A Família Potter
27 Epílogo
Notas iniciais
Pov. Tiago
Senti algo pesado em cima de mim.
- TIAGO, ACOORDA! – gritava Lily com a voz chorosa.
Abri os olhos lentamente e me deparei com uma juba de cabelos vermelho-fogo.
- Merlin, o que é isso? – perguntei sonolento – É um leão? É um dragão? Ah, não, é você.
- Ti...Tiago! – senti um leve tapa no meu braço, seguido de um lamento – Para com isso se não eu chamo a mamãe.
- Eu paro se você sair de cima de mim. – respondi – O que você quer?
- E... Eu tive um pesadelo! – falou com a voz embargada – Posso dormir com você?
- Não – respondi, um sorriso maroto aparecendo no meu rosto – Sonhei com uma travessura, topa participar?
Pov. Gina
Desci as escadas e fui em direção à mesa, ocupada por Harry, Tiago e Líly, onde tomavam o café-da-manhã.
- Bom dia, meus amores! – falei, sorrindo, dando um selinho em Harry e um beijo na cabeça de Tiago e Lily.
- Bom dia, mãe! – responderam os dois, com um sorriso aparentemente inocente no rosto.
- Que sorrisinho é esse, Lily? – perguntei a ela, sabendo que ela seria mais fácil de convencer a falar.
- Nada, mãe, apenas acordei de bom humor. – respondeu, sorrindo ainda mais.
Estreitei os olhos pra ela e sentei na mesa o lado de Harry.
- Então, o que vamos fazer hoje? – perguntei, pois todo sábado arranjávamos algo divertido em família pra fazer.
- Eu estava pensando em jogar quadribol com Tiago, Lílian e Alvo, quer jogar com a gente? – perguntou Harry.
- Claro que sim. – respondi, mas de repente algo me ocorreu – Espere aí... Cadê o Alvo?
- Deve estar dormindo ainda. – respondeu Harry, dando de ombros.
- Acho que não, pai. Quando eu acordei a cama dele estava vazia. – respondeu Tiago, sério.
- E você só avisa isso agora, Tiago?! – perguntei, nervosa.
- Desculpe, mãe, eu esqueci! – falou ele, sonsamente.
Levantei da cadeira e subi as escadas correndo.
- ALVO! – gritei, sem escutar nada em resposta.
Entrei no quarto de Lílian, olhei embaixo de sua cama, mas ele não estava lá. Fui até o quarto que ele dividia com Tiago, mas também estava vazio. Nesse instante Harry entrou no quarto.
- Se acalme, Gina ele deve estar em algum lugar da casa. – respondeu, tentando me fazer relaxar.
- VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME, HARRY?! Meu filho está sumido e VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME?! – perguntei, quase gritando e sentei na cama de Alvo, mas quase imediatamente me levantei, pois no lugar de um colchão confortável, estava algo extremamente sólido.
- AI MEU, MERLIN, HARRY! Tem alguma coisa aí! – falei, apontando pra cama.
Harry pareceu refletir alguns segundos, então falou calmamente:
- É bom preparar sua voz, Gina, porque provavelmente você vai berrar muito com Tiago e Lily.
Olhei pra ele sem entender, então ele esticou o braço até a cama e trouxe consigo a capa da invisibilidade, revelando Alvo dormindo em um sono muito pesado.
Senti meu rosto esquentar de raiva. Desci as escadas correndo até a mesa, onde Tiago e Lily se acabavam de rir. Observei seus sorrisos irem morrendo aos poucos, até olharem com medo pra mim.
- VOCÊS DOIS ESTÃO DE CASTIGO ATÉ IREM PRA HOGWARTS, ESTÃO ME OUVINDO?!
XXX
Estávamos todos na quadra jogando Quadribol, após Harry conseguir acalmar os meus nervos e me convencer a jogar.
Olhei para o céu e uma nuvem escura indicava que não iria demora muito a chover.
- Harry, vamos entrar, vai chover. – ele assentiu e chamou os meninos, que entraram em casa de má vontade.
Assim que entramos um barulho na janela chamou minha atenção, olhei e vi uma coruja com uma carta em seu bico. Fui até lá, abri a janela e peguei a carta, com o símbolo de Hogwarts estampado na frente.
- Harry, chegou uma carta de Hogwarts. – falei, e quando virei o verso vi que estava endereçada à Tiago.
- É pra mim, amor? – perguntou Harry.
- Não, é para o Tiago.
Tiago, que encrencava com seus irmão nesse exato momento, ouviu seu nome e se virou.
- Quem me chamou? – perguntou.
- Chegou uma carta pra você. – falei.
Ele caminhou lentamente, pegou a carta de minha mão, abriu e começou a ler em voz baixa.
Assim que ele acabou, estava sorrindo triunfante.
- O que diz aí, Tiago? – perguntou Harry.
Mas ele não deu atenção, apenas se virou para os irmão e falou com a voz orgulhosa e triunfante:
- Vocês não vão acreditar! EU VOU PRA HOGWARTS!
XXX
Esqueci a raiva que estava dele pelo que ele fez com Alvo, no momento em que ele falou o que havia na carta. Fizemos uma festa em casa, com um jantar enorme e delicioso feito por Monstro.
Pov Harry
Esperei até Gina ir se deitar, e fui escondido até o meu escritório. Abri a gaveta à procura dele e finalmente o achei. Eu sabia que Tiago iria procurá-lo assim que tivesse a chance, então resolvi facilitar pra ele, escondido de Gina, é claro. Deixei o mapa bem em cima da minha mesa e fique sentado na cadeira, coberto com a capa da invisibilidade. Não demorou muito para Tiago aparecer, avistando imediatamente o Mapa do Maroto em cima da mesa.
- Merlin, que sorte! Meu pai bem que podia ter achado um lugar melhor pra guardar. – falou ele sorrindo consigo mesmo e guardando o mapa em seu bolso.
Eu sorri, e assim que ouvi o barulho da porta do seu quarto sendo fechada, guardei minha capa e fui para o quarto, onde Gina já dormia, mas acordou quando eu deitei.
- Estava aonde, amor? – perguntou, se aproximando e me abraçando.
- Apenas resolvendo umas últimas coisas para o trabalho. – respondi, tentando parecer descontraído.
- Você trabalha demais, Harry. – falou ela – Nem acredito que nosso bebê já vai pra Hogwarts...
- Se Tiago ouvisse você chamando ele de bebê, já sabe a confusão que seria. – falei rindo – Imagine o que ele não vai aprontar em Hogwarts.
- Pois é. Mas é melhor ele aprontando, do que lutando contra um bruxo das Trevas como você teve que fazer. – falou Gina, e em seguida acrescentou – Só não deixe ele saber que eu falei isso, ou ele vai achar que estou dando permissão pra ele fazer as travessuras dele.
Eu ri, e falei.
- Dessa vez não vai ter mais bruxos das trevas lutando contra a gente ou ninguém da nossa família. Dessa vez vai ser diferente.
Ela assentiu e sorriu, me beijando antes de pegar no sono de novo.
Mas a frase ainda se repetia em minha cabeça, fazendo-me sorrir inconscientemente: Dessa vez vai ser diferente.
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