A Fera e a Bela
2 Capitulo 1.2
Notas iniciais
Capitulo 2
“Mal sabia eu que havia cometido um erro ao ir para lá...”
–Porque você esta aqui?
Disse o pequeno homem.
–Ninguém vem até aqui. Todos me temem. Ninguém, em 13 anos, me humilhou dessa forma. Você pensa que é quem? Rindo assim de mim... De modo tão... Insolente – ele quase cuspiu essa palavra — Você é uma pobre menina, srta. Isabele Melark, aos 21 anos não sabe de nada sobre a vida. – Seus olhos brilhavam de raiva. Eu estava boquiaberta, como ele sabe essas coisas sobre mim? – Você cometeu um erro. Não devia ter me procurado. – Ele disse isso sério, muito sério, como se o mundo dependesse daquela informação.
Em seguida, virou a cabeça por cima do ombro e gritou para dentro da casa – Dinks, Stwart, venham aqui.
Olhei para além do homem, para dentro da casa. Vi alguma coisa vindo em nossa direção. Percebi que não vinha, voava. Um prato e um candelabro. Não sabia se ria ou se chorava. Não parecia real. Parece coisa de livro, de filme, não coisa que acontece na vida real.
Vi o prato vindo em minha direção, voando. Senti uma forte pancada na testa, senti um filete de alguma coisa quente escorrendo pelo meu rosto. Provavelmente sangue. Senti outra pancada, de cima dessa vez. Minha visão ficou turva, senti minhas pernas bambas. Neste momento meus olhos procuraram os olhos do homenzinho. Sabia que perderia a consciência, mas quando isso acontecer quero estar olhando nos olhos dele. Senti uma ultima pancada, na nuca, depois só havia escuridão.
Quando recuperei a consciência, recuperei os sentidos aos poucos, primeiro foi o gosto de sangue e bile na boca, depois notei o tic-tac de um relógio, depois um cheiro suave, como flores ou perfume de crianças, depois senti algo abaixo de mim, mole, confortável e meio quente, provavelmente estava em uma cama. Para saber onde estava, o que o homem tinha feito comigo, só tinha um jeito, abri então os olhos.
Abri os olhos e vi um teto de madeira, olhei para a esquerda, havia uma janela, olhando através da janela, vi que estava clareando, devo ter dormido a noite toda. Ao olhar para a direita, encontrei uma estante de livros, fechei os olhos e me sentei. Ao reabri-los vi um relógio grande, em frente a uma porta, olhei bem e percebi, era mais uma coisa encantada. Estava vivo. Era um guarda.
Eu estou presa.
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