A Estrela
2 Capítulo 1.
Notas iniciais
Agora que começa realmente a história, espero que gostem =)
As quatro da madrugada eu acordo assustada. Sento-me na cama e tento me situar, corro os olhos pelo quarto escuro, e tento me lembrar de o que foi que me acordou.
Foi um barulho de algo quebrando, talvez vidro. Escorrego meus pés para fora da cama e enfio-os nas pantufas.Caminho devagar e silenciosamente ate a porta, com cuidado a abro, ela geme um pouco, e isso parece um grito no silencio.Amaldiçoou-me mentalmente, e fico parada esperando o assaltante pular na minha frente, mas ninguém aparece o silêncio reina.Abro a porta por completo e saio.Estou me sentindo em um daqueles filmes de terror, em que a mocinha acorda no meio da noite, se faz de corajosa, e ela é morta pelo monstro, depois desse pensamento eu quase volto correndo para debaixo das minhas cobertas seguras.Mas assim que estou voltando escuto um barulho vindo da cozinha, parecem panelas caindo.Puta que pariu, não posso mais fingir que não ouvi nada agora, oh Deus, ajude-me.Com o medo grudado em mim da cabeça aos pés, eu caminhei pelo corredor ate a cozinha.É nessa hora que eu me arrependo de morar sozinha.Mais silenciosa que um gato eu me arrasto pelo corredor, e chego às escadas, passo pelo porta guarda-chuva, e pego um.Desço as escadas e passo pela sala, não ouso ligar nenhuma lâmpada por mais que cada célula do meu corpo implore, eu não quero anunciar a minha presença para o assaltante. Quando eu chego perto da cozinha, vejo uma luz fraca vindo de lá. Só pode ser a da geladeira.Escuto som de coisas sendo remexidas, paro, eu realmente deveria voltar e ligar para a polícia, minhas chances contra qualquer um é péssimas, ate um mendigo desnutrido me ganha na quebra de braço.Poxa, esse pensamento me deprimiu.Que se foda, levanto o guarda-chuva como se fosse um taco de beisebol.Pulo para dentro da cozinha no intuito de assustar o assaltante, só que não tem ninguém na cozinha, será que ele foi embora. Espero que sim.A cozinha está sendo um pouco iluminada com a luz da geladeira, ligo a lâmpada, e olho em volta para ver se alguma coisa foi roubada, tudo foi remexido, mas eu acho que agora não vou conseguir ver se algo foi roubado.Mexo nas trancas da janela, está inteira e trancada. Fecho a porta da geladeira. Como alguém entrou aqui? E como saiu tão rápido? Se é que saiu, e se ela ainda estiver aqui?Esse pensamento me deixa nervosa. Será que ele ainda está aqui?Nesse exato momento eu sinto uma respiração no meu pescoço. Droga.A pessoa me segura e põe a mão na minha boca, percebo que é uma mão masculina. Não irei morrer sem uma luta, por mais mesquinha que seja.Começo a me debater, e a pessoa me segura com mais força.– Quieta. Fique quieta. – uma voz rouca sussurra no meu ouvido. – você quer ser pega mais rápido.Eu paro de me debater.– Eu vou te soltar. – ele avisa. – se você prometer não gritar.Okay, ele não vai me matar, isso é bom.– Então vai surtar quando eu te soltar? – ele perguntou.Eu neguei com a cabeça.– Boa garota – ele me elogio. – Acredite é para o seu bem. Ele lentamente foi me soltando, mas sem tirar a mão da minha boca. Depois de um tempo, com cuidado ele foi afastando a sua mão da minha boca.Agora era a minha chance, eu peguei a sua mão é a mordi, ele gritou e se afastou de mim, eu me virei e tentei chutar o seu ponto fraco, mas como a minha mira é ótima, perfeita, eu acertei a sua coxa esquerda, ele gritou mais e se encolheu.Eu corri para fora da cozinha, e subi as escadas pulando de dois, em dois degraus. O corredor pareceu imenso, ate o meu quarto. Quando eu cheguei lá tranquei a porta, e empurrei o armário para frente da porta. Peguei o meu celular e corri para o banheiro, me tranquei lá e comecei a discar o número da policia.– Atende, atende. – eu implorei.– 190. Polícia. No que posso ajudar? – uma voz feminina perguntou.– Eu preciso de ajuda, a minha casa foi invadida, tem um homem na minha cozinha, por favor, me ajuda. – falei rapidamente.– Senhora, eu preciso que se acalme, e me explique o que está acontecendo. – a moça do outro lado da linha falou calmamente.– Okay – eu disse e respirei fundo.– Fale baixo, e me conte o que aconteceu. – ela pediu.– Eu acordei com barulhos vindos da minha cozinha – eu comecei a falar baixinho. – eu resolvi descer para ver o que era, quando eu cheguei à cozinha tinha um...Mas eu não consegui terminar a minha historia, porque um barulho estrondoso veio do meu quarto, me afastei da porta do banheiro e fiquei em silencio.– Senhora que barulho foi esse? – a moça da emergência perguntou preocupada. – A senhora ainda está na linha?– Ele está aqui. – eu disse em um sussurro.– Onde? Você está o vendo? – ela me perguntou com uma pitada de preocupação.Eu não o via mais o escutava, e parecia que ele estava furioso, ele estava jogando as coisas na porta do banheiro, e gritava.– Você falou que não ia surtar, você é doida! – ele gritava na frente da porta do banheiro. – desliga esse celular, e sai daí!– Ele sabe que eu ‘to falando com você. – eu disse entrando em desespero. – ele... Eu... Eu não sei como ele entrou, eu coloquei um armário na frente da porta.
– Você tem certeza que não o conhece? – ela me perguntou desconfiada. – um antigo namorado? Uma pessoa com quem você brigou? – Não. Eu não conheço o psicopata que esta nesse momento tentando derrubar a minha porta! – eu gritei para ela, e entrei na banheira para ficar mais distante da porta.– Okay, mandaremos uma viatura para a sua casa. Qual o endereço? – ela perguntou.Eu dei o endereço enquanto o bruto lá fora chutava a minha porta.– Tente manter a calma que a viatura mais próxima já esta chegando à sua casa. Quer continuar falando comigo enquanto isso?Eu mal tive tempo de responder, quando a minha porta explodiu, e eu me abaixei na banheira, gritando é claro.Senti o celular ser arrancado da minha mão. E ele falou:– Não será possível, ela vai ter quer sair, foi um prazer te conhecer. E então ele desligou o celular, e me olhou.– Teimosa, mentirosa, e agressiva, o que mais eu preciso saber de você? – ele me pergunta.– O que você quer? – eu pergunto tentando não mostrar meu medo.O que é um pouco difícil já que eu estava encolhida na banheira, tremendo e suando.Ele se agachou na minha frente e me encarou.– Olha me desculpa ‘tá? Eu me exaltei um pouco.Eu continuei em silêncio apenas o encarando.– Eu posso te explicar tudo mais tarde. Vem comigo. – ele pede.Ele só pode estar doido, ele realmente espera que eu o siga para qualquer lugar?– Já entendi você não vai vim por bem não é? – ele perguntou fazendo uma expressão cansada. – okay...Ele fixou seu olhar no meu, e parecia que ele estava lendo a minha alma, aos poucos os meus olhos foram ficando pesados, e a ultima coisa que eu vi foi à luz vermelha e azul, entrando pela janela, e o barulho do carro da policia.Eu só pude pensar o quanto eu era idiota por não ter saído pela janela, e então tudo escureceu.
Notas finais
Ok, tem alguém ai? Se sim por favor comente leitor fantasma, esse capítulo vai decidir se eu continuo ou não. Se não tiver nenhum comentário eu vou ser obrigada a excluir, eu não vou continuar escrevendo para o nada, então se você gostou e quer que eu continue, comente. O seu comentário é muito importante.
Obrigada por ler, beijinhos =)
Fale com o autor