A Filha De Katherine Pierce

16 Decisões e Felicidades


Notas iniciais
Desculpem pela demora, queria agradecer pelos reviews maravilhosos que vocês sempre deixam, muito obrigado mesmo :))
Enfim, espero que gostem.
Boa-leitura

Anna

Abri meus olhos devagar. Olhei para os lados e não vi ninguém ao meu lado. O quarto estava escuro, deduzi que já estava tarde. Olhei para a janela de vidro e vi Claire numa cadeira, ela dormia do ombro de um rapaz que havia conhecido á um tempo, como era o nome dele, á, Matt Black. Sorri com a cena. Ela dormia encostada em seu ombro e ele apoiava-a para que não caísse e ao mesmo tempo fazia carinho em seus cabelos.

Ele parecia gostar muito dela e pelo que ela contou-me, também gostava muito dele. Fechei os olhos e lembrei-me dele. Jeremy. Sorri com a lembrança que me invadiu logo em seguida, quando nos beijamos pela primeira vez e logo em seguida quando começamos a namorar. Eu estava tão feliz, minha mãe estava comigo, eu namorava o cara que eu amava. Não poderia ficar melhor. Mais como tudo que é bom dura pouco, comigo não foi diferente. O maldito do John Gilbert matou minha mãe, porque ele fez isso? Ela só queria viver em paz, só queria levar uma vida normal. Mais não, como sempre os vampiros são vistos como monstros e tem que serem mortos. Tudo bem, muitos vampiros são realmente monstros, mais nem todo mundo é igual.

Senti uma lágrima escorrer pelo o meu olho. Que saudades eu sentia dela.

- Porque você partiu mãe? Porque você se foi e me deixou aqui? – Falei com a voz embargada. – Eu não deveria ter voltado.

Comecei a chorar desesperadamente. Parecia que eu estava chorando por todas as coisas ruins que aconteceram na minha vida. Primeiro a guerra leva a vida de um homem bom, meu pai. Depois minha mãe e eu nos tornamos vampiras e minha mãe é trancada numa tumba. Quando finalmente consegui tirá-la de lá aquele ela é morta. Porque essas coisas têm que acontecer? Porque temos que perder quem amamos?

Continuei chorando até pegar no sono novamente.

[...]

Acordei e assustei-me com a pessoa que estava sentada na poltrona ao meu lado. Oque Jeremy fazia ali? Ao mesmo tempo fiquei aliviada. Mesmo com todos dizendo que ele estava bem eu precisava vê-lo.

- Jeremy. – Falei com a voz fraca.

- Hey. – Ele levantou-se e sentou na cama ao meu lado.

- Está se sentindo bem? – Perguntei.

- Sim. – Ele respondeu. – Anna... Eu sei do seu estado.

- Você também deve saber que eu não vou tomar sangue de vampiro. – Falei.

- Anna, por favor. Não acabe com a sua vida assim. Você mal viveu. Passou todo esse tempo em busca de sua mãe. Depois você morreu e agora tem uma nova chance de viver, de ser feliz. – Tentei falar mais ele não deixou. – Me escute, Anna... Não quero que viva por mim, quero que viva por você. Por favor, você não pode se entregar assim, você tem uma chance de ser viver e ser feliz e está jogando no lixo. – Ele continuou. – Sua mãe não se orgulharia nada disso, ela te amava Anna, ela nunca aceitaria sua decisão. – Ele estava começou a chorar.

- Jeremy eu não quero, não quero mais ter que assistir enquanto todos que eu amo morrem, não tenho mais ninguém aqui, Claire e Nina são minha única família e eu as amo. – Continuei. – Mais elas têm que seguir á vida delas e eu não tenho mais ninguém, pra quer viver assim Jeremy?

- Você tem a mim. – Ele acariciou meu rosto secando algumas lágrimas. – Eu sempre vou estar aqui para você.

- Você tem a sua vida. – Falei. – Já fiz minha escolha.

Ele então olhou-me incrédulo e ao mesmo tempo pareceu sentir raiva.

- EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ACABAR COM A SUA VIDA. EU TE AMO ANNABELLE. QUE DROGA E É POR ISSO QUE EU NÃO POSSO DEIXAR VOCÊ FAZER ISSO. – Ele gritou e saiu batendo á porta.

Desabei no choro. Ao mesmo tempo eu estava feliz, ele disse que me amava e isso parecia já ser o bastante para eu ter forças para lutar.

- Annabelle. – A voz doce que eu conhecia perfeitamente bem e sentia tanta falta soou. – Eu senti tanta a sua falta.

Virei-me e olhei a figura da minha mãe. Era ela mesma, estava ali e falando comigo. Ela veio até mim e sentou-se ao meu lado na cama. Suas mãos tocaram meu rosto e estranhamente eu senti meu toque.

- Mamãe. – Falei com a voz embargada. – É a senhora mesma?

- Sim querida, eu senti tanto a sua falta. – Ela abraçou-me carinhosamente. – Minha princesinha. Eu te amo tanto.

- Eu também mamãe, te amo muito. – Falei chorando e ela também já chorava muito. – Não vá embora.

Ela abraçou-me ainda mais e depois soltamos-nos.

- Querida, eu sei oque você está passando, eu sei oque está sentindo. – Ela falou secando minhas lágrimas. – Nunca se sinta só, eu estarei sempre com você, no seu coração. – Ela falou. – Minha pequena Annabelle. – Ela continuou. – Você mal viveu minha princesinha, você passou tanto tempo procurando um jeito de me tirar daquela tumba e acabou esquecendo-se que ainda tem uma vida. – Ela continuou. – A vida está te dando uma nova oportunidade, não jogue fora. Você é forte princesa, lute, viva. Você merece viver e ser feliz, não deixe escapar por medo de não conseguir. Eu acredito em você, todos acreditam... Só basta você acreditar em si mesma querida.

Sorri com aquilo. Parecia que ela havia dado o resto da coragem que eu precisava e eu lutaria. Eu viveria e faria valer todos os dias da minha vida.

- Eu preciso ir querida. – Ela disse e abraçou-me.

- Por favor, fique. – Pedi desesperada.

- Querida, eu tenho que ir. – Ela acariciou meu rosto.

Ela deu-me um beijo na testa e afastou-se. Um sorriso lindo estava desenhado em seu rosto, ela então acenou com a mão e sumiu.

- Eu vou lutar mãe, eu prometo.

Nina Petrova

- Nina. – Meredith chamou-me.

- Sim? – Olhei-a.

- Anna pediu para eu chamá-la. – Ela falou.

- Ah, obrigado por me avisar. – Agradeci.

Saí da cantina do hospital e segui para o quarto de Anna. Eu estava muito preocupada e aflita, se algo acontecesse a ela eu nunca me perdoaria. Anna, era minha melhor amiga, sempre ajudou-me, esteve ao meu lado nos melhores nos piores momentos da minha vida. Ela não poderia desistir de viver sem ao menos tentar.

Continuei a andar e parei em frente á porta do quarto. Abri e olhei Anna na cama. Não gostava de vê-la daquele jeito, frágil. Ao perceber que eu estava na sala ela olhou-me e sorriu. Esforcei-me o máximo para dar um sorriso mais não saiu. Doía demais vê-la naquele estado.

Aproximei-me e sentei ao seu lado na cama.

- Hey, Meredith disse que você havia me chamado. – Falei.

- Sim. – Ela respirou fundo e depois sorriu. – Eu decidi, vou tomar o sangue de vampiro.

A felicidade tomou conta do meu ser. Abracei-a e as lágrimas de felicidade começaram a cair. Ela iria ficar bem. Ela iria viver.

- Não chore. – Ela disse desfazendo-se do abraço e secando minhas lágrimas.

- Desculpe, mais, você vai ficar bem e. Estou tão feliz. – Falei.

- Eu também.

Não aguentamos e começamos a chorar abraçadas de felicidade.

[...]

Depois daquele momento contamos a Claire. Nós três choramos abraçadas. Passamos tantas coisas juntas, eu nunca conseguiria viver sem uma delas duas. Elas são como se fossem partes de mim, sem elas eu nunca seria a mesma, eu ficaria incompleta.

Anna parecia radiante. Ela estava disposta a viver e fazer valer, estava disposta a ser feliz.

Depois de nosso pequeno momento, Meredith tirou um pouco do meu sangue – que serviria, já que sou meia-vampira – e deu para Anna. Após beber ela parecia cansada e dormiu. Meredith disse que ela só estava cansada e logo o sangue faria efeito e ela estaria melhor.

- Não sei oque seria de nós se ela... – Não deixei Claire terminar a frase.

- Não vamos mais falar nisso, ela está bem e é isso que importa. – Falei. – Temos que avisar a todos que ela esta bem.

- Temos.

Nossa conversa foi interrompida por um Jeremy extremamente ofegante entrando no quarto.

- Eu vi assim que pude. – Ele falou ofegante. – Meredith me disse que ela estava bem e... – Ele parou de falar quando seus olhos posaram em Anna, que dormia na cama. – Oque houve com ela? Porque está assim? – Ele falou quando se sentou ao lado dela na cama e tocou seu rosto delicadamente.

- Ela só está dormindo, mais Meredith disse que assim que ela acordar vai se sentir melhor. – Claire respondeu.

Ficamos conversando por um tempo, até que Anna acordou. Ela nos olhou e sorriu. Percebi que seu sorriso aumentou mais ainda quando ela constatou que Jeremy também estava.

- Hey bela adormecida, como se sente? – Perguntei aproximando-me da cama.

- Muito melhor. – Ela sorriu. – Estou faminta.

- Vamos falar com alguém e daqui á pouco trazemos algo para você comer. – Claire falou. – Descanse.

Claire deu-lhe um beijo no topo da cabeça e eu fiz o mesmo. Saímos da sala, os dois precisam de um tempo para conversar.

Jeremy Gilbert

Quando recebi a notícia que Anna havia aceitado tomar o sangue de vampiro fiquei feliz como nunca havia ficado na vida. Acho que não conseguiria perdê-la pela segunda vez, já havia perdido muitas pessoas que amo, perder ela me destruiria. Mais não era mais hora de ter pensamentos ruins, ela iria ficar bem e isso era a única coisa que importava.

Assim que cheguei ao quarto onde Anna estava, a mesma aparentava dormir sob a cama. As meninas – Nina e Claire – explicaram-me que ela só precisava descansar e assim que acordasse iria sentir-se melhor. Ficamos conversando um pouco sobre ela e pouco tempo depois ela acordou.

Quando vi seus lindos olhos castanhos brilhando e um sorriso lindo desenhado em seus lábios. Tive que sorrir também, seu sorriso era contagiante.

Anna disse que estava com fome, então as meninas foram arranjar algo para ela comer nos deixaram a sós. Fui até a cama dela e deitei-me ao seu lado.

- Eu fiquei tão preocupado. – Coloquei minhas mãos em seu rosto.

- Desculpe... Eu não queria que se preocupasse comigo. – Ela falou cabisbaixa. Ergui seu queixo com um dedo, fazendo-a olhar para mim.

- Mais eu me preocupo e eu não aguentaria te perder de novo... Eu sei que quando eu te disse que te amava, não foi muito apropriado. Então, eu te amo Anna. – Falei.

Seus olhos brilharam e uma lágrima desceu por um deles. Selei seus lábios em um beijo carinhoso. Minha língua pediu passagem e ela cedeu. Uma de minhas mãos foi até seu rosto e afagou. Anna rodeou meu pescoço com suas mãos. O beijo era calmo e carinhoso, demonstrando todo o amor que sentíamos um pelo outro.

O beijo ficava cada vez mais urgente e tivemos que nos separar por causa da falta de ar. Continuamos de testas coladas e esperando nossas respirações voltarem ao normal.

Nossas respirações voltaram ao normal, mais continuamos com a mesma posição.

- Isso é tão errado, você tem namorada e... – Ela começou a falar mais eu pus um dedo em seus lábios para ela se calar.

- Não fala nada, eu sei que é errado e Bonnie não merece isso. Mais vamos apenas aproveitar, deixamos o resto para depois.

Claire Brandon

Eu não estava cabendo-me em mim de felicidade, Anna iria viver. Eu fiquei tão desesperada em pensar em perdê-la. Mais não era mais hora de ficar pensando nessas coisas.

Anna havia dormido e quando acordou disse que estava se sentindo melhor. Ela disse que estava com fome, então eu e Nina fomos atrás de algo para ela comer. Nina resolveu chamar a enfermeira para ir levar comida para Anna e eu fui na cantina comprar alguma coisa.

Depois de pegar uma fila imensa, consegui finalmente comprar. Optei só por um cappuccino e comprei algumas rosquinhas para Nina. Paguei e sentei-me numa mesa.

Meus pensamentos chegaram a certa pessoa e eu sorri com isso. Matt Black. Ele era um amor. Vinha quase sempre aqui no hospital, as meninas também os conheciam e o achavam muito legal. Ele é sempre tão perfeito, ele é carinhoso e me ajuda. Pera ai. Será que eu estou apaixonada?

Mais e se ele não gosta de mim desse jeito? Estou ferrada.

Continuei com a minha briga interna se estou ou não apaixonada pelo Matt. Saí de meus pensamentos quando a pessoa que estava presente neles constantemente sentou-se de frente para mim.

- Hey, procurei você e Nina disse que estava aqui? – Ele deu um sorriso tão lindo que me deixou sem ar.

- Ah. – Tentei manter minha voz o mais calma possível, já que minhas pernas estavam bambas e minhas mãos soavam.

- Como está sua amiga?

- Bem, ela tomou o sangue de vampiro e agora vai ficar bem.

- Fico muito feliz, posso vê-la depois?

- Claro. – Respondi. – Vou levar comida para Nina, quer vir comigo?

- Sim.

Terminei meu cappuccino e fomos onde Nina estava. Quando chegamos lá ela estava conversando em frente à sala da Anna com o primo do Matt – Derick. Resolvemos não atrapalhar, mais eles acabaram nos vendo e vieram até nós.

- Hey. – Derick cumprimentou-nos.

- Claire, você quer ir na pousa e tomar banho? – Nina perguntou. – A enfermeira já vai levar comida para Anna e Meredith daqui á pouco vem examiná-la.

- Pode ser, tem certeza que não quer que eu fique? – Perguntei.

- Não precisa, pode ir tranquila. – Ela respondeu.

- Pode deixar, eu tomo conta dela. – Derick falou sorridente.

- Quer que eu te deixe na pousada? Posso até te esperar e te trazer de volta. – Matt perguntou.

- Você faria isso por mim? – Perguntei.

- Claro. – Ele respondeu.

Então fomos em direção do estacionamento, entramos no carro dele e seguimos para a pousada.

[...]

Assim que chegamos à pousada, Matt ficou esperando-me no quarto, antes de ir tomar banho escolhi a roupa. Optei por uma calça jeans, uma camiseta branca, um cardigan rosa bebê e sapatilhas beges. Peguei minha toalha e segui para o banheiro.

Liguei o chuveiro e deixei meus músculos relaxarem. Tomei um banho rápido, pois Matt me esperava e não queria demorar. Enrolei-me na toalha e comecei a pentear meus cabelos. Quando terminei, sequei-me e comecei a vestir-me.

Depois de vestida, fiz um rabo-de-cavalo, passei um gloss transparente e coloquei uma pulseira de ouro branco cheia de pingentes em forma de coração. Passei perfume e saí do banheiro.

Matt estava sentado numa poltrona vendo TV.

- Estou pronta. – Falei sorrindo.

Ele então me olhou de cima a baixo. Parece que foi até em câmera lenta. Ele desligou a TV e veio até mim. Ficamos nos olhando por um tempo e um mecha do meu cabelo soltou-se.

Matt colocou-a atrás da minha orelha e sorriu. Estávamos tão próximos um do outro.

- Bem, a tempos que eu venho querendo fazer isso.

Então ele beijou-me. SIM, ele ME beijou. Sua língua pediu passagem e eu concedi. Uma de suas mãos foi para minha cintura, nos colando ainda mais, sua outra mão foi para minha nuca. Rodeei seu pescoço com minhas mãos.

Nosso beijo era calmo e depois foi ficando um pouco mais urgente. Nossas línguas travavam uma batalha sem vencedores ou perdedores. O beijo era carinhoso e ao mesmo tempo urgente, como ele conseguia despertar aquelas duas sensações ao mesmo tempo? Mais tenho que confessar. Ele beija bem demais!

Separamos-nos por falta de ar, continuamos na mesma posição. Matt ainda segurava minha cintura e a outra mão em minha nuca, minhas mãos ainda rodeavam seu pescoço.

- Me desculpe, eu não devia ter feito isso e... – Ele falou e eu o interrompi-o.

- Não fala nada. – Calei-o com um beijo.

Ficamos ali nos beijando por um bom tempo, eu estava feliz mais feliz do que nunca.

Notas finais
Gostaram? Espero que tenham gostado, deixem reviews com a opnião de vocês :))
Divulgações:
http://fanfiction.com.br/historia/325013/Two_Worlds/
http://fanfiction.com.br/historia/301517/With_You/
Espero que leiam e gostem :))
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Beijos