A Família Potter
26 Capítulo 26 - Parque de Diversões
Notas iniciais
Pov. Gina
- Será que a mamãe não vai ficar chateada, Harry? – perguntei preocupada, enquanto ele dirigia até a Toca.
- Acho que não. Nós pegamos eles, vamos ao parque e deixamos eles com ela de novo para passar o resto da semana. – respondeu ele, estacionando o carro logo em seguida.
Descemos e encontramos todos os netos dos meus pais correndo pelo jardim... Estava uma verdadeira festa.
- Tiago! – gritei seu nome, fazendo-o parar de correr atrás de Rosa.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou ele, enrugando a testa.
- “Olá” pra você também, filho. – respondeu Harry, rindo – Viemos buscar você e o Alvo para levá-los pra dar uma volta com a gente.
Nesse instante Alvo nos viu e veio correndo nos abraçar.
- Já veio nos buscar foi? – perguntou ele a Harry.
- Não, vamos apenas dar um passeio e depois deixamos vocês aqui de novo. – respondeu Harry, pegando-o no colo.
- Eba! – exclamou Alvo, animado.
***
Após avisarmos à minha mãe, pegamos os meninos e passamos em casa para pegar a Lílian.
Chegamos ao parque e eu e as crianças ficamos esperando Harry comprar os tickets para entrarmos.
- Finalmente. – falou Harry ao voltar da fila – A fila estava enorme. Vamos?
Peguei na mão dos meninos e passei Lílian para os braços de Harry. Entramos no parque e vimos que estava repleto de crianças. Nós nunca havíamos vindo nesse parque antes, mas, pelo olhar de Alvo e Tiago, eles haviam adorado.
Segui o olhar de Tiago e vi que ele olhava cobiçosamente para uma montanha russa enorme. Seu olhar passava dela em si para a sua entrada e eu sabia exatamente que em sua cabeça se formavam mil idéias para conseguir entrar escondido.
- Nem pense nisso, mocinho. – falei, tentando me manter séria quando vi seu olhar murchar.
- Eu não estava pensando nada, mãe! Vamos logo na roda-gigante! – falou ele, desconfiado.
Revirei os olhos.
- Tudo bem, vamos.
A fila da roda-gigante estava pequena, graças à Merlin. Entramos em um dos compartimentos, que cabiam quatro pessoas, e nos sentamos. Harry puxou sua varinha discretamente e reforçou a segurança das travas, no momento em que o brinquedo entrou em movimento.
- Tiago, não vá inventar fazer nenhuma brincadeira com o seu irmão. – falei, para lembrá-lo que Alvo tem medo de altura.
- Certo, mãe. Você sabe muito bem que eu sou um menino bonzinho. – falou ele rindo.
- Claro que sim. – respondi, não podendo conter o riso.
Encostei-me no braço de Harry, e ele o passou em volta de mim, segurando Lílian sentada em seu colo com o outro braço.
- Adoro nossos momentos família. – falei baixinho pra ele.
- Eu também. – respondeu sorrindo e me beijando levemente, aproveitando que os meninos estavam distraídos.
- Amor, suas férias do trabalho acabam quando mesmo? – perguntei, abraçando-o mais apertado.
- Nessa segunda. A propósito, eu preciso de uma nova secretária. – falou ele, bocejando.
- Não quero dar uma de esposa ciumenta, mas dessa vez a secretária vai ter que passar por minha aprovação também. Estou cansada dessas secretárias atiradas que você arranja. Só falta agora aparecer uma Romilda Vane. – falei, estremecendo.
- Na verdade, ela se candidatou. – estreitei os olhos pra ele, fazendo-o rir – Mas eu vou dispensá-la, se não eu vou ser encontrado em casa morto pela minha esposa.
- Pode apostar que vai. – respondi sorrindo.
- Mamãe, eu quero sair. – pediu Alvo olhando pra baixo com medo, pois havíamos chegado ao topo.
- Tudo bem, filho, quando a roda-gigante voltar nós descemos. Não fica com medo não, certo? Eu e seu pai estamos aqui, não vai acontecer nada. – falei tentando acalmá-lo, pois seu olhinhos já estavam se enchendo de lágrimas. – Olha pra mim, não olha pra baixo, já estamos quase chegando.
- Certo. – respondeu, com a boca trêmula.
Depois do que pareceu um tempo imenso a roda-gigante finalmente desceu para que pudéssemos sair e eu consegui acalmar Alvo com um copo d’água.
- Papai, eu quero algodão-doce. – pediu Tiago a Harry, quando viu que passava um senhor com um daqueles carrinhos de algodão-doce.
- Tudo bem, compre um pra você e um pro Al. – disse Harry entregando-lhe o dinheiro.
Tiago segurou na mão de Alvo e foi até o carrinho de algodão-doce.
Lílian estava no colo de Harry olhando atentamente pra todos os lados, todas aquelas crianças e brinquedos com certeza estavam deixando-a fascinada.
- E você, princesinha, está se divertindo? – perguntei, beijando-lhe a testa.
Ela riu e apontou para os algodões-doces que Tiago e Alvo traziam nas mãos.
- Você ainda é muito pequena pra comer essas coisas, linda. – falei, sorrindo pra minha pequena.
- Então, vamos para qual brinquedo agora? – perguntou Harry.
- Eu quero ir para o pula-pula. – falou Alvo, enquanto comia o algodão-doce.
- Eu também. – se prontificou Tiago.
- Tudo bem, mas primeiro acabem de comer. – falou Harry.
- Eu já estou acabando – falou Tiago, com a boca cheia.
- Você só come rápido essas coisas, Tiago, porque pra comer coisas saudáveis você enrola mais que tudo. – falei, rindo.
- Eu quero outro. – pediu ele a Harry.
- Outro não, filho, senão você não vai jantar.
- Por favor, papai. – pediu ele fazendo bico.
- Nem adianta, mocinho. Eu também não deixo. – falei.
- Então me dá o seu, Al! Você não está nem na metade ainda! – pediu ele olhando feio pro irmão.
- Nem vem, Tiago, esse é meu.
- Mas eu quero! – falou ele elevando a voz, então uma coisa inesperada aconteceu: o algodão-doce, que estava bem seguro na mão de Alvo, começou a flutuar como se algo o puxasse para cima, e aterrissou exatamente na mão de Tiago. Isso tudo em questão de segundos.
Passado o momento de surpresa eu exclamei:
- Ai meu Merlin! Tiago fez magia, Harry! – gritei, com um sorriso enorme.
- Eu vi! Aê, filhão! – exclamou ele, me entregando Lílian e pegando Tiago no colo.
- Eu fiz magia?! – perguntou Tiago, sem entender nada.
- Sim, meu amor! Você vai ser um bruxinho fantástico, seu danadinho! – falei rindo, beijando-lhe o rosto.
- Oba! Agora eu posso comer outro algodão-doce?! – perguntou ele, com o sorriso angelical que ele dava quando queria algo.
Eu ri e respondi:
- Pode, mas devolva esse a seu irmão.
- Certo. Toma Al, agora vai ser fácil quando eu quiser alguma coisa sua. – falou ele, rindo.
- Tiago, isso não é brincadeira, filho. – falou Harry – Você não pode sair por aí fazendo o que der na cabeça, só quando for necessário e, de qualquer forma, você ainda não controla, então não vai conseguir tudo o que quiser sempre.
- Ah, papai, eu estava brincando. – respondeu ele, triste, por ter levado sermão do pai.
- Eu sei, mas estou te avisando, porque magia não é brincadeira. Mas não fica triste, se você quiser eu falo com a vovó Molly e você e seu irmão podem dormir em casa hoje e amanhã eu levo vocês, o que acha?
- Oba! Mas agora me bota no chão, pai.
- Por que? – perguntou Harry sem entender.
- Porque se me virem no seu colo vão achar que eu sou um bebê, né pai? – respondeu revirando os olhos e quase sussurrando pra que ninguém pudesse ouvir.
Harry riu e o colocou no chão, beijando-lhe o topo da cabeça.
-Agora, vamos logo nos brinquedos que você quiserem ir pra não voltarmos muito tarde. – falei, entrelaçando meus dedos nos de Harry para que pudéssemos ir atrás deles.
***
Chegamos em casa tarde da noite, pois os meninos conseguiram ficar enrolando Harry pra que os deixasse brincar mais um “pouquinho”.
- Mãe, eu e o Tiago podemos dormir no seu quarto com você e o papai? – perguntou Alvo enquanto eu vestia o seu pijama.
- Claro que sim, filho. – respondi, terminando de lhe vestir e dando-lhe um beijo na bochecha – Vamos. – falei, pegando sua mão para irmos pro quarto, onde encontramos Harry e Tiago.
Lílian estava em um berço ao lado da nossa cama, pois eu me sentia melhor com ela dormindo em nosso quarto.
- Vamos dormir, novo bruxinho da família? – perguntei, sorrindo pra Tiago.
Ele assentiu com a cabeça, e eu deitei Alvo do seu lado.
Passei a mão pelos seus cabelos iguais aos do pai, assim como seus olhos.
- Durma bem, anjinho da mamãe. – falei, beijando-lhe a testa, sendo abraçada por ele logo em seguida.
Fui até Tiago. Agora quando eu olhava pra ele eu tinha a sensação que ele estava crescendo, mas eu sinceramente queria que meus filhos ficassem crianças para sempre, mesmo sabendo que não tem magia que consiga isso.
- Boa noite, meu amor. – falei, abraçado-lhe forte.
- Mamãe, eu só fiz magia, não foi nada demais, eu não vou embora nem nada do tipo. – falou ele, rindo do meu sentimentalismo.
- Eu sei, mas é que você é tão pequenininho... Eu só consegui fazer magia mais velha que você.
- É porque eu sou um garoto esperto, mamãe. – falou ele, beijando minha bochecha.
- Tudo bem. – falei, beijando sua cabeça. – Boa noite, amo vocês. – falei pra ele e pra Alvo.
Puxei o cobertor para que ficassem quentinhos, apaguei o abajour e deitei ao lado de Harry, que havia colocado um feitiço para aumentar o tamanho da cama e coubesse nós quatro.
Passei meu braço em volta dele, sendo abraçada por ele também.
- Nossos bebês estão crescendo... – falei.
- É, e parece que foi um dia desses que cada um deles nasceu. Mas temos sorte de ter uma família tão linda. Eu fico feliz apenas pelo fato deles não precisarem passar por nada que eu passei. – falou ele, e eu percebi que esse assunto sempre o deixava triste.
- Mas agora está tudo bem. Nós casamos, tivemos nossos filhos, temos nossa profissão e não temos as mesmas preocupações do passado. Eu não te contei, mas o Tiago uma vez me perguntou porque tantos repórteres te seguem ou te param na rua para fazer perguntas, e eu falei a ele sobre Voldemort, de uma forma bem resumida é claro, mas eu falei sobre o que você já passou, e ele ficou com um olhar tão orgulhoso, Harry...
Ele sorriu pra mim emocionado e me abraçou mais forte. Em seguida sussurrou em meu ouvido:
- Eu te amo, Gina. – dizendo isso, me puxou para um beijo calmo mas demorado.
Era como se todos os nosso problemas fossem embora e só ficassem as coisas boas. Era por um momento como esse que ansiávamos voltar pra casa depois de um dia longo de trabalho, que nos fazia acordar todos os dias depois de ter pesadelos com o passado, que nos lembrava como o amor era real e presente em nossa casa e em nossa família.
- Eu te amo, Harry. – falei, quando nos separamos alguns centímetros. Ele me puxou e encostou minha cabeça em seu peito, e naquele momento eu pude perceber como minha vida estava completa.
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