A Estrela

4 Capítulo 3.


Notas iniciais
Aqui mais um capítulo para vocês, espero que estejam gostando. Enjoy xoxo

O que fazer em uma situação dessas?

Era muita loucura para acreditar, mas por que eu sentia no meu intimo que aquilo era verdade?

– Você ‘tá dizendo que eu não sou humana? – foi à primeira pergunta que veio a minha cabeça.

– Os Hunters deixaram de ser humanos há muito tempo, podemos ser chamados agora de... Mutantes. – explicou ela.

– Olha moça, isso é muita loucura. Não dá para acreditar. – eu apertei a ponte do meu nariz e voltei a olhar para ela. – só apaguem a minha memória, e me deixem ir para casa.

– Eu sei que é uma historia muito difícil de acreditar...

– Inacreditável. – eu disse a cortando.

– Mais você tem que entender que essa é a sua verdade. – ela continuou como se eu não tivesse falado nada. – o que você acha que você fez lá atrás naquela sala?

– O que eu fiz naquela sala foi... Ilusão de ótica, computação gráfica... Sei lá. – eu disse falando coisas em aleatório para ver se ela acreditava e me deixava voltar para casa.

– Ilusão de ótica, computação gráfica, você acha que esses meios tecnológicos derretem ferro?

– Só me deixa ir para casa, por favor. – eu disse ignorando sua pergunta.

– Eu não posso. E perigoso. – ela fala. – por algum motivo umas pessoas te seguiam, suspeitamos serem criaturas disfarçadas de humanos, no dia em que o nosso Hunter Harding te resgatou, era o dia em que eles estavam mais próximos da sua casa.

– Harding? Quem é Harding?

– O rapaz que te regastou...

– Resgatou? Você quis dizer sequestrou não é? – eu perguntei a cortando, de novo.

– Não acredite, ele te resgatou, tinha gente perigosa querendo te sequestrar. – ela respondeu dando ênfase nas palavras “resgatou” e “sequestrou”.

– Sei...

– Continuando, as criaturas que estão envolvidas no ramo policial, perceberam que tinha uma energia mágica. – ela parou de falar, e deu um suspiro cansado. – eles estão dizendo que eu já falei demais. Como eles querem que eu te conte a historia, e não fale demais?

– O que é isso? – eu disse fazendo um gesto abrangente com a mão.

Ela olhou em volta, e sorriu para mim.

– Está é a STCH, Sede de Treinamento dos Caçadores Hunters.

– Isso é verdade mesmo, não é? – eu perguntei torcendo para ela falar que era tudo uma brincadeira.

Ela me olhou tristemente, e de um sorriso de pena.

– Eu sei que a sua vida está virando de cabeça para baixo. Mas você tem que entender que você nasceu para isso, caçar, proteger, revolucionar.

– Quantas vezes você já viu um caso assim, de um Hun... Hunter não é? – ela concordou com a cabeça. — Quantas vezes você já viu algum Hunter que nem sabia da existência disso tudo?

– Sinceramente. Você é a primeira.

– Primeira? Eu não acredito que nunca apareceu um caso como o meu. – eu falei desconfiada.

– As maiorias dos jovens que aparecem aqui, já estão preparados pela família. Eles só precisam fazer o teste, para termos certezas se são Hunters.

Eu não sabia mais o que fazer mesmo uma parte de mim não acreditando, essa era a parte maior. Existia uma menor que acreditava.

– Agora eu preciso te levar para o seu quarto, e depois alguém vai te buscar para te mostrar o lugar, e dar os seus horários de treinamento. – ela falou fechando o meu arquivo.

– Espera, você vai me deixar sozinha? – eu estava começando a confiar em alguém naquele lugar. E agora eu estava sozinha de novo.

– Você pode confiar em todos aqui na STCH, somos a sua família agora.

Minha família.

– Meu pai, ele corre algum perigo?

– Enviamos caçadores para fazer a segurança dele, ele acha que você esta em cruzeiro na Europa.

– Mas eu tenho vida lá fora, escola, família, amigos.

– Fique tranquila, você ainda poderá falar com seus amigos.

– Ah valeu por resolver tudo. – eu disse irônica.

– Amanhã, iremos buscar as suas coisas, o que você achar necessário. – ela disse batucando os dedos na mesa.

– Ok...

*

Estava deitada olhando para um teto de metal, esperando alguém vim “mostrar o lugar” para mim, como disse a Isa, como eu descobrir que ela se chamava.

Sentei-me e me encostei-me à cabeceira da cama, o meu quarto era como tudo naquele lugar, de metal. Tinha um armário de madeira em um canto, a cama de solteiro onde eu estava sentada, uma escrivaninha marrom, e uma porta que dava para um banheiro.

Levantei-me e fui ate ele, entrei e tirei meu pijama, o dobrei e coloquei em cima da tampa do vaso, depois de um bom banho, eu sai e me enxuguei com uma toalha branca e macia.

Parei em frente ao espelho da pia, e encarei o meu reflexo. Uma garota com cara de assustada, e com uma expressão cansada me encarava de volta.

Eu me troquei com a roupa que estava em cima da escrivaninha. Havia roupas intimas do meu tamanho, uma blusa preta de mangas longas e justas, uma calça comprida também preta e justa, uma bota de cano curto marrom, e uma jaqueta de couro marrom.

Sentia-me como a Tris de Divergente.

O que eu mais queria agora era a minha mãe.

Eu nunca me senti tão sozinha e deslocada.

Voltei para o banheiro e sequei meu cabelo, achei um pente e penteei aquele longos cabelos ruivos. Meu cabelo não é rebelde, ele é bonito e meio cacheado. Meu pai sempre disse que eu lembro a minha mãe.

Uma batida soa na minha porta, eu me assusto e volto para a realidade.

Saio do banheiro, e abro a porta do meu novo quarto, uma moça que provavelmente tem a minha idade se encontrava parada na minha frente.

– Oi, eu sou a Monica, e você é a Christina Beckham Monroe, certo? – ela tinha uma voz fina e irritante, e falava rápido demais.

– Christine, na verdade.

– Oh, foi mal, eu que vou te mostrar a sede. Ok?

– De boa.

– Podemos ir?

– Claro.

Saímos do meu quarto, e andamos pelo longo corredor cheio de portas e números.

– Você sabe que essas portas são quartos dos os outros novatos né?

Novatos, eu sempre odiei essa palavra, era um jeito de transformar os outros inferiores.

– Sim. A Isa me disse.

Entramos em um elevador que era muito rápido e barulhento, se você não se segurasse ia cair. Eu me senti no elevador que o Harry Potter, vai que tem no Ministério da Magia.

A sede era um alojamento subterrâneo, quando nos “formássemos”, iríamos para o Grande Covil. O nome não me deixou nada animada.

O primeiro andar era onde a gente estava os quartos. O segundo era o refeitório. O terceiro era os treinamentos de pontaria, de luta, de autodefesa e disfarces.

O quarto andar era o estudo da historia dos Hunter, e a sala de treinamentos de poderes. O quinto era a sala onde eu aprenderia a controlar os meus poderes.

O sexto era o de teste, eu descobrir que naquele longo corredor de metal que eu passei para me encontrar com Isa são outros quartos de testes. O sétimo e ultimo e o grande salão de emergência, era para lá que a gente tinha que ir para pode se teletransportar caso houvesse alguma emergência.

Eu pedi para ir para Hogwoarts, quando eu era criança, ou para Nárnia, não pedi para me transformar em uma caçadora de monstros.

Tinha também o solo, que era em cima de tudo, estávamos escondidos em uma área que parecia uma grande praça, tinha até uma fonte.

Para entrar temos que achar um buraco que tem dentro da fonte, no buraco tem um botão, o botão vai ativar o reconhecimento de voz, e de marca – eu não entendi o que é marca, mas tudo bem. – depois do reconhecimento você entra. Não sei como mais entra.

– Então é verdade, tudo isso de caçadores, estrelas, e universos paralelos? – eu perguntei para a Monica, quando estávamos indo para a sala de pontaria.

– Você realmente não aprendeu nada sobre o seu povo? – ela perguntou.

– Antes eu achava que o meu povo era o da rua debaixo.

– Olha, eu sei que é o seu primeiro dia, mas eu vou te avisar logo, você vai ter algumas aulas com o terceiro, eles gostam de mexer com o primeiro, fica longe deles. – ela parou na minha frente. – eles sabem a sua historia, na verdade todo mundo sabe.

– Como?

– As noticias correm aqui. – ela falou como se fosse obvio.

– O que eles sabem? – eu perguntei insegura.

– Bom, eles sabem que você é filha da Elizabeth Beckham, uma das maiores Hunters de todos os tempos, e que ela morreu sem te contar sobre nós, e você cresceu como uma mundana normal. – ela disse fazendo careta no final.

– Ah, a minha mãe era bem conhecida? – eu perguntei.

– Sim, lógico, primeiro todos a conheciam só como a melhor caçadora de criaturas de todo o século, depois ela ficou conhecida como a única Hunter que conseguiu se esconder dos mestres.

– Uau, ela era boa.

– Boa? Eu a amo, eu queria ter conhecido ela. – ela parou, e seu rosto esquentou. – eu queria ser ela.

*

– Aqui que eu te deixo. – a Monica disse. – boa sorte. Com um pouco de sorte você sai inteira daí.

Ela foi embora, e eu fiquei olhando para aquela porta marrom de metal. Eu girei a maçaneta, e a abri. Todos os olhares se voltaram para mim, eu entrei lentamente, e fechei a porta.

– Christine Monroe? – um homem jovem, forte e com barba por fazer.

Ele parecia um cara que tinha acabado de sair do ensino médio, e tinha ficado muito tempo parado sem fazer nada especifico, e depois se deu contar que tinha que trabalhar.

– S-sim sou eu. – eu falei nervosa.

– Pode se aproximar.

Eu andei lentamente em sua direção, insegura, mas de cabeça erguida.

– Hunters, essa é a novata Christine, vocês devem ter ouvido falar dela. Tratem-na bem. Lembre-se que vocês também são novos aqui. – ele disse levantando uma sobrancelha grossa para a classe. – Pode se juntar a turma.

Eu me movi até os alunos, e fiquei do lado de uma garota loira. Todos os olhares estavam em mim, e eu ouvia cochichos.

– Como eu estava dizendo, hoje aprenderemos a atira uma adaga.

Ele se moveu até uma mesa cheia de facas iguais, todas com cabos com pedras brilhantes. Ele pegou uma e segurou perto do seu rosto.

Ele fechou seus os olhos, se virou rapidamente, e jogou a adaga no alvo atrás de si. Ela rodou três vezes antes de entrar no meio do alvo.

Todos fizeram sons surpresos. Menos eu. Por algum motivo eu sabia o que ele ia fazer antes mesmo de fazer.

Eu vi a adaga entrando no alvo, como se estivesse em câmera lenta, ela deixou uma linha branca atrás de si, e estava sumindo aos poucos.

Creio que todos conseguiram ver essa linha. Não é? Eu espero que eu não tenha sido a única, seria muito... Esquisito.

– O que vocês viram foi controle de efígie, eu fiz a minha efígie levar a faca até o meu alvo. – o que era efígie? – você nunca vai acertar o lugar certo se não estive em controle com a sua efígie.

Ele juntou as mãos, e foi as afastando lentamente, varias linhas brancas se grudavam em seus dedos, e na palma da mão como se fosse fios costurados.

– Um Hunter treinado, verá essa linha perfeitamente bem, você é claro, devem está vendo só um pequeno campo de força. Não é?

Todos os alunos concordaram, eu via aquela linha perfeitamente bem, como se eu pudesse toca-la. Qual era o meu problema?

– Efígie, são os seus poderes, o seu dom, a sua efígie estará sempre com você. Se você puder controla-los... Será invencível.

Todos o escutavam atentamente, como se suas vidas dependessem dessas informações, é talvez dependam.

Notas finais
Oi antes de você ir embora, por que você não comenta? é rapido e me deixaria muuuuuito feliz. Comenta ali embaixo, nem que seja uma crítca, contanto que seja construtiva né? Beijos até mais.