A Filha Do Vulcão
2 Um professor esquisito de química me assusta
Quando acordei já estava na hora de ir para a escola. Quando levantei percebi que o colchão estava quente, mas o travesseiro estava molhado, imaginei que isso tivesse a ver com o sonho, então deduzi que minha cama estava normal, e eu estava apenas imaginando coisas. Aprontei-me rapidamente como fazia em todas as manhãs com minhas roupas básicas de sempre. Vesti uma calça jeans qualquer, uma camisa preta com uma caveira branca estampada, coloquei uma jaqueta de couro num tom grafite por cima da camisa, e calcei meus tênis preto cano médio do qual eu mais gosto. Joguei meus cabelos de lado, peguei minha mochila e corri para não perder o ônibus. A parte da correria também fazia parte da minha vida matinal, talvez seja por isso que eu já me acostumara a me arrumar bem rápido.
Consegui correr atrás do ônibus e sentar no último banco ofegante. Quando desci do ônibus corri um quarteirão até o colégio e conseguir chegar bem na hora que tocou o sinal. Assim que estava nos limites do colégio me acalmei, pois tinha conseguido chegar na hora, mas me surpreendi — na verdade fiquei parcialmente assustada – quando vi aquela menina que falava comigo às vezes conversando com aquele professor esquisito de química de quem eu não gostava. A menina tinha os cabelos vermelhos na altura do queixo, e eu até que gostava do seu estilo. Amava o anel de spikes dela e o casaco vermelho e preto que ela usava combinando com seu tênis sujo de couro vermelho, como se ela o usasse bastante. Já o professor era realmente esquisito. Ele sempre usava uma calça jeans desbotada com uma camisa gola polo também desbotada com um tênis que parecia não ser confortável a ele, como se ele não estivesse acostumado a usar aquilo. Mesmo ele estando sempre de boné, dava para perceber que era parcialmente calvo, e o pouco cabelo que tinha era branco. Tinha entre 50 e 60 anos. Andava de um jeito tão esquisito quanto ele, mancando, meio torto como se aquilo não fosse seu natural. Falando assim, ele deve parecer só mais um velho manco pra você, mas não estou falando que seu físico era esquisito – embora realmente fosse — mas seu jeito era realmente esquisito, como se ele não fosse totalmente humano.
O que mais me surpreendeu não foi o fato de eles estarem conversando, e sim o sorriso que eles abriram pra mim ao me ver. Na verdade a Carolyn sorriu quando me viu já o professor Joseph de química fingiu um sorriso, como se quisesse ser educado, mas eu sabia que ele tinha se esforçado bastante para abrir aquele sorriso, já que ele me olhou de cara feia durante o inverno todo, ou seja, desde quando ele entrou no colégio.
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