la, não tentar matá-la.

– Eu sei.

– Ótimo. Assim eu fico mais tranquilo. Pode voltar aos seus afazeres, você está liberado.

Assenti e sair da sala.

– DEIXA EU IR!!! – gritou mais uma vez Naruto, os shinobis que ficavam nos portões da vila regulando a entrada e saída cobriam suas bocas contendo o riso. Kakashi apenas suspirou cansado – É a volta do time 7 Kakashi-sensei!

– Não vou mudar a minha opinião – falou suspirando o kage.

Cansado de ver aquela cena deprimente, virei meu rosto em direção à cidade e avistei Sakura se aproximando a distância com sua tradicional blusa vermelha sem mangas com decote, cinto feminino ninja preto na cintura, uma calça preta até abaixo do joelho e uma bolsa branca de lado.

Ela segurava a mão de Mina que usava um vestido azul claro, uma jaqueta preta e uma boina azul escura.

Pelo visto ela gostava de usar boinas, pensei pensando na mania que Sakura tinha de usar seu protetor de testa como tiara. Só após esse pensamento eu prestei atenção que ela utilizava o bendito protetor como antigamente.

Não acreditava no que via. Nem eu que já tinha voltado a oito anos para Konoha não utilizava o meu, só quando era estritamente necessário. Não me sentia confortável utilizando-a, mas Sakura que tinha acabado de voltar a uma semana parecia totalmente confortável.

– A filha dela também vai? – perguntei à Kakashi sem desviar meus olhos de Sakura.

– Não. A menina vai ficar comigo enquanto vocês estiverem fora.

Assenti.

Assim que Sakura chegou onde estávamos e Naruto voltou a compostura, mas ainda muito chateado por não consegui permissão para sair da vila conosco, Kakashi deu nossas últimas instruções antes de nos despedimos.

– Obedeça ao seu padrinho – falou carinhosa enquanto acariciava delicadamente o rosto da menina. Levantei uma sobrancelha para toda aquela delicadeza que surgiu do nada.

– Vou me comportar – disse sorrindo abertamente.

Sakura deu um beijo demorado no rosto da menina e a repassou para o Kakashi.

Enquanto nos distanciávamos, ela olhou para trás uma última vez. Naruto, Kakashi e Mina nos observavam nos distanciando até desaparecermos de suas vistas.

O primeiro dia de caminhada foi tranquilo e extremamente silencioso. Não conversamos uma vez sequer.

A lua já estava alta no céu quando paramos para descansar em uma clareira no meio da floresta.

– Adiantamos bem a nossa viagem não fazendo muitas paradas no meio do caminho. É possível que cheguemos, nessa velocidade, em Iwagakure, no entardecer de amanhã – comentei sentado na clareira. Sakura assentiu, por mais que não dissesse, ela estava exausta, não estava mais acostumada a caminhar longas distâncias – vou procurar gravetos para fazer o fogo e pegar uns peixes para nós comermos – disse me levantando.

– Eu vou tomar um banho, acho que vi um riacho aqui próximo.

Assenti e fomos cada um para um lado. Rapidamente reuni a lenha necessária para nos aquecer a noite e consegui pescar quatro peixes, dois para cada.

Assim que voltei para clareira, Sakura ainda não havia retornado. Dei de ombros e montei a fogueira sem acendê-la. Joguei minha bolsa lilás de lado no chão e desabotoei minha capa negra na altura do meu pescoço jogando-a no chão, ficando apenas de botas, calça e camisa sem mangas de estilo kimono preto.

Cruzei os braços, estava muito estranho essa demora de Sakura só para tomar um banho. Decidi ir atrás dela.

Enquanto caminhava senti a presença de dois chakras desconhecidos sobre a árvore. Levantei o olhar e avistei dois homens olhando com sorrisos maliciosos na direção que eu estava indo. Deduzi na hora que eles estavam espiando a Sakura.

Pervertidos, pensei fechando a cara.

– Aproveitando a vista, cavalheiros? – perguntei falsamente debochado aparecendo em um galho atrás deles.

Assustados eles se viraram na minha direção.

– Claro, não é todo dia que se ver uma maravilha dessas – comentou rindo o shinobi da esquerda, o da direita apenas concordava sorrindo.

– Ah eu imagino – comentei rindo – pena que – segurei na alça da minha katana – essa mulher está acompanhada – sussurrei no ouvido do da esquerda aparecendo atrás dele com a lâmina da minha katana em seu pescoço, meu sharingan e rinnegan ativaram-se.

– Cara, a gente não sabia que aquela mulher tinha marido – sorri com a suposição do shinobi claramente com medo de mim.

– Vocês não acham que vão sair daqui sem serem punidos, não é? – indaguei sorrindo, eles estavam suando frio por causa dos meus olhos cor de sangue.

O shinobi que eu não segurava foi o primeiro a correr. Sem dificuldades apareci na sua frente dando um forte chute em seu peito, fazendo-o voar cinco metros antes de cair no chão arfando com possivelmente algumas costelas quebradas. Rir com a cena.

Admito, sou meio sanguinário em minhas batalhas e acabo torturando minhas vítimas antes delas me pedirem seu pedido de misericórdia, a morte. Algo tão diferente de quem eu era quando mais novo, que somente machucava meus oponentes, mas nunca os matava ou feria gravemente.

– Desgraçado – gritou o outro de cima da árvore com uma kunai na mão pronto para atacar.

– Você é o próximo – avisei apontando para ele.

Ele arregalou os olhos e saltou sobre mim com os dentes trincados. Enquanto ele estava no ar virei meu corpo apoiando minha mão e pé direitos no chão, enquanto que o meu pé esquerdo acertava com força o queixo do homem fazendo-o subir vários metros acima do chão. Apareci acima dele no ar e falei trincando os dentes:

– Toma essa – chutei com força com a parte de trás da minha perna direita em seu estomago, fazendo-o acertar o chão com muita força.

Assim que pousei no chão, caminhei lentamente girando minha katana ao redor da minha mão em direção ao corpo paralisado no chão possivelmente devido as dores dos ossos quebrados.

– Vocês estão um pouco distantes de qualquer vila – comentei observando o corpo que cuspia sangue e me olhava com ódio – como chegaram até aqui? – ameacei encostando a ponta da katana em seu pescoço.

– Estamos apenas de passagem – respondeu o outro que estava em pé com a mão esquerda apoiada na árvore e a outra ao redor da cintura.

– Você ainda consegue ficar em pé – falei apontando a minha espada para ele.

– Não queremos confusão. Só estamos de passagem – defendeu-se com dificuldade para falar, pois o sangue escorria em filetes pelo canto de sua boca.

– Tem outros?

– Somos sete no total, estamos acampados ali – apontou para um lugar qualquer atrás dele.

– É melhor ficarem bem longe da gente – comentei embainhando minha katana – da próxima vez que eu ver vocês, não terei tanta piedade assim. Sumam daqui.

Eles assentiram e eu dei as costas me afastando deles. Sakura me devia uma e eu ia cobrar.

Estava com a cara fechada e assim que cheguei no lago com uma pequena cachoeira iluminada pela luz da lua minha primeira reação foi arregalar os olhos e depois fechar ainda mais a cara.

Sakura estava de costas para mim com a água até o quadril deixando a mostra suas costas nuas e suas mãos que alisavam lentamente seu corpo molhando-o, principalmente em seu pescoço.

Ela estava com os olhos fechados e um coque frouxo armado. Sua cabeça movimentava lentamente para os lados enquanto suas mãos percorriam sua pele alva desde sua nuca descendo até possivelmente seus seios, algo que eu não poderia afirmar porque eu só conseguia vê-la de costas.

Suas roupas e acessórios estavam jogados na borda da água.

Suspirei, ela estava nua.

– Sakura – chamei-a depois de um tempo sem ela notar a minha presença.

Vi seus músculos ficarem tensos e seus olhos abrirem surpresos. Ela virou seu pescoço com as mãos paralisadas em seu colo.

– SASUKE – gritou assim que me viu afundando-se até o pescoço na água – o que você está fazendo aqui, ficou louco?

– Sai logo dessa água e vamos voltar para o acampamento – comentei de mal humor com os braços cruzados ignorando suas perguntas.

Ela cruzou os seus braços sobre os seios e virou na minha direção. Revirei os olhos para atitude dela. Ela estava submersa, a noite aquela água ficava com a coloração escura, não conseguia ver o seu corpo, desnecessário se importar em tentar escondê-lo, a água já fazia esse trabalho.

– Desde quando você manda em mim? – falou com raiva – Estou cansada, quero relaxar em um banho demorado. Agora saia daqui – gritou a última frase.

– Só vou sair daqui quando você sair dessa maldita água.

– Porque se importa?

– Aposto que você não quer ser espionada por pervertidos.

– Do que você está falando? – perguntou piscando os olhos confusa.

Bufei.

– Puft, Sakura. Faz tanto tempo que você está inativa no ramo que nem percebe mais quando é espionada.

Ela olhou ao redor apertando os braços cruzados completamente corada.

– Relaxa – falei – eles não estão mais olhando. Já dei um jeito neles – falei abanando uma mão no ar em indiferença, ela apenas me olhou intrigada – o problema é que são sete no total e estão acampados próximo desse local. Só me encontrei com dois – comentei indiferente ao olhar dela – então se você não quiser ser espionada por mais cinco homens, sugiro que saia daí agora.

– Nem morta.

– Não sabia que você era dessas que gostam de serem olhadas – falei provocando.

– Não é isso – murmurou corada – é que eu não vou sair da água na sua frente – cruzou mais fortemente os braços abaixando o olhar – vá na frente, eu já estou indo atrás de você.

Suspirei.

Ela estava me contrariando de novo. Dessa vez eu não ia cair no jogo dela, ela que teria que fazer a minha vontade.

Sorri de canto tendo uma ideia.

– Tudo bem então – comecei sussurrando tirando os sapatos.

– O que você está fazendo? – perguntou confusa.

– O que parece, Sakura? – rir pelo nariz abrindo minha camisa lentamente deixando exposto meu peitoral e abdome.

– Você não seria capaz de fazer isso!

– Fazer o que Sakura? – falei retirando a minha camisa e jogando-a nos meus pés – Você está dizendo que eu não seria capaz de entrar na água com você?

– Porque você está fazendo isso? – perguntou corada indo para a parte mais profunda do lago, até que ela conseguiu ficar em pé com a água até o seu pescoço.

– Ou você sai dessa água ou entro aí com você. Decida-se Sakura, se não eu escolho por você e eu vou escolher a mais divertida – provoquei.

– Não vou sair daqui – gritou.

– Ok então – falei desabotoando minha calça e abrindo o zíper, fiz menção de abaixar as calças, mas Sakura...

– PARA! – gritou corada – Tudo bem eu saio – murmurou mal humorada.

– Boa garota – cruzei os braços não me importando de me vesti novamente até que ela saísse da água.

Ela suspirou e deu o primeiro passo na minha direção, mas ela parou. Seus músculos ficaram tensos e ela olhou assustada para a água abaixo dela.

– Vai demorar muito aí? – perguntei entediado.

– Tem alguma coisa na minha perna – murmurou pálida me olhando – Não, não, não – murmurou – cobra não – começou a se remexer na água – COBRA! – gritou e começou a se debater na água. Devido a sua super força, muita água foi jogada para fora do lago.

– Para com isso Sakura – trinquei os dentes desviando de um jato de água que veio na minha direção.

– COBRA! TIRA ISSO DE MIM! AGORA!

Não pensei duas vezes, retirei minha calça, ficando só de box e pulei na água. Como não conseguia enxergar debaixo d’água, ativei meu sharingan e vi a corrente de chakra da Sakura.

Segurei no meio de suas coxas com minhas mãos. Ela se debatia muito. Com raiva me levantei da água e gritei com o rosto próximo a ela:

– FICA QUIETA, SAKURA!

Ela paralisou no lugar e eu submergi novamente. Com as pernas paradas, apenas um pouco trêmulas, deslizei minhas mãos por elas, era macia, mas não prestei muita atenção para esse fato porque estava procurando a bendita “cobra” da Sakura.

Senti alguma coisa dura envolvendo a sua perna direita. Não se movia, não era vivo, desenrolei-o e emergi com a coisa na minha mão esquerda desativando o sharingan.

Puxei o ar e com muito mal humor falei irônico:

– Cuidado é a cobra grande, ela vai te pegar – balancei na frente de seu rosto a alga que estava enrolada em sua perna.

Corada ela encarou a alga abraçando-se com mais força.

– Francamente Sakura, desde quando você tem medo de cobra? – perguntei de mal humor jogando a planta longe de nós dois e a encarei aproximando nossos rostos.

– Não é medo – falou fechando a cara afastando-se de mim lentamente com passos para a trás – é só que eu não gosto dessas criaturas enrolando em mim. Isso é tão nojento – falou contorcendo o rosto em desgosto.

– Eu invoco cobras – comentei aproximando-me dela a medida que ela se afastava de mim.

– Eu sei. Mas isso não deixa de ser nojento.

– Falou a garota lesma – ironizei.

Ela encostou a costa em uma rocha. Não havia mais para onde ela fugir. Aproximei e espalmei minhas mãos ao lado dela sussurrando:

– Se você não sair agora dessa água, vou fazer você ser arrastada para fora por cobras.

– Eu saio, mas fica longe de mim – falou com um dedo indicador no meu peito para que eu não me aproximasse além daquela distância.

Suspirei e virei de costas. Sai da água, peguei minha calça, a vesti, joguei sobre o ombro minha camisa enquanto calçava minhas botas sentado em uma rocha, foi quando eu vi que as roupas de Sakura estavam encharcadas ao meu pé.

– Terminou de se vestir? – perguntou da água de costas para mim.

– Até parece que nunca viu um homem seminu – ironizei para atitude dela – além disso seu ataque de histeria resultou na sua roupa molhada – falei mostrando a blusa dela que havia molhado enquanto ela se debatia na água. Ela arregalou os olhos ao ver suas coisas molhadas.

– Droga.

Eu sabia que ela não poderia vestir aquelas roupas, tudo que ganharia era um resfriado e tudo o que eu não queria era uma médica doente.

Suspirei.

– Use isto – falei jogando minha camisa sobre a rocha que eu usava – amanhã suas roupas estarão secas. Agora saia logo daí antes que pegue um resfriado – ela assentiu.

– Tudo bem, mas vira de costas pelo menos.

Levantei as sobrancelhas, mas ela permaneceu onde estava.

– Eu mereço – resmunguei me levantando e me virando de costas para ela.

– Se você se virar eu juro que quebro os seus ossos sem piedade.

Ri pelo nariz.

– Como se você fosse capaz – provoquei enquanto ouvia o barulho da Sakura saindo da água.

– Não duvide – resmungou enquanto o barulho de tecido sendo movido chegava aos meus ouvidos.

O silêncio se fez entre a gente. Os únicos sons eram de Sakura se vestido, o pior era que eu conseguia distingui o que era cada um deles. O som de sua calcinha arrastando em sua perna enquanto subia entre suas pernas. O som do feixe de seu sutiã sendo fechado. O som do arrastar da minha camisa sobre a superfície pedregosa. O som de minha camisa passando pelos seus braços. O som de seu cinto feminino ninja fechando ao redor de sua cintura. O som do colocar de seus saltos enquanto ela apoiava uma mão em busca de apoio na rocha. Por fim, o som dos tecidos sendo retirados do chão. Tudo acontecendo a menos de dois metros nas minhas costas enquanto eu olhava para a mata a minha frente.

– Já pode olhar – murmurou mal humorada.

Virei-me e me deparei com uma Sakura bem mais chamativa do que de costume. Olhei-a de cima a baixo.

Minha camisa mesmo sendo de tamanho masculino ficou parecendo um vestido extremamente curto em Sakura deixando exposta suas pernas até um pouco acima do meio de suas coxas. Mesmo com o cinto prendendo minha blusa que não tinha forma de fechar, um decote generoso formava-se nela, deixando a mostra parte de seu colo e seios que ela tentava esconder com seus pertences que ela carregava no colo, a falta de mangas da camisa não ajudava a esconder seu corpo.

– Pare de me olhar assim – resmungou passando mal humorada por mim em direção a clareira. Como ela estava de salto isso a forçava a rebolar um pouco enquanto caminhava fazendo movimentos provocativos com a barra da camisa na parte de trás dela.

– Assim como? – provoquei sorrindo de canto seguindo-a.

Ela revirou os olhos enquanto desfazia o coque e bagunçava suas madeixas com sua mão direita em um movimento que ela não sabia, mas era sexy de se ver. Ela me fuzilou por cima do ombro antes de continuar olhando para a frente sem me dizer nada.

– Não é minha culpa se você está parecendo uma personagem de hentai.

Ela bufou.

– Não faz nem 24 horas que saímos em uma missão e olha aonde eu cheguei – resmungou – com roupas molhadas tendo que usar a sua camisa – fez careta de desgosto – da próxima vez vou dizer ao Kakashi para eu sair em missão com o Naruto. Ele tem roupas mais decentes e não fica me forçando a sair do banho na frente dele.

– Não acho que a Hinata iria gostar da ideia de você usando a camisa do marido dela – comentei depois que acendi a fogueira com uma bola de fogo. Sakura se sentou e ficou olhando para o fogo calada com seus pertences no colo. Coloquei os peixes para assar antes de falar – se eu fosse você colocaria as roupas molhadas para secar. Porque não sei se você sabe, mas eu quero minha camisa de volta amanhã.

Ela bufou e colocou suas roupas estendidas no chão próximo ao fogo enquanto eu mexia no mesmo com um galho.

Depois de assado os peixes, comemos. Não demorou muito para Sakura bocejar e ir dormir, de costas para mim é claro, usando seu braço direito como apoio para a cabeça.

Fiquei olhando para o símbolo dos Uchihas na costa de Sakura. Eu realmente odiava quando as garotas fúteis com quem eu dormir quando era mais novo sempre vestiam minha camisa depois de uma noite juntos. Elas se sentiam poderosas, adoravam usar minhas camisas com o símbolo e perguntavam se não seriam ótimas senhoras Uchihas com o símbolo do clã exposto em suas costas. Eu dizia que não, odiava vê-las daquele jeito e ordenava que elas tirassem aquela camisa dizendo que não a mereciam.

Rir de canto com essa lembrança. Sakura não parecia nada feliz usando minhas roupas ao contrários daquelas mulheres. Mesmo a olhando dormir tranquilamente com apenas o subir e descer de seu tórax avisando que ela estava viva, ali de costas para mim, exaltando suas curvas e suas pernas expostas, ela parecia encaixar-se bem naquela roupa, não parecia repulsivo a mim, apenas aceitável e até engraçado devido ao seu desgosto.

Vi-a tremer levemente devido a um vento frio chegando do leste. A temperatura estava caindo e possivelmente cairia mais naquela noite.

Suspirei me levantando, peguei minha capa negra jogada na base de uma árvore e me agachei ao lado de Sakura. Sem ela perceber a cobri, assim que sentiu o tecido sobre a sua pele, sem acordar, ela se aconchegou encolhendo-se mais apertando o tecido sobre o corpo.

Fiquei velando seu sono tranquilo por um tempo. O vento forte bateu contra minha costa nua fazendo com que algumas gotas caíssem do meu cabelo molhado e que as folhas das árvores se debatessem sobre nós em uma batalha sem fim em busca de seu espaço e permanência no lugar contra a corrente de ar. Mas não era só o vento que movia as folhas a alguns poucos quilômetros dali. A presença de chakra aproximando-se de outra clareira me dizia isso. De sete eles passaram a ser vinte e intuitivamente eu sabia que outros chegariam durante a madrugada.

Uma mecha rosa caiu sobre o seu rosto adormecido. Com meus dedos finos e longos iluminados pelo crepitar monótono da fogueira coloquei-o atrás de sua orelha.

– É melhor descansar bem essa noite – sussurrei – pois amanhã teremos um dia agitado, Sakura.

Levantei meu olhar para o bosque escuro e desabitado a minha frente, mas eu sabia que escondia um perigo próximo.

Eu sabia que havia algo de errado e logo descobriria o que era.

Continua...

Feliz Natal! ^^

Notas finais
Mereço reviews? kkkkkk "coitadinha" da Sakura gente, tendo que usar as roupas do Uchiha, para alegria ou desespero desse kkkkkk Alguém além de mim achou ele um pouco ciumento esse capítulo? O.o Quero saber a opinião de vocês hein gente! INFORMAÇÃO IMPORTANTE!!! Não sei se conseguirei postar no sábado porque irei visitar alguns parentes meus nesse dia, tentarei postar assim que possível o próximo ^^ Bjs gente Feliz Natal para vocês novamente e até o/