A Filha De Katherine Pierce
6 Amassos na Cozinha
Notas iniciais
Boa - leitura
Nina Petrova
– E foi assim que eu consegui te encontrar. – Falei terminando de contar toda a minha história para a mamãe.
– Mas no final das contas você conseguiu. — Ela sorriu e abraçou-me.
– Mãe, a senhora contou-me toda a sua história e eu percebi que a senhora não mentiu.
– Agora você sabe todos os podres do meu passado.
– Eu só queria saber. – Dei um longo suspiro. – A senhora se arrepende das coisas ruins que fez?
– Claro que sim, e se eu pudesse voltar no tempo eu nunca teria feito às coisas ruins que eu fiz. – Ela falou e seu olhar demonstrava arrependimento, ela realmente estava sendo sincera.
– A senhora pensa em pedir perdão em quem a senhora fez mal?
– Sim, mas não sei se vão aceitar. — Ela olhou para o chão
– Não vai saber se não tentar.
Elena Gilbert
Suspirei ao jogar á bolsa em cima da cama, mais um dia maçante na escola, não que eu não goste de estudar, gosto e muito, mas hoje não foi um dos dias melhores.
Fui ao banheiro e olhei-me no espelho, os rastros das lágrimas ainda estavam em meu rosto, chorei o caminho de volta da escola inteiro. Razão? Damon Salvatore e o quanto eu sou uma idiota que não merece dois caras legais como eles.
Tomei um banho rápido e olhei a mensagem que havia recebido:
“ Vou almoçar no Grill com a Bonnie. Beijos.
Jeremy. “
Coloquei uma música chamada My Immortal do Evanescence e peguei um pote de sorvete de chocolate na cozinha, sentei-me no sofá e comecei a comer o sorvete ao som de Evanescence. Yeah, dor de cotovelo. Cara a essa hora eu devia estar com o Stefan. Eu não presto, enquanto o Stefan está sendo um ótimo namorado, eu estou aqui no maior sofrimento por causa do irmão dele. Vadia, é isso que eu sou.
Tive uma oportunidade, poderia ter escolhido o Damon, mas não. Eu menti para mim mesma, menti para o Damon e menti para o Stefan. Quis enganar a mim mesma, quis fingir que entre mim e o Stefan ainda era a mesma coisa e acabei me magoando e magoando o Damon. Como eu vou explicar para o Stefan que quero terminar com ele porque amo seu irmão?
Solucei alto e coloquei outra colherada de sorvete na boca. Ouvi a campainha tocar e fui atender do jeito que estava. Atendi a porta e para minha maior sorte ou azar, era o Damon.
– Entra. – Falei dando espaço para ele passar.
– Está péssima. — Ele disse, sorrindo de lado.
– Nossa, toda mulher ama ouvir isso. – Revirei os olhos.
– Desculpe.
– Damon Salvatore pede desculpas? – Ergui um sobrancelha.
– Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe. – Ele disse com uma voz sedutora, sua boca quase perigosamente encostando em meu pescoço, pude sentir seu hálito deliciosa de menta. – E é por isso que eu vim aqui. – Ele falou afastando-se e jogando-se no sofá.
– Pedir desculpas? — Sentei-me ao seu lado.
– Te tratei mal hoje no Grill. — Ele parecia realmente arrependido.
– Só falou a verdade. — Suspirei.
– Mesmo assim, desculpe. – Ele falou colocando um madeixa de meu cabelo detrás da orelha. – Eu fiz tantas coisas erradas e você me perdoou, não tenho motivos para ficar com raiva de você, sua vida, suas escolhas. – Ele deu o sorriso torto que eu tanto amava, mas pude notar uma pontada de tristeza naquele.
Suspirei.
– Tem coisas que eu gostaria de mudar, escolhas que eu gostaria de não ter feito. — Fui sincera.
– Eu também gostaria não ter cometidos tantos erros. – Ele falou. – Mas eu aprendi com os meus erros, vamos mudar de assunto.
- Está bem. — Concordei. — Sorvete.
– Você ainda não se alimentou? — Ele perguntou, preocupado.
– Esqueci.
– Elena, você tem que se alimentar quando der sede. – Ele disse puxando-me pela mão até a cozinha.
– Eu esqueci. — Mordi o lábio inferior, envergonhada.
– Toma. – Ele falou entregando-me uma garrafa de sangue que estava na geladeira.
Alimentava-me apenas com sangue animal.
Logo acabei com o conteúdo da garrafa e joguei-a no lixo.
– Tem um pouco de sangue bem aqui. – Ele falou um dedo no lugar onde estava sujo e na hora que eu ia limpar ele segurou minha mão. – Deixa que eu limpo.
Damon então aproximou nossos rostos, minha respiração ficou acelerada, e roçou seus lábios nos meus e então passou devagar a língua no meu lábio inferior onde estava a gota de sangue.
Ele então me olhou e deu um sorriso torto, capturou meus lábios e sua língua pediu passagem que eu concedi sem cerimônias, afinal, eu queria isso tanto quanto ele. Nossas línguas travavam uma batalha, ele prensou-me na parede e eu entrelacei minhas pernas em seu quadril.
Damon com uma mão derrubou tudo que tinha na bancada de mármore da cozinha, ele colocou-me deitada e eu continuei com as pernas em seu quadril. Damon desceu os beijos para o meu pescoço, então ele abriu minha blusa, abriu não, rasgou e como a blusa era de abotoar, os botões saíram.
Ele olhou-me e deu um sorriso malicioso, seus olhos brilharam ao ver meu sutiã meia-taça preto. Sentei-me na bancada e beijei-o mais uma vez, rasguei sua blusa de abotoar preta do mesmo jeito que ele fez com a minha, pude ver bem seu abdômen, ele é todo definido, como eu pude resistir tanto tempo á ele?
Sorri e maliciosamente e desci os beijos para seu pescoço.
Capturei seus lábios, uma mão estava em seus cabelos puxando-os e a outra arranhava de leve seu abdômen firme. Uma de suas mãos estava em minha nuca e a outra no fecho do meu sutiã, ele abriu o mesmo e adivinha o que aconteceu? A campainha tocou. Gelei.
Damon olhou-me com cara de gatinho do Shrek, nem sei com eu resisti, fechei o fecho do meu sutiã. Peguei minha blusa que estava no chão, coloquei-a — oque foi em vão pois não tinha mais botões — e fui atender a porta.
Abri a porta e fiz com que visse só minha cabeça, chuta quem era? Jeremy.
– Já almoçou? — Perguntei, tentando parecer calma.
– Sim e porque a porta estava trancada? — Ela indagou desconfiado.
– Nada não. – Porque eu estava quase transando o meu cunhado gostoso na cozinha.
– Eu posso entrar em casa? — Ele ergueu uma sobrancelha.
– Não. – Respondi rapidamente, rápido demais, merda.
- Por quê?
– Porque err, eu, eu... – Gaguejei tentando inventar uma desculpa. – Porque a casa está uma bagunça e eu esto arrumando.
– Você é uma vampira, pode arrumar rápido e eu posso ficar no meu quarto.
– Eu conheço você Jeremy, você é muito bagunceiro, vai ficar um pouquinho com a Bonnie, tá?
– Mas... – Não esperei nem ele responder e fechei a porta na cara dele.
Quando ouvi seus passos já longe, tranquei a porta e voltei para a cozinha.
– Foi por pouco. — Falei, ainda assustada.
– Seu irmão parece que ama nos interromper. – Ele falou aproximando-se de mim e beijou-me, mas dessa vez parei o beijo.
– Para, Damon.
– Por quê? — Ele fez um beicinho.
– Porque eu namoro seu irmão e eu o amo. – Menti sobre á parte de amar o Stefan, quer dizer, eu o amo, mas não desse jeito.
– Mentira. – Ele falou aproximando-se. – Você me ama, está nos seus olhos, se não me amasse não deixaria eu me aproximar desse jeito.
– Você também me ama, Damon. — Cruzei os braços na frente do peito.
– Pelo menos eu assumo. – Ele falou, seco. – Não sou como você Elena, além de mentir para os outros, quer mentir para si mesma.
– Vai embora, Damon. – Pedi já sentindo meus olhos enchendo-se d’água.
– Está bem, Elena. – Ele falou rude, pegou sua camisa e saiu em uma velocidade absurda.
Escorreguei na parede e comecei a chorar abraçada aos joelhos, eu precisava resolver logo essa situação.
Anna
Claire quis ficar no quarto descansando e eu decidi ir dar um passeio pela cidade. Tudo naquela cidade lembrava-me Jeremy, estava andando despercebida quando esbarrei em alguém.
– Desculpe. — Falei.
Ao dizer isso percebi que esse alguém era Jeremy, ele ao me ver abraçou-me forte, percebi que ele chorava de emoção. Eu também estava muito emocionada, era muito bom vê-lo de novo.
– Anna. – Ele falou, ainda abraçado a mim. – Como você voltou? Você é real?
– Uma amiga minha trouxe-me de volta. — Sorri.
– Senti tanta sua falta. — Ele disse quando nos soltamos.
– Eu também senti sua falta. – Falei com os olhos marejados.
– Vem, temos muito a conversar.
Então fomos para o Mystic Grill e pedimos dois refrigerantes, expliquei á ele tudo o que aconteceu.
– Quer dizer que a Katherine tem uma filha, e viva? — Ele indagou, confuso.
– Sim e a mesma é uma das minhas melhores amigas. — Respondi. — Bom, ela é meia-vampira e meia-humana.
– Nossa. – Ele murmurou. – Droga.
– O que foi? — Perguntei.
– Eu marquei com a Bonnie de ir a casa dela e estou muito atrasado. — Ele respondeu.
– Pelo visto demoramos muito colocando a conversa em dia. – Falei, com um sorriso falso. – Vai, Jeremy, se não vai se atrasar.
– Tem certeza? — Seus olhos demonstravam que ele queria ficar, não, deve ser só impressão minha.
– Sim. — Tentei ser o mais convincente possível e parece que deu certo.
– Está bem. – Ele falou levantando-se e eu fiz o mesmo.
- Tchau Jer, foi maravilhoso te reencontrar. — Sorri.
– Para mim também foi maravilhoso. – Ele deu-me um beijo no meu rosto e depois me abraçou. — Tchau Anna.
– Tchau Jer.
Ele saiu e eu passei a mão onde ele beijou, uma lágrima escorreu sobre o meu rosto. Sim, eu sabia que ele poderia estar com a Bonnie quando eu voltasse, só não sabia que ia doer tanto. Mas eu o amo e quero que ele seja feliz, mesmo que isso custe a minha felicidade.
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OOi amorees, eu queria saber se vocês querem um capítulo bônus?
Se quiserem é só avisar que eu faço viu.
Bjs
Notas finais
Beijos
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