Notas iniciais
olaaaaaaaaaaaaaaaa eu realmente nao deveria estar aqui, tenho prova amanha, 3 pra ser exata. maaaas como eu amo demais essa fic eu vim postar!! la la la la la laaaaa la la ME DEIXEM CANTAR! ate la embaaaaaaaixooo

A raiva me consumiu. Foi algo estranho, muito estranho. Eu deveria ficar com raiva? Eu nem o conhecia! Mas conhecia aquela meretriz de capiroto que era mais conhecida como Brittany Lewis. A menina mais popular do colégio. Ela era uma tapada. capita das lideres de torcida e namorada do capitão do time de rúgbi.

Não acompanhava as fofocas sobre o casal mais badalado do colégio, mas se ela estava literalmente quase em cima de outro cara, imagino que estavam tendo problemas.

Ela se sentou onde eu estava outrora. Virava para o lado e se inclinava na cadeira de modo um tanto quanto vulgar para deixar aparecer os nao muito pequenos peitos de silicone. Fazia isto constantemente, e cochichava algo para Galen, não perdendo a oportunidade para enrolar o cabelo com os dedos finos e unhas esmaltadas de vermelho sangue.

Olhei para minhas mãos. Um preto fosco estava em cada uma de minhas unhas. Não era a cor favorita dos rapazes disso eu tinha certeza. Pelo contrario, ele espantava-os. A escuridão não é exatamente algo convidativo e eu exalo trevas.

Na sétima vez em que ela arremessou-se de sua cadeira como se pulasse de bungee jumping na esperança de cair nos braços do príncipe encantado, o Sr. McWood perdeu a pouca paciência que tinha.

— Algum problema ai atrás? — Ele quase gritava. Não havia usado o nome dos alunos mais por não saber (os professores não se davam ao trabalho de aprender nossos nomes) do que por ser uma bronca ampla, para a sala toda. Porém seus olhos estavam fixos nos dois alunos das últimas cadeiras. Isso era o mais pessoal que um professor conseguia ser.

Brit (apelido para os íntimos) ficou congelada ao lado de Galen, que pelo que consegui perceber (só agora) não estava tão feliz com a presença invasiva da nossa querida amiga piranha. Após alguns segundos ela balançou a cabeça, negando ter qualquer problema com situação e se recompondo em sua (minha) cadeira.

— O problema, Sr. McWood — Galen decidiu de ultima hora se pronunciar — É que esta garota está descaradamente dando em cima de mim. E mesmo com as minhas muitas indiretas, ela não sacou que eu não estou afim — Não consegui ficar olhando para frente depois de ouvir essa ultima frase.

A cara de desgosto e indignação dela ela deliciosamente boa para meus olhos, fazia um efeito melhor que qualquer colírio. Aquelas palavras pareciam um coro celestial ecoando em meus ouvidos. Não pela parte dele ter recusado a garota mais popular do colégio, mas por alguém ter tido a coragem de recusá-la. E em publico!

Digamos que eu e Brit não temos um bom passado juntas. Quando cheguei nesta escola, eles fizeram um teste de aptidão comigo (que é feito todos os anos e com alunos novos que chegam à metade do semestre como eu cheguei) Galen provavelmente vai passar por esse teste na semana que vem.

É um teste relativamente simples, feito depois das aulas e é aberto para quem quiser assistir (ninguém na maioria dos casos). Onde eles avaliam qual esporte ou matéria você e muito bom, para entrar em algum time lucrativo ou ser um super gênio (que da lucro do mesmo jeito).

Meu teste bateu um recorde de espectadores (um dos ônibus escolares havia quebrado e alguns alunos foram para o ginásio) incríveis sete alunos estavam assistindo. Dentre eles, Brittany Lewis e suas macacas saltitantes.

Basicamente, se você não for bom em nada, eles te tiram da escola. Sem pressão.

Voltando ao meu teste. Eles perguntaram se eu sabia jogar algum esporte. respondi diretamente que joguei vôlei em algumas de minhas escolas passadas e que fazia ginástica olímpica desde os seis anos. Eles então pediram para que eu me dirigisse para um canto onde havia algumas barras enferrujadas e um cavalo velho, manchado pelo tempo.

Fiz o que me pediram e depois de um momento para pensar em algo para apresentar, decidi efetuar a coreografia mas elaborada que eu sabia. Assim que terminei vi que Brit estava boquiaberta assim como suas macacas. Sugeriram-me que fosse para o time de lideres de torcida, com carta de recomendação para ser a capita.

Nesse momento o rosto de Brittany se transformou em ódio, inveja e medo de perder seu posto. Ela me fitou com seus olhos queimando por trás das lentes coloridas. De maneira macabra e bem levanta ela fez que não com a cabeça, para que eu recusasse.

Eu era a menina nova e como sempre tenho alguns problemas paranormais, o melhor que posso fazer é evitar inimizades. Isso não a impediu de me odiar por ser, na opinião dos examinadores, melhor que ela.

— BRAAAAAANG — Eu disse que o som do sinal era horrível.

Com um sorriso bobo no rosto (por conta da cara de poucos amigos da minha querida Brit) fui me arrastando até o pátio. Hora do almoço. À medida que fui me aproximando da cantina, o cheiro gostoso de comida quente foi aumentando assim como a massa de alunos. Em cinco minutos, um mar de alunos se formou ao meu redor, me afogando em claustrofobia.

Minha respiração acelerou drasticamente. Comecei a girar me usando como eixo central. Tudo estava parado ao meu redor, só eu me movia. Sabia que estava acontecendo de novo. Por favor, não, de novo não! Eu estava indo tão bem!

Enquanto me lamentava pela mudança que, eu sabia, ocorreria em menos de uma semana depois disto aqui, vi de relance algo se mover, algo não, alguém. Só consegui ver um sorriso, tão branco e curvado quanto à lua e tão misterioso como o próprio gato risonho.

Parei de supetão, tentei procurar por aquela pessoa que me chamara à atenção, mas não achei ninguém.

Um suspiro escapou de meus pulmões. O ar que nem sabia estar segurando esgueirou-se por entre meus dentes. E de súbito o aroma de comida voltou a invadir minhas narinas deliciando-as. Aos poucos as pessoas ao meu redor começaram a se mexer novamente como se nada tivesse acontecido. Como eu fiz isso?

Desnorteada, peguei meu almoço e corri cambaleante à procura do Duncan. Não foi complicado achá-lo, ele estava sentado na parte ao ar livre do pátio, onde jaziam varias mesas parcialmente limpas rodeadas por árvores esqueléticas por conta do inverno rigoroso.

Aqui é mais fácil de encontrar uma mesa, ninguém é louco de vir aqui fora nesse frio. Ninguém exceto eu e Duncan. Mas não é por isso que eu sento aqui. Eu gosto daqui porque aqui não tem ninguém e episódios caóticos como os que acabaram de acontecer nunca acontecem. Conseguira evitar esses episódios infernais por um ano e meio. Meus pais estavam mesmo estranhando. Eu estava estranhando.

Mesmo sem eles em minha vida por um período relativamente grande, a depressão, que em geral eles causavam em mim, ainda estava bem presente em minha vida. Cheguei ao consentimento interno de que se da pelo fato de eu estava morrendo mais rápido a cada ano.

Tinha 16 anos, mas só vivera 13 destes. Pulei três anos da minha vida com esses episódios e pelos meus cálculos, pularei 15 anos até o fim da minha vida. Isso é deprimente.

Fui subitamente acordada de meus pensamentos quando percebi que meu melhor amigo tinha companhia. Estava conversando com um cara loiro e alto que logo reconheci como sendo Galen. Eles estavam se sentando à mesa central do pátio deserto.

— Mais um dia aqui e eu congelo! — Reclamei sentando-me ao lado de Dun e pondo uma batata frita na boca.

— Até onde eu sei quem quis vir para o lado de fora porque não gosta de multidões foi você — Retrucou ele roubando uma de minhas batatas. Seus cílios eram enormes, muito maiores que os meus, negros como breu e faziam uma moldura perfeita na pele pálida para os olhos azulados.

— Mas não queria morrer de frio! — Ele esfregou as mãos nos meus braços num movimento estranho e um tanto bizarro.

— Melhorou? — Ele perguntou realmente acreditando que aquilo havia me aquecido. Apenas bufei em resposta. Ele riu e me abraçou de lado, pela cintura. Isso sim me esquentou. Abracei-o de volta de um modo que me fez fitar os olhos castanho-escuros de Galen.

Mantive o olhar por muito tempo até perceber o que me incomodava naqueles olhos. Eram iguais aos da Brittany, falsos. Mas porque ele colocaria lentes escuras em olhos originalmente claros? Não fazia sentido. E isso era o que mais me incomodava. Talvez eles sejam autênticos e eu só estivesse delirando.

— O que tanto te fascina em meus olhos, moúsa? — Pisquei pela primeira vez em alguns muitos segundos.

— A falsa verdade deles me intriga — Respondi sem desviar o olhar.

— Tão intrigantes quanto os seus — Mas meus olhos não eram falsos, só pareciam ser.

Fiquei quieta depois daquilo. Encolhi-me no abraço de Duncan, enfiando meu nariz congelado em seu peito quente e cheiroso.

Notas finais
oi oi! estou aqui de novo!!!! eai? o que vcs acharam?! ficou uma bosta ne?! eu sei eu sei um dia eu melhoro! COMENTEM FAVORITEM E RECOMENDEM!!!