A Exterminadora De Youkais

10 Capítulo 10 - Revelações.


Notas iniciais
Então, demorou mais saiu! Finalmente o capítulo 10 *-* Como vocês já sabem estamos em reta final, né? Então, as coisas estão se esclarecendo. Espero que gostem, boa leitura :)

Rin sentiu o maldito frio na barriga. Suas pernas tremiam. Suas mãos suavam. O nervosismo tomava conta dela. Aquele era o vilarejo, finalmente. Finalmente poderia quebrar a cara do imbecil que estava fazendo tudo aquilo. “Já era tempo...” pensava.

O vilarejo estava deserto. Percebiam-se sinais de devastação em todo o lugar. Não havia pessoas, não havia youkais. Não havia o castelo. “Mas, onde está o castelo?” Pensou Rin.

– Noboru-sama, onde está o castelo? – perguntou Rin.

– Boa pergunta. Precisamos pedir alguma informação... Senhorita Rin, fique aqui e procure alguém. Eu e Sesshoumaru iremos procurar em outra direção, certo?

– Eu estou de acordo. – falou Rin.

– Jaken, fique aqui com Rin. – ordenou o dai-youkai.

– Sim, Sesshoumaru-sama.

Os dois saíram e aos poucos se afastaram. Enquanto isso, Rin procurava alguém. “Impossível.” Pensou. Não havia ninguém. Ela, então, entrou numa tenda e lá tinha alguém. Uma senhora assustada.

– Olá, senhora. Como você está?

– Oh, uma exterminadora. – os olhos da velha iluminaram-se – Finalmente! Você derrotou aquele monstro. Aquele dai-youkai impiedoso.

– Não, minha senhora. Mas, eu estou aqui para derrotá-lo. Preciso que me diga em que direção fica o castelo dele.

– Mas, é seguro sair? – a senhora estava com medo.

– Enquanto estiver comigo estará segura. – Rin falou com confiante, mas pensou: assim espero.

Ela pegou na mão da senhora e a conduziu para o lado de fora.

– Minha jovem, obrigada. – os olhos da senhora brilharam, literalmente. “Não, isso não é humano.” Concluiu a exterminadora já sacando a espada.

– Bom disfarce, mas não conseguiu me pegar totalmente. – falou Rin pronta para a luta.

Enquanto isso, Jaken procurava algum rastro de vida. Alguma viva alma. Nada...

– Alguém ai? Alguém? – gritava inutilmente. Percebeu que havia se afastado demais. Não via mais Rin. – Ela sabe se defender. – pensou alto. – Mas, se algo acontecer a ela o Sesshoumaru-sama vai me matar... – o coração do youkai verde gelou ao pensar no que seu mestre faria. – Rin! Rin! Rin! – gritou pela jovem. Uma mão tapou a sua boca.

– Você não vai encontrá-la. Você vai ficar bem aqui. – depois disso uma pancada atingiu em cheio a cabeça do pequeno youkai que desmaiou.

A youkai que havia acertado Jaken jogou o mesmo numa tenda e fez sinal para que os outros se aproximassem. Partiram, então, para onde estava a exterminadora.

Rin lutava tranquilamente. Parecia que aquela youkai não estava lutando para valer. Algo como para ganhar tempo. O pressentimento de Rin se concretizou. Chegaram cinco youkais perto da senhora. “Como vou lutar com tantos?” Pensou.

– Essa é a exterminadora? Pela sua fama pensei que você era muito mais forte... – falou uma youkai esnobando Rin. A garota ficou muda, tentava arquitetar um plano para lutar contra os cinco. Não conseguia pensar em nada.

– Vamos logo com isso. Nosso chefe não gosta de atrasos. – falou um dos youkais. Rin já tinha ideia de que aqueles youkais estavam a mando do “chefe”. Eles, muito ágeis, imobilizaram a garota e saíram e disparada para o castelo. Ela só teve tempo de gritar e ver Sesshoumaru pronto para voar, mas outros youkais surgiram e impediram Sesshoumaru de ir resgatar Rin.

– Sesshoumaru, eu vou atrás de Rin. Posso não ser forte, mas consigo fazer alguma coisa até você aparecer por lá. – falou Noboru

– Tem certeza?

– Sim, você pode demorar com esses youkais. E sabe-se lá o que a Rin pode passar naquele castelo. Eu vou atrás dela.

Sesshoumaru não respondeu. De modo algum estava contente com aquela situação. Sua Rin sendo levada e ele lutando contra youkais inúteis. O problema era que esses mesmos youkais inúteis eram incontáveis. Ele matava um punhado e outro punhado aparecia para substituir os mortos. Não podia voar, pois os mesmos não deixavam. O que faria?

Rin foi jogada numa sala escura. O castelo era sombrio, negro e rústico. Ela podia sentir o youki que emanava daquele lugar. Ela podia sentir o mal que emanava daquele lugar.

– Fique bem quietinha aí. Nosso chefe já está vindo. Ele quer conversar com você. – falou a youkai que antes havia esnobado a jovem. Rin continuou muda. Pensava num jeito de fugir dali enquanto fazia uma prece silenciosa em seu coração para que Sesshoumaru aparecesse. Precisava dele. “Fraca. Inútil.” Pensou. “Não pode ficar em perigo e se defender sozinha? Você passou da idade de ser salva por ele. De precisar dele por qualquer coisa. Cresça Rin!” Repreendeu-se. Antes que pudesse pensar em algo viu alguém se aproximando. Sabia que era um youkai, pois o youki dele estava bem presente. Era algo muito forte. “É o chefe.” Pensou.

– Tão calada, Rin? Você não é assim... – falou uma voz conhecida e do meio da escuridão surgiu o chefe. Ele era forte, dava para perceber. Tinha cabelos longos e seus olhos eram vermelhos. Usava armadura e tinha duas espadas na bainha. – O que foi? Não está me reconhecendo? – Rin sabia que ele era familiar. E então ela assimilou e logo descobriu.

– Você? – perguntou surpresa desejando que não fosse.

– Sim, querida. Sou eu, o “Noboru-sama”. Qualquer pessoa com meio cérebro já teria percebido que eu era o chefe. Talvez inteligência não seja o seu forte. – falou com sarcasmo.

Não era falta de inteligência e sim excesso de ingenuidade. Rin nunca suspeitaria de Noboru. Ele parecia tão confiável... Esse era o ponto fraco da moça. Confiava demais, acreditava demais.

– Mas, por quê?

– Eu sei que sua cabecinha está cheia de perguntas. Responderei a todas, mas você sabe por que escolhi você? – O youkai se aproximou de Rin e com o pé pisou com força na perna da garota. Ela gritou de dor. – Por que eu tenho ódio de você!

Aquilo fazia algum sentido? Não, não fazia. Rin não conhecia o homem há muito tempo e por que esse ódio todo? Ela não compreendia.

– Por quê? – conseguiu murmurar em meio a dor.

– Porque você me lembra... – ele parou, seu olhar ficou vago e longe. – Você lembra aquela cretina! O jeito de agir, de ser... A sua coragem, determinação, sua força de vontade... Você é igual àquela desgraçada! – falou com angústia dessa vez apertando a garganta da garota. Rin tossiu.

– Ela... Ela quem? – falou com a voz falha.

– Isso não é da sua conta. – ele novamente ficou com o olhar vago e distante.

~Flashback on

– Chefe, ajude-nos! – eram dois youkais do exercito de Noboru.

– O que houve dessa vez? – perguntou o líder entediado.

– Uma exterminadora. Ela está acabando com os youkais do nosso exercito.

– Vocês são extremamente patéticos. Estão perdendo para uma humana! – Noboru saiu pisando duro e chegando do lado de fora do castelo viu a exterminadora. Ela não parecia ter medo. Lutava como um demônio... – Você! Mulher! Afaste-se vai ser melhor para você.

– Ah, então o lord desse castelo deixou a covardia de lado e decidiu aparecer? – falou com sarcasmo.

– Como ousa me enfrentar desse jeito? – falou irritado.

– Seus youkais me dão nojo, somente por isso desejo te enfrentar. – falou a moça. Noboru fitou-a: ela tinha longos cabelos presos num rabo de cavalo. Usava vestes de exterminadora e estavam com uma foice em uma das mãos.

– Não costumo bater em mulher, mas você está merecendo. – falou pronto para o ataque.

– Idiota.

Ela era habilidosa e forte, sem dúvida. Mas algo impedia Noboru de matá-la. Ele era suficientemente forte para acabar com ela, mas não conseguia. Tinha algo nela... A moça passou a foice no rosto do dai-youkai.

– Basta! Você é tão patético que não vale o meu esforço. – ela deu as costas, mas Noboru segurou a mão da exterminadora.

– Você provocou o youkai errado, moça. Será minha prisioneira agora. – mesmo relutante ela foi presa.

Algum tempo depois...

– Keiko, eu deixarei você ir. Não consigo mais te manter presa. – falou abraçado com a jovem. Não tinha muito tempo que ela estava confinada naquele castelo, mas o sentimento que surgiu entre os dois era algo extremamente forte. Ambos se amavam profundamente. Por isso, Noboru concedeu a liberdade da moça.

– O que é? Você, o imponente Noboru, está concedendo alforria a esta escrava? Seu coração ficou muito mole depois que me conheceu. – ela riu e ele beijou a cabeça dela.

– Como eu poderia me casar com você estando presa? Preciso de minha noiva liberta, não? – falou ele suavemente. Sim, ele acabara de pedir a mão de bela Keiko que arregalou os olhos.

– Casar? Isso é sério? – ela estava realmente surpresa. Estavam juntos, mas nunca imaginou que ele pudesse querer uma humana com esposa. Youkais precisam se casar com youkais para gerar uma descendência forte e poderosa.

– Por que não seria sério, minha cara? – ele falou. – Deixarei que você volte para casa, converse com sua família e depois que retornar nos casaremos.

– Oh, obrigada Noboru, mas... – ela não concluiu. Sua família não aprovaria a união tinha certeza. E ela ainda pensava no quanto Noboru poderia se arrepender. Não podia se casar com ele. Com certeza, algum tempo depois ele não aguentaria olhar para a cara de uma humana fraca. Não daria certo. Porém, Keiko não conseguia dizer não para Noboru. Amava aquele youkai tanto. O que faria?

No dia seguinte, como combinado, Keiko iria para casa rever seus parentes e voltaria para selar sua união com o dai-youkai. Ela chorou absurdamente como criança.

– Querida, tudo isso é saudades de mim? Mas, nós nem nos separamos ainda. – ele riu abraçando a jovem.

– Não, Noboru é que... Eu te amo tanto, saiba disso. – os dois se abraçaram e se beijaram apaixonadamente numa despedida dolorosa.

Keiko foi embora e nunca mais voltaria. Por isso, a partida estava sendo tão dolorosa. Noboru, amargurado pela traição de sua amada, ficou com o coração frio e jurou vingança. Seu plano? Matar esses seres horríveis, humanos.

~Flashback off.

Rin gritou, a dor estava querendo acabar com ela. Noboru era violento e sem coração. Havia quebrado uma das pernas da garota. Essa mesma perna doía absurdamente e o sangue jorrava.

– Por que está fazendo isso comigo? – falou entre gritos de dor. Noboru sentado majestosamente preso em seus pensamentos voltou à realidade com a pergunta da moça.

– Rin, eu queria acabar com vocês, por que... O motivo não interessa. – Rin sabia do que se tratava. Noboru sofria de coração partido. Via isso em seus olhos. – Então, para ver se o meu plano daria certo, segui um de meus youkais que foi morto pelas suas mãos. Quando vi “a senhorita” lutando – ele riu ironizando a forma como ele chamava Rin antes – meus olhos brilharam pela sua morte. Eu queria matar você minhas próprias mãos. E depois que eu vi o quanto aquele idiota do Sesshoumaru gosta de você... A minha vontade de te matar só aumentou. No fundo, vocês humanos sãos os verdadeiros traidores. – falou com angústia lembrando-se do passado. – Sem contar, naquela espada Bakusaiga. Gostaria de tê-la para mim.

– Por isso todas àquelas perguntas sobre ela. – Rin concluiu lembrando-se de todas as perguntas de Noboru a respeito da espada quando foram à caverna do Toutousai. Rin também se lembrou do conselho do velho forjador de espadas: Rin, boa sorte a sua jornada. E lembre-se: muitas vezes o perigo está mais próximo do que nós imaginamos. Rin estremeceu. “Como não pensei nisso antes?” pensou.

– Eu, propositalmente, fiz com que o Sesshoumaru se afastasse de você para que ficasse sozinha com o inútil do Jaken. Ficou fácil para os meus aliados sequestrarem você. Ah, mas finalmente posso fazer minha vontade e te matar, Rin-chan. – falou com o ar surtado.

Sesshoumaru finalmente conseguiu se livrar de todos aqueles youkais inúteis e voava rapidamente para o castelo. Sentia o cheiro de Rin. Sentia o cheiro do sangue de Rin. Ele estava preocupado. Como estaria sua garota? Não demorou muito e ele chegou ao castelo e adentrando nele viu numa sala uma cena que fez seu coração parar. “Rin...” pensou.

Noboru estava com o punhal nas mãos. Mataria ela ali e agora.

– Finalmente! – falou Noboru.

Rin fechou os olhos. Sabia que ia morrer. Estava sem condição alguma de lutar: estava totalmente amarrada e sua perna estava quebrada. “Parece que nos veremos novamente, dona morte.” Pensou Rin. Nesse momento uma luz verde invadiu o local. Rin escutou a melodiosa e grave voz dele. Ele por quem ela era apaixonada:

– Bakusaiga! – gritou o lord chamando a atenção de Noboru propositalmente. Ele queria acabar com o sujeito. O dai-youkai Noboru bloqueou o ataque.

“Sesshoumaru-sama...” Foi o pensamento da jovem que, devido à dor, desmaiava.

Notas finais
E aí, o que acharam? Modestamente, eu gostei desse capítulo. Nada como uma desilusão amorosa, né? Mas, vem mais alguns capítulos por aí. Deixem um comentário com a opinião de vocês, por favor! Já falei que isso é mega importante e agora mais ainda já que estamos na reta final, né? Espero que tenham gostado. Obrigada :) Beeeijos :))