A Dominação De Lâminas

18 Something makes me feel I just might lose my mind


Notas iniciais
OI GUILDA! *o* Esse capítulo está totalmente relaxxxxxxxx, sem muitas informações e sem muita história. É só um capítulo descontração HUEHUHEUEHUEH As minhas provinhas vão começar e já vou pedir desculpas pelo atraso que a fic vai sofrer! :( Se eu não colocasse minhas musiquinhas para o nome do capítulo, seria mais ou menos esse o título: Criando memórias! Nhacc *.* Tão fofos juntos! -q APROVEITEM SEUS LINDOS

A Dominação de Lâminas

A melodia do piano acompanhava a incessável queda dos pequenos flocos de nesse. Sua dança era sutil e sincronizada, sendo captada por dois grandes olhos azuis. A face de Claire demonstrava que era a primeira vez que ela via o cair da neve, o que era uma surpresa para todos no ambiente, visto que ela morava em Freljord.

Era a segunda vez que Talon via Katarina tocando, e como na primeira vez, ele não conseguia a reconhecer. Estava diferente, mas o modo que os dedos brancos de Katarina se moviam causava certa serenidade que há tempo Talon não sentia. Toda vez que ela tocava seus olhos permaneciam fechados, colados como se estivesse morta. Como se estivesse esperando um fim que não viria.

Marcus, Swain, Darius e uma garota que Talon não conhecia também estavam ouvindo a linda melodia que Katarina podia lhes proporcionar. As notas não eram tão melancólicas como da ultima vez, mas havia certa agressividade no modo de pressionar as teclas. Suas sobrancelhas estavam franzidas e expressavam o sentimento que Katarina tinha por aquela música. Abriu os olhos e conteve uma lágrima solitária que insistia em cair. Levantou-se e todos a aplaudiram.

– Eu não sabia que Katarina tocava. – Darius disse com um sorriso no rosto, bem incomum vindo daquele homem.

– Minha mãe me ensinou. – Katarina respondeu com uma voz meio ríspida, meio orgulhosa, escondendo ainda dentro de si suas memórias tão felizes.

– Você toca muito bem. – Talon disse sem olhá-la, sem ver o leve tom avermelhado que seu rosto adquiria. Estava ao lado de Claire, observando os flocos de neve caírem por uma janela de vidro.

– Tenho que concordar. – Swain falou olhando Marcus como se ele lhe escondesse uma pedra preciosa.

– Toda vez que eu venho aqui Katarina me surpreende de um novo jeito. – A jovem ao lado de Darius falou. Seus cabelos eram platinados até seus ombros, os olhos eram um âmbar mesclado com vermelho, e sua estatura era de média para alta. Vestia-se igual um soldado noxiano, a jaqueta de camurça era vermelha escuro e a calça justa era preta. Calçava a bota marrom, e tinha a capa preta e amarela igual todos os soldados normais. Mas quando Talon a viu, sabia que tinha algo de diferente. Talvez fosse o elmo que não era muito comum em soldados noxianos de baixo escalão, ou simplesmente o modo que ela sorria.

– Eu tenho bastante tempo, Riven. – Katarina disse em um tom descontraído enquanto ia ao lado de Claire e Talon.

– Agora que ouvimos a bela canção que Katarina tocou, precisamos discutir o destino de Claire Yvori. – Swain se pronunciou.

– Claire é minha filha, nada mais justo do que ficar aqui na mansão. – O general se manifestou pela primeira vez no salão.

– Nada mais justo que retirar a menina de Freljord e colocá-la em Noxus! – Riven debochou.

– Riven como sempre astuta! – O general riu.

– E continuar sendo estuprada, soldado? – Darius a olhou sério, como se estivesse a desafiando.

– Ah... – A face de Riven transpareceu sua surpresa. – Eu não tinha conhecimentos sobre isso, mestre.

– Darius é com quem você treina, Riven? – Katarina continuava desviando a conversa.

– É. – Riven trincou os dentes, fingindo uma raiva que não existia. E Talon como um bom observador percebeu isso.

– Claire Yvori mudará seu nome para Claire Du Couteau. – Swain insistiu. – E Marcus, você pode escolher.

O general entendera as palavras de Swain. Anos e anos de serviço o permitira entrar nem que fosse um pouco na mente do Mestre da Estratégia. Claire prestou atenção, mas a ideia de ser qualquer coisa além de brinquedo de um homem a deixava satisfeita. Katarina engoliu seco, mas não deixou que ninguém percebesse, Talon fazia suas notas mentais, e Riven e Darius trocaram um olhar entre si.

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O escritório de Marcus Du Couteau estava terrivelmente abafado, as janelas estavam todas fechadas e uma empregada servia café para Riven e Darius. Swain e Marcus já haviam arrumado a papelada para que Claire pudesse mudar o sobrenome e ser registrada como filha do temido general Du Couteau. Aquilo iria demorar, mas Claire não iria para mais algum lugar que não fosse território noxiano. Riven estava sentada em uma das poltronas de frente com a mesa de Marcus, mas só estava ela e Darius no ambiente. Ambos não sabiam onde estavam Marcus e Swain. Katarina estava arrumando o quarto para Claire, coisa extremamente incomum, visto o ódio inicial da assassina pela irmã bastarda. Talon servia de babá e ficava brincando na neve com Claire, daria nem que fosse um pouco de infância para aquela menina.

– Eu não sabia. – Riven disse tomando um gole de café. – Se eu soubesse que ela estava sendo estuprada, eu não abriria a minha boca.

– Por que um soldado feito você tem que saber coisas do alto escalão? – Darius lhe respondeu com desdém, sem prestar muita atenção nas palavras dela.

– Eu estou evoluindo de cargo rapidamente. – Ela sorriu venenosa. – Daqui a pouco vou ser promovida à capitã.

– Quanta convicção. – Ele debochou. – É com esse mesmo ideal que pretende ir para Ionia?

– Qual ideal? Que eu saiba não apresentei nenhum aqui. – Riven colocou a xícara em cima na mesa e o olhou com seus orbes invasivos.

– Você está tentando ir para um caminho onde o final será desagradável. – Ela fez uma cara de desentendida. – Em outras palavras, você está se achando a última laranja da cesta.

– Eu estou me achando? Por favor, Darius!

– Então me diga o que é isso. – Ele cruzou seus braços e a encarou com um olhar de predador, destruindo a invasão que Riven proporcionava dentro de si.

– Eu apenas estou confiante.

– Confiança demais não é muito bom.

– Quer que eu seja pessimista? – Ela arqueou as sobrancelhas.

– Riven, você é oito ou oitenta. – Ele suspirou. – Seja o que quer ser na exata proporção.

– Como eu vou saber qual é a exata proporção, Darius? – Ela se levantou e apontou o dedo para os braços cruzados de Darius. – Quer que eu seja igual você? Um reflexo de impassibilidade? Darius. Eu. Não. Sou. Você! Eu não tenho os mesmo ideais, eu não tenho a guerra como o meu princípio como você tem.

– Você acha que tudo pode ser resolvido com palavras, e esse é o seu maior erro! – Ele se defendeu, tentando não xingá-la por ter um pensamento contrário.

– Isso não é um erro! – Ela disse em bom tom. – Isso definitivamente não é um erro!

– É ingenuidade. – Ele encerrou a discussão com essas palavras, se virando e indo até a porta.

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– Eu fiquei confuso. – Talon disse enquanto guardava as facas dentro de um armário. Ele e Katarina estavam no casebre que servia de arsenal limpando as armas. Desde que Riven, Darius e Swain tinham ido embora aquela pergunta estava entalada na sua garganta. – O que Swain quis dizer?

– Você é novo aqui, mas todos naquele salão não. – Ela lhe respondeu friamente. – Ou Claire vira a nova prostituta da família, ou no futuro eu perderei meu cargo.

– Eu suspeitei. – Talon engoliu seco. – O que ele escolherá?

– Eu não estou satisfazendo as expectativas do general. Ele pode muito bem treinar a Claire, mas ela nunca será tão boa quanto eu.

– Modesta. – Ele riu.

– Heh, uma assassina que foi moldada nunca será tão boa quanto uma que procurou seu próprio destino.

– Imaginei que diria isso. – Talon a olhou, estava afiando suas duas adagas. – Essas são as suas preferidas?

– As adagas? Sim. – Ela sorriu, mostrando os dentes brancos bem cuidados. – Eu as comprei naquele dia da Monique. Vi em uma barraca, gostei do formato e acabei fazendo uma pechincha.

– Ah... Monique... Saudades. – Ele riu e percebeu que Katarina afiava as adagas com mais pressão.

– Sente falta das tuas prostitutas, cão? – Ela parou de afiar e o olhou séria.

– Não, fui a um bordel um dia desses. – Katarina fincou a adaga na mesa que Talon apoiava a mão com as palavras ditas.

– Acredito que seja porque gosta de mulheres fáceis.

– Eu gosto de mulheres, e gosto mais ainda quando elas se jogam em cima de mim. – Talon pegou a adaga e apontou a Katarina com um sorriso nos lábios. – Como você.

– Eu me joguei em cima de você? – Ela deu um tapa na mesa e depois gargalhou. – Por favor!

– Se você se jogou ou não, só sei que não tive dificuldade alguma.

– Eu estava bêbada! – Ela riu sínica.

– E as outras vezes? – Ela abriu e fechou a boca igual um peixinho. Sentiu sua face queimar e virou a cara, parando de olhar dentro dos orbes castanhos.

– Existe uma grande diferença entre mulheres que são fáceis e mulheres que sabem o que querem! – Katarina voltou a olhá-lo, retrucando de forma brusca.

– E qual é a diferença? – Ele cruzou os braços.

– Eu sabia o que eu estava querendo.

– E como você me explica a dificuldade que eu não tive? – Ele arqueou as sobrancelhas.

– Eu queria te beijar! – Ela sentiu sua face ficar mais quente.

– E por que você está vermelha agora? – Katarina arregalou os olhos, fazendo movimentos bruscos para espantar o calor que estava sentido.

– Eu não estou vermelha.

– Você sempre fica vermelha.

– Se eu não ficasse vermelha, significaria que eu sou fácil. – Ela cruzou os braços também, e fechou os olhos como se estivesse com a razão. – Mulheres fáceis não sentem vergonha.

– No acampamento você não ficou vermelha. – Ele rebateu.

– Eu não sou fácil, Talon! – Ela se estressou.

– É mesmo? – Ele sorriu de canto. – Prova.

– Prova...? – Katarina franziu o cenho, tentando entender. Ouviu sua adaga cair no chão e sentiu as mãos fortes agarrarem seus braços cruzados. – Talon... O quê?

– Resista a mim. – Ele sussurrou em seu ouvido. Katarina sentiu seu sangue ferver, seu coração disparou e sua face não podia ficar mais ruborizada.

Talon a apertou forte contra si e abocanhou o pescoço branco de Katarina, mordendo levemente ali e a fazendo soltar um gemido teimoso. A sentiu estremecer em seus braços e não conteve sua risada, o que o fez mordê-la com mais força. Katarina tentava o afastar no mesmo momento que não queria que ele parasse de agarrá-la. Talon subiu as mordidas para sua face, e se inclinara sobre ela, fazendo-a dobrar o joelho errado. Perdeu o equilibro e ambos foram para o chão de madeira.

– Fácil. – Ele sussurrou novamente em seu ouvido, e riu enquanto colocava os braços de Katarina sobre a cabeça, impedindo-a de fazer qualquer movimento. Talon continuou rindo com a cara de submissão misturada com indignação que ela fazia. Por fim foi dando pequenos beijos da nuca até a boca de Katarina, quando beijou seus lábios, sentiu o líquido quente escorreu e logo depois veio a dor.

– Você me mordeu! – Talon rosnou, a olhando com o brilho de um predador enquanto Katarina ria.

– Você está abusando de mim! – Ela tentou falar séria com uma voz um tanto frágil, rindo para esconder o desejo que estava em sua pele.

– Não é abuso quando você geme tão graciosamente contra meus lábios. – Ao dizer isso, ele a beijou. A beijou tão intensamente que Katarina se esqueceu que estavam discutindo, se esqueceu de seu orgulho e apenas sentia o gosto do sangue de Talon em sua boca. Aquilo a entorpecia de um modo que a fazia querer mais, cada vez mais. Sua luxúria foi tamanha quando sentiu o membro de Talon rosando contra sua pele, pulsando a medida que os beijos ficavam mais quentes.

– Eu não vou perder para você. – Ela disse entre os beijos. – Eu sei o que eu quero.

Ao dizer isso, empurrou Talon com toda a força e subiu em cima dele engatinhando. Retirou a jaqueta de frio que vestia e ficou apenas com uma blusa social branca. Abriu dois botões e deixou seu sutiã preto aparecer. Pegou uma adaga em cima da mesa e cortou levemente o canto de seus lábios. Debruçou sobre Talon e esperou o sangue escorrer até os lábios dele. Riu de canto e lambeu seu próprio sangue nos lábios do assassino.

– Vai perder. – Ele levantou seu tronco, a pegou pelos cabelos vermelhos, e a beijou intensamente. Diferente da outra vez, era um beijo necessitado, um beijo sem pausas e sem provocações. Era apenas o desejo puro de ambos que se inflamara. Katarina o encostou novamente no chão, demonstrando sua pose e mordendo levemente os lábios inchados de Talon. Os dedos de Katarina foram até os botões da jaqueta de Talon e tentou desabotoá-los, em vão. Desistiu e voltou seus dedos aos cabelos dele, o beijando em seguida freneticamente, como se aquilo fosse uma droga.

– Você é igual nicotina, Katarina. – Ele sussurrou entre os beijos. – Eu estou viciado.

Katarina gemeu novamente com a declaração de Talon, a única coisa que fez foi parar de beijá-lo e olhar dentro dos olhos castanhos. Sua face havia desaparecido, e só havia aquele olhar ali, como se estivesse vendo dentro de sua alma. O olhou tão apaixonadamente que duvidou até de sua existência. Duvidou que era uma assassina e duvidou que aquilo que chamavam de vida era apenas algo dela. Por um segundo, sentiu a submissão na pele. Sentiu que se ele continuasse a beijando e a olhando daquele jeito, ela seria toda dele. Ele querendo ou não. Ele querendo somente o seu corpo ou não.

Sua mente só parou de pensar quando sentiu novamente o contato frio que era os lábios de Talon. Sentia-se mergulhada em um oceano do qual não podia escapar. E ela era a errada. Ela queria continuar se afogando naquele mar de águas desconhecidas, ela queria beijá-lo sem parar até que ambos ficassem sem fôlego. Seu erro era querer continuar, era não conseguir colocar um freio naquilo que ela ainda não sabia o que era. E que Talon sabia mas já havia chutado o balde há muito tempo. Sua subordinação só acabou quando a porta se abriu e Claire apareceu com uma face assustada de ver os dois no chão.

– Claire... – Talon sussurrou e Katarina o olhou sem entender. Por um segundo, pensou que Talon sussurrava o nome de sua irmã bastarda contra seus lábios. Mas logo depois o frio da porta aberta bateu contra seu corpo e ela parou de beijá-lo, erguendo-se rapidamente.

– Claire. – Ela engoliu a saliva, e observou a menina de dez anos parada em frente a porta com uma expressão desnorteada.

– Marcus disse para vir ver o que vocês estavam fazendo. – A voz de Claire quase não saiu, espantada com que acabava de ver. Olhava para os lados e não se atrevia a entrar dentro do casebre.

– É... – Katarina coçou a cabeça, nervosa. – É... – Ela olhou para Talon que se levantava e ajeitava sua roupa. – É... – Ela repetiu novamente a palavra e seu rosto ficou ruborizado de novo.

– Relaxa, Kat. – Talon pegou a jaqueta de Katarina e a colocou sobre os ombros dela. Olhou dentro dos olhos verdes, inclinou seu rosto ao dela e deu um leve beijo em seus lábios. – Vamos, Claire. – Ela lhe estendeu a mão e os dois saíram do casebre, deixando Katarina perplexa e envergonhada para trás.

Notas finais
AYEEEEE! Darius e Riven apareceram na fic! Tem gente que pode até não gostar, mas eu vou colocar eles como um casal sim! xD (Haters gonna hate) CLAIRE, PUQQ?! Tava ficando quente! HUEHEUHEUHEH