A Família Potter
17 Capítulo 17 - De volta pra casa
Notas iniciais
2 meses se passaram voando.
Durante esse tempo, eu levava as crianças quase todos os dias pra ver Harry, que, infelizmente, ainda não havia saído do hospital, mas estava bem melhor e iria pra casa hoje.
Lílian agora estava com 5 meses e meio, e era uma bebê bastante esperta.
Harry fez questão de que, no dia de sua volta, as crianças também fossem buscá-lo no hospital. Desde que voltou da viagem, ele não queria perder sequer um minuto da vida delas.
Depois de termos enfrentado o trânsito londrino, finalmente eu e as crianças chegamos ao St. Mungus.
Peguei Lílian da cadeirinha do carro e disse para os meninos que havíamos chegado, pois estavam entretidos com os sapos de chocolate que havia trazido.
Ao descer do carro, vi que havia um enorme tumulto na porta do hospital. Estava cheio de pessoas segurando uma câmera na mão. Pude identificar uma cabeleira loira no meio deles, pelo visto o dia da saída de Harry do hospital, havia parado nos ouvidos de Rita Skeeter.
Olhei para Tiago decidida.
- Tiago, segure na mão de seu irmão e fique perto de mim, entendeu? – ele assentiu e pegou a mão de Alvo – Não respondam nada que eles perguntarem.
- Certo, mamãe.
Fiz com que os dois ficassem bem perto de mim e comecei a atravessar os repórteres.
No momento em que me viram, um tumulto maior ainda começou a surgir. Havia perguntas e flashs para todo o lado.
- O que aconteceu com Harry Potter?
- Como os seus filhos estão lidando com a situação?
- É verdade que o Harry viajou porque estava com raiva da senhora por não saber se a pequena Lílian era mesmo filha dele?
Senti o sangue me subi à cabeça e procurei o dono daquela voz que havia feito a pergunta, e me deparei justo com Rita Skeeter. Me aproximei dela com ódio estampado nos olhos e comecei a falar num sussurro letal.
- Olha aqui, Rita Cabelo-De-Nissin-Miojo, nunca mais ouse fazer esse tipo de pergunta a mim, principalmente quando estou com três crianças comigo. Eu sei mais sobre você do que você pensa, e não vai custar nada ir até o Ministério e falar com o Ministro, entendeu?
Ela deu um sorrisinho sem graça e saiu disfarçadamente da aglomeração de repórteres.
Continuaram a tirar fotos minhas e das crianças e só pararam quando entramos no hospital e os seguranças os barraram.
Olhei para Alvo e Tiago, e ambos me olhavam assustados.
- Tudo bem, não quero que falem ao papai o que aconteceu. Ele ficará muito nervoso se souber dos repórteres. Um dia eu prometo que explico a vocês o motivo disso tudo. Vocês estão bem?
- Sim. – responderam, em uníssono.
- Ótimo. Fiquem calmos, certo?
Ambos assentiram, e eu fiz sinal pra que me acompanhassem.
Bati levemente na porta e entrei, encontrando Harry já vestido com roupas normais, uma calça jeans e uma blusa vermelha.
- Bom dia, meu amor. Pronto pra voltar pra casa? – perguntei, entregando-lhe Lílian e o beijando no rosto.
- Mais pronto que nunca! Não agüento mais ficar aqui. – falou, rindo.
- Papai, podemos jogar quadribol quando chegarmos em casa? – perguntou Tiago.
- Claro, filho. – respondeu Harry.
Olhei pra ele com um olhar mortal.
- Jogar quadribol? Você acabou de sair de uma cama de hospital e já está pensando em jogar quadribol? Pode esquecer.
- Por favor, mamãe! – pediu Alvo.
- Nada de “por favor”, Alvo. Seu pai está fraco, tem que ficar de repouso, ou ele vai acabar voltando pra cá.
Eles concordaram, vencidos.
- Então, vamos? – perguntou Harry, animado.
- Vamos.
Fiz um gesto para os meninos irem na frente, e ajudei Harry a andar até o carro. Felizmente, os repórteres aparentavam ter ido embora, pois a entrada estava vazia.
O caminho até em casa foi alegre, pois todos estavam felizes pela volta de Harry.
Ele sorriu ao ver que estava em casa novamente, mesmo sem falar nada, eu percebi o quanto aquilo significava pra ele.
- Bem vindo de volta! – falei.
Ele me abraçou, e me arrastou pra dentro de casa com as crianças.
Lílian havia dormido no meu colo, então eu a levei até o quarto e a coloquei em seu berço.
Alvo e Tiago também já estavam resmungando, então só poderiam estar com sono também.
- Acho que está na hora da soneca de vocês! – falei.
Os dois resmungaram alguma coisa, mas foram para os seus quartos. Fiz um gesto pra que Harry fosse para o quarto de Alvo, e eu fosse para o de Tiago. Eles estavam bastante agitados pra conseguirem dormir sozinhos.
Entrei no quarto de Tiago e o deitei na cama, cobrindo-o com o cobertor.
- Mãe, porque todos aqueles repórteres estavam querendo saber sobre o papai?
- Eu não sei se eu devo te falar isso, filho. Você ainda é tão pequeno...
- Por favor, mamãe, eu juro que guardo segredo.
Olhei nos olhinhos dele, e vi que sua inocência ainda não estava pronta pra saber de tudo que havia acontecido no passado.
- Eu vou te contar de uma forma bem resumida. – falei – Seu pai fez uma coisa incrível no passado. Tinha um bruxo muito malvado, que matava muita gente e só queria chegar ao seu pai. Então houve uma guerra e seu pai conseguiu matá-lo. Desde então, todo o mundo bruxo é grato a ele por isso. Antes haviam muitas mortes, mas o que o seu pai fez, restaurou a paz pra nós.
Ele me olhou de forma curiosa, mas vi que no seu olhar havia orgulho. Orgulho do pai que tinha, e esse orgulho era inteiramente justificável.
- Pusha vida, mamãe! O papai fez isso mesmo?!
- Fez sim, mas agora vai dormir, antes que eu me arrependa de ter contado isso a um bruxinho tão novo. – falei, sorrindo.
Ele assentiu e fechou os olhos. Fique no quarto até ter certeza de que ele havia realmente adormecido, e saí.
Fui até o meu quarto e encontrei Harry na cama, assistindo algo que estava passando na TV.
- Alvo dormiu? – perguntei.
- Dormiu. Ele estava caindo de sono. E o Tiago?
- Também, mas ele demorou um pouco.
Fui até a cama e deitei ao seu lado, encostando a cabeça em seu peito.
- Está se sentindo bem? – perguntei.
- Melhor que nunca. Senti falta da nossa casa, da nossa cama... Quase quatro meses sem vim aqui, e parece que está tudo diferente.
Virei um pouco a cabeça para que pudesse olhar em seus olhos, e não pude mas conter a saudade que sentia.
O beijei calmamente, mas que logo foi se tornando um beijo urgente, cheio de saudade. Senti suas mãos acariciarem meus cabelos e descerem até o botão no meu vestido.
Ele começou a desabotoar, um por um, os botões.
Após tirar meu vestido, ele inverteu as posições pra que pudesse ficar em cima de mim, e começou a beijar meu pescoço. Suas mãos quentes, faziam uma trilha pelas minha pernas, fazendo-me suspirar.
- Senti falta de você e do seu corpo. – sussurrou em meu ouvido, mordiscando minha orelha.
- Eu também. – falei, tirando sua camisa.
Beijei seu peito e abdômen, e permiti que ele desabotoasse meu soutien.
Ele admirou meus seios alguns segundos, e começou a beijá-los, fazendo altos gemidos escaparem da minha boca.
Ele continuou com as carícias, e sua boca começou a descer pela minha barriga, fazendo-me ficar arrepiada.
Suas mãos pararam na minha calcinha, e ele não hesitou em tirá-la. Hoje não estávamos tão preocupados com preliminares. Não era apenas saudade, era também uma necessidade. Nossos corpos clamavam um pelo outro, e isso não podíamos controlar.
Seus lábios e língua acariciaram minha intimidade, fazendo-me torcer o lençol entre os meus dedos. Ele se afastou um pouco, deixando apenas que seu hálito me acariciasse, estava querendo prolongar o momento. Sua boca subiu de volta até a minha, e eu retirei sua calça e cueca rapidamente, abrindo as pernas como uma forma de convite irrecusável.
- Harry, por favor, eu preciso de você agora. – sussurrei.
- Eu sei princesa, eu me sinto da mesma forma.
Ele me beijou e ao mesmo tempo deslizou pra dentro de mim.
A sensação que eu tive foi simplesmente indescritível. Depois de quase quatro meses sem ser tocada por ele, fez com que eu me esquecesse quão bom era tê-lo dentro de mim.
Ele começou a se movimentar e não demorou muito para que alcançássemos o clímax juntos.
Seu corpo, suado e trêmulo, desabou sobre o meu.
O abracei forte, antes de ele me deitar sobre seu peito e puxar o fino lençol branco para nos cobrir.
Seu dedo passeava levemente sobre as minhas costas, e sua expressão estava serena, tranqüila, como se tivesse finalmente conseguido uma coisa que desejava a muito tempo. E eu tinha certeza que a minha não estava muito diferente da dele.
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