A Filha De Katherine Pierce
4 Reencontros I
Notas iniciais
Nina Petrova
Suspirei fundo, havíamos acabado de chegar a Mystic Falls. Estava á um passo de encontrar minha mãe.
– Nervosa? — Anna perguntou.
– Claro. — Respondi.
– Vamos, temos que achar uma pousada. — Claire nos chamou.
Fomos procurar uma pousada e achamos uma perto de um restaurante chamado Mystic Grill. Nós três ficamos em uma só suíte, já que a mesma tinha quatro camas e era do tamanho de uns dois quartos juntos.
Terminei de arrumar minhas coisas e fui chamar as meninas para irmos ao Mystic Grill. Chegamos ao restaurante, logo Anna e Claire foram procurar uma mesa, enquanto eu sentei num banco em frente á uma bancada onde ficava o barman com as bebidas.
Pedi um suco e quando virei para o lado deparei-me com um cara, de aparente uns vinte anos. Era do tipo parar de trânsito, o cara tinha a pele pálida cabelos negros e olhos azuis. Ele me olhou e deu um sorriso torto.
– É nova na cidade? — Ele perguntou, ok, ele é um verdadeiro Deus-Grego!
– Sim. — Respondi sorrindo amigavelmente.
– Sou Damon. – Ele deu um sorriso torto e beijou a palma de uma das minhas mãos.
– Sou Nina. – Sorri e olhei de volta para a mesa que as meninas estavam, as duas me chamavam com a mão. – Érr, eu tenho que ir, minhas amigas estão me esperando.
– Ok, a gente se ver por ai.
Sorri e voltei para minha mesa. Anna me olhava com os olhos arregalados.
– Oque foi? — Perguntei sentando-me de frente para ela e Claire.
– Ele é Damon Salvatore. — Anna falou convicta.
– OQUÊ? – Quase engasguei. – Damon Salvatore, aquele que minha mãe teve um romance?
– O próprio. — Anna confirmou.
Arregalei os olhos e olhei por cima do ombro para o rapaz de olhos azuis que bebericava calmamente seu Whisky.
– Ok, vamos comer logo, temos que procurar sua mãe.
– Claro. — Falei, ainda surpresa.
Elena Gilbert
Passaram-se duas semanas desde que me transformei em vampira. Adaptei-me rápido, aprendi a me controlar. Mas quando me transformei, todas as lembranças que me fizeram esquecer quando era humana, voltaram. A primeira coisa que voltou, foi quando conheci Damon pela primeira vez. Eu o conheci primeiro que o Stefan. Depois, veio quando Damon se declarou para mim, depois de ter me salvado de Elijah.
Eu não escolhi o Stefan por que eu o amo, sim eu o amo e muito, mas como amigo. Eu amei muito Stefan e nossa história foi linda, não tem como negar e não me arrependo de ter me apaixonado e namorado com ele.
Mas eu me apaixonei pelo Damon e é ele que eu amo agora. Ainda estou com o Stefan, eu sei que é muito errado ficar com ele só por pena.Eu não sei oque fazer. Damon não foi embora por que eu pedi muito. Mas ele me trata friamente, como se eu não significasse nada e ele tem toda razão.
Eu não mereço nem ele nem o Stefan, no final das contas, eu mereço ficar sozinha.
Hoje fui ao Mystic Grill e vi Damon conversando e trocando sorrisos com uma garota. Tentei fingir que não liguei e assim que ela saiu passei por Damon rapidamente.
– Ei cunhadinha. — Ele falou e eu parei de andar, ficando de frente para ele.
– Sim? — Perguntei cruzando os braços na frente do peito.
– Vi o jeito que olhou para mim e para... — Ele parecia tentar lembrar do nome da garota. — Nina.
– Qual o problema?Não posso mais olhar para você? — Ergui uma sobrancelha.
– Claro que pode, só queria saber, ficou com ciúmes? — Ele perguntou como quem não quer nada enquanto bebericava um pouco de seu Whisky.
Bufei.
– Fiquei, Damon. — Confessei frustrada, porque eu não conseguia simplesmente mentir para ele?!
– Você teve sua chance, Elena. – Ele falou. – Eu te amo, muito, mas não vou passar a minha eternidade se arrastando para você.
– Não estou pedindo isso. — Murmurei
– Eu sei. – Ele falou. – Sei também que não ama mais o Stefan, não como antes, sei o que sente por mim.
– Damon, me deixe em paz. – Falei e quando ia sair ele segurou meu braço.
– Esta bem, Elena, mas saiba que o que está fazendo com o Stefan é errado. – Ele falou, sério. – Nem eu e nem ele precisamos de outra Katherine.
Ele tirou a carteira do bolso e colocou algumas notas de dinheiro no balcão e saiu. Fiquei parada, uma lágrima escorreu, eu sabia que o que estava fazendo era errado. Muito errado. Nem ele nem Stefan mereciam isso. Eu sou uma idiota. Não posso mais ficar com o Stefan. Ele me ama, cuida de mim, me ajudou e eu estou fazendo isso com ele.
Saí de lá correndo o mais rápido possível e fui para casa, tranquei-me no meu quarto, fiquei pensando como eu iria falar com o Stefan, não queria magoá-la, mas também não poderia continuar magoando Damon e a mim mesma.
Nina Petrova
Logo depois de sair do Mystic Grill, eu, Claire e Anna fomos procurar minha mãe. Rodamos Mystic Falls inteira e não encontramos ela em lugar nenhum.
– Acho melhor voltarem para pousada. — Falei, elas deveriam estar cansadas.
– Não Nina, iremos te ajudar. — Insistiu Claire.
– Sério, já me ajudaram muito, vão descansar. — Disse.
– Mas você também não está cansada? — Perguntou Anna.
– Não. – Menti, eu estava cansada, mas nada que impedisse de encontrar minha mãe, nada e ninguém me impediriam de encontrá-la!
– Tem certeza? — Claire insistiu, eu era uma péssima mentirosa.
– Claro. — Tentei ser convincente.
– Então tá. — Claire falou ainda meio desconfiada.
– Tchau. — Falei.
– Tchau. — Elas disseram juntas e foram para o carro, logo já tinham saído do meu campo de visão.
Só havia um lugar que não havíamos ido, a floresta, ai como eu sou idiota e não pensei nisso antes. Corri rápido e logo cheguei à floresta, ainda bem que tenho uma ótima velocidade.
Procurei na floresta inteira e nada.
Continuei procurando e acabei achando um lago. Em frente á ele tinha uma garota virada de costas embaixo da sombra de uma árvore olhando o lago. Tinha cabelos castanhos encaracolados. Ela virou-se e olhou para mim.
Meu coração disparou e senti meus olhos encherem d'água. A felicidade encheu meu peito.
Sim, é ela.
Derick Thompson
Ainda não consigo acreditar que tive um imprinting. Sei lá, eu não paro de pensar nela e nem á conheço direito, isso é tão estranho...
– E agora? Oque vai fazer? — Matt perguntou, interrompedo meus pensamentos.
– Não tenho a mínima ideia. — Respondi.
Ele suspirou.
– Ok, vamos para casa do Damon e do Stefan, depois você resolve isso.
E seguimos para á mansão dos Salvatore. Assim que chegamos, Stefan já estava lá.
– Quanto tempo ein. – Ele falou deu um abraço apertado em cada um de nós. – Damon foi só ao Mysthic Grill mais volta logo.
– Tudo bem e como vão as coisas? — Perguntei.
– Bem, Elena está se adaptando. — Ele respondeu, dando um sorriso curto.
– Sua namorada? — Matt perguntou.
– Sim. — Stefan respondeu, sorrindo.
Ficamos conversando por um tempo e logo Damon chegou. Estávamos todos sentados nos sofás da luxuosa sala de estar.
– Oi pessoal, desculpem o atraso. — Damon disse sentando-se em uma poltrona.
– Tudo bem. — Falei.
– Mas falem, como foi à viagem? — Damon perguntou.
– Boa e ah, o Derick teve um imprinting.– Matt falou rindo e eu fuzilei-o com o olhar.
– Imprinting? – Damon ergueu uma sobrancelha.
– Oque é isso? — Stefan perguntou, confuso.
Expliquei á eles o que era e ficaram meio surpresos.
– Porque os lobisomens daqui não tem isso? — Damon perguntou.
– Porque são diferentes, é que nem á transformação, os outros podem controlar a transformação, os da outra espécie se transformam na lua cheia e não conseguem se controlar. – Expliquei. – E os da minha espécie só viram lobisomens se ficarem muito irritados e os da outra espécie tem que matar.
– É que nem os vampiros, os da espécie de vocês se ficarem no sol sem o anel queimam e os da outra espécie brilham. – Matt explicou. – Os dessa espécie podem transformar humanos em vampiros só com uma mordida e os da espécie de vocês tem que dar sangue de vampiro ao humano e a pessoa tem que morrer com o sangue no organismo.
– Isso é que é diferença. — Damon murmurou.
– Matt, você é um meio-vampiro, meio-lobisomem e meio-humano? — Stefan perguntou o óbvio.
– Sim. — Matt respondeu.
– Não tem transformação? — Stefan perguntou, curioso.
– Mais ou menos, eu nasci meio-vampiro e meio-humano, mais com os genes de lobo, eu me transformei em lobo e assim parei de envelhecer aos dezoito anos. — Matt respondeu.
– E a Sarah? — Stefan perguntou.
– O mesmo que eu. — Matt respondeu.
– Ah. — Stefan murmurou.
– Temos muitos assuntos para conversar. — Murmurei.
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