A Família Potter
16 Capítulo 16 - Alívio
Notas iniciais
Lilára Brown, GinnyPotter e Brunas Freitas. Obrigada mesmo!
Uma mistura de alívio e felicidade me invadiu por completo, fazendo com que eu ficasse boquiaberta, com os olhos cheios de lágrimas.
Ele me fitou, com um sorriso cansado no rosto, e esticou sua mão pra acariciar minha face.
- Desculpa por fazer você ficar tão preocupada. – falou, com a voz rouca.
- Harry, você não tem idéia do quanto eu estou aliviada pelo simples fato de você estar apenas de olhos aberto, mais ainda por você estar falando, então não venha me pedir desculpas. Não foi culpa sua.
Não pude mais conter minha vontade, me estiquei e o abracei forte, mas receosa de que o abraço o prejudicasse.
Quando me afastei dele, sorri, feliz por saber que meu marido estava bem.
- Acho melhor chamar o curandeiro para ele vim ver como você está. – falei.
- Tudo bem, mas não demora, ok? Senti muita falta sua durante a viagem.
- Eu também, amor, mas agora você vai passar um bom tempo sem viajar. – falei, rindo.
Beijei-o rapidamente e saí.
Logo de cara encontrei o curandeiro. Ele conversava com uma enfermeira, mas decidi que o assunto era importante o suficiente para interrompê-los.
- Com licença. Tenho uma novidade ótima Dr.! – falei, animada.
- Fala, Sra. Potter. – respondeu ele, sorrindo.
- O Harry acordou! Isso significa que ele ficará bem?
Ele parou pra refletir alguns segundos.
- Provavelmente sim, as chances dele ter um recaída agora são bem pequenas. Mas ele precisará ficar no hospital durante algumas semanas, pra que ele melhore completamente.
- O importante é que ele fique bom logo, Doutor. Quanto tempo mais ou menos ele precisará ficar aqui?
- Em torno de um mês ou dois, dependendo da velocidade da melhora de seu corpo.
- Tudo bem, obrigada. O Sr. quer ir examiná-lo ou algo assim? – perguntei.
- Sim, mas eu vou deixar que você fique algumas horas com ele, pois o pior já passou. – respondeu ele, apertando minha mão e voltando a falar com a enfermeira.
Voltei até o quarto de Harry e vi que ele tentava se levantar.
- Harry, por Merlin, cuidado! Acho melhor você ficar deitado e descansar.
- Gina, não precisa se preocupar tanto.
Lancei o olhar mais severo que pude, fazendo com que ele voltasse a ficar deitado.
- Os meninos estão meio confusos e preocupados. Você acha que eu deveria trazê-los aqui pra te ver?- perguntei.
- Acho que não teria problema algum, estou com muita saudade das crianças. Traga a Lílian também.
- Amanhã de manhã eu passo na toca pra trazê-los. Você tem certeza que está se sentindo bem?
- Tenho. Não precisa se preocupar comigo, Gi, você sabe que eu sou forte. – falou, rindo – Agora venha aqui pra perto de mim porque eu não estou mais agüentando de saúdes de ter você comigo.
Sorri e fui até a beira de sua cama, onde me espremi ao seu lado, fazendo carinho em seus cabelos.
- Nunca, mas nunca mais mesmo, me dê um susto desses de novo, ouviu, Harry Tiago Potter?
- Como quiser, Ginevra.
Ele me puxou pra mais perto, pra que ficássemos frente a frente, e colou seus lábios nos meus.
Merlin, eu senti tanta falta daquele beijo.
Suas mão brincavam com meus cabelos, enquanto as minha seguravam seu rosto como se quisesse ter certeza de que aquilo era real.
Era como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas. Eu me sentia completa de novo.
Ouvi alguém pigarreando na porta. Me afastei a contragosto de Harry, e me deparei com Hermione, que levava uma expressão dividida entra divertimento e raiva.
- Bom saber que o Harry já está bem. Eu estava morta de preocupação e quando entro aqui encontro ele aos beijos com você. – falou, rindo.
- Desculpa, Mione, mas eu estava muito aliviada e esqueci de avisar a todos que já estava tudo bem.
- Ok, Gina. – ela foi em direção a Harry e o abraçou – Que susto que você nos deu, hein? Mas fico contente que esteja bem agora. – falou ela, sorrindo.
- Obrigado, Hermione. Cadê a Rosa e o Hugo?
- Estão em casa com Rony. Eles estão crescendo cada vez mais rápido, até mesmo o Hugo, que é apenas um bebê.
- Acho que ele e Lílian se darão bem. – falou ele, sorrindo.
- Com certeza. A princesinha de você está cada vez mais linda, daqui a pouco aparece com um genro pra você, Harry.
Ele fingiu um tom sério.
- Há há há, muito engraçado Granger! Deixe minha bebezinha quietinha e casa, a parte de namoro fica com os garotos.
Ela riu e respondeu:
- Bem, isso nós iremos ver com o passar do tempo. Acho melhor eu ir, tenho medo de encontrar a casa destruída se demorar muito. Fico feliz por você, Harry.
Abraçoou e, em seguida, fez o mesmo comigo.
- Tchau, Gi.
- Tchau, Mione.
Virei-me de novo pra Harry.
- Tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro? – perguntei.
- A boa. – respondeu ele.
- A boa é que você tem quase 100% de chances de se recuperar totalmente.
- E a ruim?
- Você irá melhorar, mas terá que passar mais ou menos dois meses aqui.
- DOIS MESES?! De jeito nenhum que eu vou passar dois meses aqui! – reclamou ele, fazendo um bico que eu considero muito lindo.
- Sabia que você fica lindo com raiva? – perguntei, irritando-o mais ainda – Harry, você vai ficar aqui querendo ou não. Como você estar doente eu sou a responsável por você, e não vou deixar você sair daqui até que esteja completamente curado, entendeu?
Ele me fuzilou com o olhar.
- E eu sou louco de desobedecer a uma Weasley?
Ri alto, o beijando logo em seguida.
- Eu senti tanta saudade de você. – falei, encostando minha testa na dele.
- Eu também. Eu queria estar na nossa cama nesse exato momento. – falou com um sorriso malicioso, fazendo-me rir.
- Sinceramente, eu também. Mas vamos ter que esperar um tempo, até que possamos matar a saudade totalmente.
- Ou agente poderia dar uma de pessoas viciadas em adrenalina, e matar a saudade aqui na cama do hospital, agora mesmo na verdade, o que acha?
Eu ri da tentativa dele de tentar me convencer.
- É uma idéia bastante tentadora, mas que eu terei que recusar.
- Por que? Perdeu seu espírito de aventura, Gina?
- Não, mas eu passei a ter juízo. – respondi, rindo – Já pensou alguém entrar? Temos três filhos, precisamos zelar pela nossa reputação.
- Ok, você me convenceu. – respondeu, vencido – Mas quando eu sair desse hospital, você não tem pra onde fugir!
- Eu não vou querer fugir! – respondi, rindo.
- Claro que não! Quem resiste ao lindo Harry Potter? – perguntou, rindo.
- Não fique muito convencido, ou eu mudo de idéia e te deixo carente até a Lílian terminar Hogwarts!
- Você não faria isso, Gininha, você sabe que, no fundo, você está mais carente do que eu.
- Ok, vamos parar com esse papo de carência. – respondi, rindo – Acho que eu devo ir na Toca ver como as crianças estão. Com tudo isso que aconteceu, não tenho dado atenção a elas. Prometo que mais tarde eu volto pra te ver, ok?
- Tudo bem, mas não demora.
- Claro que eu não vou demorar. Acha mesmo que eu deixaria você sob os cuidados de enfermeiras oferecidas durante muito tempo? – perguntei, rindo.
- Sabendo que você é uma ruiva MUITO ciumenta, eu tenho certeza que não. – respondeu.
- Bom, você está certo. – falei, aproximando meu rosto do dele – Eu volto logo.
Beijei-o demoradamente, com medo de que, se eu saísse dali, ele voltasse a ficar desacordado.
- Você me deixa louco, ruiva, é por isso que eu te amo tanto. – falou, sorrindo.
- Eu também te amo! Como se você não soubesse disso. – falei, rindo.
- Eu sei, mas é sempre bom ouvir de novo. – respondeu ele.
- Então eu espero estar sempre por perto quando você quiser que eu repita.
- Você sempre esteve e sempre vai estar. – respondeu, sorrindo.
Beijei-o novamente e saí do quarto, tão aliviada quanto uma pessoa poderia estar.
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