A Família Potter
25 Capítulo 25 - Hogwarts
Notas iniciais
Pov. Gina
Eu e Harry finalmente decidimos sair do motel. Ele insistia que ainda tínhamos vários outros lugares para visitar. Eu não discordei, provavelmente os lugares seriam ótimos, já que eram praticamente um pedido de desculpas.
- Aonde iremos agora? – perguntei a Harry, que estendia o seu braço pra mim, para que pudéssemos aparatar.
- Você vai ver. – respondeu ele, sorrindo.
Eu assenti, vencida, e estique meu braço de encontro ao dele.
***
Depois da sensação vertiginosa passar, abri os olhos e me deparei com um ambiente inconfundível. Estávamos em frente ao lago, e eu pude ver que a Floresta Proibida continuava a mesma, sempre misteriosa e bonita, assim como também pude ver a velha cabana de Hagrid, repleta de abóboras ao seu redor, e, finalmente, pude ver o imenso castelo, e senti uma saudade enorme do tempo em que era aluna dali. Sentia saudade de tudo e todos de Hogwarts.
Após sorrir, admirada, virei-me pra Harry e perguntei:
- Como conseguimos aparatar aqui?
- Eu falei com a Profª. Minerva, e ela disse que ficaria permitido durante algumas horas, para que pudéssemos aproveitar um pouco. – respondeu ele, me abraçando pela cintura – O que eu não faço para a minha mulher ciumenta me perdoar? – perguntou, rindo.
Sorri pra ele e lhe dei um beijo rápido.
- Nós devíamos sentar um pouco aqui e, antes de irmos embora, irmos falar com Minerva e Hagrid. – falou ele, apontando pra uma árvore bem perto da beira do lago, onde ficávamos juntos na época em que ainda estudávamos em Hogwarts.
Eu sorri e o puxei pela mão para que sentássemos ali. Ele sentou-se apoiado contra o tronco da árvore, e eu sentei entre suas pernas.
Peguei uma pedrinha e, ainda sentada, atirei-a no lago, onde ela quicou 3 vezes antes de afundar.
Continuei olhando para o local onde a pedra havia afundado, perdida em pensamentos.
- Confiança. – falei, de repente, fazendo Harry olhar pra mim intrigado.
- O quê? – perguntou.
- Confiança. É o que falta no nosso casamento. – respondi – Quando você me viu conversando com o Ryan e eu vi a foto de você beijando a Cho, nós não quisemos ouvir o que o outro tinha pra dizer, o que fez com que a gente brigasse sem motivos. E, se continuarmos assim, vai acabar não dando certo.
Ele olhou pra mim desconfiado.
- Você está querendo se separar? – perguntou devagar, estreitando os olhos.
- Claro que não, seu bobo. – respondi rindo, fazendo ele relaxar – Eu estou falando isso, porque temos que começar a trabalhar nisso, porque é exatamente o que está faltando no nosso casamento. E, a última coisa que eu quero, é que ele não dê certo, por isso estou dizendo isso.
- Tudo bem, também acho que devemos fazer isso. – falou ele, sorrindo – Mas, por enquanto, vamos apenas aproveitar o momento, porque eu realmente achei que seria muito romântico de trazer aqui, principalmente nessa árvore, que era onde passávamos o tempo. – falou ele, com um ar convencido.
- E eu adorei. – respondi – Imagine quando o Tiago e Alvo vierem estudar aqui... Vão aprontar cada coisa! “Fred e Jorge – parte 2” – falei, rindo, imaginando a cena.
- Coitada da Minerva... E a Lílian? Nem consigo imaginar...
- Pois eu consigo! Ela vai ser aquele tipo de garota que os meninos ficam babando, você vai ver! – falei, rindo quando ele fechou a cara.
- Ai se algum garoto sequer pensar em encostar um dedo na minha menininha! De qualquer forma, tenho certeza que Alvo e Tiago não deixariam isso acontecer.
- Realmente, tenho até pena da Lílian... Meus irmãos sempre implicavam com qualquer garoto que eu saía. – falei, revirando os olhos ao me lembrar do passado.
- Acho que o que eles menos implicaram foi eu... Exceto quando souberam que você estava grávida do Tiago. Ainda me lembro dos olhares mortais deles. – falou, fazendo uma careta.
- Quem diria... Há alguns anos estávamos preocupados com um bruxo das trevas que matava todos que o contrariasse, e agora a nossa única preocupação é se a nossa garotinha vai namorar ou não... Não sinto a menor saudade daqueles tempos. – falei.
- Nem eu. Principalmente porque eu não enxergava que era você que eu queria e não a Chang ou nenhuma outra garota. – falou ele sorrindo e me puxando pra mais perto – Eu te amo, sabia?
- Eu também te amo, seu papai coruja. – respondi, sorrindo e iniciando um beijo calmo, doce e sereno, exatamente como a paisagem do lugar em que nos encontrávamos.
***
Ficamos sentados ali durante algumas horas, apenas relembrando o passado, quando decidimos que já estava na hora de irmos então entramos no castelo para falar com Minerva.
O interior do castelo continuava o mesmo, sempre com os quadros falantes e os fantasmas de cada casa. Fomos andando pelos corredores até que encontramos Minerva na frente da sala dela, que anteriormente foi ocupada por Dumbledore.
- Prof.ª McGonagall, que prazer revê-la! – falei, recebendo um abraço rápido, mas afetuoso.
- E as crianças, como estão? – perguntou ela, sorrindo.
- Estão ótimas! – respondeu Harry – Os meninos foram passar alguns dias na casa de Molly, e a senhora soube que tivemos uma filhinha?
- Não, ouvi dizer, mas achei que fossem boatos. – respondeu ela.
Harry tirou sua carteira do bolso da calça que usava e mostrou uma foto de Lílian sentada no chão ao lado de Tiago e Alvo.
- São todos lindo! – falou ela, com os olhos brilhando – A garotinha tem os cabelos iguais aos da sua mãe, Harry.
Ele sorriu e concordou.
- Como andam as coisas por aqui, Minerva? – perguntei.
- Calmas, tranqüilas... Desde que a guerra terminou tivemos a tão desejada paz, apesar de eu ainda me lembrar todas as noite daquele dia. Foi horrível. – falou, estremecendo.
Ficamos conversando com ela durante mais alguns minutos, até que Harry falou:
- Bem, professora, muito obrigado por ter liberado o castelo para que aparatássemos. Eu sinto realmente falta daqui... Já está na hora de irmos, então passaremos rapidinho pela cabana de Hagrid e vamos embora.
- Tudo bem, então. – ela nos abraçou e acenou antes de começar a subir as escadas para seus aposentos.
***
Batemos mais uma vez na porta da cabana e, dessa vez, ouvimos passos pesados se aproximando.
Ele abriu a porta e, quando nos viu, desatou a chorar.
- Ora, quanto tempo! – falava, abraçando Harry de um jeito que ele acabou mudando de cor, e se preparando pra me abraçar logo em seguida – Pensei que tivessem esquecido de Hogwarts e de mim!
Ele me abraçou, e eu jurava que alguma das minha costelas haviam acabado de virar pó.
- Desculpa, Hagrid, é que as coisas andam tão corridas... – falou Harry.
- E as crianças, como estão? Vocês precisam trazê-las aqui qualquer dia desses...
- Os meninos estão com a minha mãe, mas quando eles voltarem pra casa eu prometo que dou uma passada aqui com eles. – falei, sorrindo.
- Ótimo! Aceitam chá ou biscoitos?
- Não, Hagrid, obrigado. – respondi seguida de Harry – Na verdade, passamos aqui rápido porque temos que voltar, já que a área de aparatação está liberada e isso pode ser perigoso...
- Que nada! – falou Hagrid – Desde que Você-Sabe-Quem foi morto, ninguém nem sonha em aparecer em Hogwarts para fazer maldades.
- Mas é melhor prevenir do que remediar. – falou Harry.
Depois de Hagrid insistir em nos mostrar sua plantação de abóboras e as coisas que ele conseguira comprar por aí que, pra ele, eram fascinantes, nos despedimos e fomos até o lugar onde havíamos chegado mais cedo.
- Senti saudades daqui. – falei a Harry.
- Eu também. Hogwarts foi meu lar por bastante tempo. É estranho voltar aqui pra somente uma vizita.
- Hogwarts sempre vai ser seu lar, mesmo que seja um segundo lar, mas você sabe que poderá vim aqui sempre que quiser e será bem-vindo. – falei, pondo os braços ao redor de seu pescoço.
- Sei que sim. Quando os três vierem pra cá, acho que virei toda semana visitá-los. – ele parou por um instantes, refletindo – Oooou, poderíamos fazer outro bebê quando eles vierem.
Revirei os olhos.
- Já tivemos essa conversa várias vezes, Harry. Criança dá muito trabalho e, além disso, três é nosso número. Assim como dois é o de Rony e Hermione. Quando eles vierem, eu também ficarei morrendo de saudades, e provavelmente vou chorar durante algumas semanas, mas pense no lado positivo: teremos a casa só pra nós! – falei, sorrindo.
Ele riu e me abraçou.
- É... talvez três seja realmente o nosso número.
Dizendo isso, ele me beijou antes de aparatarmos de volta pra casa. Nossa casa.
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