– Então, entendeu? – Quiron me perguntou.
– Bem, entender, eu entendi, mas assimilar isso tudo que é complicado.
– É normal. – ele falou
Nós caminhávamos pelo campo, passamos por vários campistas que ficaram me encarando. Quiron havia me explicado tudo, desde o acampamento até os deuses. Quiron devolveu minha bolsa que eu carregava quando me trouxeram para cá. Agora ele me mostrava o acampamento.
–Olha, eu tenho que resolver uns problemas, mas vou deixar você bem acompanhada, tá? – Quiron falou.
– Tudo bem. – falei.
Ele gritou duas meninas, que conversavam animadamente um pouco mais a nossa frente. As duas vieram correndo.
– Fala. – a de cabelos cacheados castanhos falou.
– Meninas, essa daqui é a Serena, Serena, essas são Annabeth e Bianca. Meninas, ela é nova, preciso que vocês mostrem o acampamento para ela, tá? – Quiron falou.
– Pode deixar Quiron. – a Annabeth falou.
E lá se foi ele.
– Então, chegou quando? – a Bianca perguntou.
– Cheguei há dois dias, pelo que me contaram, mas eu estava na enfermaria. – falei.
– Humm. Bom, meu nome é Bianca Di Angelo, tenho 17 anos e sou filha de Hades. – a Bianca se apresentou
– Meu nome é Annabeth Chase, mas pode me chamar de Annie, tenho 17 anos e sou filha de Atena. – a Annabeth se apresentou.
– Prazer em conhecê-las meninas, meu nome é Serena Van Der Woodsen, tenho 16 anos e ainda não sei de quem sou filha. – me apresentei.
– Bom, se você não sabe, vamos te levar pro chalé de Hermes. – a Bianca falou.
– Lá é onde todos os campistas novos ficam até serem reclamados ou quando não são reclamados. – a Annabeth falou.
– Nossa, você me motivou muito agora. – falei, sorrindo.
– Desculpa. Mas eu tenho certeza de que você será reclamada. – a Annie se desculpou.
– Então, vamos colocar suas coisas lá e vamos te mostrar onde nós treinamos, tá? – a Bianca falou.
– Tá, por mim, pode ser. – falei.
Caminhamos até um lugar onde havia vários chalés. Elas foram falando de quem eram os chalés. Do chalé de Hefesto saíram três meninos abarrotados de coisas mecânicas nos braços. Eles passaram por nós e um deles parou logo em seguida, fazendo o caminho de volta.
– Hey, Serena, certo? Lembra de mim? – o menino perguntou. Ele estava cheio de graxa, seu rosto e suas roupas estavam completamente sujos. Mas eu reconhecia aquele rosto.
– Hey. Lembro, é Léo, certo? – eu perguntei.
– Certo. Fico feliz em ver que você melhorou. Eu até te estenderia a mão, mas elas estão meio ocupadas. – ele falou e sorriu.
– Obrigada e você quer ajuda? – perguntei.
– Não, to de boa. Mas eu preciso ir. A gente se esbarra por aí. – ele falou
– Tá, tchau. – falei e ele foi embora.
– Caramba, foi você que eles foram buscar? – a Bianca perguntou.
– Foi. – falei, sem graça.
– Criatura, que monstro te atacou pra precisar dos quatro melhores espadachins do acampamento? – a Annabeth perguntou, curiosa.
– Eu acho que foi um minota...
– Criatura, cuidado com o que você fala. Os nomes têm poderes. – a Bianca me repreendeu.
– Tá, desculpa. – falei
As duas me levaram para um chalé, o ultimo deles, eu acho. O chalé era cheio de camas, beliches nas paredes.
– Onde estão o Travis e o Connor quando precisamos deles? – a Bianca falou.
– Atrás de você. – a voz de um menino invadiu meus ouvidos, de repente, me fazendo levar um susto.
– Connor. – a Annabeth falou.
– Em que podemos ser úteis, meninas? – o outro, que eu acho ser o Travis, perguntou.
– Na verdade, podem ser úteis a ela. – a Annabeth falou, apontando para mim. – Serena é nova aqui. Achei que vocês podiam arranjar um lugarzinho pra ela, até descobrir de quem ela é filha.
– Claro. Sempre cabe mais um aqui. – Travis falou, pegando a minha mochila e a colocando em cima de uma cama.
– Obrigada. – falei
– Então, aonde vocês estavam? – a Bianca perguntou.
– A gente estava lá na arena. Nate e Percy estão num duelo histórico lá. – o Connor falou.
– Jura? Não podemos perder essa! – a Annabeth falou e saiu correndo porta a fora.
– O que aconteceu? – perguntei, correndo atrás dela e das Bianca.
– Vem. Corre. – a gente correu até uma arena. A arena parecia uma quadra de vôlei, com arquibancada e tudo, só que no meio da quadra, em vez de ter um jogo, havia várias pessoas duelando.
Exatamente, no meio dessas pessoas havia dois meninos, um de cabelos lisos, iguais aos meus só que castanho e mais curtos, lógico. E o outro tinha cabelos pro lado, loiro. Os dois pareciam querer se matar.
Eu e as garotas nos sentamos na arquibancada perto de Annabeth e de Rachel.
– Ei. Como tá o duelo dos dois? – a Bianca perguntou.
– O Percy tomou uns bons arranhões, o que, com certeza, me custará alguns minutos cuidando dele mais tarde, mas fazer o que né? – a Annabeth falou.
– Quem é Percy? – perguntei, totalmente boiando ali.
– Desculpa, Serena. Percy é meu namorado, aquele de cabelos castanhos no meio da quadra duelando com o Nate. – a Annabeth explicou.
– Ah, tá. E meus parabéns, você tem um namorado muito bonito. – falei.
– Obrigada. – ela agradeceu.
– Vamos lá. Acabou. – a Rachel falou e eu automaticamente olhei para os dois. Percy estava caído, com o Nate segurando sua espada e com a outra apontada para a garganta do garoto. Annabeth correu tanto que eu achei impossível um humano correr naquela velocidade. Aí eu lembrei: ela era uma semideusa e não uma humana normal. Vou demorar a me lembrar disso.
Eu e as meninas corremos atrás dela, até o meio da quadra, onde Percy já estava levantando com a ajuda de Nate e de Anne. Então ele olhou pra mim e eu vi os meus olhos nos dele. Não to zuando não, os olhos dele eram iguais aos meus, quero dizer, no tom de verde, no tamanho e no formato do olho. Tudo.
– Hey, você não é aquela menina que a gente trouxe pra cá? – ele perguntou.
– Sou eu, sim. — falei sorrindo.
– Legal, vejo que você já está bem melhor. – ele falou.
– Estou sim, obrigada. – falei.
– Tá muito machucado, cabeça de alga ? – Annabeth perguntou para ele.
– Só um pouco. – ele reclamou, fazendo manha. Segurei-me para não rir.
– É né, Jackson, perdeu de novo. – Nate falou.
– Eu deixei você ganhar, Fletch. – Percy retrucou.
– Ainda bem que sonhar não custa nada. – Nate falou e saiu andando para fora da quadra, até que Rachel o chamou:
– Nate. Aonde você pensa que vai?
– Vou tomar um banho. – ele respondeu.
– Não antes de eu cuidar do seu braço, se Quiron te ver andando com o braço assim por aí, eu to ferrada. – Rachel retrucou e puxou-o quadra a fora em direção à Casa Grande.
Eu sorri. Nate fazia o tipo de cara machão, que não liga pra nada e que qualquer coisa tava bom. Mas eu tenho que dizer que gato ele era. Cabelos loiros jogados pro lado e olhos muito azuis. A pele era clara.
Nós fomos almoçar. Eu me sentei à mesa de Hermes, que era bem bagunçada, com bastante gente. Percy, coitado, almoçava sozinho, pelo que eu entendi, ele era o único filho de Poseidon. Depois as garotas resolveram terminar de me mostrar o acampamento, enquanto Annabeth cuidava de Percy. Até que paramos na praia.
– Aqui é lindo. – falei, enquanto me deitava na areia.
– É mesmo. – a Bianca concordou.
Ficamos um tempo em silêncio até que eu resolvi quebrar o mesmo.
– Então, de quem o Nate é filho? Não que esteja interessada. – falei, me sentando e me virando para elas.
– Nate é filho de Apolo. Ele é meio marrento não se interessa tão fácil. – a Annabeth falou.
– Anham. – falei. – Acho melhor nós irmos, né? Deve estar quase na hora do jantar e eu ainda tenho que tomar banho.
– Verdade. – as meninas concordaram.

Percy:

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Nate:

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Connor e Travis:

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Bianca:

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Léo:

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