A Filha De Katherine Pierce
5 Reencontros II
Notas iniciais
Beijos
Nina Petrova
O momento mais esperado da minha vida havia chegado, e eu nem sabia oque dizer, estava muito nervosa.
– Katherine Pierce? — Perguntei com a voz embargada, já sabendo mais ou menos a resposta.
Ela virou-se para mim e aí sim eu tive certeza, era ela, e é tão linda, de altura mediana, com a pele um pouco mais escura que a minha, cabelos encaracolados de cor chocolate e olhos da mesma cor.
– Quem é você? — Ela perguntou.
– Nina Petrova. — Respondi.
Katherine Pierce
Tempo é uma coisa que passa muito rápido, parece que foi ontem que dei á luz a minha filha, minha pequena Nina. Vou explicar oque aconteceu. Não me lembro de nada sobre o pai da Nina, a única coisa que sei, é que eu o amava muito, isso é muito estranho e eu tenho quase certeza que ele era um vampiro, mesmo parecendo loucura, afinal, vampiros não se reproduzem, pelo o menos, eu acho que não.
Continuando, quando descobri que estava grávida, fiquei desesperada, eu ia ser mãe solteira e naquela época, um bebê fora do casamento era considerado uma aberração. Então tentei esconder a gravidez dos meus pais, mas foi impossível. Quando eles descobriram, perderam a confiança em mim, nunca vou me esquecer as palavras duras e frias do meu pai: “Você não é minha filha, Katerina, a doce Katerina nunca faria isso, minha filha sempre foi uma boa menina e você é uma meretriz”.
Minha mãe foi menos dura comigo, meu pai disse que eu ia morar com eles só até o bebê nascer. Mamãe ficou arrasada pela decisão de meu pai, sim, eu esperava que ele fosse me punir, mas não esperava que fosse me expulsar de casa, mesmo assim, fiquei grata por ele esperar meu bebê nascer.
Os meses passaram-se e eu dei á luz a uma menina, uma linda menininha. Dei-lhe o nome de Nina, assim que ela nasceu meu pai levou-a para longe de mim, mas na madrugada minha mãe trouxe-a para eu vê-la. Acabei escrevendo uma carta e deixando uma foto minha com ela.
Então levaram minha pequena Nina embora, poucos dias depois, eu fui expulsa de casa e deserdada.
Fui embora para Inglaterra e aprendi a ser uma inglesa. Adaptei-me rápido ao idioma e a cultura. Passei dois anos procurando minha filha, até que conheci Klaus e Elijah. Encantei-me com o Klaus, afinal, quem não se encantaria?!
Mas me apaixonei verdadeiramente por Elijah e percebi que ele sentia o mesmo por mim, minha esperança cresceu, pois me casando com ele, ele poderia me ajudar na busca da minha filha.
Pouco tempo depois descobri o orfanato onde Nina estava, nessa mesma época eu e Elijah estávamos nos dando bem. Foi então que eu descobri o que o irmão dele Klaus queria comigo, descobri oque eles eram e então tive que fugir. Klaus queria me usar no sacrifício para “acordar” o lado lobisomem dele, então fugi.
Acabei me transformando em vampira ás custas da Rose e do Trevo e isso fez com que eles entrassem para á lista negra do Klaus, fiquei muito culpada por isso, mas foi o único jeito.
Eu também havia entrado na lista negra do Klaus e então desisti de encontrar minha filha, pois se Klaus descobrisse da existência dela, ele poderia usá-la em sua vingança contra mim e também eu não poderia criá-la fugindo, ainda mais sendo uma vampira recém-criada, eu poderia não me controlar e machucá-la.
Então eu fui vê-la uma última vez no orfanato.
FlASHBACK ON
Avistei de longe á casa, já havia anoitecido. Aproximei-me do lugar e lá fora havia uma senhora varrendo a varanda.
– Oque deseja, senhorita? — Ela perguntou com um sorriso amigável
– Eu gostaria de entrar. — Sorri.
– Desculpe, mas as crianças já estão dormindo, mas volte amanhã. – Ela sorriu.
– A senhora vai me deixar entrar e ninguém vai ficar sabendo que eu vim aqui. — A compeli.
- Claro, entre senhorita. – Ela afastou-se dando espaço para minha passagem.
– Muito obrigada.
Entrei na casa e fui subindo as escadas, entrei no primeiro quarto, havia várias camas e nelas dormiam várias meninas. Cada cama tinha o nome e o sobre nome de cada uma, fui andando até o final do quarto e em uma das últimas camas, lá estava o nome “Nina Petrova”, sorri e me aproximei da cama.
Agachei-me ao lado da cama para observá-la mais de perto. Ela havia ficado linda e dormindo lembrava um anjo. Tinha cabelos castanhos encaracolados, sua pele era mais clara que á minha. Abracei-a e dei-lhe um beijo na testa, uma lágrima escorreu pela minha face.
Olhei o criado mudo, ao lado da cama onde havia á foto minha que eu havia deixado com ela, só que num porta-retratos. Sorri. Olhei-a novamente e ela entreabriu os olhinhos, que mais pareciam duas safiras verdes.
– Mamãe? – Ela perguntou coçando os olhos, surpresa. Ela sabia que eu era mãe dela pela foto e pela carta, deduzi que alguém havia lido para ela. Mas ainda sim, era muito esperta para uma criança de dois anos.
– Sim, querida. – Respondi abraçando-a, sentei-me em sua cama e coloquei-a em meu colo.
– Mamãe porque a senhora não veio me ver antes? — Ela perguntou com os olhinhos cheios d' água.
– Eu não sabia onde você estava. — Afaguei sua bochecha rosada.
– A senhora vai ficar aqui comigo? — Ela perguntou cheia de esperança.
– Eu queria muito meu anjo, mas eu não posso. — Doeu demais ter de falar isso para ela.
– Por favor, mamãe. – Ela pediu e uma lágrima escorreu pelo seu rostinho, sequei sua lágrima e a abracei.
– A mamãe vai estar sempre com você, aqui. – Falei pegando a mão dela e a minha e colocando do lado direito de seu peito. – Sempre vou estar aqui, no seu coração e você estará no meu.
– Eu te amo mamãe. — Ela abraçou-me e eu abracei-a de volta.
– Eu também te amo, meu anjo. – Falei sentindo as lágrimas brotarem. – Mas agora a mamãe tem que ir, nunca se esqueça, eu sempre vou te amar. – Disse ainda abraçada a ela.
– Eu quero que você lembre-se disso apenas como um sonho. – Falei olhando em seus olhos e ela balançou a cabeça positivamente, odiei-me por ter que compelir a minha própria filha.
Então ela logo adormeceu, coloquei-a na cama e enrolei-a. Dei um beijo demorado em dua testa e saí.
FlASHBACK OFF
Desde então eu sempre fiquei tendo informações dela, mas quando ela completou dezessete anos, foi embora do orfanato e eu nunca mais soube nada dela. Isso me deu muito desespero e ficar longe da minha filha fez eu me tornar uma pessoa amargurada.
Em relação ao pai da Nina, eu nunca mais houve falar dele, no final das contas ele e Elijah foram os únicos homens que eu amei.
Damon e Stefan eu cheguei a gostar dos dois igualmente, mas amar, amar não cheguei á amá-los e sei que o que fiz com eles foi muito errado, me sinto culpada disso até hoje.
Senti lágrimas brotando dos meus olhos, lembrar de um dos únicos momentos que eu tive com minha filha sempre me fazia chorar. Sentei-me a beirada de um lago, em baixo de uma árvore onde fazia sombra. Fiquei um bom tempo chorando.
Passei água no rosto para esconder os vestígios de choro. Sequei meu rosto com a ponta da manga do meu casaco. Continuei olhando meu reflexo na água e senti uma presença atrás de mim.
– Katherine Pierce. — Uma voz feminina perguntou.
Levantei-me e olhei quem era, uma garota, muito bonita por sinal, um pouco mais baixa do que eu. Sua pele era um pouco mais clara que a minha, seus cabelos cor chocolates e ondulados como os meus, seus olhos verdes, iguais á uma safira. Eu conhecia perfeitamente aqueles olhos.
– Quem é você? – Perguntei e senti á maior esperança da minha vida.
– Nina Petrova. — Ela respondeu, convicta.
Fiquei paralisada, pisquei algumas vezes, abri a boca algumas vezes, mas não saía nada.
- Filha. – Finalmente consegui falar, com a voz embriagada pelas lágrimas e corri até ela e abracei-a.
– Mamãe. — Ela falou com uma voz também tomada pelas lágrimas.
Ela veio até mim e abraçou-me com força, abracei-a também e afaguei seus cabelos.
– Eu achei que nunca mais ia vê-la. – Falei ainda abraçando-a. – Meu anjo, eu senti tanta sua falta.
– Eu também, mãe. – Ela falou ainda chorando.
Choramos juntas de emoção, eu achei que nunca mais fosse vê-la. Quer dizer... Como ela ainda está viva?!
Ainda não estava acreditando que eu estava ali abraçada a minha filha, á coisa mais preciosa da minha vida.
– Eu nunca mais vou me afastar de você. — Disse.
– Promete?
– Claro que sim, eu te amo mais que tudo, meu anjo.
– Eu também te amo mais que tudo, mamãe.
Sim, eu nunca mais iria me separar dela, não importa oque acontecesse.
Notas finais
Beijos
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