A Filha da Minha Melhor Amiga

27 Casamento da Sakura - versão Uchiha Sasuke parte III


Notas iniciais
Ufa! Chegamos na última parte hehehehe Leitor 1: Gaby-chan, qual é o milagre de você estar atualizando tanto as suas fics esses tempos? Eu pensava que você tinha até abandonado a fic, porque suas atualizações estavam praticamente mensais! Gaby (envergonhada coçando a nuca): Sabe como é né Leitor 1, o nome desse milagre se chama férias hehehe Por isso estou atualizando bastante, esse é o terceiro capítulo só de A Filha da Minha Melhor Amiga essa semana ^^ Ou seja teremos bastante atualizações nesse mês... bom é assim que eu espero e podem ficar tranquilos que eu não abandonei nenhuma fic não! Oi gente, voltando ao capítulo hehehe digamos que vocês vão ficar com muita raiva e pena do Sasuke, mas gente eu tenho que retratar como foi que ele ficou daquele jeito que iniciou a fic, não posso andar para trás agora, mesmo sentindo muita pena e aperto no coração quando eu escrevi o ataque dele. Sério gente, quase chorei hehehe Acho que estou sensível hoje --'

Os dias passaram-se depressa. Era como se eu estivesse no automático e em três dias resolvemos a missão que envolvia a prisão de nukenins.

Estava sentado na beira de um precipício olhando a vila de Konoha e uma brisa suave acariciava meu cabelo bagunçando-o.

– Ainda dá tempo, Sasuke – falou Juugo em pé atrás de mim.

Eu sabia que ele se referia ao casamento que logo ocorreria. Na noite que saímos de Konoha para a missão com o restante do antigo Time Hebi ele me perguntou sobre o casamento, eu ignorei mostrando para todos que aquele assunto era proibido durante nossa viagem, mas agora ele voltava a insistir no assunto sem ter medo quanto a minha reação.

Karin e Suigetsu voltaram da prisão onde foram deixar os nukenins e nos observavam tentando descobrir sobre o que falávamos.

– Ainda dá tempo, se você for atrás dela, ela vai desistir – tentou novamente.

– Estão falando sobre a rosinha que deu um pé na bunda do Sasuke? – Perguntou o Suigetsu risonho.

– Suigetsu! – Berrou Karin dando um soco nele – Até parece que alguém daria um pé na bunda do Sasuke-kun. É aquelazinha da Sakura que nunca teve chance com o Sasuke-kun e resolveu partir para outra.

Apertei minhas mãos na borda do precipício ouvindo eles falarem.

– Calem a boca. Eu não quero ouvir sobre ela – disparei antes de me levantar e caminhar para a floresta.

– Eu vi você com ela em um beco no dia do aniversário dela há mais de um ano atrás – admitiu Juugo fazendo parar o meu passo surpreso. Karin e Suigetsu se surpreenderam com a revelação – Eu estava passando pela rua quando os vi e há três dias atrás eu fui entregar alguns documentos para você na sua casa, mas vi quando você a puxou para dentro da sua casa. Resolvi esperar até que terminassem de conversar para que eu não os perturbassem, mas... – olhei-o sem acreditar no que ouvia. Juugo ficou um pouco sem graça e os outros dois em expectativa pelo que ouviriam a seguir – já era de madrugada quando desistir de esperar e resolvi voltar pela manhã. No dia seguinte acabei vendo a Sakura sair correndo disfarçando o choro com você a perseguindo.

– Ah, meu Kami-sama! O Sasuke estava dormindo com a rosada! Resolveu ser a despedida de solteira dela? – Sorriu malicioso o outro homem.

– Eu não acredito que o meu Sasuke-kun me traiu com aquela rosada sem sal – chorou Karin.

– Vocês se envolveram, não é Sasuke – falou Juugo calmo. Aquilo não foi uma pergunta, mas uma afirmação – vá atrás dela enquanto ainda há tempo.

– Vocês não entendem – falei baixo – nunca vão entender – disse antes de deixar os três para trás e adentrar cada vez mais a floresta, só parando de andar quando cheguei em uma taberna.

Entrei no local, com poucos clientes, em sua maioria de homens bêbados. Sentei em um dos bancos do balcão e notei uma mulher já na casa dos quarenta de cabelos negros um pouco grisalhos, sua roupa era um quimono simples, justo e curto, mas diferente das outras mulheres da taberna, ela não parecia alienada, por outro lado, parecia meter medo nos homens.

– Arg Otume, isso que você chama de um Sakê de qualidade? – Reclamou com o balconista – Eu ganharia muito mais se ficasse bebendo no meu bordel. Lá sim tem Sakê de qualidade!

– Desculpe-me Senhora Tsuchi – disse apavorado o balconista, o que me tirou um sorriso de canto – vou buscar o melhor que eu tiver.

– Acho bom – falou firme a mulher antes de perceber que eu observava a cena.

Virei o rosto para o outro balconista que vinha me atender.

– Me veja o mais forte que você tiver – pedi. Nunca havia bebido na vida, mas naquela hora eu precisava de algo para esquecer dos problemas.

– Você tem 21 anos pelo menos garoto? – Perguntou desconfiado.

Despejei um bolo de dinheiro sobre o balcão o que o calou trazendo-me uma garrafa de Sakê.

Assim que dei o primeiro gole me engasguei achando o gosto horrível.

Por Kami, como alguém poderia gostar daquilo?

Percebi o olhar do balconista e da tal Senhora Tsuchi sobre mim, mas tentei evitar voltando a beber até me acostumar com o gosto.

A mulher analisava cada movimento que eu fazia com um olhar de gavião, no início aquilo me incomodou, mas depois decidi ignorar.

Mesmo não querendo eu sempre olhava as horas no relógio gasto sobre o armário de bebidas.

Falta uma hora para o casamento...

Essa foi a última coisa que eu me recordo daquela tarde, antes de acordar no dia seguinte em uma cama desconhecida.

Abri meus olhos com dificuldade. O cheiro ruim no ar era de álcool, sexo e mofo.

Sentei-me sem entender nada e o porque de estar nu só com um lençol amarelado até o meu quadril.

Mas o susto não foi maior do que ao ver a mulher que estava deitada ao meu lado com os cabelos vermelhos espalhados pelo travesseiro.

Não tive que pensar muito ao saber o que havia acontecido entre mim e Karin.

Amaldiçoando-me sair da cama e vesti minhas vestes. Sai do quarto sem ao menos dar satisfação para ela.

Se ela conseguiu o que queria comigo bêbado, não sou eu sóbrio que darei satisfação para ela, pensei indo para Konoha.

Assim que entrei na vila percebi alguns enfeites sendo retirado dos postes. Prova clara que havia ocorrido um casamento importante na vila, como o casamento de uma das heroínas de guerra e eu sabia muito bem de quem era...

Caminhei com a cabeça abaixada para não ter que encarar os enfeites ou prestar atenção nas conversas alheias que falavam sobre como foi o casamento e como a noiva estava linda.

– Nunca pensei que isso fosse acontecer, Sakura-sama irá abandonar a Vila para ir à outra. Quem cuidará do hospital agora? Ela é uma das nossas kunoichis mais exemplares! Konoha não deveria ter abrido mão dela tão facilmente – ouvi um dizer o que me chamou atenção.

Notando as conversas alheias, percebi que o sentimento de traição estava se espalhando por alguns populares, assim como eles falavam de mim.

Entrei em um bar qualquer e pedi algo forte.

E mais uma vez eu estava ali enchendo a cara.

O sino da entrada fez barulho anunciando a chegada de alguém que não prestei atenção até ouvir o grito tão conhecido:

– TEME!

Olhei para o Naruto confuso antes de voltar para a bebida.

– Cara, o que você está fazendo? Desde quando você bebe? – Perguntou tirando o copo de mim o que me deixou irritado.

– Desde ontem – respondi de mal humor pegando meu copo de volta com brutalidade.

– Não – roubou o meu copo de novo – eu não vou deixar você ir para o mesmo caminho que a Tsunade-obachan.

– Mas que inferno, Naruto! Me devolve isso – tentei pegar só que o copo deslizou da mão de Naruto quebrando ao chegar no chão. Bufei e pedi outro copo ao balconista.

– Teme, a Sakura se casou ontem.

– Eu sei – disse enchendo o novo copo.

– Sakura-chan está indo embora, temos que impedir, Teme!

Paralisei meu movimento na hora que eu ouvi as palavras de Naruto. Ele estava me propondo impedir que Sakura fosse embora de Konoha? Ele queria que fizéssemos o quê? Que a sequestrássemos e impedíssemos que ela partisse?

– A Sakura casou Naruto. Aceite – falei pausadamente para que o loiro entendesse o que eu dizia.

– Aceitar enchendo a cara como você está fazendo agora? – Esbravejou e por um segundo eu me senti tentado a enfiar o cacto de vidro aos nossos pés na garganta de Naruto – Eu estava lá, Sasuke. Eu estava no casamento e tudo o que eu vi foi a infelicidade estampada nos olhos dela. Temos que a impedir...

– Se você quer correr atrás da Sakura, pois vá sozinho. Ela fez uma escolha, agora ela que arque com as consequências – falei com raiva.

– Eu digo que a nossa melhor amiga estar infeliz e você não liga? – Falou sem acreditar – Agora eu tenho certeza que você nunca mereceu o amor da Sakura-chan, Sasuke – ele disse e saiu do estabelecimento me deixando completamente sozinho e afundando cada vez mais na escuridão que logo me envolveria por completo.

Bebi até começar a ficar tonto. Paguei o que eu devia e sair pela saída lateral que dava para um beco.

A tontura me atingiu forte e eu apoiei meu braço esquerdo na parede irregular tentando controlar a respiração e a tontura.

– Sasuke-kun?

Olhei para a saída vendo uma cabeleira loira e olhos azuis tipicamente Yamanaka.

– Hn.

– Você está bem? – Perguntou preocupada me ajudando a ficar em pé.

– Estou, é claro que estou, não está vendo a minha cara de felicidade – zombei fazendo-a franzi a testa.

– Você está bêbado?

– Tsc. É claro que não.

– É melhor eu chamar alguém para me ajudar a levá-lo para casa e...

– Ei Ino, não era você que dizia que me amava? – A pergunta a tomou de surpresa. Seu rosto alvo ficou avermelhado enquanto assentia – Ótimo, é uma ótima oportunidade para me provar isso – disse antes de selar nossos lábios em um beijo voraz...

***

Olhava para a janela de onde entrava uma brisa leve que movimentavam as cortinas cor de creme.

E ali estava eu, novamente nu, com um lençol cobrindo minha parte íntima, mas dessa vez eu não dormir, apenas virei o rosto depois de me saciar e fiquei olhando para a janela pensando no que ocorrera.

Ino havia saído da cama para o banheiro de onde eu ouvi pequenos soluços e som de choro antes de tudo voltar a ficar silêncio e apenas o som dos vira-latas latindo da rua serem ouvidos.

Eu poderia me sentir mal e culpado pela loira, mas simplesmente não me importava com ela ou com seus sentimentos.

Não senti nada em seus braços...

Nem calor, nem amor...

Nada.

Foi apenas sexo e o momento que eu mais gemi foi quando afundei meu rosto em seu pescoço, fechei os olhos e pensei em outra pessoa...

Sakura.

Esse era o nome que eu gemia e dona do rosto que eu imaginava.

Suspirei sentando-me na cama. Era melhor eu ir embora antes de ter que encarar a loira eufórica.

Vesti minhas peças de roupas, mas não encontrei minha camisa pelo chão do quarto.

Minhas dúvidas foram sanadas assim que a porta do banheiro se abriu e eu vi a loira vestindo a minha blusa encostada no batente da porta.

– Tsc – resmunguei.

– O que você acha, Sasuke-kun. Eu ficaria bem com o símbolo Uchiha nas costas? – Perguntou com um sorriso no rosto mostrando o símbolo em sua costa. Aquilo me enfureceu.

– Não – falei frio e ela se assustou me olhando incrédula para as minhas palavras duras – você não é digna de usar esse símbolo e nunca será. Se está querendo insinuar se você ficaria bem de Senhora Uchiha, bom esqueça, porque você nunca será! Nem você e nem ninguém que eu conheça!

– Nem a Sakura? – Disse amargurada com lágrimas escorrendo pelo rosto – Nem a mulher que você geme o nome mesmo estando com outra? – Gritou e por um segundo eu quase esqueço que ela era mulher e parto para cima dela, mas eu me segurei fuzilando-a com o olhar que a fez estremecer.

– Você não sabe com quem está falando Ino – falei em tom baixo de ameaça que a fez recuar um passo – Agora me dê essa maldita blusa para que eu pare de ter a visão de você a vestindo ou então eu arranco de você o que vai ser bem pior.

Segurando o choro por ser humilhada, Ino retirou a peça aos poucos ficando apenas de lingerie roxa, o que não me agradou na cor, só que não comentei.

Assim que dei o primeiro passo em direção à porta, ela reiniciou com a voz embargada:

– Ela foi embora Sasuke, nem ela te aguentou. Ela desistiu até de você. Não sei como ela te aguentou por tanto tempo, se eu não estou te aguentando nem por uma tarde – soluçou.

– Cale-se! Você não sabe o que está dizendo – ameacei furioso com o sharingan ativado.

Ela recuou dois passos para longe de mim abraçando o corpo com força.

– Sei sim. Porque a Sakura é a minha melhor amiga. E se até ela te deixou então é porque você merece estar sozinho.

– Tsc. Suas palavras não são importantes para mim – cuspi sorrindo sombriamente – você é só mais uma na minha cama.

Aquilo a fez cair de joelhos no chão chorando enquanto eu saia de seu apartamento.

Caminhei por um tempo pelas ruas de Konoha. Estava com raiva e se alguém se metesse a falar comigo, eu usaria a minha katana sem remorso.

Ouvi algumas pessoas cochicharem sobre mim, sobre o meu passado e sobre um dia ter traído Konoha.

Aquilo estava incomodando e me segurava para não os atacar, mas afinal...

O que eu estava fazendo ali? Porque eu estava em Konoha? Porque ainda continuava em um lugar onde muitas pessoas me olhavam como se eu fosse algo indesejado? Mas se eu fosse embora... para onde iria?

O tempo mudou e uma nuvem carregada se formou pela vila transparecendo no clima como eu me sentia por dentro...

Sozinho, raivoso e frio.

O inverno pareceu ser o meu melhor reflexo...

Assim que cheguei na entrada do meu prédio, vi o grisalho encostado na parede lendo o livro laranja gasto.

– Tsc – reclamei assim que ele me viu.

– Sasuke – saudou-me e eu assenti tentando continuar o caminho, mas seu braço impediu o meu trajeto.

– Fale o que você quer dizer de uma vez, Kakashi – disse ainda olhando para o caminho sem olhá-lo.

– Sakura foi embora essa manhã, Sasuke – comentou e eu sabia o que ele queria dizer – Você e o Naruto não estavam lá no portão na hora de sua partida, então resolvi avisá-los caso ainda não soubessem.

– Já avisou – falei frio e um suspiro saiu do mascarado que abaixou o braço.

– Pelo visto tempos escuros se aproximam de alguns de nós, mas Sasuke você não está sozinho.

Olhei para aquele que um dia foi o meu sensei e me confiou seu jutsu mais poderoso e único autoral. Seu semblante estava triste, deveria estar sofrendo com a perda de sua única aluna.

Não disse nada, apenas voltei o meu caminho e só parei quando entrei em meu apartamento.

– Engano seu Kakashi, eu estou sozinho e mereço ficar sozinho.

Caminhei até a minha cama e joguei-me nela. O cheiro floral ainda estava impregnado nele, como se aquela fosse a minha maldição para não a esquecer já que só havia trocado a toalha de baixo suja de sangue.

Meu punho se fechou sobre o lençol sentindo o caroço se formar novamente na minha garganta. Aproximei o tecido de meu nariz e aspirei o perfume como um drogado necessitado de sua droga, no entanto, ela não estava lá...

Ela foi embora, sussurrou uma voz no meu subconsciente.

Um tremor apoderou-se de mim e não pude impedir o choro que veio com força.

Ela foi embora porque não te aguentou.

Gritei socando o colchão onde havíamos nos entregado.

Ela foi embora porque você não merecia o amor dela.

Joguei todos os lençóis no chão e empurrei todos os objetos da minha escrivaninha.

O som de vários vidros se quebrando preenchiam o ambiente enquanto mais lágrimas transbordavam dos meus olhos embaçando a minha visão.

Ela foi embora porque você merece ficar sozinho.

Peguei os quadros e comecei arremessa-los. Joguei o retrato do time sete, da minha família, mas assim que peguei o porta-retrato do aniversário de Sakura, onde apenas nós dois estávamos sorridentes e felizes, eu parei e comecei a soluçar.

Ela me disse. Ela me prometeu que sempre vai me amar.

Mas se ela te amasse estaria contigo e não nos braços de outro, amando outro, se entregando para outro...

– Para – pedi botando as minhas mãos nos meus ouvidos na tentativa de parar a voz.

Beijando outro, fazendo amor com outro, tendo filhos com outro, tendo uma família com outro...

– Para – implorei pegando uma kunai com a mão direita.

Sendo feliz com outro, sabe porque Sasuke? Porque ela nunca te amou de verdade porque você nunca mereceu o amor.

– PARA! – Gritei enfiando a kunai no topo do meu braço oposto.

Tirei a kunai da minha carne e encarei o sangue que escorria e manchava o chão de madeira.

A voz parou, mas a tontura me acertou e eu cambaleei até a cozinha. No entanto, assim que meus pés tocaram a lajota fria eu perdi o apoio e cai no chão.

Olhei para o teto perguntando-me se havia alguém mais patético do que eu.

Um soluço baixo saiu da minha garganta.

Meu corpo pareceu pesado e cansado.

A voz ameaçou voltar, mas assim que eu olhei para o meu pulso tive a vontade de acabar com tudo. De abandonar aquela dor no meu peito e substituir por dor física até que a morte me abraçasse.

Naquele chão gélido da cozinha, em um movimento único cortei o meu pulso direito. Senti a ardência da ferida que foi extasiada pelas doses de álcool no meu sangue.

O vermelho escorreu pelo meu antebraço. As gotas logo começaram a cair e manchar o meu rosto enquanto eu encarava imóvel a ferida esperando que tudo aquilo acabasse de uma vez...

– Sasuke – pisquei duas vezes voltando para o presente encarando a rosada de 27 anos que se sentou na cama enquanto verificava com a palma de sua mão se eu estava bem ou com febre. Assim que sua mão passou pela minha bochecha esquerda, segurei ela ali, impedindo-a de retirá-la.

A rosada se assustou e tentou afastar o tronco, mas antes que ela pudesse se afastar mais, segurei sua nuca com a minha mão livre.

Há anos atrás eu poderia ter me satisfeito com a ideia de que ela saiu de Konoha só para ser feliz e desistir de mim, mas hoje, vendo todas as consequências eu sabia que existia uma razão muita mais profunda do que essa, uma razão que a levou a aceitar o pedido antes mesmo de termos nossa noite e nossa discussão, o problema é que eu não sabia qual era, mas de uma coisa eu sabia...

Eu iria descobri o que aconteceu exatamente com a Sakura há oito anos atrás...

Aproximei nossos rostos e selei nossos lábios em um beijo calmo.

Mesmo com os olhos fechado eu sentia os verdes me encarando sem reação.

Da mesma forma que eu me aproximei, eu me afastei.

Dei um sorriso de canto como se pedisse desculpas para a mulher que ainda me olhava confusa, antes de me levantar e sair do quarto dizendo apenas um:

– É melhor você descansar agora Sakura.

Entrei no meu quarto acariciando meus lábios enquanto procurava a caixa onde eu escondia as coisas que eu não queria que os outros vissem.

Puxei a grande caixa retangular de dentro do meu guarda-roupa. Coloquei sobre a cama e passei o dedo sobre o emblema Uchiha que fora desenhada pela minha própria mãe.

Sorri minimamente, lembrando-me da mulher.

Como eu queria que ela estivesse aqui comigo...

Abri a caixa e vasculhei pelos objetos importantes para mim, alguns, em sua maioria pertencentes ao período anterior à morte dos meus pais e outros poucos mais recentes.

Assim que encontrei o envelope branco, agora já amarelado pelo tempo, meu coração disparou.

Alisei o tecido caro e as letras douradas que formavam meu nome feito com uma caligrafia feminina e caprichada como se escrever meu nome fosse uma arte muito conhecida dessa pessoa.

Virei o envelope encarando o fecho nunca aberto por mim.

Na época eu não abri ele, pensei em muitas vezes jogá-lo no lixo, mas o máximo que eu fiz foi jogá-lo no fundo de uma caixa que me trazia lembranças do passado.

Tomando coragem eu resolvi abrir porque precisava de uma informação que até agora não havia verificado.

Tirei o convite também com letras douradas, só que agora, impressas. Não havia nada de mais até que meus olhos miraram o nome que eu desejava saber...

– Yoshito Nagashi – sussurrei lendo o nome do ex-marido da Sakura, mas nenhuma informação que eu sabia arremetia àquele nome. Mesmo assim ainda fiquei desconfiado como se houvesse alguma coisa errada com aquele nome e eu iria descobrir.

Assim que ia colocar o convite de volta, vi um pequeno papel dobrado cair entre os meus pés.

Olhei-o confuso, sem entender o que aquele papel simples fazia dentro de um convite de casamento, mas assim que eu o abri e vi as três palavras escrita com a mesma caligrafia do envelope, eu não evitei o espanto ao ler:

Ajude-me, Sasuke-kun

***

Assim que Sasuke saiu do quarto de visitas, Sakura ainda continuou sem reação por alguns segundos.

Seus dedos trêmulos tatearam lentamente os próprios lábios ainda sentindo o gosto da boca que a envolvia momentos antes.

Ela fechou os olhos desenhando o lábio inferior, enquanto seu coração batia forte e dolorido como há muitos anos fazia de maneira cotidiana.

Os olhos embargaram ao lembrarem dos lábios que foram o seu sonho de menina, perdição adolescente e maldição adulta.

Uma lágrima escorreu pela sua bochecha direita ao abrir os orbes verdes e encarar o quarto agora tão bem conhecido.

– Não – sussurrou com a voz trêmula enxugando a lágrima com a costa da mão – por favor, não – implorou abraçando forte o corpo que se moldava para melhor abrigar a criança que ali se desenvolvia.

As lágrimas começaram a rolar silenciosamente pelo rosto alvo enquanto ela se deitava.

Eu não posso me apaixonar por ele. Não posso! De novo não. Não depois de tudo. Não depois dele ter me abandonado...

Pensava continuamente tentando reprimir os soluços que pediam passagem de sua garganta ou os tremores que tomavam conta de seu corpo.

Sua mão direita alisou a barriga levemente saliente na qual o bebê se mexia antes dela sussurrar com um leve sorriso triste:

– Tudo bem meu bebê, mamãe está bem. Vai passar, vamos ficar bem.

Focando-se na imagem de seus filhos Sakura reprimiu o choro a muito tempo guardado antes de se afundar no mundo dos sonhos...

Continua...

Notas finais
Alguém aí se lembrou do capítulo Os Quatro Estágios ao ler esse capítulo? Alguém aí quis bater, depois pegar no colo e depois bater de novo no Sasuke? hehehe Lendo alguns comentários que me enviaram hoje eu percebi e concordei de que, esses capítulos foram os mais esperados desde o início, mas no fundo todos sabíamos que ia ser triste saber como foi a separação deles, principalmente pela visão do Sasuke. Eu admito que queria muito que chegasse nesse capítulo, mas escrevê-los foi uma facada no meu coração Y.Y Como todos vocês me conhecem e sabem, eu não vou jogar toda a verdade de uma vez em cima de vocês... Por meio desses capítulos eu respondi algumas perguntas que me fazem desde o início dessa fic, como: 1- "O Sasuke e a Sakura perderam a virgindade junto?" Sim. 2- "O Sasuke foi no casamento da Sakura?" Não, mas... (hehehe vocês só saberão de uma coisa lá pra frente!) 3- "O Sasuke fez alguma coisa para impedir a Sakura de partir?" No início ele tentou impedi-la, mas depois deixou ela partir acreditando que era o melhor para ela, mesmo sentindo que não era o melhor para ele (grande engano! Coitado do Sasuke-kun!) Eu respondi outras perguntas que eu não estou recordando agora, mas como todos me conhecem e sabem muito bem que essa fic não dá nada de bandeja, ao invés disso nos deixa mais confusos. Novas dúvidas, mesmo sendo velhas dúvidas foram plantadas nesses capítulos. Aconteceu algo que o Sasuke não sabe com a Sakura e ele tem que descobri... Quanto ao dia do casamento da Sakura, fiquem calmos que esse é só o início e quando vocês menos esperarem no decorrer da fic, terá POV da Sakura contando a versão dela, não dessas mesmas cenas, mas de outras e de seus pensamentos e segredos, até o estágio dela ficar fria como no início da fic, entenderão? Ou seja, mais capítulos tristes hahahaha Afinal, estamos em um drama, tenho que fazer jus ao gênero hehehe brincadeira! PRÓXIMO CAPÍTULO: Teremos mais um flash back, esse bem menor que esse último (ou seja só em um capítulo) que falará e responderá outra dúvida que corre os comentários de A Filha da Minha Melhor Amiga desde o início hehehe Próximo capítulo será sobre "algo" relacionado ao ex-marido da Sakura hehehe Algo que já me perguntaram e irei responder... NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS... hehehe Só digo uma coisa... NISUKE ESTÁ VOLTANDO! Bye babys =* Até a próxima ^^