A Estrela

3 Capítulo 2.


Notas iniciais
Então pessoal, eu resolvir continuar a história. Eu já tinha escrito vários capítulos a muito tempo, então agora é só postar. Não reparem na falta de coêrencia, eu tinha dez anos quando escrevi essa história. Enjoy xoxo

Alguma coisa estava espetando o meu pé, eu tentei empurrar, mas estavam decididos a não me deixar voltar a dormir.

Eu abri meus olhos lentamente – uma coisa que tem que saber sobre mim, eu odeio que me acordem ódio mortal – e olhei para um teto azul com nuvens, e anjos gordos.

Minha cabeça doía, e a minha visão estava embaçada, eu tentei mexer meus braços, e então percebi que eles estavam amarrados, tentei mexer minhas pernas, e adivinha: amarrados.

Eu tentei fazer força, mas parecia que cada vez que eu forçava, apertava mais. É uma sensação horrível tentar se soltar e não conseguir.

Eu estava em um quarto com paredes de metal, e o único móvel que tinha era a maca onde eu estava deitada.

– Não tem porta neste quarto? Eu quero sair! – eu gritei esperando que alguém aparecesse. – eu morri e é aqui que eu ficarei na eternidade?

– Não você não morreu. – uma voz feminina falou de algum lugar.

– Quem está fal...?

– E sim, tem porta neste quarto. – ela respondeu me cortando. – A sua esquerda.

Eu olhei para esquerda, mais não tinha nada.

– Não tem porta não moça. Você pode me dizer por que eu...?

– A porta só aparecera se você conseguir se soltar. – ela me cortou novamente.

– É impossível eu sair daqui, as algemas apertavam toda vez que eu me mexo. – eu falei voltando a encostar a cabeça no travesseiro.

– Você pode sim sair, é só derreter as algemas. – ela explicou.

– Oh, obrigada pela dica maravilhosa. – eu falei ironicamente.

– Isso é um teste.

– Um teste para que? – perguntei. – para ver em quanto tempo eu perco a paciência?

– Também. Mas, além disso, para ver se você é uma de nós. – ela respondeu.

– Uma de vocês? – eu perguntei alerta, e me apoiando nos meus cotovelos. – o que vocês são? Uma seita que sequestra garotas indefesas?

– Não posso responder essas perguntas. – ela fala. – agora se liberte.

– ‘Tá, mas como? – eu perguntei.

– Eu já te disse. Derreta as algemas.

– Olha moça. Eu não sei se você percebeu, mas... EU ESTOU PRESA, E NÃO TEM COMO EU DERRETER ESTA PORCARIA DE ALGEMA! – eu gritei já perdendo toda a paciência.

Ela não respondeu.

– Você ainda esta ai?

Silencio.

– Então é assim? Vocês me trazem aqui, me predem, não dizem por que me sequestraram, me mandam derreter coisa com nada, e ainda me deixam falando sozinha?

Ninguém me respondeu, eu perdi toda a paciência, e a raiva me dominou, eu gritei com toda a força que eu tinha em meus pulmões.

Meu rosto esquentou, e meu corpo todo também, eu parei de gritar quando sentir meus braços queimando, e todo o resto do meu corpo. Eu olhei para os meus braços, e vi que as minhas veias estavam brilhando num tom laranja, era como lava descendo um vulcão.

Meu pijama era um short, e uma blusa sem manga, então eu vi que todas as veias do meu corpo estavam assim, aquela coisa quente e laranja estava descendo nos meus braços e pernas, e se enroscando nas algemas, e as derretendo.

O ferro da algema derretia, e caiam nos meus pulsos e tornozelos, estavam quentes mais não me queimavam, e também não ficavam em mim, derretiam e caiam em cima da cama.

Aos poucos as minhas veias foram voltando ao normal, à medida que eu ia me acalmando.

Eu me sentei na cama, e passei a mão no meu pulso estava vermelho assim como o meu braço inteiro, me levantei e me espreguicei.

– Derreti as algemas. – avisei.

Uma parte da parede se abriu, quando eu disse isso.

– Olha uma porta. – eu falei como se não fosse obvio.

Eu caminhei para fora daquele quarto, o chão estava frio. Eu estava no final de um corredor, as paredes eram todas de metal, assim como a do quarto onde eu estava.

Eu caminhei pelo imenso corredor, sempre em frente, ate que eu chego a uma porta, eu olho para trás e vejo que as luzes estão se apagando, uma por uma.

Eu me viro para porta, e a abro.

Encontro-me em uma sala branca e pequena, com uma mesa preta, e duas cadeiras, um de frente a para outra, em uma cadeira tem uma moça sentada.

– Olá Christine Monroe. – ela me cumprimenta, e eu reconheço a voz dela como a que me deu a dica no quarto.

– Você é a que estava falando comigo naquele quarto. – eu falei.

– Sim, sou eu. Sente-se – ela diz sorridente,

Eu sento a sua frente, e a encaro.

– Como sabes o meu nome? – pergunto.

– Ah, eu sei muito sobre você querida. – ela responde.

– Como?

Ela abre uma gaveta que tem do seu lado da mesa, e retira uma pasta, na frente da pasta está escrito, “informações sobre Christine Monroe”.

– Com isso. Isso são meses e meses de investigações sobre a sua pessoa.

– Isso não é ilegal?

– Para nós não.

Ela abre a pasta, e vai virando as folhas dentro têm varias fotos minhas em preto branco fazendo coisas normais tipo, comprando frutas, malhando na academia, e fazendo coisa de rotina, eu sempre estava acompanhada com um contorno brilhante em volta de mim.

Tinha também vários relatórios dizendo o que eu tinha feito nos dias, comprado, por onde tinha andado, com quem tinha andado, tudo precisamente organizado. Assustador. Doentio.

– Quem são vocês?

– Eu vou te contar tudo, mais você terá que prestar atenção, e fazer perguntas só no final ok?

– Ok, claro. – eu queria descobrir porque estava aqui, precisava fazer o que eles queriam.

– A estrela azul, e uma estrela muito poderosa, que tem poderes inimagináveis, e quem a tem na mão pode se tornar a pessoa mais poderosa do universo.

“Essa estrela caiu há muitos anos na terra, ela está escondida em algum lugar no planeta terra. Todos os seres que você nunca sonhou que existissem, existe. Seres de outros mundos, universo, e dimensões. Esses seres descobriram que está pedra esta neste planeta, e de alguma forma, eles entram na terra, não sabemos se é um portal, uma porta no submundo, ou outro método desconhecido, o caso é que eles entram.

“Quando esta estrela caiu, ela contaminou um grupo de pessoas, esse grupo de pessoas, adquiriram poderes, todos os tipos imagináveis ou não, leitura de mentes, super-força, psiconese e etc. Eles descobriram sobre essas criaturas, e resolveram que ninguém deveria ter essa estrela, eles podiam passar esse poder para quem eles achassem que poderia ajudar, e assim nasceu os Hunters, o grupo de caçadores.

“Todo o século, nasce um sacrifício, esta pessoa tem todos os poderes que existem dentro de si, ela é a única que pode destruir a estrela, e acabar com uma guerra muito maior. A sua mãe foi uma Hunter. Pensávamos que fosse a sua mãe, ela se recusou a fazer o teste para sabermos se ela era ou não, ela sumiu três anos antes de você nascer, e quando você fez três anos...

– Ela morreu. Eu sei. – eu disse a cortando dessa historia absurda.

– Vou continuar. – ela avisou. – descobrimos que a sua mãe não era uma Hunter quando ela morreu. Não sabíamos da sua existência até você se mudar da casa do seu pai.

“Foi ai que você começou a mostrar que tinha poderes. Fizemos varias pesquisas sobre você mais não podíamos ter certeza se você era uma de nos. Mas agora temos certeza.”

Ela me encarou profundamente e disse:

– Você é sim uma Hunter.

Notas finais
Espero que tenham gostado beijinhos, e comentem!