A Filha Do Vulcão
3 Fujo da escola
Depois que eles deram um sorriso pra mim, Carolyn gritou meu nome alto.
– Étila! – disse ela acenando com a mão.
Nossa cara, odeio esse nome, e ela ainda tem que gritar. Significa filhado vulcão. Isso faz algum sentido? Mas retribui a recepção.
- Oi Carolyn, bom dia professor Joseph. Tudo bem?
– Tudo ótimo – disse ela – teve algum sonho estranho esta noite?
Minha mente deu um nó. Será que ela sabia? Mas como ela saberia?
- Hã, talvez. Por quê
- Sabemos que teve. — disse Joseph – E você precisa ir com a gente agora.
– Não, você não sabe. Como saberiam? E eu não tenho que ir a lugar algu
– Étila, me escute, eu não sou um professor de química, e ela não é apenas uma menina de cabelo vermelho. Eu sou um sátiro e ela é uma semideusa filha de Hades.
– Você é um o quê? Hades? Pare de tentar me confundir! Eu não vou a lugar nenhum, nem tenho autorização de meus pais.
– Eles não são seus pais de verdade.
– Eu sei que são adotivos, mas ainda são responsáveis por mim.
- Étila, me deixa explicar. Sabe os Deuses da mitologia grega? Então, eles existem de verdade. E você é filha de um deles. E precisamos levar você para o acampamento onde irá aprender a se defender de monstros e descobrir quem é seu pai ou mãe olimpiano, e você precisa ir agora, porque esse lugar está cada vez mais infestado de monstros atrás de você, e está ficando cada vez mais difícil te proteger.
– Cara, você é louco! Sei que nunca moveria um dedo pra me defender, você nem vai com a minha cara. E que papo é esse de mitologia? Qual o seu problema?
- Étila, presta atenção em mim – disse Carolyn – Você é uma semideusa como eu, querendo ou não, e precisamos ir para o acampamento. Joseph só quer seu bem assim como eu, ele é o seu sátiro.
– Olha, eu até vou, mas ainda não confio nesse cara. Vou porque você é legal e também porque já faz um tempo que quero sair dessa rotina. Mas como vamos sair do colégio? Não vão liberar um professor e duas alunas em horário de aula.
– Eu dou um jeito – Disse Joseph – É pra isso que existe névoa.
– Existe o quê? Ah, esqueça, vamos logo.
Seguimos para o portão do colégio
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