A Filha da Minha Melhor Amiga
17 Amor ou Ódio? Parte 2
Notas iniciais
Leem as Notas Finais após a leitura do capítulo. Explicações sobre ele lá!
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– Hoje, – iniciei pegando o seu queixo com dois dedos – eu quero você Sakura.
Seu cenho franziu levemente e a determinação em seu olhar fraquejou um pouco sendo substituído por um breve momento por confusão.
– E você Sakura? O que você quer? – perguntei me aproximando pondo a mão sobre o fecho de seu cinto ninja.
– Você... – iniciou sussurrando e eu sorri satisfeito – BEM LONGE DE MIM! – gritou me chutando com as pernas unidas com força me derrubando de costas na cama.
– Ai – resmungamos ao mesmo tempo. Eu devido ao chute e ela pela cobra apertá-la em reação à explosão de chakra que Sakura teve.
Bufei.
– Sabe – comecei sentando-me com as pernas abertas sobre as pernas, agora, esticadas de Sakura – eu tentei ser bonzinho. Mas... – falei segurando o fecho do cinto.
– Você não faria isso! – ameaçou-me.
– Eu gosto de ser o cara mal – comentei sarcástico abrindo o fecho do cinto jogando-o em algum canto longe do quarto.
Meu olhar percorreu sem pudores o corpo que se revelava através da blusa aberta.
– Gosto de mulheres que usam lingerie preta – falei encarando sorrindo o conjunto de calcinha e sutiã de Sakura preto rendado.
– Tarado! – exclamou levemente ruborizada.
Sorri de canto para a sua expressão voltando rapidamente minha atenção para o corpo da medida certa que eu gosto, sem curvas extravagantes, mas nem muito reto.
Os seios de Sakura não eram grandes, mas medianos para grandes, eles pareciam um pouco apertados no sutiã deixando transbordar um pouco da carne macia para fora deles. Um filete de sangue desceu de seu pescoço, traçando preguiçosamente o seu caminho até parar no vão de seus seios, sumindo da minha vista por dentro do sutiã.
Como seriam abocanhá-los?, pensei sorrindo mais abertamente.
A barriga de Sakura era perfeita e bem a cinturada. Ela era magra, com apenas algumas costelas aparecendo levemente sob a pele alva.
Como seria beijá-la e mordiscá-la?
Meu sorriso aumentava a medida que olhava mais atentamente seus detalhes e abaixava o meu olhar.
Enfim, as pernas e que pernas! Por Kami! Eram lindas e bem curvilíneas.
O que era mais avantajado no corpo da rosada eram o quadril largo e as pernas grossas. E não só grossas, mas firmes, maciais, lisas, fortes... Quantos adjetivos mais eu teria para descrevê-las? Sim, ainda tinham muitos adjetivos.
E como eu gostava de ser envolvido por elas!
Olhei para a delicada, mas sexy, calcinha de renda preta e não pude evitar de pensar.
Como seria estocá-la até Sakura gritar devido a um violento orgasmo enquanto eu a preenchia?
Levantei meu olhar e Sakura tinha o rosto virado para o lado completamente ruborizada.
– Porque você está tão vermelha? – perguntei sorrindo – Até parece que nunca foi olhada!
– Não do jeito que você está me olhando – falou olhando de canto – Até parece um animal olhando a presa. Pronto para comê-la.
– E quem disse que eu não vou comer a minha presa? – sussurrei em sua orelha enquanto arranhava lentamente sua cintura – Se ela está aqui na minha frente tão vulnerável! – manchei meus dedos da mão direita no líquido vermelho presente em seu pescoço e deslizei traçando cinco linhas contínuas pelo seu corpo passando pelo seu colo, pelo seu seio esquerdo, pela sua barriga definida, parando na borda de sua calcinha.
Sakura respirava mais profundamente, fazendo seus seios tocarem em meu peitoral sempre que inspirava, fazendo-me ter mais vontade de colar nossos corpos sem nenhum tecido para nos impedir.
– Eu te quero Sakura – ronronei baixo deslizando a ponta do meu nariz até a sua boca entreaberta. Levantei o meu olhar e foquei nas esmeraldinas surpresas, sorri de canto encostando nossas testas, roçando nossos narizes – e eu vou te ter – mordi delicadamente seu lábio inferior – hoje!
– Não! – disse decidida virando o rosto fechando os olhos fortemente.
Oh mulherzinha difícil!, pensei suspirando.
– Eu não estou pedindo, eu estou afirmando.
– Você está louco, me solte – pediu remexendo-se desconfortada – eu não vou fazer nada disso!
– Eu estou na abstinência desde que você voltou para Konoha, Sakura! Por culpa sua! Um homem tem necessidades!
– Há! Vou fingir que acredito – focou o olhar frio em mim – pensa que eu me esqueci daquelas duas prostitutas te alisando no bordel?
– Você me atrapalhou se esqueceu?
– Está dizendo que você não consegue voltar aos "finalmentes" depois de sair por baixo de uma discussão? – provocou com uma sobrancelha arqueada – Nossa Sasuke, pensei que você era mais homem que isso – falou com falsa decepção.
– Vou te mostrar quem é homem de verdade aqui – falei ativando meu sharingan e rinnegan sorrindo maliciosamente – Terceira lição: Genjutsu.
– Ei o que você está planejando – falou com o tom de voz preocupado olhando para os lados.
Segurei o seu rosto e foquei os seus olhos em mim, ela já estava presa pelo sharingan, não tinha mais como fugir de mim.
– Eu vou mostrar quem é a Sakura de verdade. – murmurei – Você vai despertar seus sentimentos, – ordenei firme – vai ser a Sakura apaixonada pelo Sasuke-kun. – falei a última palavra imitando a sua voz – Somos o resultado das experiências da vida e não deixamos de ser totalmente o que já fomos um dia, por isso eu sei que no fundo aquela garotinha apaixonada por mim ainda existe e é ela quem vai aparecer. Mas ao mesmo tempo o lado mulher experiente de Sakura também vai permanecer. E ah, antes que eu me esqueça, você não terá medo de cobras – terminei desativando o meu sharingan.
Não precisaria mantê-lo ativo, as cobras manteriam descontrolado o seu fluxo de chakra impedindo que ela despertasse totalmente para a realidade, quem apareceria seriam só as partes que eu tinha ordenado.
Sakura piscou três vezes confusa antes de focar o olhar em mim.
– Sa... Sa... Sasuke-kun? – perguntou confusa e levemente corada ao me ver sem camisa sentado sobre ela que estava apenas de lingerie com a blusa aberta.
– Oi Sakura – falei rindo acariciando seus cabelos tirando um galho que insistia ficar lá, mas sem desviar meu olhar do dela. Era o olhar que eu procurava. Era o olhar infantil e sonhador que ela tinha antigamente. Era a Sakura que eu conhecia.
– Sasuke-kun o que está acontecendo? – perguntou constrangida pelo jeito que eu a olhava.
– Nada – sussurrei segurando seu rosto com as duas mãos depositando um beijo suave em sua bochecha – Só vamos nos divertir Sakura – falei sorrindo e ela assentiu sorrindo. Um brilho de entendimento surgiu em seus olhos.
Não tardei. Selei nos lábios com um beijo voraz e sedento puxando-a de encontro ao meu corpo. Ela arfou quando o ar fugiu de seus pulmões devido ao impacto de nossos corpos seminus. As cobras libertaram ela e começaram a contornar seus braços.
Enquanto Sakura segurava com força os fios do meu cabelo com a mão direita, ela deslizou a outra em um movimento de sobe e desce lento pelo meu peitoral e abdome, arranhando levemente em alguns lugares de maior sensibilidade fazendo-me arrepiar e ela rir de satisfação.
Ergui ela pela cintura e coloquei ela de joelhos com as pernas abertas ao meu redor sem separar nossos lábios cada vez mais vorazes.
Ela arranhou levemente meu pescoço enquanto eu descia os beijos pelo pescoço. Continuei beijando-a enquanto retirava a blusa sobre seus ombros.
– Sasuke-kun – ela gemeu baixo quando eu mordi a alça de seu sutiã ao mesmo tempo que apertei com força o alto da sua perna direita próximo a sua nádega, dando um novo hematoma ao corpo alvo já machucado.
Chupei seu ombro até ficar arroxeado enquanto a prendia mais contra o meu corpo devido ao meu braço direito em sua cintura.
Desci minha boca até os seus seios e mordi a carne macia exposta do direito. Sakura arqueou um pouco para trás com um gemido de prazer me dando mais espaço para saboreá-la.
Uma das cobras passou do ombro esquerdo dela para o meu direito, descendo pelas minhas costas, contornando ela em sua coxa. A outra subiu pelas costas de Sakura por dentro de sua blusa fazendo-a cair mais sobre os braços da rosada.
– Sakura – murmurei beijando o vão entre os seus seios – se você não tirar essa blusa agora, eu juro que vou rasga-la.
Ela começou a rir e deslizou suas mãos pelo meu peitoral tingindo-me de vermelho.
– Duvido – sussurrou sedutoramente mordiscando o alto da minha orelha direita.
Não tardei para cumprir minha ameaça. Rasguei em duas a peça e joguei longe os farrapos.
Deitei-a na cama ficando por cima dela. Minha boca reencontrou os lábios inchados dela e se deleitaram com seus movimentos sincronizados com os meus ao mesmo tempo que apertava seu seio direito.
Sakura deslizou as mãos pela minha costa molhada por uma mistura de água, sangue e suor devido a excitação que surgia em meu corpo. Suas pequenas e ágeis mãos pararam na barra da minha calça puxando-a para baixo.
Por mais que Sakura estivesse conseguindo retirar lentamente o tecido, eu me levantei rapidamente da cama ficando de pé ao lado dela.
– Qual é o problema? – perguntou confusa deitando-se de lado olhando para mim. Uma cobra pendurava-se em seu pescoço, enquanto as outras rastejavam-se pela cama. Ela acariciou a cobra e me olhou curiosa.
Sorri de canto com aquela visão excitante retirando a minha calça, ficando apenas de box preta. Sakura me olhou da cabeça aos pés, observando meus traços atentamente mordendo o lábio inferior.
– Depois diz que sou eu o animal olhando presa. – comentei irônico – Sakura você está me comendo com os olhos – falei sedutoramente.
O sorriso dela se alargou, as bochechas coraram ao mesmo tempo que seus olhos brilharam de luxúria.
Ela me chamou com o dedo e eu pulei sobre ela. Tracei uma linha de beijos, leves mordidas e chupões em sua barriga fazendo-a se contorcer devido ao prazer e cócegas.
Enquanto mordiscava sua barriga olhei para a Sakura, ela mordia fortemente o lábio inferior reprimindo gemidos de saírem enquanto apertava as mãos nos lençóis brancos manchados pelo nosso líquido vermelho com os olhos fechados e o busto arqueado.
Ela estava sentindo prazer.
Sorri de canto comandando uma cobra deslizar sobre o corpo dela subindo pelo meio de suas pernas rastejando-se até contornar o seu pescoço.
Seu corpo ficou trêmulo pelo contato, ela apertou os dedos dos pés arfando forte.
– Seus olhos... – falou sôfrega olhando-me com os olhos semicerrados.
Sim, ela tinha razão. Meus olhos...
Meus poderes oculares se ativaram só em vê-la naquele estado.
Os olhos sanguinários da mesma cor daquele líquido que manchava a cor pura dos lençóis. Os olhos de um assassino. Os olhos de um predador. E naquele momento, eu era o lobo e ela a minha cordeirinha.
Sentado entre suas pernas, vendo-a deitada, tão frágil, tão entregue. Vi minha sanidade pegar as malas e acenar em despedida.
Com um sorriso maníaco no rosto segurei o elástico da delicada calcinha do lado esquerdo. Acariciei a pele macia de seu quadril que se escondia por debaixo dela com um dedo. Um pequeno puxão e ela rasgaria facilmente.
Mas... eu soltei.
– Desistiu? – perguntou confusa com a respiração um pouco mais controlada.
Inclinei-me sobre ela até meus lábios tocarem seu ouvido.
– Nunca! – sussurrei lentamente com o sorriso ainda estampado nos meus lábios – Se acha que será assim tão fácil escapar, está enganada – eu tinha tomado a minha decisão, não iria simplesmente tê-la para satisfazer minhas vontades e depois larga-la como eu fazia com todas as outras, sem me importar com seus sentimentos ou com seu prazer ou com as malditas preliminares que eu evitava. A graça estava ali, brincar com ela, fazer ela gemer, a excitar – Eu não vou te largar tão fácil. Vou te fazer enlouquecer de prazer e gritar para as cinco nações ouvirem que você pertence a mim e somente a mim enquanto eu a estoco com força.
– Du-vi-do – pronunciou silabicamente rindo.
– Sakura – olhei-a nos olhos com uma mão posicionada perigosamente em sua garganta – nunca duvide de um Uchiha.
Antes que ela pudesse retrucar a puxei violentamente de encontro aos meus lábios sentando-a no meu colo. Minhas mãos deslizaram pela sua costa até chegarem no fecho de seu sutiã, abrindo-o lentamente. Ela gemeu de encontro com os meus lábios enquanto eu subia minhas mãos acariciando a sua pele arrepiada e derrubava as alças sobre os seus ombros. Sem esperar, a derrubei na cama e tirei o sutiã jogando longe deixando a mostra os seios alvos e excitados.
Abocanhei com força o seu direito, tirando-lhe um alto gemido enquanto apertava o outro com a minha mão.
– Sasuke-kun... – gemeu. Eu sorri de satisfação mordendo entre meus dentes o bico de seu seio ao mesmo tempo que sentia minha ereção pulsar entre as minhas pernas.
Passei a língua no outro seio fazendo-a se arrepiar antes de mordê-la tirando-lhe outro grito de prazer. Chupei, mordi, lambi, fiz tudo o que eu quis com ela, mas quanto eu mais fazia, mais eu queria.
Sakura trocou nossas posições na cama.
Eu estava arfando encarando a mulher sentada sobre mim. Seus seios, agora arroxeados, balançavam levemente enquanto tentava normalizar sua respiração. Sua pele, antes alva, tinha marcas arroxeadas, vermelhas e verdes. Arranhada, chupada, mordida e aproveitada.
Seu lábio vermelho tanto pelo sangue como pelos beijos estavam entreabertos. Seu antigo liso cabelo e bem arrumado, estava bagunçado, molhado e grudado em alguns pontos de seu rosto.
– Eu não gosto de ser passiva – comentou com um olhar brilhante arranhando com quatro unhas o meu tórax até o meu abdome, formando quatro linhas que transbordavam pequenos filetes de sangue.
– Sakura... – gemi sentindo ela abocanhar a pele de meu tórax e abdome, deixando as marcas de seus dentes, chupões e lambidas. Ela ria divertida tocando nos pontos certos.
– Sabe Sasuke-kun, – sussurrou na minha orelha – eu sou médica. Sei os pontos certos para fazer um homem enlouquecer.
E como sabe..., pensei sentindo os próximos movimentos dela.
Ela lambeu meu pescoço ao mesmo tempo que apertou meu membro por cima do tecido da box.
– Merda – resmunguei baixo, mas audível para a Sakura que ria da minha situação. Eu estava muito excitado, não dava mais para segurar.
Troquei de posição na cama com ela. E antes que ela aprontasse rasguei sua calcinha.
– Vai ter que me dar uma muda de roupas novas, Sasuke-kun – murmurou risonha.
Sorri de canto enquanto me livrava da minha box me posicionando entre as suas pernas abertas e flexionadas.
Deslizei lentamente minhas mãos pelo seu corpo, desde os seus calcanhares, passando pela panturrilha, joelho, coxa, quadril, cintura, seios, ombros, parando em seu pescoço deliciando-me com o trajeto e pelo fato de arrepiá-la onde minhas mãos quentes tocavam.
– Olha pra mim – pedi encarando os olhos fechados. Ela abriu lentamente os olhos verdes – nunca feche-os para mim – comentei dando um leve selinho em seus lábios enquanto a penetrava a princípio devagar. Ela estava quente e úmida.
Ela contorceu um pouco o rosto pela dor incomoda soltando um leve gemido.
Retirei-me parcialmente e a penetrei com mais força deslizando o meu corpo sobre o dela.
– Não feche! – ordenei assim que ela fez menção de fechá-los devido a mais uma estocada com força tentando reprimi um gemido.
Ela permaneceu com os olhos abertos olhando para os meus.
Mais uma estocada.
– Sasuke-kun – gemeu alto ao mesmo tempo que o encosto da cama bateu com violência na parede.
Sorri ao vê-la ficar trêmula enquanto dava mais uma estocada e arfar forte.
Pequenas lágrimas se formaram e deslizaram pelos cantos de seu rosto.
– Não se preocupe – falou sôfrega entre dois gemidos – eu estou bem.
– Mas eu não disse nada – falei entre arfadas. Sentia estar chegando ao ápice enquanto a cavidade de Sakura apertava meu membro em movimentos rítmicos.
– Não é o que os seus olhos dizem – comentou antes de dar um forte grito e enfiar as oitos unhas no alto da minha coluna.
– Tsc – resmunguei fechando meus olhos com força sentindo as unhas de Sakura rasgarem minha carne formando quatro V de cabeça para baixo, um sobre o outro. Minha costa logo ficou úmida, sabia que a ferida era profunda o suficiente para sangrar.
Ela me olhou culpada e eu dei um sorriso de canto confortando-a sem interromper as estocadas.
Os sons do quarto duelaram entre o bater e arrastar da cama, o choque entre nossos corpos e intimidades juntamente com nossos gemidos e arfares.
Sakura abraçou-me com seus braços e pernas, dando-me uma posição melhor para estocá-la.
– Sakura... – chamei-a.
– Sim?
– ... – não consegui expressar nenhuma frase. Não sabia o que eu queria dizer, então só a olhei.
Ela sorriu.
– Tudo bem. Seus olhos já dizem tudo.
Olhei-a confuso por um tempo, mais decidi não ligar e me focar no que eu estava fazendo.
Aumentei um pouco a força e a velocidade sentindo meu membro enrijecer ainda mais.
Com uma última estocada violenta senti meu líquido maldito preenchê-la. Os olhos de Sakura nublaram enquanto ela arqueava com força seu tronco gemendo alto o meu nome e eu o dela. Chegando juntos ao ápice do prazer.
Caí com força sobre o corpo da rosada trêmulo e extasiado pelo prazer.
As pernas de Sakura soltaram-se do meu entorno, mas ela manteve as mãos na minha costa alisando-as.
Fechei os olhos enquanto arfava forte buscando o ar tentando acalmar as batidas de nossos corações descompassados.
Com um esforço sobre humano me ergui sentando ao seu lado.
– O que você está fazendo? – perguntou me olhando desconfiada.
– Shhh... – chiei me aconchegando ao lado dela cobrindo-nos com um lençol.
Contornei sua cintura com o meu braço direito aproximando-a de mim.
Ela me encarou com um semblante surpreso e olhos brilhantes.
– Tsc, o que foi?
– Nada – riu baixo aconchegando-se sobre o meu peito.
– Fala – exigi ficando com raiva.
– Você está sendo atencioso – comentou de olhos fechados – Pelo que eu me lembre você não dorme com mulheres. Apenas transa e vai embora.
– Tsc – resmunguei – essa é a minha cama, se alguém vai sair daqui não vai ser eu.
– Você quer que eu saia? – perguntou séria olhando-me nos olhos.
– Tsc – virei o rosto, encarando um ponto qualquer do quarto iluminado pelas velas – Só quero que você fique quieta.
Vi pelo canto do olho ela sorrir e depois voltar a se acomodar.
Não demorou muito para que eu também caísse no sono.
***
Senti Sakura se remexer nos meus braços acordando. Apertei-a mais contra mim como um sinal para que ela parasse de se remexer.
Senti seu corpo ficar tenso e parar de se remexer.
– Hmmm... Qual é o problema Sakura? – resmunguei abrindo os olhos lentamente, mas fiquei tenso ao encarar os olhos verdes incrédulos.
Merda. Merda. Merda. Gritava em pensamentos.
Sem dizer nada, Sakura pulou pra fora da cama cobrindo-se com o lençol que nos enrolava saindo correndo do quarto depois que olhou assustada ao seu redor.
– Sakura espere! – gritei pulando da cama pegando a minha calça no chão. Não tinha tempo, nem roupas para me vestir adequadamente.
Saí para o corredor a tempo de ver o ponto cor de rosa correr para longe no corredor extenso enquanto eu pulava em um só pé colocando um lado da calça.
– SAKURA! – gritei colocando o outro lado e fechando o zíper voltando a correr.
Droga! Nunca corri atrás de mulher e olha pra mim agora! Correndo atrás de uma que com certeza quer arrancar a minha cabeça!
Ela entrou em uma porta dupla que eu logo alcancei empurrando fortemente.
Era o arsenal do esconderijo. Lá guardávamos os suprimentos, como armas ninjas, roupas e outros utensílios necessários em missões.
Olhei para os lados freneticamente. Haviam muitas estantes metálicas altas que alcançavam até o teto alto posicionados paralelamente. Um verdadeiro "labirinto".
Não a via. Mas seus passos em um local a noroeste a denunciaram. Corri primeiro em frente depois virei para a esquerda, olhando em todos os corredores que eu passava.
Achei ela em um. Assim que ela me viu por cima do ombro saiu correndo.
– Não! Espere! – chamei correndo atrás dela. Ela corria três estantes à minha frente segurando com força o lençol sobre o corpo nu, mas a sorte parecia estar ao meu favor, pois ela tropeçou no lençol de casal e caiu com força no chão, tanta que tirou-lhe um gemido de dor.
Assim que ela se levantou, eu segurei seu braço direito com força, virando-a de frente para mim. Segurei com as minhas mãos os seus braços.
– Eu posso explicar Sak... – mas ela não deixou eu terminar. Cuspiu na minha cara – Mas que droga! – exclamei limpando o meu rosto com o meu braço direito, continuando a segurá-la com a outra.
– ME SOLTA! – gritou tentando se soltar em vão.
– Não, eu não vou te soltar!
– Vai sim! – falou me empurrando com força.
Cambaleei três passos para trás antes de me estabilizar em pé.
– Deixa eu me explicar – pedi para a mulher que me olhava com uma mistura de raiva e humilhação no olhar.
– Explicar o quê? – gritava impedindo-me de falar – Que você me colocou em um genjutsu e me estuprou até se satisfazer?
– Eu não fiz isso! – gritei.
Ela começou uma gargalhada cruel e depois focou o olhar frio em mim.
– Me poupe né Sasuke! – falou desdenhosa – Vai negar que você transou comigo? – eu me calei, aquilo era verdade – E ainda por cima sem proteção?
– Não pensei nisso na hora.
– NÃO PENSOU NISSO NA HORA! – esbravejou – Fico impressionada por você ter só o Nisuke como filho. Não, melhor! Você deve ter uma penca de filhos espalhados por aí sendo renegados por você, um verdadeiro filho da mãe que não tem noção das coisas!
– Ei! Eu só tenho o Nisuke como filho! – “conversávamos” vários decibéis acima do normal – Eu sempre me prevenir!
– Mas não se preveniu quando transou com a Karin e muito menos comigo! – esbravejou.
– Olha! Sobre o que aconteceu com a Karin, foi um acidente! Eu estava bêbado, nem me lembro do que aconteceu naquela noite...
– Eu estou nem aí para o que faz ou deixa de fazer com a Karin. Coma ela, coma quem você bem entender. Mas eu não! E nem tente se justificar, porque você não estava bêbado ontem à noite. Eu poderia engravidar, seu irresponsável!
– Pode – corrigir pensando melhor na ideia – Você ainda pode engravidar.
– E você ainda pensa na possibilidade! – gritou jogando alguns acessórios que estavam na estante.
– Tá, tá, tá – resmunguei desviando de uma bolsa para kunais – Vamos esquecer esse assunto de gravidez.
– Você fez com que eu me entregasse a você como se eu fosse uma qualquer – falou com a voz embargada com amargura – Como se eu fosse uma das putas que você paga pelo programa nos bordeis de quinta que você frequenta.
– EU NÃO TE TRATEI COMO UMA QUALQUER! – gritei.
– Mas é assim que eu estou me sentindo! – gritou batendo com força no peito – Como uma vagabunda que sai dando pra qualquer um por aí!
– Eu já disse que você não é! – explodi falando a primeira coisa que vinha na minha mente, a raiva já nublava a minha racionalidade – Mas se você quer ser, então tá! Você foi uma qualquer quando transou com aquele maldito do Hiroto enquanto estava casada...
Ela não me deixou terminar. Sakura deferiu um forte tapa me derrubando no chão.
– EU TE ODEIO! – Sakura vociferou completamente alterada enquanto apertava com força o lençol branco manchado de sangue que cobria a sua nudez.
Eu te odeio. Te odeio. Odeio.
O eco do imenso arsenal se fez presente, mas mesmo o eco se dissipando aquela sentença continuava ecoando na minha cabeça enquanto a encarava estático e incrédulo, nem a ardência na minha bochecha esquerda me incomodava mais. Minha única atenção era ela.
Levantei-me rapidamente e segurei o rosto pequeno e alvo com as minhas grandes mãos com cuidado, como se ela fosse uma boneca de porcelana, como se por um descuido ela fosse se desfazer na minha frente.
Olhei no fundo daqueles olhos verdes procurando a mentira. Algum sinal da inverdade. Mas a única coisa que eu encontrei foi o ódio dela.
Haruno Sakura me odeia?
– Não – sussurrei encostando as nossas testas, tentando assimilar aquela inverdade que eu dizia. Tentando me convencer que ela não me odiava. Uma tentativa em vão – Não! Você não me odeia! – gritei mais convicto. Os verdes se tornaram mais obscuros encarando meus onixes – Você me ama! – murmurei com a voz embargada antes de selar nossos lábios mais uma vez.
– Me solta! – empurrou-me e deu dois passos para trás.
– Eu não te forcei a fazer nada. Aquele genjutsu só faz com que venha à tona o que você sente, não cria sentimentos. O que significa que você ainda sente alguma coisa por mim! Só que fingi que não – gritava tentando inutilmente me justificar.
– Eu não sinto nada por você!
– Você me ama! – falei pausadamente aproximando-me um passo, mas ela deu dois para trás antes de gritar com todo o ar de seus pulmões:
– EU NÃO TE AMO!
– Então por que? – perguntei em um sussurro incrédulo.
– O que você viu ontem, ou melhor dizendo, a Sakura que você viu ontem, ela existe e ela faz parte de quem eu sou. – falou mais controlada – Ela ama o Sasuke! – franzi o cenho – Ela ama porque ela é a Sakura de 18 anos, mas o Sasuke que ela ama não é você.
– Mas que conversa louca é essa Sakura, como eu não posso ser eu? Se ela ama o Sasuke e eu sou o Sasuke e ela é você, então você me ama!
– Você não é aquele Sasuke! – gritou – O Sasuke que você era nunca me obrigaria a fazer o que você fez, ele poderia ser quieto e antissocial, mas no fundo, lá no fundo – apontou para o seu coração com o dedo indicador – ele se importava com os seus amigos e seus sentimentos e demonstrava isso em suas atitudes. Por isso, não diga que você é ele, você foi, não é mais, assim como eu te amei, mas não te amo mais.
Fitei a mulher machucada a minha frente completamente estático, sem reação.
Como é mesmo que se respira? Como anda? Como fala? Como é que se vive?
A única coisa que eu sabia e continuava a fazer era encará-la. Ouvindo cada palavra ácida direcionada a mim.
– Sabe o que é mais engraçado – ela riu sem humor – é que por um momento eu pensei que aquele Sasuke ainda existia. Que ainda existia esperança para alguém tão frio como você. Por um momento, eu achei que talvez você não fosse o que todos me falaram assim que voltei para Konoha, me avisando que ficar longe de você era o mais saudável para mim. Por um momento, quando eu te vi fragilizado, precisando de mim, eu pensei que eu poderia salvá-lo, que você não era só o canalha que jogava cantadas baratas pra cima de mim desde os nossos primeiros encontros e usava qualquer uma sem se importar com o sentimento alheio. Mas a sua última atitude só me fez ter certeza do quanto eu fui burra de acreditar nessa ilusão. Você destruiu o mínimo de respeito e confiança que você tinha conquistado de mim nesses últimos dias.
Ela virou-se de costas pra mim com a cabeça baixa.
– Sakura – sussurrei dando um passo em sua direção ainda em transe. Eu sabia que o que eu tinha feito era errado e que não merecia o seu perdão. Mas, mesmo assim... – olha pra mim – pedi de maneira quase inaudível.
– Vai embora Sasuke – falou fria com a voz baixa – sua presença é tóxica e eu não vou me afundar no seu mundinho por capricho seu. Você devia achar que eu me jogaria aos seus pés quando acordasse, afinal as memórias permanecem, assim como tantas outras mulheres vulgares, que você já teve, fizeram. Mas você está enganado, você se enganou sobre mim. A melhor escolha que eu já fiz na vida foi ir embora de Konoha, ficar longe de você, por isso fique longe de mim Sasuke, porque tudo o que eu mais quero é distância de pessoas como você, que só me fazem sentir nojo e repulsa. – ela tomou o fôlego antes de dizer a última sentença em um sussurro – Você merece ficar sozinho!
Eu não te amo! Eu te odeio! Você merece ficar sozinho! Eu não te amo! Eu te odeio! Você merece ficar sozinho!...
Pus minhas mãos sobre a minha cabeça, na tentativa inútil de fazer a voz dela parar.
Querendo distância daquele lugar, saí correndo, só parei assim que cheguei no meu quarto.
Eu não te amo! Eu não te amo! Eu não te amo!...
Com raiva virei a grande cama usando apenas os braços. Chutei violentamente, com os dentes trincados, os paus que sustentavam o colchão até não sobrar nenhum.
Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio!...
Caí sentado no chão que antes era ocupado pela cama apertando com força meus punhos, sentindo a minha carne ser perfurada pelas minhas unhas como se aquilo me acalmasse. Uma tentativa em vão.
Você merece ficar sozinho!
Meu maxilar estava tenso olhando para a parede a minha frente. Em nenhum momento olhei para a Sakura que abriu lentamente a porta meia hora depois. Entrou, pegou a sua bolsa e saiu. Deixando-me sozinho novamente com a minha solidão...
***
– Tsuchikage-sama – chamou um shinobi do lado de fora do escritório do kage.
– Entre Nawashi – ordenou Hiroto soltando sobre a mesa a pasta sobre um ninja específico que analisava. Sobre Uchiha Sasuke.
O shinobi com as vestes ninjas tradicionais de Iwagakure no Sato adentrou a sala segurando um envelope marrom de maneira receosa, algo que não passou despercebido pelo olhar atento e perspicaz do kage.
– Então... – estimulou o ninja a prosseguir.
– Aqui está o que o senhor pediu – falou entregando o envelope.
Hiroto abriu o envelope e retirou as fotos de dentro dela. Olhou calmamente cada uma delas. Todas mostravam Sasuke e Sakura agarrando-se em um lago durante uma noite chuvosa.
Então eles estavam juntos no final das contas? É primo, parece que no fim a Sakura não esqueceu o Uchiha, mesmo passando oito anos casada contigo, pensou o kage jogando com raiva as fotos sobre a mesa levantando-se e olhando pelas vidraças a sua preciosa vila.
Eles queriam que ele visse, ele sabia. Ele sabia que shinobis de alto nível como aqueles dois não deixariam de perceber a presença de seus shinobis.
– O que faremos Tsuchikage-sama? – perguntou receoso o shinobi.
– Contrate nukenins de alto nível para que se infiltrem em Konoha e tragam algo que me pertence de volta. Peguem Yoshito Mina – respondeu frio e cauteloso.
– E quanto ao Uchiha, Tsuchikage-sama? Não faremos nada? – perguntou descrente e tal pergunta fez surgir um sorriso de canto perigoso no rosto do kage.
– Eu nunca disse isso, Nawashi. O Uchiha não é facilmente atingível.
– Mas então o que faremos se ele é inatingível?
– Eu disse que não é fácil de atingi-lo e não que é inatingível – disse virando-se para seu subordinado que tremeu diante do semblante de seu superior – Seu orgulho é sua maior falha. Resumindo, seu sharingan.
– Você quer que eu mande arrancar os olhos de Uchiha Sasuke? – perguntou surpreso.
– Não. Não seria tão fácil e temos outra cobaia perfeita para conseguir os segredos do maldito sharingan. Quanto você acha que as Nações pagariam pelos segredos desse poderoso poder ocular, Nawashi? – o shinobi engoliu em seco e negou com a cabeça sem saber o que responder. O kage enfiou uma kunai em uma foto que analisava antes do shinobi chegar – Mande shinobis para konoha e me traga a minha cobaia.
– E quem seria, senhor?
O kage pegou a foto perfurada pela kunai que estampava um garotinho de cabelos negros e olhos onixes.
– Uchiha Nisuke.
Continua...
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