Notas iniciais
Capitulo dedicado aos meu amigos do grupo no face "Salão comunal da Lufa-Lufa" Boa leitura!

Aqueles últimos dias estavam sendo muito confusos primeiro descobri que o gato que herdei de meu pai fala e que na verdade foi amaldiçoado por uma bruxa, segundo essa bruxa também matou minha irmã, Terceiro o gato quer se vingar da bruxa pela maldição, quarto agora ele está decidido em me tornar um rei e por incrível que pareça está conseguindo... Aos olhos do rei agora, sou o príncipe de Altas florestas.

Marcus traçou um ótimo plano para fazer de Henry um rei! Ele estava com tudo pronto, depois de ajudar Henry ele poderia seguir em frente com sua vingança.

Henry havia começado a aceitar tudo o que o gato dizia, sempre que o gato dizia uma coisa ele pensava “por que não?” então nos dias seguintes foi vivendo assim. O Jantar com o rei foi ótimo! Melissa era muito bonita e nem um pouco antipática, o gato havia lhe conseguido roupas de alta costura para Henry usar no jantar e o rei gostou dele.

O Problema agora era que ele precisaria dar um dote ao rei para ter definitivamente a mão de sua filha, sem contar também que o rei queria um ato de bravura. O Reino de melissa estava em constantes tempos de guerra por isso eles precisariam de um futuro rei corajoso.

Henry não estava certo de que queria seguir com aquele plano, mas já que aderiu a regra do por que não, seguiu em frente, ele ainda não havia saído da livraria, queria ter um emprego caso aquilo tudo não desse certo.

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Era manhã de uma terça feira o patrão de Henry lhe havia mandado ir até a casa de uma mulher na floresta levar alguns livros que ela havia encomendado...

Henry se aprontou todo e foi Marcus não pode seguir com ele e nem estava presente naqueles últimos dias, ele preparava o dote... (como? Ninguém sabe!)

Havia chegado a uma grande casa de madeira com uma placa na frente escrita “Família Forest”. A frente da casa estava bagunçada e as janelas estavam quebradas também, ele chegou perto da casa e chamou três vezes

–Dona Natalia, Dona Natalia, Dona Natalia!

De dentro da casa havia saído uma mulher jovem e bonita, porém dava para perceber que ela já devia ser mãe, as marcas no rosto e a coluna um pouco encurvada denunciava isso.

–Vim trazer esses livros para a senhora

–Oh sim, eu pedi eles mesmo! Quando dá?

–100 ouros!

Natalia entra de novo na casa para pegar o dinheiro e junto com ela leva os livros... De dentro da casa dava para ouvir barulhos e de vez em quando a casa tremia o que será que estava acontecendo lá dentro? Henry determinado entra na casa para ver o que era.

A Casa por dentro era simples, decorada em tons de preto e amarelo, na sala tinha vários sofás, muita gente deveria morar aqui pensou Henry, Uma menina e um garoto de cabelo engraçado saíram correndo para dentro da sala, os dois estavam rindo e pareciam estar a fugir de alguém quando eles passaram uma garota desceu da escada, aquela parecia ser a pessoa de que eles estavam fugindo, ela também estava brincando com eles, Henry logo percebeu que aquela balhureira era devido às crianças já que a por onde eles corriam quebravam algo.

Um zunido passou raspando a orelha de Henry era uma flecha. A pessoa que disparou ela estava bem atrás dela com um arco em mãos, atrás dela estava um garoto grande de cabelos loiros, os dois deviam ser namorados pensou Henry

–Quem é você? –perguntou a menina com o arco em mão

–E-Eu sou-u o entregador de li-livros – respondeu ele com a voz tremendo.

–Porque está gaguejando? Eu não vou te acertar com uma das minhas flechas, aquilo só foi um erro – aponta ela para a flecha na parede da sala

–Ah sim, agora estou mais tranquilo haha

–Eu me chamo Ariel e esses aqui é o Adams – ele fala se apresentando e apontando para o garoto – Ele é meu namorado — ela diz meio envergonhada...

Dona Natalia aparece na escada segurando as três crianças, os de cabelo engraçado e a que estava junto com ele estavam um em cada mão e a que perseguiam eles estava chorando escondida atrás dela.

–Me desculpe pelo inconveniente rapaz, Grazi, Cabelo e Mariana não me sossegavam tinha que dar um jeito se é que você me entendeu – diz ela um pouco envergonhada.

–Ah sim, haha

–Aqui está o dinheiro, Ariel leve seus irmãos para o quarto, não quero mais essas pestes me incomodando.

–Sim mãe.

Quando ela estava subindo a escada com os três, eis que se ouve um grito do quintal

–Mãe! O weber sumiu!

–Oh meu Deus quem está gritando? – Diz dona Natalia.

Um garoto baixinho estava lá fora no quintal gritando.

–Jesse o que foi? – pergunta Natalia

–Mãe! O weber sumiu!

– Como assim sumiu?

– Eu estava passeando com ele e quando fui ver não estava mais comigo...

– Quem é Weber? – pergunta Henry curioso

– É o nosso sapo de estimação, antes ele era uma pessoa normal, mas um dia uma mulher o viu e falou algumas palavras estranhas. No outro dia ele sumiu e esse sapo apareceu, a partir daí achamos que ele virou esse sapo... -Respondeu a garota que antes estava com um arco.

Uma garota de olhos puxados chega ao local e diz:

–Ele deve ter fugido dos seus gritos Jesse...

–Carol aquilo não são gritos! São musicas...

Não era possível, seria muita coincidência mais uma pessoa se transformar em animal, será que a bruxa passou por aqui?

Disposto a ajudar, Henry logo se prontificou a procurar o sapo junto com o garoto, Jesse.

Eles estavam refazendo o caminho aonde o sapo foi perdido, e não haviam achado nada que pudesse mostrar para onde o sapo havia ido, talvez ele tivesse fugido dos gritos do garoto mesmo, pensava Henry...

–Hey! Aqui tem algum lago? Sapos gostam de água, talvez esse fosses para lá...

–Tem sim, mas a gente não vai muita pra lá, o lago fica dentro das propriedades dos Floreleans.

–Floreleans?

–É eles moram aqui perto, eles não gostam da gente e a gente não gosta deles.

–Tem algum motivo especial?

–Não sei! Acho que o senhor Floreleans e a minha mãe já namoraram e não deu certo, talvez seja esse o motivo deles não conversarem...

–Nossa! Vocês com certeza não são uma família convencional...

–É não somos mesmos...

Enquanto eles conversavam não notaram que haviam adentrado nas propriedades nos Floreleans, e em pouco tempo já não viram mais nada, estavam presos em uma rede.