A Filha Da Magia
1 Capítulo 1
Meu nome é Marina, eu levo uma vida normal. Isso é, levava até descobrir que eu não era, bem, uma adolescente comum.
Era uma linda manha de sábado, eu e meu amigo Lucas, passeávamos pelo parque, como de costume. Nos sentamos próximo ao lago, na grama e ficamos por um tempo, observando as nuvens. Quando algo passou rente as nossas cabeças. A principio não distingui bem o do que se tratava. Quando Lucas gritou: — Corra Marina! Esconda-se. Corri. Fui para perto de um arvore que se situava próximo à saída do parque. Não adiantou. Aquela coisa que e parecia com um morcego gigante continuou me perseguir. — Marina! Pegue! – disse Lucas jogando para mim um anel. Peguei o pequeno objeto que, logo se transformou em uma lança que eu mal conseguia segurar. — O que é isso Lucas? O que esta acontecendo aqui? — É uma longa e perigosa historia. Te explico quando chegarmos. — Chegarmos aonde? — Você vera. E isso foi tudo que ouvi antes de bater minha cabeça e desmaiar. Lembro-me de ter acordado em algum lugar que me parecia ser de outra época. Sentei-me ainda meio zonza. E com a visão um pouco embaçada. — Onde estou? – perguntei — Bem vinda de volta Marina! — Lucas! É você! – disse quase o esmagando em meus braços. — Também estou feliz que esteja bem. — Mas... Que lugar é esse? — Se chama Acampamento Meio-Sangue. É um lugar para pessoas como você. — O que você quer dizer com “pessoas como você”? — Venha, conheço alguém que poderá te explicar melhor. — disse Lucas me ajudando a levantar. Olhei para baixo ainda meio zonza. — Lucas! Suas pernas! O que houve? — Ah... Bem... Eu não queria lhe contar assim, desse jeito. — Eu estou em um lugar que você me diz ser para pessoas como eu, com um galo gigante na minha cabeça e um amigo que esta com um par de pernas de BODE! Eu mereço explicações. Não acha? Lucas me puxou e me levou para fora daquele lugar que distingui como enfermaria. — Pare com esse mistério todo! Me diga aonde você esta me levando? Lucas continuou a me puxar sem dizer mais nenhuma palavra. Chegamos a uma grande casa, entramos em uma sala que, parecia um salão de jogos. — Sente-se – ofereceu-me um homem que, surgiu não sei de onde. — Quem é você? O que eu estou fazendo aqui? E... – o homem não me deixou terminar as minhas inúmeras perguntas. — Acalme-se criança. Lhe darei todas as respostas que deseja. — Certo! – falei com um tom de desgosto. — No mundo há mais ‘tipo’ de pessoas do que você imagina. Lembra-se daqueles mitos sobre Deuses e Deusas da Grécia e Roma antiga? – perguntou-me Quiron. — Vagamente... — Aqueles Deuses e Deusas ainda vivem e ‘ficam’ com mortais tendo assim proles metade humanas e metade Deuses. – disse Quiron apontando em minha direção. — Não, não, não pode ser! Eu sou só uma garota do interior de Nova York. De jeito nenhum sou isso que vocês dizem. Definitivamente, eu sou a garota errada. — Má, lembra-se daquele dia no parque? Aquele morcego que nos perseguia era uma fúria. Ainda não sabemos muito bem o que exatamente ela fazia aqui e nem o que ela queria. — Nossa então tudo isso, é mesmo real! – disse eu, incrédula – Mas, Lucas, e suas pernas? O que houve com elas? — A, isso. Eu sou um sátiro. Sou encarregado de trazer os semideuses seguros para cá. Me tornei seu amigo logo que eu soube o que você era. Eu me sentia mais como algum tipo de mutante do que metade Deusa. — Seu eu sou mesmo isso que vocês dizem “metade Deusa” , quem é minha mãe olimpiana? — Ainda não sabemos. Mas esperamos que hoje a noite na fogueira, você seja reclamada. – explicou-me Lucas — Lucas, leve-a para o chalé de Hermes para que descanse e ponha suas ideias no lugar. – sugeriu Quiron Saímos da grande casa e nos dirigimos aos chalés. Era algo como um U gigante. Formado por chalés de varias cores, formas, tamanhos e enfeites. Nossa caminhada até o chalé de Hermes foi bem silenciosa. Em quanto andávamos, pensei em tudo o que havia acontecido até aquele momento. Pensei no acidente de meu pai e em quem poderia ser minha verdadeira mãe. — É aqui – disse Lucas abrindo a porta para que eu entrasse. Ao entrarmos a primeira coisa que pensei foi: Uau! Que bagunça! — Seja bem vinda – me recebeu um sorridente garoto que se apresentou como Léo, filho de Hermes. — Léo, essa é Marina, ela é nova aqui. Tem uma cama sobrando para que ela possa descansar? — Sim, venha por aqui Marina. Léo me levou a uma cama encostada na parede. — Obrigada. — Aqui estão, toalhas e roupas. Espero que fique confortável. Léo saiu e eu fui tomar um banho e deitar um pouco. Não consegui dormir. Muito menos descansar. Levantei com Léo me chamando para jantar. Lavei o rosto e descemos para o refeitório. Logo após o jantar fomos para a fogueira quando aconteceu. Eu fui reclamada. Um pequeno e flamejante caldeirão apareceu sob minha cabeça e, não importava para onde eu me movia, o pequeno e flamejante caldeirão me seguia.
— Seja bem vinda Marina, filha de Hécate. Eu estava extremamente paralisada e sem reações. Não sabia o que fazer ou dizer. Desceram dois garotos. Uma menina que aparentava ter uns 16 anos e um garoto com uns 14 anos. — Seja bem vinda Marina, meu nome é Tamires e esse é meu irmão Thor – apresentou a garota. — Obrigada – eu disse sendo esmagada por uma Tamires feliz demais. — Venha, vamos ajudar a seu instalar – disse Thor. Eu sempre fui sozinha. Criada por meu pai até os 5 anos, filha única e agora eu tinha dois irmãos com quem eu com certeza gostaria de passar um tempo junto. Eu estava tão feliz. Estava a ponto de explodir ou até sair levitando. Saímos pelo grande campo de atividades até chegarmos a um chalé que, por fora lembrava uma daquelas casas mal-assombradas de filmes de terror antigos. — Bem, chegamos – disse Thor abrindo a porta. — Nossa! – foi tudo que consegui dizer. Logo ao entrar, via-se uma grande televisão de plasma e algumas parafernálias tecnológicas. Havia apenas duas grandes camas e um sofá com formata de um U. A decoração era linda. E parecia em constante mudança. — Por sermos filhos da Deusa da magia e bruxaria temos alguns privilégios. – gabou-se Tamires — É lindo. Nunca imaginei que eu Marina uma garota normal, seria filha de uma Deusa. — Acho que você conseguira se acostumar com isso... Como eu dizia, nós, filhos de Hécate, temos alguns privilégios como conseguir levitar alguns objetos com a mente, mudarmos de roupas com um simples estalar de dedos ou fazer a decoração ficar em constante mudança – concluiu Tamires. — Acho que não vou demorar a me acostumar com isso... Depois de arrumarmos mais um cama, jogamos alguns jogos e fomos dormir. Sonhei que estava caindo. Não consegui distinguir onde, mas, a cada vez ficava mais quente. Era como se eu estivesse afundando em lavas. — Marina! Marina! Acorde. Acho que estava tendo um pesadelo. – disse Thor. Sentei-me assustada na cama e contei o sonho a Thor e Tamires. — Pela manhã podemos conversar com Quiron, ele poderá interpretar seu sonho – sugeriu Tamires. Deitei-me e logo adormeci. Dessa vez não sonhei. Acordei com o despertador, já eram 07h30min. — Bom-dia! – disse uma espontânea e sorridente Tamires. Levantei e tomei banho. Eu estava animada com o meu primeiro dia no acampamento, mas também preocupada com o meu sonho.
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