A Equina — ANIMALIA

1 Prelúdio — Poder e Soberba


Notas iniciais
Olá pessoas que estão adentrando o meu mundo e agora conheceram sobre os meus pensamentos e ideias diante dessa história. Espero vê-los até o final dos capítulos e sempre receber seus comentários com opiniões e críticas. Espero que gostem e boa leitura!

PARTE 1

A RAZÃO DOS IMBECIS

Os preconceitos são a razão dos imbecis. — Voltaire

PRELÚDIO

Poder e Soberba

A bruma era espessa abafando o som e a visão. De onde se encontrava, um homem com vestes num tom verde escuro deixando visível apenas seus olhos da mesma cor que eram tão verdes quanto elas. Ele podia ver a rua, lisa, molhada, preta com tanta chuva.

O caminho que o homem percorria era bem escuro; pontes, rodovias desertas e becos cheios de moradores de rua. Londres tinha sua beleza, mas deixava à desejar em certos pontos; mesmo longe do rio Tâmisa, o homem podia sentir o indesejável cheiro de dejetos humanos.

Pelo caminho, ele depositava algumas pedras bem bonitas, eram como jóias bem caras. Ele só tinha um pensamento e esse era de que, sua esposa seguisse seus rastros até onde ele estava indo.

Depois de descer a rua Monroe, ele passou direto para a Blackrapel Street. Ela era uma rua famosa pela prostituição em larga escala, mas o homem não estava ali para ter uma prostituta submissa à ele. Ele entrou em um beco escuro e retirou de dentro das suas vestes uma espécie de cajado. O objeto era um cabo de metal com duas cobras — também de metal — enroscadas. No topo do cajado, havia uma grande pedra de esmeralda que reluziu quando o homem ergueu ela apontando para o final do beco.

A parede com um estrondo formou um redemoinho azulado; era um portal. O homem se esgueirou para perto do redemoinho e foi sugado por ele. A viagem pelo portal foi rápida e um pouco atordoante. Ele acabou parando em uma sala de aspecto bem rústico; suas paredes eram de pedra e o chão tinha um azulejo com desenhos de um homem bem estranho. O homem do azulejo tinha várias facetas cada uma como a de um animal. Ele trajava um belo terno negro e ao seu lado, uma mulher como ele estava em chamas. O homem das vestes verde não pareceu achar aquilo incomum quando olhou para o chão antes de seguir até o outro lado do grande salão onde um homem de vestes vermelhas idênticas à dele — exceto pela cor — o esperava.

— Você demorou, Sampa — o homem de vermelho se dirigiu ao de verde.

— É difícil caminhar quando se está segurando milhares de pedra, Sera — Sampa retrucou.

— Vamos aos negócios, não? — Um homem vestido de marrom surgiu por trás do de vermelho.

— Certo, Bhalu — respondeu Sampa.

— Foi rápido, Bhalu — disse Sera, sorrindo.

— Os contratantes adoraram a pequena Phloxwolf, foi a coisa mais fácil do mundo.

Sampa fez uma cara de insatisfação.

— Eu não acho que seja uma boa ideia dar a criança para Kopoidos, mas agora não há mais jeito — ele disse.

— É claro que é, Sampa. Quando a garota atingir os dezessete anos os Kopoidos irão sugar a animagia dela — falou Sera com um grande sorriso na cara.

Sampa não mudou sua expressão, Sera não o convenceu com aquelas palavras.

— Fazer negócios com Kopoidos não é bom. Eles podem se rebelar com o resultado e quem terá a animagia sugada serão nós três — ele falou com certo incômodo.

— Os Kopoidos nem ameaçariam chegar perto de mim, eu estraçalharia eles com os dentes — disse Bhalu com certo convencimento.

— Bhalu está certo. Acho mais fácil aquela Irmandade dos Caçadores nos matarem do que esses Kopoidos fracotes — acrescentou Sera.

— O seguro morreu de velho, meus caros — alertou Sampa.

— Nós só temos 21 anos, Sampa, então, temos muito o que viver ainda — satirizou Bhalu.

— Falam isso porque ainda não viveram o tanto que eu vivi. Ainda não têm filhos — Sampa foi interrompido por Bhalu.

— Filhos? E o ser que minha mulher gerou é o que? Mais um dejeto do rio Tâmisa? — disse Bhalu se sentindo ofendido.

— Não se sinta ofendido, jovem Bhalu. Eu estou dizendo filhos criados como o meu — falou Sampa explicando o que havia dito.

Sera franziu o cenho.

— Mas você nem filhos tem — falou ele achando que o companheiro estava doido.

— Isso fica para um outro dia, jovem Sera — encerrou Sampa.

— Sampa? — uma voz feminina invadiu o salão em meio a todas as vozes másculas e com aquele tom de crueldade. Sampa reconheceu a voz; era a de sua esposa-irmã.

— Estou aqui, Sarpa — respondeu ele.

— Fiz uma enorme caminhada. Foi bem desgastante. — A mulher também trajava vestes que ocultava tudo, exceto os olhos e seus longos cabelos loiros.

— É. Precisou das minhas pedras? — perguntou Sampa.

— Pedras? Eu não vi nenhuma pedra — disse Sarpa com uma ponta de dúvida em sua voz.

— Como pode não ter visto? Eu deixei todas as pedras pelo caminho — falou Sampa, indignado.

— Mas eu… — Sarpa estava prestes a gritar quando uma flecha se enterrou em seu peito. O sangue começou a jorrar em uma quantidade mediana. Todos os três homens se aproximaram da mulher para ajudá-la.

— Por Animalion, o que houve, mulher? — Sampa segurou a mão da esposa com força.

— Ali — sua voz era fraca e sua respiração era irregular. Ela apontou para as janelas na parte superior do salão. Sampa viu um homem de vestes negras e um arco e flecha dourado. Ele não sabia bem quem era, apenas que era um caçador. Ele viu o homem saindo pela janela e gritou: — Bhalu vá atrás do caçador! E Sera mande uma mensagem para os olhos de Animalion.

— Não — a voz fraca de Sarpa suplicou apertando com força a mão de Sampa. — Deixe-me morrer, não… tem… mais… jei...— Sarpa mal teve a oportunidade de completar a frase e morreu.

— Não Cristine, fique comigo! — Sampa exclamou. — Por favor, fique comigo.

Sampa nunca havia chorado tanto na vida dele como agora. Sarpa quando criança foi uma ótima irmã e quando adulta foi também uma ótima esposa. A cultura de se casar com irmãs criava um laço tão grande, maior do que os laços dos humanos que não possuíam essa cultura.

A fúria era como um atiçador de uma fogueira. O ódio consumia Sampa e ele estava decidido que iria atrás de todos os caçadores e acharia o culpado. Ele estava decidido que agora que tirou a pequena Phloxwolf do caminho do trono, iria reinar. E seu reinado seria investido contra os caçadores de Animagos. Eles pagariam e pagariam bem caro pelo que haviam feito a sua esposa-irmã.

Bhalu voltou para o salão, ele estava ofegante. O frio tinha deixado seus pelos faciais arrepiados. Ele se ajoelhou ao lado de Sampa e começou a murmurar.

— Sampa — disse ele.

— Não me chame mais de Sampa, esses codinomes. Esse lugar… essas roupas… Isso não adiantou de nada — Sampa respondeu.

— George. É claro que adiantou. Pelo meus cálculos, a Enrinca vai escolher você como o próximo ao trono. Depois que tiramos a família traidora Phloxwolf da jogada. Ganhamos muito com isso — disse Bhalu com animação.

— Mas perdemos… isso. — Sampa apontou para sua esposa-irmã.

— Nós vamos nos vingar assim que ascendermos ao trono, tenha calma.

Sera entrou de volta ao salão, sua cara não era muito boa.

— O que houve, Sera? — Bhalu questionou.

— A Enrinca já sabe do sumiço de Vulphina. Parece que a Enrinca vai governar Zookos pelos próximos dois anos — respondeu Sera.

— E? — questionou novamente Bhalu, sabendo que não estava tudo explicado.

— E depois disso, os Dauphinhorse serão os novos reis de Zookos — respondeu Sera.

Sampa — que na verdade, era George — e Bhalu olharam de forma ameaçadoramente cruel para Sera. O ódio em seus olhos era explicitamente visível. Dali pra frente, eles teriam que arquitetar novos planos. Eles teriam que tirar a família Dauphinhorse do poder. Eles não iriam suportar ver uma família de linhagem ruim assumir o poder. Eles não iriam deixar barato.



Notas finais
O que acharam da História? Estou esperando os seus reviews com as opiniões... obrigado.Beijos Animalios.hehehe