A Filha De Katherine Pierce
3 Rumo a Mysthic Falls e Imprinting
Notas iniciais
Terminei de empacotar a última caixa, parecia tudo pronto para ser levado. Suspirei aliviada e sentei no chão, encostei minha cabeça na parede e fechei os olhos. O tempo passou tão rápido. Á pouco tempo atrás eu vasculhava cada informação sobre ela, Katherine Pierce, minha mãe. Em nenhum momento da minha vida deixei de amá-la e sei que ela também me ama.
Estou tão ansiosa, passei a minha vida inteira procurando por ela e agora estou tão perto de conhecê-la. Também pretendo conhecer meu pai, nem sei o nome dele, mas sempre sonhei em conhecê-lo.
Vou resumir um pouco minha história. Nasci na Bulgária e fui separada da minha mãe pouco tempo depois. Ela deixou-me uma foto e uma carta. Quando completei dezessete anos entrei em transição, conheci Claire e ela me ajudou em tudo. Pouco tempo depois conheci a Anna. Então, eu, Claire e Anna viramos melhores amigas, mais que isso, elas são como irmãs.
Os anos passaram-se e Anna retornou para Mystic Falls para tirar sua mãe da tumba. Algum tempo depois as duas foram mortas e Claire só conseguiu trazer a Anna de volta.
Á pouco tempo descobri que minha mãe está em Mystic Falls e é para lá que vamos. Eu não sei direito oque falar quando vê-la pela primeira vez. Esperei a vida toda por isso e também espero conhecer meu pai. Sempre sonhei em conhecê-los e agora estou tão perto.
– Anda logo, Nina, queremos sair cedo. – Claire gritou da cozinha.
– Só um minuto. – Gritei de volta.
Peguei a caixa e segui para sala.
– Essa é a última? — Anna perguntou.
– Sim. — Respondi.
Anna pegou a caixa e eu peguei uma mala, colocamos tudo no carro onde Claire nos esperava. Entramos no nosso bebê, nossa Ferrari Conversível Branca. Anna ficou na frente ao lado de Claire que estava no banco de motorista. Eu fiquei atrás.
Carro: http://4.bp.blogspot.com/-Um0aJb4q_PM/T8qSZjT-zNI/AAAAAAAAAuc/bIGDtMSuOo8/s1600/ferrari_branca.jpg
– Tem certeza que está pronta? – Claire perguntou para mim.
– Sim. – Sorri. – Esperei a minha vida inteira por isso.
– Agora seu sonho vai se realizar. – Anna sorriu. – E eu também vou poder ver o Jer.
O teto do carro estava aberto, o sol estava fraquinho. Coloquei óculos escuros, Anna e Claire fizerem o mesmo. Colocamos o sinto de segurança e seguimos viagem.
Esqueci-me de apresentar direito Anna e Claire, bem, Anna é baixinha de cabelos pretos e pele bem clara, olhos castanhos bem escuros. É magra, mas tem um corpo de dar inveja. Já Claire também é baixinha, têm cabelos ruivos e olhos verdes, sua pele também é quase translucida. Ambas tem rosto de boneca.
Em questão de personalidade Anna é mais calma e sensata do que a Claire às vezes. Claire é muito animada e se da bem fácil com as pessoas, mas quando mexem com ela ou com alguém que ela goste, saí de perto. Também é alegre e falante, muitos a chamam de ruiva esquentada.
Os pais de Claire se chamavam Lílian e William Brandon, sua mãe era bruxa. Ela me contou que quando tinha treze anos, sem querer levitou um jarro. Seus pais perceberam e sua mãe começou o treinamento com ela, o que a deixou muito empolgada.
Quando ela tinha dezoito anos seus pais foram mortos e seus corpos nunca foram encontrados. Isso a transtornou fazendo com que ela se fechasse para o mundo, demorou muito tempo para voltar a ser feliz. Então depois de um tempo ela fez um feitiço que á torna imortal. Mas ela pode morrer por mortes naturais, é como uma humana, só que imortal. Claire tem a mesma idade que eu e Anna.
Anna foi transformada quando tinha dezesseis anos, não chegou a conhecer seu pai, ele morreu quando sua mãe estava grávida. Anna é calma e reservada, chega a ser até tímida às vezes. Ama demais sua mãe e ficou muito abatida quando Claire não conseguiu trazê-la de volta. Namorou Jeremy Gilbert e quando morreu apareceu para ele algumas vezes.
Nós temos 520 anos, idosas na idade e adolescentes na aparência. Tenso não? Lembro-me nos primeiros anos, nunca perdi o controle, nunca matei nenhum um único humano. Aprendi a me controlar e mesmo só me alimentando de animais consigo controlar a mente de vampiros e de humanos. Não sinto tanta falta de sangue humano como um vampiro normal, pois também tenho que comer comida normal, tenho fome como uma humana comum, se eu não comer comida normal eu fico fraca que nem uma humana.
– Já estamos perto? — Perguntei, feito uma criança ansiosa para chegar ao parque de diversões.
– Nina é a décima vez que você pergunta isso. – Claire revirou os olhos. – Estamos quase lá.
– Ela está certa, Claire. – Anna falou. – Minha bunda já está quadrada.
Depois de algum tempo tivemos que parar para comer, já era hora do almoço. Não estava com vontade de tomar sangue, mas estava com fome. Claire é uma bruxa, Anna é uma humana e eu tenho meu lado humano, temos que nos alimentar, não somos feitas ferro. Paramos em um lugar que eu achei ser um restaurante de estrada.
Pegamos uma mesa, um pouco afastada. Não parecia um restaurante e sim um bar de estrada, droga, cheio de bêbados. Também é um dos points de muitos vampiros. O lugar não era tão repugnante, tinha um piso de madeira escuro, as paredes no mesmo tom do piso. As mesas eram redondas e de madeira, além disso, tem a bancada das bebidas, onde os bêbados ficam mais próximos. A música bem alta e num canto afastado uns casais dançando, dançando não, se esfregando e quase trepando em público. Revirei os olhos com essa cena.
O garçom veio nos atender.
– Olá eu sou Dylan, vou atendê-las hoje. — Ele falou com um sorriso amigável.
– Ok, eu quero um hambúrguer e uma coca. — Pedi, olhando o cardápio.
– Também um hambúrguer e um guaraná. — Claire falou.
– Eu quero só um guaraná. — Anna se pronunciou.
– Você não comeu nada a manhã inteira. – Falei. – Traz um hambúrguer para ela.
– Está bem, volto logo. – Ele falou terminando de anotar nosso pedido e saiu.
– Porque não quer comer? — Claire perguntou.
– Estou tensa, perdi o apetite. – Anna respondeu, parecendo bastante ansiosa. – Sei lá o nervosismo de rever o Jeremy.
– Imagine o meu estado. – Falei. – Vou conhecer minha mãe e estou quase tendo um piripaque.
– Se acalmem as duas, estamos quase em Mystic Falls. — Claire revirou os olhos.
Suspirei, precisava me acalmar. Resolvi ir ao banheiro lavar o rosto, talvez ficasse um pouco mais calma.
– Vou ao banheiro. — Avisei.
Levantei-me para ir ao banheiro e no caminho, acabei esbarrando em um rapaz. O esbarro foi tão forte que caímos, acabei batendo minha cabeça na dele.
– Ai. – Gemi pondo a mão na testa, onde tinha batido.
– Quer ajuda aí? – Ele estendeu uma mão para me levantar.
Aceitei sem olhar para ele, quando me levantei e olhei para ele, meu coração disparou, de uma forma tão intensa que acho que nem eu mesma conseguiria me controlar. Que visão era aquela? Continuei paralisada com tal visão divina.
Nossa, o cara não parece ser só bonito e sim um ser que foi criado para tentação feminina. Ele é alto, de cabelos num tom loiro escuro e olhos azuis. Seus músculos marcados pela blusa branca. Suspirei com essa visão. Foi aí que ele olhou bem nos meus olhos e paralisou, ficou estático e nem se mexia. Comecei a me assustar.
– Você está bem? — Perguntei preocupada pelo o estado que ele estava, parecia paralisado.
– Sim. – Ele respondeu ainda meio em transe.
– Ah.
– Érr, desculpe por ter esbarrado em você.
– Que nada. – Sorri. – Eu que sou uma desastrada.
– Sou Derick.
– Sou Nina. – Falei e apertamos as mãos.
– Então, érr, a gente se esbarra por aí. – Ele sorriu.
– Sim. – Falei, sorrindo abobada.
Ele voltou para sua mesa e eu continuei parada feito uma pateta por um bom tempo. Quando sai daquele estado voltei para mesa quase saltitando.
– Quem era aquele pedaço de mau caminho que você estava conversando? — Perguntou Claire, com um sorriso malicioso.
– O nome dele é Derick. — Respondi, sorridente.
– Acho que ele teve um amor á primeira vista. – Anna deu uma risadinha baixa. – Achei que ele iria desmaiar, você viu o estado dele?
Depois desse comentário corei bruscamente, o que fez elas rirem mais alto ainda. Olhei por cima de meu ombro em direção a mesa do tal Derick, e vi que ele olhava para mim, o amigo dele parecia rir da cara dele. Encolhi-me um pouco e corei mais ainda. Nessa altura deduzo que devo estar da cor de uma pimenta.
POV DERICK
– Derick, anda logo. – Matt gritou da sala de estar.
– Estou indo. – Gritei de volta.
Terminei o banho, saí do banheiro com a toalha amarrada na cintura, peguei uma cueca Box, uma calça jeans e uma blusa branca de gola V. Vesti-me apressadamente.
Meu nome é Derick Thompson, tenho biologicamente 160 anos e aparento ter 17. Meus pais são Eric e Karen Thompson, meu pai é um lobisomem imortal e minha mãe uma vampira, eu sou um lobisomem imortal. Minha mãe é irmã de Edward Cullen, eles são gêmeos. Bom, quando os pais deles morreram e Edward estava quase seguindo o mesmo caminho, a tia deles, Josephine, a levou para sua casa e a manteve longe do hospital, deixando-a só visitá-lo, pois minha mãe praticamente morava no lugar e os médicos recomendaram que ela se afastassem pois poderia adoecer também. Edward então foi transformado e sumiu, dado então como morto, mamãe ficou arrasada e caiu em depressão. Quando conheceu meu pai, estava começando a se recuperar. Eles começaram a se conhecer, então minha mãe descobriu que ele era um lobisomem e tinha tido um imprinting por ela. Ela se apaixonou por ele e eles se casaram, pouco tempo depois, eu nasci.
Quando minha mãe e meu tio se reencontraram ela pediu para ser transformada, ele persistiu muito, mas acabou transformando, pois ela disse que queria ficar do lado do meu pai para sempre. Os tempos se passaram e viemos para Forks, pouco tempo depois da quase batalha contra os Volturi, estávamos na Inglaterra, papai foi para apoiá-los, mas não deixou nem eu e nem mamãe irmos.
Quando nos mudamos para Forks, fui para a matilha do Sam.
A história do meu tio é tipica de filmes e livros adolescentes, ele se apaixonou por uma humana, amor á primeira vista, namoraram e casaram e o que todos consideravam impossível aconteceu, tiveram um bebê, Renesmee.
Então quando ela ficou adulta se apaixonou por Jacob Black, o mesmo havia tido um imprinting por ela. Eles se casaram e tiveram Matthew e Sarah. São gêmeos. Assim que Sarah nasceu, Seth Clearwater teve um imprinting por ela. Quando ela completou dezesseis anos eles começaram a namorar.
Hoje Sarah e Matthew têm vinte e três anos, pararam de crescer aos dezessete anos.
Sarah e Seth se casaram e têm planos de ter filhos. Já o Matt quer curtir á vida.
Matt e eu somos melhores amigos e agora estamos indo passar uma temporada com nossos primos Damon e Stefan Salvatore.
Peguei minha mala e segui para sala. Despedimos-nos da família e amigos e seguimos viagem na minha BMW preta.
Carro: http://bestcars.uol.com.br/carros/bmw/2006/m6-serie.jpg
Depois de um bom tempo dirigindo, parei o carro em frente a um bar na estrada. Com certeza cheio de bêbados. Entramos e fomos logo sentando logo em uma mesa. Pedi um sanduíche e uma coca e Matt fez o mesmo.
– Vou ao banheiro. — Avisei.
– Ok. – Ele falou com os olhos vidrados em seu Iphone.
A caminho do banheiro estava tão distraído que acabei esbarrando em uma garota. A batida foi tão forte que batemos de cabeça, caímos cada um para um lado. Levantei-me devagar, minha cabeça ainda doía. Estendi minha mão para ela se levantar.
– Ai. – Ela gemeu com a mão no lugar onde tinha machucado.
– Quer ajuda aí? — Estendi uma mão para ela.
Ela não me olhou, apenas segurou minha mão e eu a puxei. Foi então que nossos olhos se encontraram. Senti um sensação percorrer todo o meu corpo. Pisquei meus olhos devagar tentando ver o que havia acontecido. Olhei mais uma vez em seus olhos verdes, fiquei olhando-as numa espécie de transe. Logo muitas imagens começaram a passar na minha cabeça. Primeiro eu vi um bebê nascendo, depois uma garotinha correndo pelo campo e por último a vi sorrindo e acenando para mim.
Foi como se parte da vida dela estivesse passando pela minha cabeça minha cabeça, era como se... Não fosse mais a gravidade que me prendesse á Terra, era... Ela! A garota me olhou e seu olhar demonstrava preocupação.
– Você está bem? – Ela perguntou, olhando-me, seu olhar tinha preocupação.
– Sim. – Respondi, ainda meio em transe.
– Ah. – Ela deu um meio sorriso me fazendo ficar com mais cara de idiota.
– Érr, desculpe por ter esbarrado em você. — Falei coçando a nuca, envergonhado.
– Que nada. – Ela sorriu. – Eu que sou uma desastrada.
– Sou Derick.
– Sou Nina. – Ela falou e apertamos a mão um do outro de leve.
– Então, érr, a gente se esbarra por aí. – Sorri.
– Sim. – Ela sorriu, meio abobada.
Voltei para a mesa meio cambaleando, parecendo um bêbado por sinal.
– Você bateu o recorde, bêbado em menos de vinte minutos. — Matt debochou.
– Eu não estou bêbado, só estou... — Tentei me explicar, mais fui interrompido.
– Mais idiota do que o comum? – Ele ergueu uma sobrancelha e eu revirei os olhos.
– Tem alguma coisa de errado comigo. — Falei.
– Descobriu agora? – Ele disse bebericando um gole de sua coca.
– É sério.
– Ok, fala. — Ele colocou a latinha em cima da mesa e olhou-me.
– Eu acho que tive um imprinting.
– O quê? – Ele engasgou e arregalou os olhos.
– Foi isso mesmo que você ouviu.
Ele tossiu um pouco, mas logo voltou ao normal.
– Ok, vou resumir um pouco para você o que é um imprinting. – Ele falou. – Você se apaixona só por uma única pessoa e vai querer ficar só com ela, ela é tipo, sua alma gêmea.
– Não parece tão ruim. — Fui sincero.
– Derick, você tá chapado? – Ele perguntou com uma cara indignada. – Se você estiver chapado isso não vai ser uma coisa muito legal. — Ele continuou. — Vou ser mais específico, para ver se você entendi. — Ele falou. — Você simplesmente acabou de foder com toda a sua eternidade!
– Claro que não, é um imprinting, mais cedo ou mais tarde poderia acontecer, no meu caso, foram um século e meio de atraso.
– Você andou mesmo fumando o cachimbo da paz. – Ele choramingou. – Que droga, um dos meus poucos amigos solteiros teve um imprinting, diga adeus às outras gatas.
Suspirei pesadamente tentando digerir oque tinha acontecido. Eu tinha acabado de ter um imprinting por uma garota que havia acabado de conhecer e não tinha a menor ideia do que fazer, quer dizer, e agora? Como vou viver se provavelmente nunca mais vou ver uma parte tão importante? Como posso amar alguém que nem ao menos sem quem é direito, isso está começando a me assustar.
Fale com o autor