Notas iniciais
Mil desculpaaaaas pela demora :(, mas tava super ocupada e tiver um bloqueio de criatividade, porém, já estou de volta kkk, acho que pelo o título do capítulo vocês já sabem oque vem por ai.

Boa-leitura

Nina Petrova

Já haviam se passado duas semanas desde que a Anna saiu do hospital, estava tudo perfeito. Ela e Jeremy se acertaram, ele terminou com a Bonnie, a mesma no começo ficou chateada e é muito natural, mais depois entendeu. Já o Matt, primo do Derick, e a Claire estão namorando, descobrimos que ele teve um imprinting por ela.

Eu, Anna e Claire vamos a escola. Outra novidade, uns amigos de Derick e do Matt estão pela cidade, Nicole e Nicholas, essa Nicole também vai estudar aqui, o irmão dela já terminou os estudos. Os dois são muito gente boa.

Uma coisa estranha esta acontecendo, Elena pediu para dar um tempo do namoro com Stefan, eu achei estranho, mas tudo bem. Às vezes acho que Elena é apaixonada pelo o Damon, mais, talvez seja só coisa da minha cabeça. Elena é muito legal e só quero a felicidade dela, já que estou considerando-a uma amiga, ela também sempre vinha ver a Anna e com isso nos aproximamos mais.

As coisas parecem finalmente estar voltando aos seus eixos, só uma coisa esta estranha, minha mãe e Elijah parecem próximos, sei lá, já os peguei conversando umas duas vezes e ainda não me esclareceram o que estavam conversando aquele dia no hospital, sempre que toco no assunto, mamãe muda o foco da conversa.

Klaus continua na cidade, o mesmo não sabe da minha existência, pelo menos eu acho que ele não sabe.

Já havia anoitecido e era quinta-feira, estava sozinha no quarto da pousada. Claire havia saído com Matt, Jeremy e Anna, até me convidaram para ir, mas não estava nem um pouco a fim de segurar vela, então recusei. Mamãe saiu para algum lugar.

Suspirei fundo e levantei da cama. É uma quinta à noite e eu não vou ficar em casa. Segui para o banheiro, tirei minhas roupas e fui para o Box. Enquanto lavava-me, meus pensamentos foram levados a Derick, pude constatar que estava pensando demais nele, mais eu não podia evitar, pelo menos eu não conseguia, até meus sonhos ele já havia entrado. Oque estava acontecendo comigo?!

Terminei meu banho e enxuguei-me, sai do banheiro enrolada na toalha e fui em direção ao guarda-roupa. Vesti uma calça jeans preta, uma blusa vermelha vinho larguinha e com um ombro caído, tinha Love It! Escrito em preto e um all star preto de cano médio.

Penteei meus cabelos e os sequei. Coloquei brincos de prata em forma de uma câmera, um colar com um bigode preto e uma pulseira prata onde tinha um coração e meu nome gravado. Foi estranho o modo que a ganhei, eu tinha quinze anos e ainda estava no orfanato. Lembro que fui dormir e acordei com essa pulseira no braço.

Saí de meus pensamentos, passei perfume e fiz uma maquiagem leve, apenas composta por um batom rosa clarinho com gloss e um pouco — quase imperceptível – de sombra. Olhei-me no espelho e sorri, estava bonita.

Peguei minha carteira e a chave do carro, tranquei a porta e deixei a chave em baixo do tapete.

[...]

Entrei no Grill e sorri ao ver que o local estava bem animado, tinha até uma banda. Em um lado vi Caroline e o tal de Tyler, que Klaus já havia estado no corpo dele. Fui em direção a eles cumprimentá-los.

– Hey. – Falei.

– Nina. – Caroline falou animada. – Tyler essa é Nina.

Ele apertou minha mão de leve e eu sorri.

– Prazer. – Ele falou. – Então é a famosa Nina Petrova?

– Sim. – Sorri.

– Vamos dançar um pouco, quer vir? – Perguntei Caroline com seu habitual sorriso amigável.

– Não, podem ir. – Sorri de volta, não tinha como ficar séria na presença dela.

Eles acenaram com a cabeça e foram para a pista de dança improvisada. Eles formavam um casal lindo. Fui em direção ao bar beber alguma coisa. Sentei-me e sorri ao ver quem estava ao meu lado, Damon.

– Hey Salvatore. – Sorri.

– Hey. – Ele levantou de leve o copo que continha uma bebida, deduzi ser Whisky.

Damon parecia não estar ali, seu olhar seguia para outra direção, segui a direção e deparei-me com Elena, a mesma dançava na pista animada demais, provavelmente meio bêbada.

– Porque não vai lá? – Falei. – Ela pode estar precisando de você.

– Ela nunca vai precisar de mim, tem o meu irmão. – Ele deu um sorriso torto mais pude ver tristeza em seu olhar.

– Nunca é uma palavra muito forte. – Murmurei. – Vai lá.

Ele apenas suspirou e sorriu para mim em agradecimento. Levantou-se e foi em direção a Elena, quando ele chegou ao lado dela, ela sorriu e tropeçou, caindo nos braços dele. Ela estava realmente bêbada, Damon a levou para fora do Grill e sorri, aqueles dois realmente se amavam.

– Oque á boneca vai querer? – Perguntou o barman, tomando minha atenção, virei para ele e o mesmo deu uma piscadela, revirei os olhos.

– Só uma cerveja. – Falei.

Ele saiu para pegar e eu voltei minha atenção para a pista de dança. Bonnie e Matt, o loiro, estavam dançando animados assim como Nicholas e... Rebekah?! Senti meu sangue esquentar na hora, aquela maldita merecia uma lição.

– Vadia. – Rosnei indo em direção à pista, Nike era muito gente boa, oque ele fazia com aquela vaca? Mas ela iria me pagar pelo o que fez com a Anna.

– Nina. – Ouvi uma voz familiar e alguém agarrou meu braço. Virei-me e deparei-me com Derick.

– Me solta. – Falei irritada.

– Não, você vai me ouvir. – Ele disse. – Não pode fazer nada com ela.

– E porque eu não faria? – Soltei-me de seu aperto e cruzei os braços na frente dos seios.

Ele suspirou e sentou-se, apontou com o banco para eu sentar e assim eu fiz. Queria saber direitinho porque ele não me deixou quebrar a cara daquela vadia.

[...]

– É isso. – Ele suspirou depois de contar a história.

– Deixa ver se eu entendi. – Falei indignada. – O Nicholas teve um imprinting por ela? Fala sério!

– Infelizmente aconteceu. – Ele suspirou. – Nike é um cara legal, mas daria a própria vida para protegê-la, nós lobos quando temos um imprinting com alguém, faremos qualquer coisa por essa pessoa, então é melhor deixá-la em paz.

Suspirei dando-me por vencida.

– Esta bem. – Beberiquei um gole da minha cerveja.

Derick olhava-me com um sorriso de tirar o fôlego. Ele teve um imprinting por mim e eu não sabia como agir, o pior é que eu já tinha plena consciência de que estava completamente apaixonada por ele.

Eu estava nervosa, ele causava um efeito em mim como nunca ninguém causou. Derick aproximou seu banco do meu. Nossos rostos estavam tão próximos e nossas bocas quase se tocando. Podia sentir seu delicioso hálito de menta.

– Queria fazer isso a muito tempo. – Ele sussurrou.

Fechei os olhos e senti Derick tomar meus lábios em um beijo doce e calmo. Sua língua pediu passagem e eu dei. Sua mão foi para minha cintura e a outra para o meu rosto, afagando-o. Minhas mãos rodearam seu pescoço.

O beijo era doce e calmo, provando os gostos de cada um, nossas línguas travavam uma batalha sem perdedores ou vencedores. Era bom de mais para ser verdade.

Eu já havia beijado antes, lógico, mas com Derick, parece ser tudo mais diferente, tudo novo e melhor. Nosso beijo estava começando a mudar, ficava cada vez mais urgente, não que isso seja ruim, muito pelo o contrário. Mas por falta de fôlego, tivemos que nos separar.

– Isso foi... Maravilhoso. – Falei tentando recuperar o ar.

Ele sorriu e puxou-me para mais um beijo apaixonado. Definitivamente, eu estava completamente apaixonada por ele.

[...]

Quando cheguei a casa, já passava da meia-noite. As meninas já estavam dormindo, assim como minha mãe.

Meus momentos com o Derick foram repletos de beijos e carícias, não passou disso, afinal, ainda não somos nem namorados. Mas foi tudo tão perfeito.

Acordei, era sábado. Levantei-me ainda contente pelos acontecimentos da noite passada. Segui para o banheiro toda saltitante. Tomei um banho demorado, sequei-me e vesti uma calça jeans, uma camiseta cinza, um casaco de lã rosa bebê e calcei sapatilhas beges. Escovei os dentes e fiz o resto de minha higiene.

Passei perfume e coloquei um colar prata com um pingente em forma de coração. Olhei-me no espelho e constatei que estava bonita.

Hoje eu estava me sentindo tão mais... Leve.

Ouvi vozes vindo do lado de fora do quarto. Estavam falando tão baixo que se eu não fosse meia-vampira, concerteza não escutaria. Fui andando pé ante pé até a porta e pude reconhecer as vozes, eram Elijah e minha mãe.

Abri a porta e dei de cara com os dois conversando. Eles tomaram um susto ao me ver, os dois ficaram com os olhos arregalados e com a maior cara de quem foi pego no flagra.

– Oque ele está fazendo aqui? – Cruzei os braços arqueando uma sobrancelha.

– Ele... Ele. – Minha mãe gaguejando, a coisa é séria.

– Não podemos mais esconder dela, Katerina. – Elijah suspirou. – Ela tem que saber a verdade.

Minha mãe olhou do Elijah para mim e suspirou, fez sinal positivo. Ok, definitivamente aqueles dois estavam me escondendo alguma coisa e ao que tudo indica, é alguma coisa bem séria.

– Vamos conversar em outro lugar. – Ela falou.

[...]

Estávamos na casa do Klaus, no começo fiquei com medo, mas Elijah disse que ele havia saído e nenhum híbrido estava, o lugar havia ficado vazio.

Eu e minha mãe estávamos sentadas num sofá e Elijah em outro de frente para nós.

– E então? – Perguntei. – Oque tem para me falar?

– É um assunto muito sério. – Ele falou. – Não sei se vai nos perdoar por termos escondido isso de você, mas foi preciso, para sua segurança e a de sua mãe. – Ele continuou.

– Comecem do começo. – Respondi, aquilo já estava me deixando confusa.

– Bom. – Mamãe falou. – Eu e Elijah, bem antes de você nascer, quando eu ainda era humana. – Ela continuou. – Nós nos conhecemos e... Nos apaixonados.

Fiquei confusa, afinal, achava que eles só se conheceram pouco antes dela se tornar vampira. Pude ver um certo brilho no olhar da minha mãe ao falar que foram apaixonados, ou foi só impressão minha?

– Namoramos e noivamos. – Disse Elijah. – Mas, meu irmão, Klaus, queria que eu voltasse a ficar ao lado dele, porém, eu amava sua mãe e queria ficar com ela, então recusei — Continuou. – Contei a sua mãe oque eu era e ela ficou com medo no início, mas depois aceitou e então fizemos, você sabe. Klaus voltou a nos ameaçar, disse que mataria até a última pessoa da aldeia, então, eu escondi sua mãe e a família dela, falei ao Klaus que voltaria e ele prometeu que deixaria a vila em paz. Depois, fiz com Katherine e todos da vila esquecessem de mim e de tudo oque houve.

Vi um brilho de tristeza nos olhos deles, quer dizer então que minha mãe e Elijah tiveram uma... História?! Fiquei meio perplexa, mas logo me recompus. Era estranho imaginar que eles dois — que eu achava que não sentiam nada um pelo o outro — já se amaram um dia e provavelmente ainda nutrem um sentimento um pelo o outro. Mas a pergunta que não quer calar, oque isso tem a ver comigo?

– Continuem. – Pedi.

– Bom. – Disse minha mãe. – Algum tempo depois que Elijah foi embora, eu... – Ela olhou para Elijah como se pedisse coragem e ele segurou sua mão. – Eu... Descobri que estava grávida e fiquei desesperada, mas eu já amava aquele bebê, porque mesmo não sabendo quem era o pai dele, eu sabia que ele era um fruto de um grande amor.

Meu cérebro parecia não querer processar as informações, isso não pode estar acontecendo, ligando os fatos, pude perceber que Elijah é o meu... Pai?! Continuem estática, lágrimas ameaçavam cair de meus olhos. Uma onde de confusão e ao mesmo tempo tristeza me atingiu, se ele é meu pai, por que nunca quis ter contato comigo?

– Então... Qu-er dizer que você é m-eu... – Gaguejei com a voz embargada pelas lágrimas.

– Pai. – Ele disse convicto, seus olhos, assim como os da minha mãe, estavam marejados.

– Há quanto tempo você sabia disso? — Perguntei a minha mãe, estava me controlando para não gritar.

– Descobri um pouco antes da Anna ser sequestrada. – Ela respondeu com a voz embargada.

Uma lágrima desceu de meus olhos. Por um lado eu estava feliz, eu tinha um pai, depois de tanto tempo os procurando eu finalmente achei-os. Mas, por que Elijah nunca foi atrás de mim para me falar a verdade? Um turbilhão de pensamentos atormentavam minha cabeça. Logo percebi que estava chorando, doía demais pensar que ele sabia que eu existia esse tempo todo e não fez nada para se aproximar de mim.

– Você mentiu para mim. – Levantei-me e ele fez o mesmo.

– Eu só queria te proteger, eu te amo, você é minha filha. – Ele falou com a voz embargada, tentou segurar meu braço mas eu puxei o mesmo bruscamente. – Se Klaus descobrissem da sua existência, ele...

– VOCÊ PODERIA TER DADO UM JEITO. – Gritei chorando. – VOCÊ NÃO SABE OQUE EU PASSEI, PASSEI ANOS SOZINHA, SEM NINGUÉM, ME PERGUNTANDO O PORQUE EU TINHA SIDO ABANDONADA.

– Eu sempre te protegi, acompanhei você de longe. – Ele disse tentando manter a calma. – Só não me odeie, você é minha filha, é tudo que eu tenho. – Continuou. – Nunca fui atrás de você pois tive medo que Klaus se vingasse de sua mãe, usando você. – Ele falou. – Eu também sofri muito, foi horrível ter que abri mão de você e sua mãe, mas... – Ele parou para secar as lágrimas que já tingiam seu rosto. – Foi preciso para manter vocês a salvo, doeu muito ficar longe de vocês.

– Eu preciso de um tempo. – Falei, estava nervosa demais para conseguir terminar aquela conversa.

– Nina... – Minha mãe tentou falar.

– Por favor, eu estou muito nervosa. – Falei e saí sem ao menos escutar a respostas deles.

Saí correndo feito um furacão. Esse tempo todo ele sabia da minha existência e nunca foi atrás de mim, tudo bem que Klaus poderia descobrir e me matar, mais, deveria ter mandado ao menos uma carta. Todos falam que entendem oque eu passei, mais no fundo, ninguém realmente sabe como é passar boa parte da vida sem saber quem é seu pai e sua mãe. Perdi a conta de quantas vezes eu dormia chorando.

Meu rosto já havia sido totalmente tomado pelas lágrimas. Parei de correr quando cheguei a um campina. Deixei-me cair e fiquei lá, deitada na grama chorando. Por um lado eu estava feliz, havia encontrado meu pai, mais por outro, ele sabia o tempo todo da minha existência e nunca deu um sinal de vida, por mais que eu corresse risco, merecia saber quem era o meu pai ou o porque de não poder ter contato com ele.

Chorei até adormecer ali mesmo, no meio do nada.

Notas finais
E aí, oque acharam do capítulo ><? Espero que gostem, deixem reviews para mim saber a opinião de vocês (:

Reviews?Recomendações?

Beijos