A Filha De Katherine Pierce
18 Pai - Parte Final
Notas iniciais
Boa-leitura
Nina Petrova
Acordei em cima de algo macio — cama, olhei para o lado e sorri levemente, era o Derick que olhava-me preocupadamente. Meu sorriso se desfez ao olhar o ambiente, onde eu estava e como vim parar aqui?
– Oi. — Sentei-me e cocei os olhos. — Onde eu estou?
– Na mansão dos Salvatore, eu te encontrei na floresta e te trouxe, oque você fazia lá? — Ele perguntou preocupado.
Respirei fundo e lembrei de Elijah e minha mãe, tudo bem que eu precisa de um tempo para mim e para me situar, mas não deveria ter fugido daquele jeito, mas voltar agora e sem por meus pensamentos em ordem não vai adiantar nada.
– Podemos conversar depois? Tenho algo muito importante
a resolver. — Respondi levantando-me.
– Esta bem, posso ao menos te dar uma carona?
– Sim. — Falei. — Mas não quero voltar agora, pode me levar para outro lugar
? Eu preciso pensar um pouco.
– Tudo bem.
Descemos e entramos em seu carro, Derick deu partida.
– Pode ao menos me responder porque foi para a floresta? — Ele perguntou.
– Eu precisava de um tempo para entender tudo oque está havendo. — Respondi já sentindo as lágrimas querendo sair.
– Sabe que pode me contar tudo, pode confiar em mim.
Olhei-o e sorri.
– Obrigada
. — Agradeci e depois suspirei. — A minha vida inteira eu esperei por isso, encontrar meus pais.
– Você encontrou seu pai? — Ele olhou-me, sorrindo alegre.
Balancei a cabeça afirmando que sim.
– Foi tudo tão de repente e eu nem ao menos
sonhava que fosse ele.
– Ele quem?
Encostei minha cabeça na janela do carro.
– Elijah Mikaelson.
Derick freou fazendo-me quase dar um pulo.
– Como isso é possível
? — Ele perguntou com os olhos arregalados.
– Longa história. — Murmurei voltando a olhar para a janela.
– Você está triste porque ele é o seu pai? — Ele perguntou confuso, voltando a dirigir.
– Não, ele é uma boa pessoa, e eu que sou uma idiota, ele e minha mãe esconderam isso para me proteger. — Falei. — Vou tentar resumir... Ele e minha mãe se conheceram quando ela era humana e ele havia ido para a vila que ela morava, bem antes de eu nascer, então eles se apaixonaram e noivaram, Elijah contou a ela o que ele era, no começo ela se assustou mas depois aceitou. — Continuei. — Mas Klaus queria que ele voltasse para o lado dele e ameaçou matar todos da vila, então Elijah escondeu minha mãe e sua família, compeliu todos inclusive mamãe, a se esquecer dele e foi embora, pouco tempo depois ela descobriu que estava grávida e deu a luz a mim, meu avô me mandou para o orfanato. — Sem que eu ao menos percebesse, as lágrimas já caiam. — Ele disse que sempre acompanhou meu crescimento de longe, mas nunca se aproximou com medo que Klaus fizesse algo e o pior foi quando minha mãe virou vampira e Klaus passou a persegui-la, ele não queria que Klaus me usasse para se vingar
de minha mãe.
– Nossa, seus pais então passaram por uma barra, quando sua mãe descobriu que ele era seu pai?
– Um pouco antes da Anna ser sequestrado, ele deve ter compelido-a para lembrar. — Murmurei.
– Deve ser duro para você, mas saiba eu sempre estarei ao seu lado. — Ele sorriu e apertou de leve minha mão, me dando força.
– Acho que já podemos ir. — Falei, sorrindo.
[...]
Derick parou o carro em frente a grande mansão dos Mikaelson, suspirei.
– É aqui. — Falei tirando o cinto de segurança.
– Tem certeza de que não quer que eu vá com você?
– Não, sério, preciso fazer isso sozinha, mas obrigada. — Estiquei-me até ele e dei-lhe um beijo na bochecha.
Abri a porta do carro e quando ia saindo, ele segurou minha mão.
– Espera. — Ele murmurou puxando-me e beijando-me.
Correspondi ao beijo e coloquei mão em sua nuca e a outra em suas costas. Ele colocou uma de suas mãos em minha cintura e a outra acariciou minha bochecha. O beijo era carinhoso, eu precisava daquilo.
Seu gosto era ótimo, menta. Nossas línguas mexiam-se em uma sincronia perfeita. Mas infelizmente, tivemos que nos separar por falta de ar. Continuamos com as testas coladas.
– Agora você pode ir. — Ele sorriu marotamente.
Sorri de volta e lhe dei um rápido selinho antes de sair do carro. Toquei a campainha quando Derick saiu. Elijah abriu a porta e sorriu.
– Que bom que voltou, já estávamos preocupados. — Ele deu espaço para que eu entrasse e eu entrei.
Seguimos para a sala de estar e mamãe levantou-se e abraçou-me.
– Nunca mais faça isso, quase morremos de preocupação. — Ela disse quando nos soltamos e sentamos.
Suspirei;
– Bom, eu devo um pedido de desculpas... — Falei e Elijah me interrompeu.
– Não, Nina. — Ele disse.
– Deixe-me continuar. — Falei. — Me desculpem por ter surtado eu só... Precisava de um tempo para pensar, mas entendo que oque fizeram foi pelo o meu bem e agradeço, de verdade.
– Somos seus pais e te amamos, é nossa obrigação te proteger e entendemos que você precisava de um tempo, não é fácil do nada saber quem é seu pai. — Mamãe disse sorrindo.
– Mesmo assim, obrigada. — Falei. — Elijah, fico feliz por você ser o meu pai, é uma boa pessoa e um homem honrado, quero muito poder conviver com o senhor.
– Poderá, eu convenci com sua mãe e vocês viram morar aqui. — Ele sorriu.
– Mas e o Klaus? — Indaguei com medo.
– Falarei com ele, essa perseguição de meu irmão com sua mãe vai ter que acabar. — Ele disse, sério.
– Obrigada, é ótimo saber que depois de tanto tempo vou ter minha família unida, sonhei muito com isso. — Sorri. — Ter um pai, uma mãe e agora, está finalmente acontecendo.
– Você merece, já passou por muita coisa, merece ser feliz. — Elijah sorriu.
– É muito bom saber que mesmo de longe, vocês nunca deixaram de me amar ou de me proteger, fizeram de tudo para me manter a salvo, eu tenho orgulho de ser filha de vocês. — Disse sincera.
Elijah me abraçou e eu abracei-o de volta, minha mãe que olhava emocionada também entrou no abraço. Sorri, mesmo que minhas amigas tenham sido e ainda são uma família para mim, agora eu realmente tenho uma de verdade. Estava realizada, tinha meus pais comigo, as coisas agora definitivamente, estavam perfeitas. Eu estava feliz como nunca estive.
Notas finais
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