Fomos para o refeitório e tomamos um café da manha digno dos Deuses. Tudo o que eu queria ou pensava em comer, simplesmente aparecia em meu prato. Como magica.

Logo após aquele banquete, nos dirigimos a Casa Grande para que contássemos meu sonho a Quiron.

No caminho, encontramos dois amigos de Tamires e Thor.

Um deles aparentava uns 11 anos, era baixo, seus cabelos eram pretos e bagunçados e tinha olhos que lembravam duas jabuticabas. A garota aparentava uns 14 anos era um pouco mais alta que o menino, seus olhos eram de um castanho esverdeado e seus cabelos castanhos claros.

— Bom dia Tami, Thor e... – disse a garota

— Marina. – apresentei-me

— Seja bem-vinda Marina. Eu sou Thiago, filho de Atena. E essa é minha irmã, Nathalia – disse o pequeno garoto.

— Bom dia Thi – disse Thor bagunçando o cabelo de Thiago.

Mas a frente, vinha uma garota correndo. Seus longos e cacheados cabelos pretos estavam presos em um rabo de cavalo e seus olhos eram tão verdes quanto a grama. Ela parecia aflita.

— Violeta! O que houve? – perguntou Tamires à garota aflita.

— É o Sr. D. Ele esta furioso.

Mas, o que aconteceu para que ele ficasse assim?

— Não sei muito bem. Ao que tudo leva envolve um filho de Hades.

— Quem é Sr. D. ? E porque ele estaria furioso com algum filho da Hades? — perguntei confusa

— Sr. D. é o diretor do acampamento, Dionísio, e o motivo de sua fúria, nós não sabemos. – explicou-me Nath.

Depois de todo o ocorrido, fui com Tamires e Thor a Casa Grande e, contei a Quiron meu sonho.

— Pelos Deuses! – exclamou Quiron

— Você acha que esse sonho teria algo a ver com esse tal ‘filho de Hades’? – perguntou Thor

— Não sei lhe dizer. Mas, se houver alguma ligação em breve saberemos.

Saímos um tanto aflitos da Casa Grande.

— Tamires, que bom que te encontrei! – disse um garoto que aparentava uns 16 anos, seus cabelos eram pretos e bem curtos e ele tinha os olhos tão azuis quanto o oceano – Quiron me pediu que avisasse a todos que, hoje ao entardecer haverá uma caça a bandeira para recebermos os novos campistas.

— O.K. Obrigada por nos avisar Felipe. – agradeceu Tamires.

— O que é uma ‘caça a bandeira’? – perguntei.

— Venha Marina, mais tarde lhe explicamos. – disse Thor me puxando pelo braço até chegarmos ao chalé. Tamires estava logo atrás de nós.

Entramos em nosso chalé – a decoração havia mudado outra vez – trocamos as nossas roupas e fomos para nossas atividades diárias.

— Então Ma, por onde você quer começar? – perguntou-me Tamires.

— Opções?

— Parede de escalada com lava,...

— Acho que hoje não... – disse Thor. Tamires e eu caímos na gargalhada.

— Arco e flecha, lutas, canoagem... – continuou Tamires.

— Tudo isso me parece um pouco perigoso. Mas, acho que quero começar por arco e flecha.

Enquanto estávamos no chalé, me pareceu uma boa ideia. Realmente, não foi uma das melhores. Consegui mandar alguns campistas para a ala hospitalar.

No caminho da canoagem, fui atingida na cabeça por uma pedra e cai no chão.

Enquanto eu estava apagada ouvi algumas vozes. Uma me parecia assustada e a outra me passava a ideia de algo assustador.

- Como assim você fracassou? – disse a voz assustadora e furiosa.

— Me desculpa pai. Me de mais uma chance e, eu juro que não irei te decepcionar. – disse um garoto cuja voz me parecia assustada.

— Só mais uma! – gritou a apavorante voz – Se fracassar eu mesmo cuidarei para que você passe o resto de sua vida no submundo.

A imagem foi se dissolvendo e eu ouvi varias vozes gritando meu nome desesperadamente.

— Marina! Acorde! — diziam as vozes.

Eu tentei. Não conseguia voltar à consciência de jeito nenhum.

Senti algo com um gosto surpreendentemente maravilhoso tocar meus lábios.

— O que é isso? – disse eu, recuperando a consciência.

— Marina! Que bom que você acordou. – disse Tamires me esmagando em um terno abraço.

— Isso se chama Néctar. É um tipo de remédio que cura qualquer machucado, se usado em pequenas quantias. – disse uma garota de pele morena, cabelos pretos e cacheados onde havia uma larga e azul mecha. A garota segurava um pote dourado cum um líquido furta-cor dentro – Prazer, meu nome é Barbara e sou filha de Atena.

— Oi Barbara – disse que levando a mão a minha cabeça onde havia um pequeno curativo cheio de gases e esparadrapos – Ai! O que houve comigo?

— Me desculpe. A culpa foi minha. Eu estava jogando pedras e sem querer uma acabou atingindo a sua cabeça. – disse um garoto de cabelos castanhos e olhos pretos que se apoiava em minha maca.

— Ah, sim, obrigada pela pedrada...

— Gean – disse o garoto

— Ele é assim mesmo. – disse Violeta

— Bom, acho que vamos deixar Marina descansar um pouco – sugeriu Barbara.

— Sim, claro. – disseram Violeta e Gean em um uníssono

— Tamires, Thor, será que vocês poderiam ficar mais um pouco?

— Claro – assentiram

Contei a eles o que vi enquanto estava inconsciente e, assim que terminei os dois pareciam assustados.

— Quero que isso fique entre nós – pedi a eles

— Sim, mas se isso se tornar um risco para você ou qualquer outro campista, prometa que contara a Quiron – sugeriu Thor.

Assenti com a cabeça.