A Família Potter

24 Capítulo 24 - Propostas


Notas iniciais
Oi pessoal, eu não demorei dessa vez!!! kkkkk Bom, espero que gostem do capitulo e obrigada pelos comentarios!

Dois dias se passaram desde o ocorrido. Eu e Harry nos falávamos, mas estávamos distantes, ele tentou várias vezes se aproximar, mas eu não conseguia e ele entendia isso.

Esses dois dias ele dormiu no quarto de um dos meninos, apesar de que a tentação de chamá-lo para o nosso fosse grande. Eu definitivamente odeio dormir sozinha.

Desci até a cozinha e vi que Monstro já havia preparado o almoço.

- Boa Tarde, Monstro.

- Boa Tarde, minha senhora. Monstro já preparou o almoço da senhora e do senhor Potter.

- Obrigada, Monstro. – agradeci, sorrindo.

- Onde estão os meninos? Eu só vi Lílian. – perguntou ele.

- Estão ficando uns dias lá na casa dos meus pais. Daqui a pouco eles voltam.

Monstro assentiu e voltou a limpar uns armários.

Nesse instante Harry apareceu na escada com apenas uma calça de pijama. A saudade em mim voltou com força total. Engoli em seco e falei:

- O almoço está pronto.

- Certo, obrigado.

Ele veio até a mesa e sentou-se de frente pra mim. Comemos em silêncio, procurando evitar que os olhares se cruzassem ou qualquer outro tipo de contato que deixassem o clima mais tenso do que já estava.

Ele terminou de comer, mas continuou sentado. Decidi não perguntar e também terminei de comer.

- Monstro, você se incomoda de procurar lá no quarto o meu relógio? – perguntou Harry.

Monstro sabia que aquilo era um pedido silencioso de que nos deixasse a sós, então ele obedeceu prontamente.

Olhei pra ele sem entender.

Ele se levantou e, com um gesto de varinha, fez com que os pratos e travessas ficassem empilhados em um cantinho da mesa, deixando grande parte da mesa sem nada em cima.

Ele caminhou até onde eu estava sentada e fez com que eu levantasse. Eu olhei pra ele sem entender, mas ele não falou nada, apenas me pegou no colo e me pôs sobre a mesa, fazendo um gesto de varinha pra que a mesa ficasse mais forte.

- Harry, o que você está fazendo? – perguntei, tentando me desvencilhar dele, sem sucesso.

Meu coração batia descontroladamente e, quando ele subiu na mesa e deitou sobre mim, apenas apoiado com os braços de cada lado do meu corpo, bateu ainda mais rápido.

- Harry, o que significa isso? – perguntei, tentado não demonstrar que, no meu íntimo, o que eu mais queria era que continuasse.

- Significa que eu já cansei desse clima estranho que está entre a gente. – respondeu ele.

- Você deveria ter pensado nisso antes de beijar a Cho.

- Eu já disse que não beijei ela, ela que me beijou. Mas, em fim, vai me dizer que não sente minha falta?

- Eu não sinto sua falta! – respondi, rapidamente. Mas, o que saiu da minha boca foi tão mentiroso, que nem eu acreditei.

- Tem certeza? Você não sente falta disso? – perguntou ele, mordiscando minha orelha.

Senti arrepios por toda parte, mas respondi:

- Não.

Ele soltou uma risadinha e, novamente, perguntou:

- E disso? – e começo a beijar meu pescoço. Consegui segurar um gemido, mas se ele continuasse por muito mais tempo, eu estaria toda entregue a ele sem sequer notar.

- Eu também não sinto falta disso. – respondi, com a voz rouca.

- Deixa de blefar, Gina. Você me quer tanto quanto eu te quero.

Dizendo isso, ele me beijou. Eu correspondi, involuntariamente. Nosso corpos eram como ímãs.

O beijo foi possessivo e urgente, mas acabou rápido demais, apesar de ter durado tempo suficiente pra me deixar sem fôlego.

- Eu não... – comecei, ofegante, mas ele me interrompeu.

- Não diga que não sente falta disso, pois se fosse verdade você não teria correspondido.

Estreitei os olhos pra ele.

- Eu vim lhe propor que me desse uma chance de consertar as coisas. – pediu ele – Eu sei que está sendo difícil pra você ficar vendo os jornais, as fotos, mas são tudo uma máfia. Elas planejaram aquilo, e você está fazendo exatamente o jogo delas. Por favor, não vamos jogar fora todos esses anos que estamos juntos, por causa de uma foto, que nem é completamente verdadeira.

Eu olhei para o seu olhar suplicante.

- Eu vou pensar. – respondi.

- Tudo bem, você tem uma hora pra pensar, pois se você aceitar quero ter o máximo de tempo possível.

Revirei os olhos pra ele.

- Certo, agora me deixe sair dessa mesa, pois não está nada confortável.

Ele olhou marotamente pra mim.

- Você não estava nem aí para o conforto há alguns minutos atrás.

- Não me faça mudar de idéia, Harry! – falei, prendendo o riso.

- Okok. – respondeu ele, rindo, e subindo as escadas para o quarto em que estava dormindo.

Levantei da mesa e fui para o quarto. Precisava de um banho gelado com urgência!

***

Eu passei os últimos 40 minutos na banheira pensando nas possibilidades de aceitar a proposta de Harry.

Eu poderia dizer “não” e viver com uma culpa pelo resto da minha vida por não ter dado uma chance ao meu casamento, ou poderia dizer “sim” e, se não desse certo, ninguém poderia dizer que eu não tentei.

Mas eu também tinha que pensar nas minhas condições, pois Harry conseguia me convencer apenas com beijos e carícias ousadas. Então, sem isso, eu poderia pensar claramente.

Resolvido, as minhas condições seriam: sem sexo ou tentativa de sexo (isso incluía, carícias em pontos fracos ou coisas do tipo).

Eu tinha certeza que ele iria ficar irritado com isso, mas era isso ou nada.

Saí da banheira e me enrolei em uma toalha. Fui até o quarto, abri o guarda-roupa e parei, pensando no que vesti.

Bom, ele havia me provocado depois do almoço, então nada mais justo que eu provocá-lo também.

Pus um vestido tubinho preto, de zíper atrás, que Harry adorava. Era um pouco curto, mas nada extravagantes demais. Calcei uma sandália de salto dourada e uma bolsa da mesma cor.

Decidi deixar meus cabelos soltos e passei uma leve maquiagem.

Dei uma olhada no espelho e percebi o anel dourado em meu dedo.

Fiquei indecisa entre tirar ou deixar a aliança, mas sabia que se tirasse seria demais, e eu não teria coragem de fazer isso.

Saí do quarto e fui até onde Harry estava. Abri a porta e vi que ele já havia se arrumado também. Ele vestia uma calça jeans e uma camisa social azul.

Pigarreei pra anunciar que eu já havia chegado. Ele se virou e olhou pasmo pra mim e pro meu corpo.

- Uau! – exclamou ele descendo os olhos para o meu vestido – Você está incrível.

- Obrigada. Eu decidi aceitar sua proposta, mas tenho duas condições.

- Por mim tudo bem. Quais são as condições?

- A primeira é: nada de sexo.

- O QUÊ? Mas eu já reservei um quarto naquele motel que você gosta! – ele viu o meu olhar de desaprovação e baixou a voz – Ok, sem sexo. Nós podemos nos divertir sem sexo mesmo. Qual a outra condição?

- Sem tentativas de sexo, e isso inclui carícias malvadas como as de hoje e sem muita provocação.

- Ok, Gina, você tirou quase toda a graça do nosso encontro. – falou ele, fingindo uma carinha triste – Mas ok, eu tenho outros planos também.

- Certo, vamos logo então. Já falou com Monstro pra olhar a Lílian?

- Já. Vamos.

Saímos de casa e paramos no jardim.

- Pra onde vamos? – perguntei.

- Primeiro vamos no Ministérios falar com duas pessoas que você sabe que não mentiriam pra você.

- Quem?

- Você vai ver. – respondeu ele, oferecendo seu braço pra aparatarmos.

***

O Ministério estava incrivelmente vazio. Os ataques e problemas estavam cada vez mais raros, o que diminuía o trabalho do Ministério.

Depois de curvas e mais curvas, Harry bateu em uma porta, de onde veio um “entre” de uma voz inconfundível.

- Luna! – exclamei, quando entrei na sala. Neville estava sentado logo ao lado dela.

Depois de falar com os dois, eles pediram que eu sentasse.

- Então, o que vocês querem tanto me falar? – perguntei.

- É sobre aquela festa. – respondeu Neville.

Eu assenti e esperei que continuassem.

- Cho e Lilá armaram pra vocês. – começou Luna – Harry e Rony não olharam pra elas a festa toda, mas no momento em que foram receber o prêmio, elas foram lá e os beijaram. Completamente de repente. Quando isso aconteceu, milhares de flashs de câmeras fotográficas acenderam. Harry e Rony largaram elas na mesma hora empurrando-as pra trás, sem entender nada. Elas sabiam que isso aconteceria, mas queriam ao menos uma foto pra mandar pra você e Hermione, e conseguiram.

Continuei parada, olhando pra Luna incrédula.

- Obrigada por fazê-la ver a verdade, Luna. – falou Harry.

- Tudo bem, agora eu e Neville precisamos ir a uma reunião, vamos deixá-los a sós. Fiquem a vontade.

Nos despedimos dos dois. O último som ouvido ali foi o da porta batendo ao saírem, pois um silêncio constrangedor reinou a partir dali.

- Ok, eu sei, eu fui uma idiota. – falei, quebrando o silêncio.

- Tudo bem. Vamos esquecer isso. – falou ele.

Ele estava em pé, encostado na parede a um canto da sala. Levantei e fui até ele, enlaçando meus braços em seu pescoço.

- Me desculpe não ter acreditado em você. Foi uma coisa tão concreta que eu não consegui te ouvir. Desculpe. – falei.

- Tudo bem. De qualquer forma, tanto eu quanto você falamos coisas que não devíamos. – falou ele, me beijando rapidamente e me abraçando logo em seguida.

- Bem, agora que já está tudo resolvido acho melhor irmos pra casa. – falei.

- De jeito nenhum! Nosso encontro ainda não acabou!- falou ele, rindo – Então, agora que já está tudo bem entre a gente, as condições ainda estão de pé?

- Depende...

- Depende de quê?

- Eu só abro mão dela se o quarto do motel ainda estiver reservado!

Ele riu alto.

- Claro que está, eu sabia que você ia mudar de idéia! – dizendo isso, ele riu de novo e me beijou.

Notas finais
geeente, eu não demorei, então me deem dois presentes que eu amo receber: comentarios e recomendações! beeeeijos :*