A Filha Do Medo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Mas esse ficou mais grandinho do que o outro...
O ônibus chega e é hora de eu partir para o mundo mortal, cheio de perigos e ameaças. Eu mesma estou com medo, de não sobreviver ou de decepcionar meu pai. Mas é tudo muito estranho, me sinto como um recém-nascido. Quando passo as pessoas se afastam de mim, como se sentissem medo.
__ É 55,00 dólares, senhorita — disse o homem velho do ônibus.
Olho para ele sem entender. O que ele quer?
__ Tem que pagar pra viajar.
Arregalo os olhos.
__ Eu preciso pagar?
Consigo entender o medo que ele sente por mim, medo que eu faça algo ruim para ele. Ele não quer que eu entre, mas eu preciso. Então eu entrei.
__ Ei — olho para ele desafiador — oh, quer dizer, você prefere a cadeira perto da janela ou a mais próxima do corredor?
Dou um sorrisinho de canto.
A viagem passa rápido, sem nenhuma interferência, então o ônibus para o jantar.
Logo que entro no restaurante sinto uma onda de medos e angustias, todos parecem estar preocupados, isso me dá dor de cabeça. Um tem medo de aranha, outro de fogo, já outro de deuses... Espera um pouco, deuses? Olho para os lados e vejo: um grifo. Dou uma meia volta e me deparo com um homem de terno preto. Corro o mais rápido que posso até a janela. E quebro-a, depois pego um pedaço de vidro, partindo para o ataque.
Estudo o homem e vejo que ele tem medo de mim, por causa de meu pai, mas que precisa me matar de todo jeito. Faço ele ver uma floresta misteriosa onde ele está perdido, pois tenho pena desse pobre mortal. Já o grifo tem um medo de galos cantando, mas nem precisei fazer nada, na televisão passa uma propaganda com isso.
Saio feliz da lanchonete. Mas a minha felicidade durou pouco. Homens de preto cercavam o terreno todo, mas eles não pareciam ser mortais, pareciam ser fantasmas. Eles começavam a tremeluzir se você olhasse bem para eles. Puxaram meu braço, me empurraram, eles me cercaram, não tem como me salvar. Desespero-me, não, não...
__ Saiam daqui — berro — AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH
O som que sai da minha boca é muito fino, doeu até meus próprios ouvidos. Com isso apenas sinto uma batida forte nas minhas costas. Antes de fechar os olhos, passa uma sombra negra e penso: "É a morte vindo me pegar, perdoe-me pai, por não ter feito sua vingança"
Notas finais
Eu acho que não sou mt boa com fics de suspense... Mas quero reviews de qualquer jeito, pode mandar criticas, jujubas, sugestões, refrigerantes, o que vcs querem que aconteça, balas, continua, chocolates, beijos, cupcakes... Acho que eu tô com fome... Vo comer, xauzinho ¬¬'
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