A Face Protetora
9 Estréia de Natal!
Notas iniciais
Perdoem-me, sinceramente, pelo atraso. Aqui, então, trago, à vocês, mais um capítulo.
Has the moon lost her memory?(Será que a Lua perdeu sua memória?) She is smiling alone(Ela está sorrindo sozinha)In the lamplight(À luz das lâmpadas)The withered leaves collect at my feet(As folhas secas caem em volta dos meus pés)And the wind begins to moan(E o vento começa a lamentar.)…” Atiladamente, sua voz alçava vôo, e expressava as partes que não vinham ser as mais exageradas. Então, ela sabia medir seu temperamento musical, e dosar os escândalos expressivos. Seus olhos, em momentos propícios, brilhavam, faiscavam, explodiam em estrelas. Memory, All alone in the moonlight(Memória. Sozinha, à luz do luar)I can smile at the old days(Posso sorrir como nos velhos tempos)I was beautiful then(Eu era bonita, e então)I remember(me lembro)The time I knew what happiness was(Do tempo que eu sabia o que era a felicidade)Let the memory live again(Deixo a memória viver outra vez.) Every street lamp(Cada lâmpada da rua)Seems to beat(Parece soar)A fatalistic warning(Um aviso fatalístico)Someone mutters(Alguém murmura)And a street lamp gutters(e as lâmpadas gotejam)And soon it will be morning(E logo será de manhã.) Daylight, I must wait for the sunrise(Luz do dia. Eu devo esperar o nascer do Sol)I must think of a new life(Eu devo que pensar na minha nova vida)And I mustn\\\'t give in(Mas eu não devo me entregar) Sorriu, elevando a mãozinha. Burnt out ends of smokey days(Os dias esfumaçados queimam até o fim)The stale cold smell of morning(O velho e frio cheiro da manhã)The street lamp dies(Um das lâmpadas da rua se apaga)Another night is over(Outra noite se acabou)Another day is dawning(Outro dia está amanhecendo) Assim, ela prosseguiu, até que sua parte predileta chegara: O drama. Então, arqueando as sobrancelhas, como se sentisse dor, como se seu coração estivesse partido, como se sentisse algo fortíssimo, levou as duas mãos à luz, que atingia-lhe a face. Deu alguns passos à frente: Touch me, It\\\'s so easy to leave me(Toque-me! É tão fácil me deixar)All alone with my memory(Sozinha com minha memória)Of my days in the sun(Dos meus dias ao Sol)If you touch me(Se você me tocar)You\\\'ll understand what happiness is(Vai entender o que é felicidade)Look a new day has begun...(Olhe! Um novo dia começou) Não se é preciso, caros leitores, descrever qual foi a emoção, e a reação da platéia. Portanto, sigo. Malrora, então, agradecendo aplausos, e rosas, esperou que a cortina se fechasse. Então, abandonou o palco, pouco desiludida. Agora, sim, que a peça havia terminado, não possuía motivos para continuar. Por pavoroso que pareça, ela estava, até, a sentir falta de seu ex-marido. Passou, desoladamente, por todas as bailarinas, que entravam em cena. Andou, pois, como perdida, até chegar ao dormitório, e encontrar Meg, que aprontava seu leito. -Meg! – Exclamou ela, sem forças. -Malrora, tu fostes perfeita! Daqui, pude escutá-la! – Disse a moça, sorrindo. -Obrigada, minha querida. – Balbuciou a outra, sentando-se à cama. – Estou muito cansada! Preciso dormir! — Quer que eu ajude-lhe a aprontar a cama? – Sorriu-se Meg, fitando-a. -Podes deixar, Meg! Eu apronto! Silenciaram-se, então. Meg, no entanto, fitava Malrora. Como ela gostaria de saber o que se passava, lá, no interior de sua amiga! Como queria! No entanto, não concebia meios. A moça de belíssima voz, modos perfeitos, e célebre maturidade, era cerrada, e não possuía, sequer, a intenção de confidenciar-se. Pensava nisto, quando, suavemente, uma voz belíssima e entorpecente, sem pestanejar, desceu-lhes sobre os ouvidos. Não podia-se distinguir se pertencia a uma mulher, ou a um homem. -Que é isso, Meg? – Malrora surpreendeu-se. -O coral. – Disse Meg, sorrindo. Entretanto, ela sabia que, no coral, ninguém possuía uma voz como aquela. Disse-o, ao que aparentava, para não preocupar a amiga.
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